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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

60 anos de emancipação de "Barra do Garças", a cidade do "Aeroporto para Discos Voadores"


Barra do Garças
, a cidade do "Discoporto", situada a 509 km de Cuiabá, completa hoje 60 anos de sua emancipação política.


Foto: Edevilson Arneiro
Encontro dos rios Araguaia e Garças, em época de cheias (ao fundo a Serra Azul)


Foto: Genito Santos
Cachoeira da Usina, no Parque Estadual da Serra Azul,
localizada a 4 km do centro de Barra do Garças


Segundo a Wikipedia, quanto ao turismo, Barra do Garças é privilegiada. Praias paradisíacas em junho, julho e agosto, quando no resto do Brasil é pleno inverno; águas termais como em Caldas Novas; turismo místico como em Alto Paraíso.

A Serra do Roncador, é meca do turismo místico. Consta que foi procurando pela Civilização perdida de Atlântida, que o Coronel Fawcett, desapareceu misteriosamente. Consta que os povos atlantis não só existem, mas possuem cidades subterrâneas cuja entrada fica nas cercanias da Serra do Roncador.

Também com a intenção de movimentar o turismo, na década de 90 já houve um projeto municipal de construir um "Aeroporto para discos voadores" na cidade. Veja mais sobre o "Discoporto" de Barra AQUI e AQUI.

Colonização da cidade iniciou nas margens dos rios
Da Redação da Gazeta Digital


O nome da cidade se deve ao fato de sua colonização ter se iniciado nas margens dos rios Garças, confluência com o Araguaia. Barra do Garças pertencia ao município de Araguaiana. Foi elevada à categoria de município em 15 de setembro de 1948, sendo o maior município do mundo com 285 mil quilômetros quadrados. Aos poucos, parte dessa área foi se tornando outros municípios da região, reduzindo a área ao tamanho atual (9.171 km2).

A população da cidade foi formada por imigrantes goianos, paraenses, mineiros, maranhenses e baianos, no ciclo do garimpo de diamantes. Atualmente vivem lá mais de 60 mil pessoas. Entre elas, muitos místicos que visitaram o local e fundaram comunidades esotéricas. De vez em quando essas comunidades organizam cerimônias para entrar em contato com os seres extraterrestres que, dizem, visitar a região.

O produtor de um programa de esportes radicais da cidade, Genito Santos, explica que as histórias místicas começaram com o mistério do sumiço do coronel Percy Harrison Fawcett (1867-1925), um famoso arqueólogo e explorador britânico que desapareceu ao organizar uma expedição para procurar por uma civilização perdida na Serra do Roncador, localizada naquela região.

A história até hoje é motivo de mistério, o que tem atraído a atenção de Holywood. A saga de Indiana Jones é baseada em relatos de Fawcett e o ator Brad Pitt cogita filmar na região baseado no diário do coronel, de quem fará o papel. A lenda que Fawcett se tornou é tão forte que há um homem que vive há anos ao pé da serra do Roncador, conhecido como Maurinho da Serra. Lá ele espera encontrar indícios do paradeiro do coronel.

Há também a história dos seres intra-terrestres. Conforme Genito, há lendas sobre pessoas que viram de "homens-morcegos" que viveriam em cavernas debaixo da terra. Não há nenhum relato contundente sobre o assunto. (AN)

Natureza é Exuberante

Barra do Garças transpira natureza. Mas, sem dúvida, uma das grandes atrações ambientais da localidade é o Parque Estadual da Serra Azul. Criado em 31 de maio de 1994, pela lei n°. 6.439, sua área é de pouco mais de 11 mil hectares. Antes do parque os índios bororós utilizavam o local para sua subsistência e o denominavam Kieguereirial que significa "morro, lugar dos pássaros" devido a grande diversidade de aves que ali habitam. A fauna e a flora são exuberantes e convivem harmoniosamente com cachoeiras, fendas e cavernas, sítios paleontológicos e arqueológicos, trilhas e bosques nativos.

Para cuidar de tudo isso o parque conta com uma gestão participativa entre Estado e sociedade. Isso dá ao local a proteção do envolvimento da comunidade, que ajuda o Estado a decidir o que é bom para a gestão da área.

Na área há também: um complexo de 14 cachoeiras; o marco do centro geodésico do Brasil; o local do futuro discoporto; a caverna dos Pezinhos - com inscrições pré-históricas - e o Mirante do Cristo. Desse ponto é possível ver o encontro dos rios Garças e Araguaia, cujas águas não se misturam.

Rio histórico - O Araguaia desempenhou um papel de destaque na história da cidade: serviu de entrada para os pioneiros, de palco para os garimpeiros e de cenário para a Guerrilha do Araguaia. Hoje é uma das maiores atrações da cidade, atendendo aos amantes dos esportes náuticos e da pesca onde apresenta peixes típicos da bacia Amazônica.(AN)

Visite também o site oficial da Prefeitura Municipal.

Assista ao vídeo "Barra do Garças Radical":



Parabéns, Barra do Garças!


domingo, 7 de setembro de 2008

7 de Setembro: Dia da Independência. Será?

Independente ou não, fica aqui a homenagem deste blog a esta data, com um vídeo que mostra o Hino Nacional em vários ritmos, incluindo a "Viola de Cocho", instrumento tradicional da cultura mato-grossense:




sábado, 6 de setembro de 2008

Cururu e siriri: o resgate de duas tradições que colorem Mato Grosso


LUNA KALIL
Enviada especial a Cuiabá (MT)*

Duas manifestações folclóricas típicas da região pantaneira poderiam ter sido extintas se não fosse a dedicação de gerações em passar para frente os versos, passos e seqüências que fazem parte da cultura popular de Mato Grosso. Tradições seculares de origem indígena, mais populares nas zonas rurais e ribeirinhas, o cururu e o siriri não foram registrados em livros, nem em museus. Eles foram passados de geração para geração, de pai para filho, e devem sua sobrevivência à tradição oral. Até hoje, há pouca bibliografia sobre o assunto e os estudos que existem se baseiam normalmente nos relatos e na memória de alguns personagens que, aos 50, 60, 70, 80 e quase 90 anos de idade, contribuem para manter a tradição viva.

Assim como as escolas de samba no Carnaval, os grupos de siriri ensaiam o ano inteiro para, em agosto, mês do folclore mato-grossense, se apresentarem no festival em Cuiabá. Nos meses que antecedem o evento, eles se reúnem de duas a três vezes por semana para o treino.

