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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Curso de Bioconstrução em Chapada dos Guimarães-MT


(clique para ampliar)

Belíssima iniciativa, que tem a minha admiração!
Tudo o que diga respeito à Bioconstrução, Bioarquitetura e Permacultura tem o
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Mande um email para minha amiga Cléo: cleo_terezinha@hotmail.com ou para o Grupo Semente: grupo-semente@hotmail.com


terça-feira, 3 de junho de 2008

A Programação do XXIV FESTIVAL DE INVERNO DE CHAPADA DOS GUIMARÃES já está no ar!


XXIV FESTIVAL DE INVERNO DE CHAPADA DOS GUIMARÃES

"Chapada e o Sonho"

Notícias

Em 30 de agosto de 1883, Dom Bosco (santo italiano, nascido em 1815 e fundador da Ordem dos Salesianos) teve um de seus famosos sonhos. Um dos trechos que ele relatou diz o seguinte: Entre os paralelos de 15º e 20º havia uma depressão bastante larga e comprida, partindo de um ponto onde se formava um lago. Então, repetidamente, uma voz assim falou: "...quando vierem escavar as minas ocultas, no meio destas montanhas, surgirá aqui a terra prometida, vertendo leite e mel. Será uma riqueza inconcebível..."

Esses sonhos permitiram e permitem várias interpretações e há quem diga que esse lugar com o qual Dom Bosco sonhou é a Chapada dos Guimarães... O fato é que esse sonho poderia estar vislumbrando locais com riquezas naturais ímpares, ideais para o desenvolvimento de um turismo sustentável, vejam só:
A linha do Equador divide o planeta em hemisfério sul e norte. O paralelo S15 é uma linha paralela à do Equador que corta o Continente Sul Americano do Atlântico ao Pacífico em sua região central. Em seu caminho cruza com cidades cujo patrimônio ambiental e cultural é de grande valor para a humanidade. Dentre esses patrimônios, citamos, por exemplo: Porto Seguro e Ilhéus, Brasília, Perinópolis, Goiás Velho, Serra do Roncador, Cuiabá e Chapada dos Guimarães, Curvelândia, Reserva do Cabaçal, Vila Bela de Santíssima Trindade, Chiquitos Bolivianos, Lago Titicaca e Planície de Nasca.
A rota que permeia os locais acima citados foi chamada de "Rota do Sonho" (uma referência ao Sonho de Dom Bosco). Trata-se, por excelência, de uma Rota Mística e Cultural, nomes como Pedro Álvares Cabral, Lúcio Costa, Cora Coralina, Coronel Falcet, os Artistas da Carta do Coração da América, Pascoal Moreira Cabral, Dom Aquino Corrêa, os padres jesuítas, Erich Von Danikem, dentre outros se inter-relacionam em aspectos análogos de misticismo e cultura.
Neste contexto, outro conceito que merece ser lembrado é o de meridiano, que é a linha imaginária que resulta de um corte efetuado em um modelo geométrico da Terra por um plano que contém o seu centro. O meridiano contém os pólos e é perpendicular aos Paralelos e à linha do Equador. O cruzamento das linhas define a localização de determinado local na terra, marcando a longitude e a latitude. O Medidiano W55 atinge uma área que começa um pouco antes do Rio dos Peixes em Cuiabá e termina na Cachoeira da Fumaça em Jaciara, sendo que as águas termais da Serra de São Vicente também estão na linha.
Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Campo Verde e Jaciara são os municípios que estão no cruzamento do Paralelo S15 com o Meridiano W55 (meridiano oeste, cinqüenta e cinco graus). Neste cruzamento geodésico estão concentrados 55 atrativos à margem de estradas e rodovias, cuja visitação ultrapassa 320 mil turistas/ano, segundo fontes da revista Exame Turismo 2007. Daí o nascimento da "ROTA W55" - uma rota riquíssima em atrativos naturais, culturais e místicos dentro do Estado de Mato Grosso. Em 2008, a "Rota W55" será trabalhada no conceito do tradicional evento do Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães, cujo tema será "Chapada e o Sonho". O XXIV Festival de Inverno ocorrerá no período de 28 de junho a 05 de julho. Vale a pena conferir...