Durante o festival, são 30 minutos de apresentação para cada grupo, mas que parecem durar uma eternidade. Dos dois lados do palco, os músicos tocam em uma pequena plataforma, dando força à coreografia. Os mais velhos, com lágrimas nos olhos, se orgulham da tradição pantaneira. Os mais novos, que antes tinham vergonha de dançar, mantêm o sorriso no rosto durante quase todo o espetáculo. Na arquibancada, crianças e adolescentes acompanham os passos ao ritmo dos grupos agitando a estrutura de metal. No siriri, ganham vida e interagem nas coreografias elementos de outras culturas, como o bumba-meu-boi e animais como o pássaro tuiuiú e a cobra sucuri.

A mulher que não deixou o siriri morrer

"Você está muito Parintins com esse cinto", diz com humor a turismóloga Ligiane Dauzacker para Dona Domingas, apontando para o cinturão de penduricalhos indígenas que a fundadora do primeiro grupo de siriri de Cuiabá carregava ao redor de seu corpo. Ligiane se referia à tradição folclórica amazonense, que tem alguns elementos semelhantes ao cururu e siriri de Mato Grosso. Dona Domingas caminhava em direção à porta da sala de imprensa, logo após ter dado uma entrevista para os jornalistas de São Paulo e do Rio, levados pela primeira vez para assistir ao festival em Cuiabá.

Dona Domingas é Domingas Eleonor da Silva, uma das lendas vivas da dança popular mato-grossense. "Eu sou uma das mães do siriri", se autodefine a cuiabana de 53 anos, que "há 47 " ajuda a resgatar a o folclore da região. Nascida na comunidade ribeirinha de São Gonçalo Beira Rio, região onde surgiu a cidade de Cuiabá, foi a primeira mulher de Mato Grosso a tocar o tamborim e ganhou fama por enfrentar de igual para igual cururueiros em roda.

Alfa Canhetti/Divulgação
Apresentação do grupo Flor Ribeirinha, um dos mais tradicionais de Cuiabá, na 7ª edição do Festival Cururu Siriri

VEJA MAIS FOTOS DE CURURU E SIRIRI

Hoje preside a Federação das Associações dos Grupos de Cururu e Siriri do Estado de Mato Grosso, que, recentemente, ganhou até uma sala dentro da Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá. "Enquanto eu for a presidente das associações, o festival será gratuito, para dar oportunidade para quem quiser ver."

A cuiabana, que fundou há 17 anos o grupo Flor Ribeirinha, um dos mais conhecidos na capital mato-grossense, diz ter no sangue a tradição indígena da dança e da música.

Siriri e cururu

'Brincar de dançar o siriri' é uma prática também encontrada no Nordeste e em outros Estados brasileiros. Em Mato Grosso, ele é dançado por crianças, homens e mulheres em rodas ou fileiras formadas por pares, que acompanham toadas cujos temas mudam de verso para verso e cujas composições exaltam santos, cidades, a natureza e até pessoas. Tocado em festas e reuniões, a origem do nome siriri é obscura e alguns acreditam ter esse nome em referência a um bicho homônimo.

Na dança, as meninas e mulheres mexem as longas e coloridas saias (com estampas florais) e batem os pés descalços no chão, um ritual que serve para tirar o mau espírito, que, segundo Dona Domingas, é mantido para não desapontar a tradição indígena; os homens e meninos acompanham a toada e os passos com palmas e pisadas fortes. "Eles usam sapatos porque fazem uma espécie de sapateado", explica. Os grupos de siriri têm diferenças entre si: há alguns mais lentos e outros têm batidas distintas na viola de cocho. "As diferenças valorizam a tradição. Por isso, devemos manter cada grupo do jeito que eles são."

"O cururu é pra cantá;
o cururu é pra dançá,
e agora vamos falá;
da linda Cuiabá"
(estrofe da composição "Avoa, Avoa Tuiuiú")

Veja vídeo sobre o Festival Cururu Siriri 2008:


O cururu é um ritmo tocado somente por homens que se vestem elegantemente, com improvisações e repentes elaborados na hora. Alguns versos são feitos de improviso, outros já estão na memória do povo. Segundo contam os "mestres", no passado, os versos eram feitos, entre outras coisas, para conquistar mulheres. O ritmo se apresenta em roda e, ainda hoje, mantém a característica de desafio, em letras que exaltam as belezas naturais da região, como a Chapada dos Guimarães e a fauna do Pantanal, e temas religiosos.

A viola de cocho, elemento essencial

Típica da região pantaneira, a viola de cocho é um dos instrumentos-base do cururu e do siriri. Mesmo com poucas notas, é um elemento fundamental para o ritmo. Esculpidas em madeira inteiriça de vários tipos, são feitas artesanalmente e levam cerca de oito dias para ficar prontas. Geralmente, medem 70 cm de comprimento e 25 de largura. São cinco cordas, confeccionadas de vários tipos de materiais, entre eles, a fibra vegetal e a linha de pesca.

Além da viola, o cururu e o siriri também são acompanhados pelo ganzá, conhecido como reco-reco, e pelo mocho ou tamboril, espécie de banco de madeira com assento feito de couro cru, instrumento que não pode parar de ser tocado durante a apresentação, já que sua batida é essencial para os ritmos. Para fazer cururu são necessários pelo menos dois cantadores, um tocando viola de cocho e outro ganzá.

Um dos produtores do instrumento mais requisitados do Estado é Alcides Ribeiro, filho de um dos cururueiros mais antigos de Cuiabá, Caetano Ribeiro dos Santos, conhecido por Seo Caetano, de 83 anos. Manoel Severino de Morais, 79, outro mestre do cururu, também ajuda na produção caseira do instrumento, que pode custar até R$ 480. Em Mato Grosso, há mais de 50 artesãos que produzem a viola de cocho.

Artesão mostra como produz a viola de cocho; veja:


O festival que acontece em agosto

Há sete anos, a festa elaborada para celebrar manifestações culturais típicas reúne grupos de todo o Estado e resgata a origem das culturas da região pantaneira. "Um povo sem cultura não existe", diz Dona Domingas.

O festival, que este ano aconteceu de 28 a 31 de agosto, é uma espécie de Carnaval típico e exclusivo de Mato Grosso. Logo após o término do evento, figurinistas, maquiadores, coreógrafos e professores talentosos já começam a trabalhar na preparação do ano seguinte, em que são escolhidas novas toadas, assim como os sambas-enredos do Carnaval, e são preparadas as novas coreografias. Os santos homenageados costumam acompanhar os grupos dentro e fora dos palcos e figuram entre os elementos cruciais das apresentações.

Segundo Dona Domingas, a parte religiosa serve para estimular o grupo. "Sem ela, a dança perde a força." Em 2008, o grupo Flor Ribeirinha homenageou a Nossa Senhora do Pantanal.

Festival Cururu Siriri de Cuiabá
Quando: em agosto
Onde: na praça Cururu Siriri, na região do porto, em Cuiabá (MT)
Quanto: entrada franca
Mais informações: www.festivalcururusiriri.com.br

* A jornalista LUNA KALIL viajou a convite da organização do festival

Fonte: UOL Viagem

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Pantanal concorre à votação das "7 Maravilhas Naturais da Terra"

Via: só notícias mas, que eu vi no Cuiabá News, do meu amigo Maninho! E fotos daqui.



O Pantanal, representado pelo Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, está concorrendo ao título de uma das 7 maravilhas naturais da terra. O concurso, de caráter internacional, é promovido pela entidade New7Wonders, a mesma que realizou a eleição das novas maravilhas monumentais do planeta, com a eleição do Cristo Redentor (RJ). Agora, a escolha é das sete maravilhas da natureza.

Para falar sobre o concurso e buscar o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) para a campanha de escolha do Pantanal, o chefe do Parque Nacional, José Augusto Ferraz de Lima visitou nesta segunda feira, a coordenadora de Ecossistemas, da Superintendência de Biodiversidade da Sema, Gabriela Priante.

Além do Pantanal, do Brasil também concorrem os Lençóis Maranhenses, a Floresta Amazônica, o arquipélago de Fernando de Noronha, o Monte Roraima, o Parque Nacional do Iguaçu e o morro do Pão de Açúcar. A votação se encerra no dia 31/12 deste ano. As 21 maravilhas da natureza mais votadas nessa primeira etapa concorrem, numa segunda etapa, para escolha das sete maravilhas naturais.

O Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, que na votação representa o Pantanal Mato-grossense, situa-se a montante da confluência dos rios Paraguai e Cuiabá, os dois principais formadores do Pantanal. Na planície fluviolacustre onde está situado, formada por lagoas de dimensões diversas, estão as de Uberaba e Gaíva, localizadas na faixa de fronteira Brasil/Bolívia e tem como um de seus limites o Rio Paraguai.

Conectado a áreas protegidas fronteiriças, o Parque Nacional estabelece ligação com a Área Natural de Manejo Integrado San Matias localizada em território boliviano, através das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Acurizal e Penha, as quais se situam na fronteira brasileira, e que, juntamente com o Parque Nacional do Pantanal e o Parque Estadual do Guirá, formam um importante mosaico de áreas protegidas.


Unidade de Conservação, de proteção integral, o Parque Nacional abriga uma amostra significativa do ecossistema pantaneiro, e devido a sua beleza cênica e alto grau de conservação, foi reconhecido como Patrimônio Natural Mundial – Patrimônio da Humanidade, representando o Brasil na Convenção Internacional de Áreas Úmidas.

Com uma área de 135 mil hectares e perímetro de 260 km, o Parque Nacional engloba os municípios de Poconé e Cáceres, no Estado de Mato Grosso, e Corumbá, no Estado de Mato Grosso do Sul sendo uma das poucas Unidades de Conservação do Brasil que tem regulação fundiária, conselho gestor e plano de manejo, oficialmente aprovados.

Criado por meio do Decreto nº 86.392, de 24 de setembro de 1981, tem como objetivo proteger e preservar amostras de ecossistemas pantaneiros, bem como sua biodiversidade, mantendo o equilíbrio dinâmico e a integridade ecológica dos ambientes contidos no Parque.

Já a região do Pantanal – onde está localizado o Parque Nacional -, ocupa uma área de aproximadamente 200 mil quilômetros quadrados, formando a maior planície inundável do planeta, abrangendo os países Bolívia, Paraguai e Brasil, onde está situada 70% de toda a região pantaneira.

No Brasil, o Pantanal ocupa uma área de 138.000 km², abrangendo grande parte dos estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul.

Entre os títulos que ostenta está o de Reserva da Biosfera Mundial, título concedido ao Pantanal Matogrossense pela Conferência da Organização das Nações Unidas para a Ciência e a Cultura (Unesco), em 9 de novembro de 2000; o de Patrimônio da Humanidade, reconhecimento dado ao Pantanal, também pela Unesco, em 29 de novembro de 2000, através do Parque Nacional do Pantanal, juntamente com as Reservas Particulares (RPPN) da Fundação Ecotrópica; e o de Sítio Ramsar, nome recebido pelo Parque Nacional em 24 de maio de 1993, pelo fato de conter uma das maiores concentrações de fauna do neotrópico, abrigando várias espécies de mamíferos, aves, répteis e peixes, ameaçados de extinção.

Recentemente também foi reconhecido o mesmo título ao SESC Pantanal, em Poconé.

Para o chefe do Parque Nacional, José Augusto Ferraz de Lima, devido a sua localização privilegiada e a grande reputação nacional e internacional da unidade, o Parque Nacional é o representante ideal do Pantanal. “A unidade é uma Instituição Federal de grande importância para promover ações integradas voltadas à proteção da biodiversidade na maior planície alagada de águas continentais do planeta”, explicou.

A votação vai até 31/12 e assim que estiver disponível para ser votado, coloco aqui o link para que todos que quiserem possam votar.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Tabebuia heptaphylla (Ipê Roxo)



iperoxo4.jpg


Tabebuia heptaphylla, popularmente conhecida como ipê-roxo, é uma das espécies que vêm sendo estudadas por ser de alto valor econômico, considerando-se as finalidades de sua madeira e extrativos foliares, e pela diminuição preocupante do número de indivíduos que ainda são encontrados em áreas de ocorrência natural (ETTORI, 1996).


Taxonomia


Família: Bignoniaceae

Espécie: Tabebuia heptaphylla (Vellozo) Toledo

Sinonímia botânica: Tabebuia avellanedae var paulensis Toledo
Tabebuia ipê Martius ex. K. Schumann Standley
Tecoma heptaphylla (Vellozo) Toledo
Tecoma ipe Martius ex K. Schumann

Outros nomes (vulgares): cabroé, graraíba, ipê (RJ,SC), ipê-de-flor-roxa, ipê-piranga, ipê-preto (RJ,RS), ipê-rosa (MG), ipê-roxo-anão (SP), ipê-uva, pau-d’arco (BA), pau-d’arco-rosa (BA), pau-d’arco-roxo (BA,MG) peúva (MS) e piuva (MS,MT). Na Argentina, lapacho e no Paraguai, lapacho negro.


Morfologia


Árvore de até 30 m de altura, podendo atingir 90 cm de diâmetro.

Os ramos dicotômicos, tortuosos e grossos formam uma copa moderadamente ampla e globosa. O tronco, mais ou menos reto e cilíndrico, possui casca pouco espessa e escura, fissurada longitudinalmente e descorticante em placas grandes. A casca apresenta coloração pardo-cinzenta.

As raízes são vigorosas e profundas.