O 24° Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães será lançado no próximo dia 10 de junho
Data: 30/05/2008

Da Assessoria do Festival

O 24° Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães será lançado no próximo dia 10 de junho (terça-feira), no Salão Nobre do Palácio da Instrução, em Cuiabá, às 9 horas. Com o tema "Chapada e o Sonho", este ano o Festival se propõe a investigar e discutir a vocação mística da cidade de Chapada dos Guimarães, tendo como ponto principal o famoso sonho profético do missionário Dom Bosco, datado de 1883. O Festival acontece de 27 de junho a 5 de julho.

Este também será um festival “para todos os gostos e estilos musicais”, conforme observação da secretária de Cultura, Turismo e Meio Ambiente de Chapada, a jornalista Emyle Pellegrim, que está à frente da organização do evento. Ela se refere à eclética programação musical desta edição. Daniela Mercury, Cordel do Fogo Encantado, Dudu Nobre, Pitty e a dupla Mayck e Lyan estão entre as diversas atrações nacionais.

As atrações regionais já confirmadas são: Vanguart, Vera Capilé e Abel Santos, João Eloy, Macaco Bong, Paulo Manarco, Napoleão de Paula, Caruru, Cururucuia, Triêro, Côro Práticutucá, Grupo Som do Mato, Beija Flor e a Orquestra Sinfônica da UFMT, entre outros artistas e bandas.

A vasta programação cultural do Festival inclui ainda mostra de audiovisual, exposições de artes plásticas e fotográfica, artesanato, dança, teatro, apresentações folclóricas, lançamentos de livros e palestras com escritores. Sem falar nas programações ecológica e esportista, nas quais estão previstos eventos como as Caminhadas de Inverno, o 1º Campeonato de Paintball e outras atividades.

Chapada e o Sonho

O esoterismo de Chapada dos Guimarães, que abriga harmoniosamente várias religiões, é revisitado no tema principal do Festival, onde o Sonho do missionário Dom Bosco virá de pano de fundo para as atividades.

Há 125 anos, mais precisamente no dia 30 de agosto de 1883, o missionário – hoje santo - italiano, nascido em 1815 e fundador da Ordem dos Salesianos, relatou a visão de um local, entre os paralelos de 15º e 20º, onde existia “uma depressão bastante larga e comprida, partindo de um ponto onde se formava um lago” e que lá, "quando vierem escavar as minas ocultas, no meio destas montanhas, surgirá aqui a terra prometida, vertendo leite e mel. Será uma riqueza inconcebível".

Muitos acreditam que o lugar com o qual Dom Bosco sonhou é a Chapada dos Guimarães. A linha do Equador divide o planeta em hemisfério sul e norte. O paralelo S15 é uma linha paralela à do Equador que corta o Continente Sul Americano do Atlântico ao Pacífico em sua região central. Em seu caminho, cruza com cidades cujo patrimônio ambiental e cultural é de grande valor para a humanidade.

Dentre esses patrimônios, citamos, por exemplo: Porto Seguro e Ilhéus, Brasília, Pirinópolis, Goiás Velho, Serra do Roncador, Cuiabá e Chapada dos Guimarães, Curvelândia, Reserva do Cabaçal, Vila Bela de Santíssima Trindade, Chiquitos Bolivianos, Lago Titicaca e Planície de Nasca.

A rota que permeia os locais acima citados foi chamada de "Rota do Sonho" (uma referência ao Sonho de Dom Bosco). Trata-se, por excelência, de uma Rota Mística e Cultural.

O conceito deste ano do Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães quer reforça a presença da cidade nessa rota.

Rota W55

O Medidiano W55 (meridiano oeste, cinqüenta e cinco graus) atinge uma área que começa um pouco antes do Rio dos Peixes, em Cuiabá, e termina na Cachoeira da Fumaça, em Jaciara, incluindo as águas termais da Serra de São Vicente.

Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Campo Verde e Jaciara são os municípios que estão no cruzamento do Paralelo S15 com o Meridiano W55. Neste cruzamento geodésico, estão concentrados 55 atrativos à margem de estradas e rodovias, cuja visitação ultrapassa 320 mil turistas/ano.

Daí o nascimento da "ROTA W55", uma rota riquíssima em atrativos naturais, culturais e místicos dentro do Estado de Mato Grosso. Em 2008, a "Rota W55" será trabalhada no conceito do tradicional evento do Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães. Um sonho de festival!



Programação de Shows de Expressão Nacional

28/06 - Daniela Mercury
29/06 - Cordel do Fogo Encantado
04/07 - Dudu Nobre
05/07 - Pitty
06/07 - Myck & Lyan

As atrações regionais já confirmadas são: Vanguart, Vera Capilé e Abel Santos, João Eloy, Macaco Bong, Paulo Manarco, Napoleão de Paula, Caruru, Cururucuia, Triêro, Côro Práticutucá, Grupo Som do Mato, Beija Flor e a Orquestra Sinfônica da UFMT, entre outros artistas e bandas.

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domingo, 4 de maio de 2008

Perigo! Perigo! Portão do Inferno na Chapada dos Guimarães sob risco de desabamento!



PORTÃO DO INFERNO
Especialistas alertam sobre acidente na ponte

Wisley Tomaz
Especial para A Gazeta

O surgimento de uma cratera com quase o tamanho de um veículo popular, com aproximadamente 3 metros de comprimento, embaixo da ponte que contorna o Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães, pode levar à uma situação idêntica ou até pior do ocorrido no paredão da cachoeira do Véu de Noiva - no dia 21 de abril - que matou uma adolescente de 17 anos, deixou quatro pessoas em estado grave e causou lesões em outras 30. A afirmação é de dois especialistas das universidades Federal de Mato Grosso (UFMT) e de Guarulhos (SP).

O fluxo de veículos pesados, como carretas e bitrens na MT 251, que liga Cuiabá ao município de Campo Verde, é o motivo principal de um provável acidente, já que está constatado a ocorrência de rachaduras em determinadas partes da ponte. Os caminhoneiros estariam usando a rodovia para desviarem, tanto do Posto da Polícia Rodoviária Federal na Serra de São Vicente, como do trânsito na BR-364, considerado complicado em determinadas horas. Um outro atrativo para os caminhoneiros é que a rodovia está recebendo camada asfáltica nova, no trecho entre Chapada dos Guimarães e Campo Verde, tendo apenas cerca de 40 quilômetros a ser concluídos até o fim de 2008.

A reportagem acompanhou uma visita técnica dos pesquisadores na região, onde eles afirmaram que o local tem que ser interditado imediatamente, pois da forma que está oferece risco às pessoas que trafegam por lá. Outro fator observado pelos professores-doutores Prudêncio de Castro (departamento de Geologia da UFMT) e Antônio Manoel dos Santos Oliveira (do Centro de Pós Graduação, Pesquisa e Extensão-Ceppe, da Universidade de Guarulhos), é que o paredão da encosta da ponte do Portão do Inferno está sofrendo um rápido processo erosivo em função, também, da passagem dos veículos pesados.

"Na medida que esses caminhões passam pela ponte tudo aqui treme, daí a queda de blocos rochosos embaixo dela e também no paredão. Se a passagem deles não for proibida imediatamente vamos ter um acidente nunca visto antes aqui, com inclusive mais vítimas do que esse que houve no Véu de Noiva. Já pensou se esse local despenca no momento em que estiver passando um ônibus de turistas ou de estudantes?", indaga o professor Prudêncio de Castro, que ainda diz que as autoridades competentes estão sendo alertadas já faz um tempo, mas parecem estarem esperando algo trágico acontecer para tomar providências.

Desde o ano passado que o jornal A Gazeta alerta quanto a um provável acidente no local, em reportagem veiculada no dia 25 de setembro. Na época foi destacado o desmoronamento de uma lasca do desfiladeiro no Portão do Inferno, também em função da passagem de caminhões. Segundo o professor Antônio Manoel, de Guarulhos, a estrutura da rodovia não foi projetada para suportar esse tipo de trafegabilidade. "Essa estrada tem que ser usada como uma Rodovia Parque, ou seja, apenas pequenos caminhões, carros de passeio e ônibus de turistas devem passem por aqui".