As folhas, de coloração verde-escura, são opostas, decícuas, compostas, digitadas, longamente pecioladas e com os bordos serrilhados. Cada folha é composta por 5 a 7 folíolos, glabros, com ápice agudo.

A flor, roxo-violácea, é pouco pilosa. São muito abundantes, nascendo nos ramos ainda sem folhas, com lenho adulto. O cálice é pequeno, campanulado e a corola campanulada-afunilada.

O fruto, seco e deiscente, é linear ou sinuoso, estriado, muito longo, podendo atingir até mais de 50 cm, de coloração preta. As cápsulas são bivalvares do tipo síliqua, semelhante a uma vagem estreita e comprida, atenuada pra dentro.

As sementes aparecem em grande quantidade e são grandes e aladas. Medem de 2,5 a 3 cm de comprimento e cerca de 6 a 7 mm de largura. São acastanhadas e membranáceas mais ou menos brilahntes. (LONGHI, 1995).


Reprodução


No período que antecede a floração, as folhas caem e surgem no ápice dos ramos magníficas panículas com numerosas flores tubulosas, de coloração rósea ou roxa, perfumadas e atrativas para abelhas e pássaros.

A floração ocorre de junho a setembro e os frutos amadurecem de julho a novembro, sendo que em plantio a frutificação inicia entre 5 e 7 anos.


Ocorrência Natural


Ocorre naturalmente no sul e oeste da Bahia, no Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo e no nordeste da Argentina, sul da Bolívia, leste do Paraguai e Uruguai (CARVALHO, 1994). Compreende a latitude de 13ºS (BA) a 30ºS (RS).

Segundo RIZZINI (1971), a espécie ocorre da Bahia à Guanabara, sobre a Serra do mar.


Clima


Tabebuia heptaphylla, abrange, de acordo com a classificação de Köppen, os seguintes tipos climáticos: Clima tropical úmido e subúmido, Clima tropical, com inverno seco, Clima subtropical de inverno seco e Clima subtropical, com verão quente.

O ipê-roxo ocorre em locais com regime pluviométrico uniforme, porém aceita um déficit hídrico moderado. A precipitação pode variar de 1000 mm a 1900 mm.

Quanto à temperatura, abrange variação média anual de 18º C a 26º C.


Solo


A espécie ocorre em solos como os Argissolos, com altitudes até 400 metros; em Cambissolos, entre 400 e 800 metros e em Latossolos, em altitudes que podem variar entre 800 m a 1500 m.

De acordo com CARVALHO (1994), o ipê-roxo tem apresentado um melhor crescimento em solos com fertilidade química média a elevada, profundos, com boa drenagem e de textura franca a argilosa.


Produção de Mudas


Para aproveitamento de sementes, os frutos devem ser coletados diretamente da árvore quando mudam da cor verde para quase preta, antes da dispersão das sementes (CARVALHO, 1994).

As sementes devem ser postas pra germinar logo que colhidas, em canteiros ou embalagens individuais contendo solo argiloso rico em matéria orgânica. Cobrir apenas levemente as sementes com substrato peneirado, mantendo-as em ambiente semi-sombreado. A emergência ocorre em 10-12 dias e o desenvolvimento das mudas é rápido, ficando prontas para o plantio no local definitivo em menos de 4 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é apenas moderado, alcançando aproximadamente 3 metros em 2 anos (LORENZI, 1992).


Sementes


Produz sementes cuja viabilidade varia de 3 a 15 meses (HIGA & VIANA) em câmaras frias/seca, com redução drásticas da viabilidade na câmara fria e ambiente de laboratório.

As sementes de ipê-roxo são ortodoxas e possuem taxa de germinação de 60%. Para cada quilo obtém-se de 13.500 a 35.00 sementes.

KANO;MÁRQUEZ & KAGEYAMA (1978) identificaram uma pequena influência da condição de câmara seca sobre a conservação das sementes de ipê-roxo. A umidade crítica, segundo os autores, poderá se situar em torno de 10% a 11%, em função do ambiente e do período de duração do armazenamento.


Interação Medicamentosa


O Ipê-Roxo é tido como um poderoso auxiliar no combate a determinados tipos de tumores cancerígenos. É usado também como analgésico e como auxiliar no tratamento de doenças estomacais e da pele. No passado, foi largamente utilizado no tratamento da sífilis. A árvore do Ipê-roxo é alta e tem como característica as flores tubulares arroxeadas. Os estudos ainda não comprovaram suas propriedades anticancerígenas. A substância com propriedades terapêuticas é encontrada na casca. A extração predatória, realizada durante anos, quase levou a espécie à extinção.


Fonte: Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais.
Obrigado à Renatinha!

domingo, 31 de agosto de 2008

"Blog Day": é hoje!


Hoje, 31 de agosto é comemorado o "Dia do Blog".

Essa data foi esolhida devido à sua semelhança com a palavra "Blog" (3108). Agora use a sua imaginação porque no banner fica mais parecido...
Por essa razão comemora-se o "Blog Day":

Blog Day 2008

O que é o BlogDay?

BlogDay foi criado na convicção de que os bloggers deverão ter um dia dedicado ao conhecimento de novos blogs, de outros países ou áreas de interesse. Nesse dia os bloggers recomendarão novos blogs aos seus visitantes.

O que acontecerá no BlogDay?

Durante o dia 31 de Agosto, bloggers de todo o mundo farão um post a recomendar a visita a novos blogs, de preferência, blogs de cultura, pontos de vista ou atitude diferentes do seu próprio blog. Nesse dia, os leitores de blogs poderão navegar e descobrir blogs desconhecidos, celebrando a descoberta de novas pessoas e novos bloggers.

BlogDay instruções:

  1. Liste cinco novos Blogs que você ache interessantes.
  2. Notifique por email esses cinco bloggers de que serão recomendados por você no BlogDay 2008.
  3. Dê uma pequena descrição dos blogs indicados.
  4. Publique no BlogDay (no dia 31 de Agosto) esse post.
  5. Junte a tag do BlogDay usando este link:
    http://technorati.com/tag/blogday2008 um link para o site do BlogDay: http://www.blogday.org

Comemore!

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Então, vamos às minhas indicações:

Sady Folch - Scriptor in Desassossego http://sadyfolch.blogspot.com/
Um talento Matogrossense que escreve com maestria, mas ainda acha que precisa aprender... Eu não acho.

Maninho - Cuiabá News http://cuiabanews.blogspot.com/
Um dos melhores blogs que conheço, senão o melhor, falando das coisas daqui.

Renata Emy - Renatinha! http://renataemy.blogspot.com/
Blog de variedades da minha melhor "amiga virtual" que cresce em qualidade e diversão a cada dia.

Geórgia e Amigas - Elas Estão Lendo http://elasestaolendo.blogspot.com/
Proposta interessantíssima de blog literário que você precisa conhecer.

Luma - Luz de Luma http://luzdeluma.blogspot.com/
O Luz de Luma dispensa apresentações. Se você é um dos pouquíssimos que não conhece, não deve ser desse planeta!

Visitem esses blogs e se acharem que é pouco, visitem todos os meus links.
Estou participando também com o By Osc@r Luiz e com o Flainando na Web, passa lá.
Bom domingo a todos!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

"Tuiuiú", por Lucinda Nogueira Persona

Tuiuiú

De nossas necessidades
faço histórias, ponderações, estudos
explicação comum de tuiuiú em tenho:
ele passou da conta no crescer

o tuiuiú, quando acorda e abre as asas,
ultrapassa as bordas do amanhecer
deste modo,
o espaço aéreo só comporta um.

O tuiuiú é tão grande, tão grande que
ao levantar vôo
o céu sai de perto.

Por fim, Senhor meu, por fim
quando um tuiuiú vai a óbito
(por nesta vida não falta adversidade)
quando um tuiuiú vai a óbito,
as borboletas requisitam guindaste
(pelo meno para as penas - do lado do coração).

* Lucinda Nogueira Persona (1947, PR), poetisa, ficcionista infanto-juvenil, professora universitária, bióloga pela UFMT, Especialista em Política Educacional e Legislação do Ensino, também pela UFMT, e Mestre em Histologia e Embriologia pela UFRJ; realizou cursos de Aperfeiçoamento na Universidade do Chile. Ministrou cursos de Especialização e Reciclagem para Biólogos e Professores de Ciências. Obras: Ele Era de Outro Mundo (1997), A Cidade Sem Sol (2000), Leito de Acaso (2004), Por Imenso Gosto (1995), Ser Cotidiano (1998), Sopa Escaldante (2001); participa do Programa Poetas Vivos (1987) e da Na margem esquerda do rio: contos de fim de século (2002).


Tive o privilégio de ter sido aluno da professora e poetisa Lucinda Persona na disciplina de Embriologia, nos idos de 1990, durante o curso de Biologia da UFMT. E agora tenho o privilégio de postar algo seu aqui.


TUIUIÚ

Classe: Aves

Ordem: Ciconiformes

Família: Ciconiidae

Nome científico: Jabiru mycteria

Nome vulgar: Tuiuiú ou Jaburu

Categoria: Vulnerável

O Tuiuiú ou Jaburu (Jabiru mycteria), uma das maiores aves da América do Sul e o símbolo do Pantanal, além do seu tamanho, chama a atenção pelo seu enorme ninho feito de galhos de arbustos secos, construído em árvores como o "manduvi" (Sterculia striata), a "piúva" (Tabebuia impetigosa) ou em troncos de árvores mortas.

O Tuiuiú é uma ave de corpo robusto e chega a medir 1,15m de altura.

O bico, grosso e afilado na ponta, tem 30 cm de comprimento. O pescoço é preto e a parte do papo, dotada de notável elasticidade, é vermelha.

A cor predominante das penas no indivíduo adulto, é branca. Ele vive em bandos numerosos nas zonas de lagoas e rios piscosos, pois consome uma quantidade incrível de peixes. O ninho é feito com ramos entrelaçados no alto das árvores. Na época da incubação, enquanto um choca dois ovos, o outro fica de pé sobre a beirada do ninho em constante vigília.

O Tuiuiú tem grande capacidade de vôo, elevando-se a grandes altitudes. Quando descansa, na margem do rio ou lagoa, costuma ficar em uma só perna. Seu andar é deselegante e vagoroso. Alimenta-se além de peixes, de moluscos e anfíbios. Sua distribuição geográfica vai do sul do México até a Argentina, mas não é encontrado na parte ocidental dos Andes.

Fonte: www.ambientebrasil.com.br


sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Parabéns, Renatinha!


Essa coisinha querida, faz 24 anos hoje!




E, claro, eu não poderia deixar de homenageá-la:

personalized greetings


Parabéns, querida!

Tudo de bom que a vida possa te oferecer!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Previsão Meteorológica para hoje, do Jornal da Band ontem à noite:


Cuiabá


Temperatura:

40 Graus Centígrados

Umidade Relativa do Ar:

Entre 10 e 15%

(a mesma do Deserto do Sahara)


DEFESA CIVIL
Recomendações para o período de baixa umidade relativa do ar

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LOCUÇÃO JHONATÃ GABRIEL / CRISTINA AZEVEDO
Rádio/Secom-MT

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente, por meio da Superintendência de Defesa Civil alerta a população para os problemas decorrentes da baixa umidade relativa do ar e faz recomendações para este período./ Nesta época do ano normalmente não chove em Mato Grosso e o número de queimadas aumenta./ Se não foram tomados alguns cuidados, esses dois fatores aliados podem causar complicações respiratórias devido ao ressecamento das mucosas e também da pele; sangramento do nariz; irritação dos olhos, eletricidade estática nas pessoas e em equipamentos eletrônicos, além do aumento potencial de incêndios em pastagens e florestas./

Quando a umidade relativa do ar estiver entre 20 e 30% é considerado estado de ATENÇÃO./ Nesse caso devem ser evitados exercícios físicos ao ar livre entre as 10 da manhã e as 4 da tarde./ O ambiente deve ser umidificado através de vaporizadores, toalhas molhadas e recipientes com água./ Sempre que possível, permanecer em locais protegidos do sol e em áreas arborizadas./ Aumentar a ingestão de líquidos./ Trajar roupas claras, fazer refeições leves, evitar banhos mornos ou quentes e uso excessivo de sabonete com o objetivo de não prejudicar a oleosidade natural da pele./

Agora, se o índice informado pelos órgãos competentes for entre 12 e 20%, este já é considerado estado de ALERTA./ Deve-se observar as recomendações do estado de ATENÇÃO./ Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre as 10 e as 16 horas./ Evitar aglomerações em ambientes fechados./ E se houver irritação nos olhos e narinas, procure o centro de saúde mais próximo da sua casa./

Quando o índice estiver abaixo de 12%, a situação já é de EMERGÊNCIA./ Neste caso deve-se observar as recomendações para os estados de ATENÇÃO e ALERTA./ Interromper qualquer atividade física ao ar livre entre as 10 da manhã e as 4 da tarde como as aulas de educação física, coleta de lixo e entrega de correspondência./ Suspender as atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados como salas de aula e cinemas também entre 10 e 16 horas, pois é o período onde se identifica a menor umidade do ar durante o dia./ Os ambientes internos também devem ser umidificados, em especial os quartos de crianças, idosos e os quartos de hospitais.//

Fonte: http://www.secom.mt.gov.br/

domingo, 17 de agosto de 2008

Ricardo Britzke e sua gentileza que atravessa fronteiras...