O promotor de Justiça de Chapada dos Guimarães, Jaime Romaquelli, disse que também entende que o tráfego de veículos pesados na MT-251 está causando problemas ambientais não só no Portão do Inferno, bem como em outros pontos do Parque Nacional. Contudo, o Ministério Público só pode agir se um estudo detalhado for realizado e que uma denúncia seja apresentada desse estudo.

Outro Lado - A Secretaria de Estado de Infra-Estrutura (Sinfra), se manifestou por meio de sua assessoria de imprensa, já que seu secretário Vilceu Marcheti, disse não falar mais sobre o assunto. À Sinfra compete a questão estrutural das rodovias no Estado. Conforme foi informado, "os engenheiros da Sinfra estiveram na MT 251 para verificar as condições da ponte e ficou constatado que a rodovia está em condições normais de tráfego. A afirmação está no laudo técnico realizado, onde foram feitos dois estudos: um sobre o tráfego de veículos na estrada, outro sobre as condições do viaduto do Portão do Inferno.

Os relatórios de tráfego foram realizados nos dias 29 e 31 de agosto e entre 23 e 29 novembro der 2007, em caráter quantitativo e qualitativo.

Documentos da Sinfra apontam que tráfego diário médio de 3,3 caminhões com quatro eixos (capacidade máxima de 34,6 toneladas), nos dois sentidos; 16 com cinco eixos (capacidade máxima) 43,5 toneladas; três com seis eixos (capacidade máxima 50,9 toneladas) e nenhum com o peso acima de 50,9 toneladas. Vale ressaltar que a rodovia comporta caminhões com até 57 toneladas. O limite de carga da rodovia, como de qualquer outra estrada é definida pelas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e as leis do Código de Trânsito Brasileiro, entre elas a 9.503 de setembro de 1997 e 6.602 de janeiro de 1998."

Fonte: Gazeta Digital

terça-feira, 22 de abril de 2008

Parte da cachoeira "Véu da Noiva" desmorona em cima de turistas na Chapada dos Guimarães

21/04/2008 - 17h09

Acidente em cachoeira do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães deixa 5 feridos

Thiago Varella
Em São Paulo

Do UOL

Um acidente na cachoeira Véu de Noiva, no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães (MT) deixou cinco feridos (três homens e duas mulheres), quando um barranco do lado direito da cachoeira desmoronou. Pelo menos 20 pessoas foram atingidas por estilhaços das placas de pedras que se desprenderam do paredão com o desabamento, segundo o Corpo de Bombeiros do Mato Grosso.
Formada pelo rio Coxipó, a cachoeira Véu de Noiva tem cerca de 80 metros de altura e é um dos destinos mais visitado dos turistas que visitam o parque. Mais de 30 bombeiros trabalharam no resgate.
Chovia forte no momento do acidente, mesmo assim 25 pessoas nadavam no local. Os bombeiros informaram que as cinco vítimas já estão em Cuiabá para serem atendidas no pronto-socorro municipal -- entre ela, há uma pessoa em estado grave, com traumatismo craniano. As demais pessoas sofreram apenas escoriações leves e já foram retirada do local do acidente.

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21/04/2008 - 15h36 - Atualizado em 21/04/2008 - 22h12

Grupo de turistas é atingido em desmoronamento em MT

Cerca de 20 turistas ficaram feridos na manhã desta segunda-feira (21).
Segundo testemunhas, outras quatros estão em estado grave.
Do G1, em São Paulo, com informações da TV Centro América

Um acidente no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, deixou um grupo turistas feridos na manhã desta segunda-feira (21). O Governo do estado ainda não confirmou o número de feridos. Uma testemunha ouvida pelo G1 informou que mais de 20 pessoas estavam no local e foram atingidas por um desmoronamento.

Ainda de acordo com o Governo do estado, o acidente ocorreu perto da cachoeira Véu da Noiva. As primeiras informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros de Cuiabá são de que um barranco teria desmoronado e atingido o grupo de turistas. Quatro pessoas estariam estado grave, segundo informações de testemunhas. "Ainda tem umas seis pessoas no local. Estas estão mais feridas, com cortes na cabeça e no pescoço. Os bombeiros desceram até lá e devem retirar essas pessoas de maca", disse Ricardo Neves, que estava no local no momento do acidente.

De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki, o governo vai acompanhar o resgate das vítimas.

Segundo Neves, as primeiras vítimas já saíram do local e foram atendidas pelos bombeiros. "Foram medicadas e saíram daqui. São turistas que tiveram ferimentos bem mais leves".

O parque

Segundo a prefeitura de Chapada dos Guimarães, a Cachoeira Véu de Noiva tem 86 metros de queda, pode ser visto através de mirantes que foram construídos nas trilhas, o visitante consegue fotografar a queda total da cachoeira sob diversos ângulos.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Mais Chapada dos Guimarães: Cavernas, Lagoas e "Bistrô da Mata"!


Destino: Caverna Aroe Jari e Lagoa Azul, 28 km adiante da cidade de Chapada em estrada que vai para Campo Verde, quase toda asfaltada e sinalizada. Um pouquinho de terra e algumas porteiras também. Propriedade particular, mas com regras instituídas pelo IBAMA.
Guia é obrigatório. Se não quiser pagar os R$ 80,00 dos guias da cidade, chegando lá, converse com a dona Vera (dona do restaurante local) e a filha dela ou o esposo fazem o mesmo por R$ 40,00. Então, além disso, você paga ainda: R$ 17,50 por pessoa pelo voucher de acesso e R$ 4,50 por pessoa por um tal "seguro". O preço inclui o empréstimo das "perneiras", que também são obrigatórias. Se quiser almoçar lá (comida caseira e você chega faminto da caminhada), custa R$ 12,00 por pessoa.
Recomendo: repelente para insetos, protetor solar, roupa de banho, sapato fechado e lanterna.


Precisei resolver um probleminha antes de chegar à Caverna...





4 km de caminhada pela mata, mas vejam só a recompensa...


No caminho de volta, um vale de cambarás floridos. Será que valeu a pena?

À noite, uma boa pedida é o Bistrô da Mata. À beira de um mirante de onde se vê as luzes de Cuiabá. Mesas com iluminação de velas e requintada gastronomia. Enquanto estávamos lá, uma nuvem chegou e cobriu de neblina a nossa mesa. Em 5 minutos foi embora e a bela paisagem voltou. Os preços são bastante razoáveis para o que oferecem. Tudo de bom! Recomendo!


Deu até pra fazer uma brincadeira, veja só:




sábado, 26 de janeiro de 2008

Prazer, Chapada dos Guimarães!

Chapada dos Guimarães

Em pleno cerrado mato-grossense, uma reserva com cânions e inscrições rupestres de 10 mil anos


Imagine a seguinte paisagem: cânions verdejantes e paredões rochosos de até 400 metros de altura de onde despencam cachoeiras. A mata abundante é entrecortada por rios cristalinos e repleta de cavernas, que guardam inscrições rupestres feitas há cerca de 10 mil anos. Vagando no meio disso tudo, onças, lobos-guarás, pacas, veados-campeiros e araras-vermelhas. Esse lugar fica no coração do Brasil e atende pelo nome de Chapada dos Guimarães. Os tais paredões avermelhados são uma das bordas do Planalto Central. De cima dá para ver, em dias claros, as lagoas do Pantanal, a quase 100 quilômetros de distância. Graças à ação dos ventos e das chuvas, as escarpas adquiriram formas variadas e viraram esculturas naturais, batizadas pelos moradores de "cidades de pedra". Algumas lembram muralhas. Outras, castelos. Todas são impressionantes.
Cachoeiras não faltam. A do Véu de Noiva tem uma queda de quase 90 metros e virou o cartão-postal mais famoso dessas paragens. Até 1920 ela era conhecida como Bocaina do Inferno. O município de 15 mil habitantes cresceu ao redor da Igreja de Santana, construída no século 17. O ritmo é pacato exceto nos fins de semana, quando aparecem os turistas, a maioria vinda de Cuiabá. Como fica na beirada dos paredões, a cidadezinha é bafejada por ventos e tem um clima quase sempre agradável. Volta e meia uma bruma a encobre, o que reforça sua atmosfera de mistério. Mistério, aliás, que fez com que levas de turistas esotéricos fossem levados a concordar: a natureza que moldou a Chapada dos Guimarães é mesmo sobrenatural.