Pois o "Coisas de Mato Grosso" foi agraciado mais uma vez com prêmios.
Dessa vez com dois prêmios de uma única vez. Quem fez essa enorme gentileza foi o Ricardo Britzke, nosso "personal fish specialist", dono do belíssimo blog


E como manda a Academia Brasileira de Memes e Selos (ABMS), é hora de compartilhá-los. Então vamos lá: O primeiro é o "Troféu Blogger",


que eu confiro com carinho à família Regly:

O segundo é o "Blog Consciente", um prêmio que eu nem conhecia... Inédito nos meus blogs,


que eu confiro a

Cidão
Tine Araújo
Du


E por fim, então, deixo o meu sonoro MUITO OBRIGADO ao Ricardo pela gentileza ímpar e constante desse amigo que eu tanto admiro e que sempre me oferta prêmios bacanas. Eu queria ganhar mesmo é dinheiro, mas os prêmios também são muito lisonjeantes... Hahaha!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Meteorito cai em Mato Grosso!

Há 245 milhões de anos meteorito abriu cratera de 40 quilômetros de diâmetro na atual divisa entre Mato Grosso e Goiás


Ricardo Zorzetto


Desde que trocou a vida corrida das grandes cidades pela tranqüilidade do campo seis anos atrás, o publicitário paranaense Ruy Ojeda não se cansa de falar dos encantos da terra que adotou como sua: a pequena Ponte Branca, no sudeste do estado do Mato Grosso, já na divisa com Goiás. O que o seduziu não foi o sossego desse município de menos de 2 mil habitantes nem a beleza natural da região, onde as pastagens gradualmente substituíram as árvores de tronco retorcido e casca espessa do Cerrado. A razão do encanto é um fenômeno que ocorreu muito tempo atrás e ainda hoje Ojeda não compreende bem: o surgimento de uma imensa cratera formada pelo impacto de um meteorito que caiu há 245 milhões de anos perto de onde hoje fica Ponte Branca e o município vizinho de Araguainha.

Ojeda soube da cratera, cuja formação começa agora a ser mais bem conhecida a partir de estudos recentes de geólogos e geofísicos de São Paulo e Campinas, em julho de 2002, quando acompanhava o trabalho de campo da equipe de Claudinei Gouveia de Oliveira, da Universidade de Brasília. Maravilhado com a possibilidade de ver de perto essa cicatriz de um passado distante, Ojeda não perdeu tempo. Subiu a serra da Arnica – o ponto mais alto da região, a 16 quilômetros de Ponte Branca – e olhou em todas as direções, na esperança de encontrar um imenso buraco. Não viu nada que lembrasse uma cratera. Mas não desistiu de procurar e saiu pelas fazendas da região pedindo informações sobre o tal buraco. Só conseguiu encontrar a cratera, a maior da América do Sul provocada pela queda de um corpo celeste, quando aprendeu a decifrar as informações dos documentos científicos. “Não imaginava que vivíamos todos dentro dela”, conta.

Assim como ele, a maior parte dos 2 mil moradores de Ponte Branca e do 1,3 mil de Araguainha não sabe que as duas cidades nasceram no ventre de uma cratera aberta por um meteorito. Muitos nem acreditam que ela de fato exista. Dá para entender por quê. A cratera é tão extensa – tem 40 quilômetros de diâmetro – que da serra da Arnica, seu ponto central, não é possível enxergar os morros que formam sua borda. Só para ter uma idéia de sua dimensão, uma cratera como a de Araguainha abarcaria completamente a Região Metropolitana de São Paulo, a maior metrópole sul-americana, formada pela capital paulista e 39 municípios vizinhos.

Não é só quem mora por lá que tem dificuldade em perceber que as cidades estão no fundo de uma cratera: a primeira perto do centro, a região diretamente atingida pelo meteorito; e a segunda mais próxima à borda, onde extensas cadeias de morros semicirculares se ergueram em conseqüência do choque. Também os cientistas demoraram a notar a cratera. Sua estrutura em forma de um anel com 40 quilômetros de diâmetro foi inicialmente identificada na década de 1960 em estudos geológicos feitos pela Petrobras. Mas os indícios mais fortes de que se tratava mesmo de uma cratera só apareceram mais tarde. Em 1973, ao analisar as primeiras imagens do Brasil feitas pelo satélite norte-americano Landsat, o geofísico Robert Dietz e o geólogo Bevan French sugeriram em um artigo na Nature que a região de Araguainha estava no interior de uma depressão que poderia ser uma cratera de impacto aberta por uma rocha vinda do espaço, estrutura a que os geólogos dão o nome de astroblema.

Mas o formato circular observado do espaço poderia representar também os restos de um vulcão extinto, coberto por sedimentos, dúvida que intrigou os pesquisadores por anos até que as imagens estudadas por Dietz e French chamaram a atenção de um geólogo brasileiro recém-formado, Alvaro Crósta, que começava seu mestrado em sensoriamento remoto no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Após dias de viagem por estradas de terra esburacadas, em 1978 Crósta foi a Araguainha e Ponte Branca e percorreu a região, analisando os diferentes tipos de rocha que afloravam na paisagem. Nessa expedição encontrou os sinais característicos de uma cratera formada por impacto de um meteorito, entre eles fragmentos de rochas sedimentares que lembram a ponta de uma árvore de Natal. São os chamados cones de estilhaçamento ou shatter cones, que Crósta descreveu em um artigo publicado em 1981 na Revista Brasileira de Geociências, simultaneamente à publicação do trabalho da geóloga alemã Barbara Theilen Willige, que havia chegado ao mesmo resultado de modo independente e estimado a idade da cratera em 285 milhões de anos.

Crósta analisou rochas que se formaram com a pressão e o calor do impacto e calculou a idade do choque em aproximadamente 300 milhões de anos. “Mas na época não havia técnicas de datação adequadas e eu já supunha que pudesse ser mais recente”, comenta o geólogo, atualmente professor do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Datações posteriores feitas com técnicas mais precisas definiram em 245 milhões de anos a queda do meteorito na região.
Naquela época a Terra era bem diferente da que conhecemos hoje. O clima era mais quente e seco e as placas tectônicas, imensos blocos rochosos que formam os continentes atuais, ainda se encontravam coladas umas às outras, fundidos em um continente único: a Pangéia. Esse supercontinente que se estendia no sentido norte-sul dividia o globo ao meio e era banhado a leste por um mar chamado Tétis e a oeste pelo Pantalassa, um imenso oceano que cobria quase toda a Terra. O que mais chama a atenção é que justamente nesse período ocorreu a maior das cinco extinções em massa a devastar a vida no planeta. Fósseis encontrados em diferentes regiões do mundo permitem estimar que 96% das espécies que povoavam os oceanos e 70% das que habitavam terra firme tenham sido eliminadas há 250 milhões de anos, data que marca a transição do período geológico Permiano para o Triássico. Há até mesmo quem acredite que essa extinção tenha favorecido a soberania dos dinossauros, que surgiriam tempos mais tarde.