O essencial

DDD: 65
Informações turísticas: www.chapadadosguimaraes.com.br; www.chapadadosguimaraes.amm.org.br
Melhor época: o período mais indicado para visitar a região é entre maio e setembro, quando as águas de março já se foram, as cachoeiras estão mais cheias e o cerrado fica florido. No inverno (de junho a agosto), a neblina pode prejudicar um pouco a vista dos mirantes
Como chegar: a cidade da Chapada fica a 55 quilômetros de Cuiabá pela MT-251, rodovia Emanuel Pinheiro
Anote aí: guias na Eco Turismo Cultural, Praça Dom Wunibaldo, 464

Onde Passear

AROE JARI - Também chamada de Morada das Almas, é a segunda maior caverna de arenito no Brasil, com um salão de 30 metros de largura. Abriga a Lagoa Azul e um chuveiro natural de água cristalina. - Fora do parque, em uma fazenda, a 46 km de Cuiabá.
CACHOEIRA DO VÉU DA NOIVA - Fica entre dois cânions, e suas águas despencam de 86 metros de altura. - Acesso pelo km 51 da MT-251 para Cuiabá, 13 km.
CIDADE DE PEDRA - Cânion formado por imensas paredes de arenito com 350 metros de altura. Uma das maiores atrações do local, tem vista para as escarpas da Chapada. No topo, formações rochosas lembram ruínas de uma cidade. - Acesso precário pela estrada para Água Fria, 25 km.
MIRANTE DO CENTRO GEODÉSICO - É parada obrigatória. Em dias claros, dá para enxergar a planície pantaneira. - MT-251 para Campo Verde, 8 km de terra.


Mais sobre Chapada dos Guimarães

Fonte: Veja é aqui/UOL

* * *

CERRADO

Incêndios fecham parque com freqüência

Sobrevôo noturno do Centro-Oeste mostra rios de fogo cortando a escuridão em vastas áreas do interior

Pedro Carrilho/Folha ImagemNa trilha do mirante do Centro Geodésico, turista se volta para a paisagem

PEDRO CARRILHO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Mesmo quando o parque nacional fecha, a Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, encanta que vai até lá.
O final do inverno não costuma ser muito generoso com o cerrado. A umidade do ar cai abaixo do tolerável, as cores esmaecem, a vegetação seca e as queimadas e incêndios florestais tornam-se freqüentes.
Um sobrevôo noturno do Centro-Oeste brasileiro nessa época do ano dá uma boa dimensão dessa triste rotina: rios de fogo cortam a escuridão em vastas áreas do interior brasileiro, acelerando o processo de extinção de um dos mais ricos ecossistemas do país. Mesmo assim, quem pretende conhecer a região durante essa época do ano não deve desanimar.
Localizada no coração da América do Sul, a região da Chapada dos Guimarães é uma das principais atrações do cerrado brasileiro. Situado a 55 quilômetros de Cuiabá, o parque nacional fecha seus portões com freqüência no período da estiagem para o combate a incêndios e como medida de segurança para visitantes que podem inadvertidamente se verem cercados pelas chamas.
Para aqueles que derem com a cara no portão fechado, um consolo: a região tem muito a oferecer fora do perímetro do parque nacional.
Saindo de Cuiabá pela MT-251, não demora muito para os imponentes paredões de arenito vermelho despontarem no horizonte. Bem, isso se você estiver viajando fora da temporada das queimadas, quando o ar seco e a fumaça deixam o ambiente com uma luz fosca. Se, por um lado, a visibilidade pode ser prejudicada pela fumaça, o pôr-do-sol torna-se espetacular nos mirantes.
Logo antes de a estrada subir os contrafortes da chapada fica a Salgadeira. Antigo pouso de tropeiros, o córrego de mesmo nome abriga hoje um complexo turístico com área para camping e restaurantes. O local costuma ficar muito cheio nos finais de semana e não é recomendado para aqueles que preferem um contato mais sossegado com a natureza.
A estrada, que até então apenas margeara o parque, agora adentra seus limites. Nesse trecho são freqüentes os atropelamentos de animais que cruzam a pista. Depois das primeiras curvas rumo ao topo da chapada chega-se ao Portão do Inferno, primeiro mirante, local de onde se tem um aperitivo do visual por vir.
Já no topo fica a sede do parque nacional. Na entrada, um funcionário do Ibama é encarregado de dar a noticia do fechamento do parque. Um incêndio de grandes proporções acabara de começar e não restou opção senão fechá-lo, para desespero de dezenas de mochileiros decepcionados. À distância já era possível avistar a cortina de fumaça. Dez dias depois, com o fogo controlado, a estimativa era a de que cerca de 20% da área do parque fora destruída -o maior incêndio da história da unidade.

Fonte: Folha Turismo/UOL

Na foto, eu a caminho da Caverna Aroe Jari e Lagoa Azul, na Chapada dos Guimarães

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Fotos de Chapada dos Guimarães


Pitoresca Igreja no interior da Escola Evangélica Buriti, na Rodovia Emanuel Pinheiro, km 55.

Na Chapada ocorrem 3 Corujas da Família Strigidae:

CORUJA BURAQUEIRA- Athene cunicularia

CORUJA CABURÉ- Glaucidium minutissimum

CORUJINHA DE ORELHA- Otus choliba

As flores que você vê no caule da Mangueira (Mangifera indica), são feitas com tampas de garrafa pet coloridas. É tradição por aqui cravar-se pregos enferrujados no caule das frutíferas ou dar machadadas paralelas no mesmo para aumentar a sua produção.

Banheiros do Centro de Treinamento Indígena AMI, na rodovia Emanuel Pinheiro, km 58. O teto é repleto de cactos, inclusive com frutos.

Rara orquídea de solo, cultivada com carinho no bairro Aldeia Velha. Não necessita nem troncos e nem xaxins.

Todas as fotos expostas neste post, são de autoria de Oscar Luiz Pereira da Silva Neto, este que vos escreve, obtidas com Câmera Amadora da marca SONY, modelo Cibershot DSC-S650, obtidas em dezembro de 2007, e podem ser utilizadas se houver interesse em qualquer situação que não envolva fins comerciais, desde que citada a fonte com seu devido link.

Para as demais situações, consulte o autor através do email disponível na coluna lateral deste blog.


domingo, 16 de dezembro de 2007

Janis Joplin e Chapada dos Guimarães

Todo mundo conhece Janis Lyn Joplin (1943-1970), cantora texana de blues, influenciada pelo rock e pelo soul com uma voz marcante e que também chegou a compor. Joplin lançou quatro álbuns, desde 1967 até o lançamento póstumo em 1971.

Cultivando uma atitude rebelde, Joplin se vestia como os poetas da geração beat, e a partir de 1963, seu uso de drogas começou a aumentar, incluindo a heroína, que junto com a bebida, arruinou a sua saúde a levou à morte por overdose em precoces 27 anos de vida.

Mas seus 27 anos foram bem vividos. Ganhou algum destaque entre a nascente comunidade hippie em Haight-Ashbury e percorreu várias comunidades hippies pelo mundo, cantando e disseminando seu estilo próprio.

Pois foi nessas “andanças”, que ela esteve no Brasil. E um dos lugares que ela fez questão de conhecer foi a Chapada dos Guimarães. Passou um tempo numa comunidade hippie que resiste ao tempo e à modernidade e que ainda está de pé. No mesmo lugar.