É pouco provável que o meteorito de Araguainha tenha sido o único responsável pela maior extinção da vida do planeta. Mas alguma contribuição ele pode ter dado, uma vez que o choque liberou uma quantidade de energia tão grande que causou em toda a região mais estragos do que se imaginava, revela um extenso trabalho realizado pela equipe de Yára Marangoni, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP).

Em 2005 Yára reuniu especialistas de diferentes áreas da USP e da Unicamp e, em viagens de carro que duram dois dias a partir de São Paulo, os pesquisadores decidiram visitar a região, com o objetivo de investigar como o meteorito havia afetado as camadas mais profundas da crosta terrestre, que hoje se encontram expostas no centro da cratera. Associando técnicas distintas, esse trabalho vem permitindo redimensionar a intensidade do choque e a deformação provocada abaixo da superfície. Após quase dois anos de estudos e três expedições a Araguainha, a equipe de Yára já tem uma idéia mais precisa de como era a região antes da queda do meteorito e da profundidade dessa ferida aberta na pele do planeta. Também consegue estimar melhor o quanto já cicatrizou e foi apagado pelo vento e pela chuva.

Quando um bloco rochoso com 4 a 6 quilômetros de diâmetro despencou dos céus a milhares de quilômetros por segundo perto de onde hoje é Araguainha, a região era uma vasta restinga, submersa alguns metros em água salgada. A violência do impacto afetou imediatamente a região compreendida por um círculo de uns 30 quilômetros de diâmetro: a energia do choque transformou em vapor a água que havia ali e cavou um buraco com quase 2 quilômetros de profundidade, afirma o grupo de Yára em um artigo publicado em outubro no Geological Society of America Bulletin. O ponto diretamente atingido pelo meteorito foi submetido a altíssimas pressões. Mas não por muito tempo. Assim como uma pessoa que cai em uma cama elástica é lançada de volta ao ar, o alívio da pressão no centro do impacto fez brotar à superfície um gigantesco bloco de granito, rocha muito dura e antiga, que estava a dois quilômetros de profundidade – muito distante do centro da Terra, visitado pelos exploradores do livro de Júlio Verne. Esse núcleo com quase 5 quilômetros de diâmetro é parte da zona elevada no centro da cratera e inclui a atual serra da Arnica, a mesma que Ojeda visitou anos atrás à procura da cratera, também conhecida como domo de Araguainha.

Como se descobriu isso? É simples. Os geólogos Cristiano Lana, Ricardo Trindade e Elder Yokoyama analisaram as rochas que formam o relevo da região e constataram que camadas que deveriam estar a centenas de metros de profundidade apareciam ao nível do solo, como se as entranhas da Terra tivessem sido expostas. “A pressão do impacto fundiu parte dos sedimentos e após resfriar fez surgir no centro da cratera uma camada de 100 metros de espessura de uma rocha que contém fragmentos microscópicos de vidro”, conta Trindade.

Com um equipamento que mede variações na aceleração da gravidade – e permite estimar a densidade das rochas de uma região –, Yára e Marcos Alberto Vasconcelos avaliaram 300 pontos no interior da cratera. Notaram que a energia liberada no choque gerou danos muito abaixo da atual superfície. “A quase 2 quilômetros de profundidade é possível detectar os efeitos desse impacto no granito, que trincou e se tornou muito menos denso do que geralmente é”, conta a geofísica.

Os efeitos do choque se propagaram para muito além do núcleo e amarrotaram a crosta terrestre. Mapas tridimensionais produzidos a partir de imagens de satélite por Lana e Carlos Roberto Souza Filho, da Unicamp, mostram que círculos concêntricos se formaram em torno do local de impacto, como quando se lança uma pedra em uma bacia com água. Uma primeira cadeia circular de morros de até 500 metros de altura e quilômetros de extensão erigiu-se a 12 quilômetros do local de impacto, e uma segunda um pouco mais adiante, de 14 a 18 quilômetros do núcleo.

Nem tudo, claro, continua igual. “Nesses milhões de anos esses morros perderam de 250 a 350 metros de altitude devido à ação do vento e da chuva”, explica Yára. Apesar desse desgaste natural, os pesquisadores afirmam que a cratera permanece muito parecida com a que se formou logo após o impacto. “É difícil ter acesso a uma cratera com estruturas bem conservadas como a de Araguainha”, diz Trindade. Muitos geólogos acreditam que crateras escavadas por meteoritos tenham sido muito mais comuns do que se pode imaginar. No início da formação do Sistema Solar os planetas mais próximos ao Sol, incluindo a Terra, foram fortemente bombardeados por meteoritos. A diferença por aqui é que as condições climáticas e a movimentação das placas tectônicas apagaram parte dessa história, que permanece gravada nas crateras de Marte ou mesmo da Lua.

Como primeiro passo para proteger Araguainha, anos atrás Crósta registrou a cratera na lista da Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos com os principais sítios geológicos nacionais, candidatos a serem classificados como patrimônio da humanidade pela Unesco. No início deste ano as prefeituras de Ponte Branca e Araguainha e o Ibama assinaram um documento propondo a criação de uma área de proteção ambiental na área da cratera. “Essa é uma forma de a região obter recursos para preservar as estruturas da cratera e adotar iniciativas como painéis explicando o que aconteceu por ali e programas de educação e divulgação nas escolas locais”, afirma Crósta. “Se não transmitirmos esse tipo de informação, há risco de os afloramentos rochosos serem destruídos.”

Ruy Ojeda, que até março era secretário de Meio Ambiente e Turismo de Ponte Branca, vê na conservação da cratera uma oportunidade de renascimento econômico para a região, que empobreceu desde o fim dos garimpos de pedras preciosas em meados do século passado. Desde que descobriu a cratera cinco anos atrás, se apaixonou e leu tudo o que pôde a respeito. E decidiu compartilhar com os moradores da região e de outras cidades o conhecimento sobre esse passado distante. “Não meço o tempo para falar sobre esse assunto”, diz Ojeda, que é conhecido como o embaixador do domo de Araguainha.

O projeto
Caracterização geofísica e petrofísica da estrutura de impacto de Araguainha

Modalidade
Linha Regular de Auxílio a Pesquisa

Coordenadora
Yára Regina Marangoni – IAG/USP

Investimento
R$ 257.847,75 (FAPESP)

Revista da FAPESP
http://www.revistapesquisa.fapesp.br/


Fonte: Controvérsia (Blog) com a gentil colaboração do meu amigo Antônio Fernando Vieira Janczur, que me contactou por email e me falou sobre o acontecido. Leia mais sobre o que saiu na imprensa à época AQUI e AQUI. E o trabalho científico completo AQUI. E AQUI a história completa incluindo vídeos!


sexta-feira, 8 de agosto de 2008

UFMT: Medicina é o melhor curso do país!

NOTA BOA PARA UFMT:

Medicina é o melhor curso do país


O curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) é o melhor do país. Os alunos que participaram da prova do Exame Nacional de Desempenho de Estudante (Enade) alcançaram a média 77,1. O número está acima da nota dos acadêmicos das universidades federais de Porto Alegre e Rio Grande do Sul. A provas foram aplicadas em 2007 e o resultado divulgado ontem pelo Ministério da Educação. No ano de 2006, os acadêmicos de Medicina também foram os melhores colocados.

No índice geral da avaliação, o curso também está entre os 25 melhores do Brasil. O conceito preliminar é calculado com base no Índice de Desempenho (IDD), que avalia quanto conhecimento o aluno agregou, bem como o Conceito Preliminar do Curso (CPC), responsável pela infra-estrutura, corpo docente e projeto político-pedagógico das instituições.

O reitor Paulo Speller disse que o resultado positivo é um reflexo dos investimentos realizados na instituição para a melhoria de laboratórios, aquisição de livros e qualificação dos professores.

Os cursos de graduação de Serviço Social, Nutrição e Enfermagem, dos campi Cuiabá e Rondonópolis também estão entre os 25 melhores do país. Participaram do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 3.239 cursos e, conforme Speller, a colocação da universidade mostra a credibilidade da instituição e ajudará na captação de recursos para financiar a expansão dos serviços e projetos acadêmicos.

A UFMT oferece 19 cursos para 20 mil alunos, divididos em 4 campi. Além dos cinco classificados em primeiro lugar no conceito geral, o curso de Farmácia do campus do Médio Araguaia e Veterinária de Cuiabá alcançaram a nota geral 4.

Agronomia, Educação Física e Zootecnia, de Rondonópolis tiveram índice 3 e os demais cursos não conseguiram conceito porque foram abertos recentemente e não possuem turma de formandos, público alvo das provas. Outro motivo são as turmas especiais, que são formadas em parceria com prefeituras e não possuem turmas periódicas.

Investimentos - A UFMT construirá um novo hospital universitário com 250 leitos para substituir o Julio Müller. A obra ainda não tem data para começar e segundo o reitor, o governo estadual garantiu a doação de um terreno de 30 hectares.


PARABÉNS UFMT! PARABÉNS MEDICINA!

ESTAMOS TODOS ORGULHOSOS DE VOCÊS!


terça-feira, 5 de agosto de 2008

"Dia Nacional da Saúde" e um pedido de solidariedade


A saúde está garantida na Constituição Federal desde 1988 como um direito de todos, como afirma o artigo 196 onde diz que A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação.

Porque é que eu estou dizendo isso? Porque hoje é o "Dia Nacional da Saúde" e eu como profissional dessa área, não podia deixar isso passar assim, em branco.
Eu trabalho na "redução do risco de doença" supracitada, na Vigilância Ambiental, da Secretaria Estadual de Saúde, prevenindo e combatendo epidemias e endemias, interrompendo assim o ciclo da doença enquanto esta ainda está no vetor intermediário. Depois que a doença passa para o ser humano, foge à minha função e vai para a alçada dos médicos e enfermeiros.
Quem ainda não conhece, visite o blog "Gente Sem Saúde" em que eu e outros dois biólogos que fazem a mesma coisa que eu, falamos (geralmente a sério) a respeito de saúde.
Deixo a vocês então um video que eu fiz ano passado que está sendo usado para motivar os trabalhadores do SUS. Mas não os gestores. Aqueles que como eu trabalham salvando vidas que sequer sabem que um dia estiveram em perigo:



Por falar em saúde, nem todo mundo que gostaria, pode ter a saúde desejada. E é por isso que eu transcrevo aqui um post que é um pedido de solidariedade do meu amigo Bruno Soares. Se você é daqui de Cuiabá ou Várzea Grande e pode ajudar, por favor, ajude. Não sabemos quando nós mesmos vamos precisar...


Olá pessoal, hoje venho por um motivo muito importante.Venho Pedir a ajuda de todos, pois meu tio, uma pessoa muito especial está com Leucemia e nescessita de sangue.Precisamos de 50 doadores.Até o momento só conseguimos 12 doadores, Doze pessoas maravilhosas que se proporam a doar um pouco de seu sangue para salvar a vida de uma pessoa.Se você pessoa que está lendo este post puder ajudar meu tio, ficaremos muito felizes.

Qualquer pessoa pode doar, não importa o tipo de sangue.É só chegar lá na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá e dizer q veio doar sangue ao Sr NATALINO GONÇALVES DE QUEIROZ.
Deus lhe dará em dobro por essa ajuda que você estará nos dando.
Quem tiver algum conhecido que doa sangue por favor peça para essa pessoa que ajude meu tio.
Obrigado pela Colaboração
Abraços...Bruno Soares[/;))
Qualquer Dúvida entrar em contato pelo telefone

(65)
##9203-6243>>>Bruno Soares
##9919-8450>>>Sebastião
##3684-3039>>>Emiliana

Obrigado a quem puder ajudar!

domingo, 27 de julho de 2008

Sua Sorte Está Lançada!!!

Pois é, meus amigos, o Dicas Blogger estará sorteando um Template Exclusivo criado pelo Paulo Estevão do Códigos Blog. E o meu amigo Maninho, fez a gentileza de indicar o "Coisas de Mato Grosso" para participar.

O motivo desse sorteio é que o excelente blog "Dicas Blogger" estará comemorando seu 1º aniversário no dia 31 de Agosto.

Fica aqui então a minha sugestão à todos que quiserem ter um template, um logotipo e um domínio personalizados, que participem, pois a inscrição vai de 29 de julho à 29 de agosto.

É a sua oportunidade de deixar de ter um blog amador, para se torná-lo um "profissional"...

Já pensou?

Quem quiser saber tudo sobre a promoção é só clicar aqui. ou no banner acima.

Indico então a participarem do sorteio os seguintes blogs:


Profissão: Bióloga!

Gente Sem Saúde

(Educ)Ando Por Aí

Tânia Defensora


Boa sorte a todos e parabéns ao Dicas Blogger!