Na praça principal da cidade (quem já esteve lá bem o sabe), os hippies dessa comunidade ficam vendendo seu artesanato e espalhando a “Paz e o Amor” aos turistas e aos habitantes locais.

Pois um dos muitos hippies gente boa que eu lá conheci, certa feita, enquanto eu estacionava o meu carro na praça, ao som de “Mercedes Benz” (não, não é o carro, é a música, meu carro é Toyota), veio até a minha janela (minha não, a do carro), cantar (num idioma que só ele compreendia) e tocar “air guitar”, acompanhando a “Janis Joplin” com bastante desenvoltura.

Não me pareceu muito “chapado” não, mas ficou muito alegre de ouvi-la e dançava muito, como “Ian Anderson” do Jethro Tull, no Jô Soares. Aliás, sua fisionomia também era bem parecida com a do multi-instrumentista, rei da flauta no rock.

Face envelhecida pelo tempo, de jovem só tinha mesmo a disposição. Pois acreditem: ele me relatou que conheceu Janis Joplin! Que teria ido a Woodstock e que depois, mais tarde, tê-la-ia recebido na comunidade que habita até hoje em Chapada.

Fiquei estupefato com o relato daquele ser. Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto contava. Mesmo sabendo que essa turma “pega pesado”, ele me pareceu muito convicto do que falava. Se não era mesmo verdade, ele mesmo estava acreditando em sua própria mentira!

Eu não estava sozinho, e minha família testemunhou aquele relato, aquela figura dançante. As opiniões são as mesmas: para nós, ele falou a verdade!

Nunca vamos saber se estamos certos. Se ele falou a verdade ou se mentiu naquela inocência de quem acaba acreditando na mentira que contou...

Veja um trecho da Revista Época, edição 22, de 19/10/1998 :

É claro que o roteiro dos místicos brasileiros tem outras atrações espalhadas pelo país. A mineira São Tomé das Letras é uma delas. Considerada uma cidade sagrada por entidades esotéricas, seus moradores não se cansam de contar fantásticas histórias de discos voadores e óvnis. A Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, é um marco geográfico que atrai os herdeiros de Woodstock. Ali, justamente, está o centro geodésico da América do Sul. Mas, nos últimos dois anos, Alto Paraíso é que está sendo o maior alvo de procura. Além dos cristais, os moradores vangloriam-se de que o município está no Paralelo 14, a linha meridional que forma uma faixa de energia no planeta, segundo a visão esotérica. Ali também estão as nascentes de importantes bacias hidrográficas brasileiras, como a do Rio Tocantins. Os muitos recantos de água doce e as cachoeiras imponentes - com até 120 metros de queda-d'água - são palcos para meditação e outros ritos místicos.

Chapada dos Guimarães é um pacato município com aproximadamente 18.000 habitantes, distante 64 km de Cuiabá, com um potencial turístico incrível e mal explorado. Seus 6.249,44 km² localizam-se a uma latitude 15º27'38"sul e a uma longitude 55º44'59" oeste, estando a uma altitude de 811 metros.

No “mirante”, situado 7 km adiante da cidade, situa-se o “Centro Geodésico da América do Sul” (enquanto a topografia considera a Terra plana, a Geodésia toma em conta a sua curvatura). Daí, uma série de mitos esotéricos e a atração de místicos do mundo inteiro, além dos hippies e a atenção dos ufólogos.

Pois é nesse contexto, que a pedido da minha amiga portuguesa “A Papoila”, eu vim falar do meu “Paraíso Natural”.

Melhor do que falar é mostrar...

Chapada é onde nascem as águas que vão formar o Pantanal. Por isso, hoje, uma grande parte do seu território é protegido por um Parque Nacional. Com seus terrenos geologicamente jovens, por falta de desgaste eólico e do tempo, Chapada é dotada de terrenos acidentados, o que forma inúmeras formações rochosas e cachoeiras. Seu clima ameno e bem diferente do de Cuiabá, mesmo estando tão perto, a transforma numa “Mecca” para a população aos finais de semana.

Enfim, um lugar maravilhoso, que mereceria uma atenção e uma administração melhores!

Postado no Flainando na Web, em 14 de maio de 2007.