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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Vote no Pantanal para ser uma das novas Sete Maravilhas da Natureza!

Para votar clique na imagem

A Campanha


Fundação New7Wonders (www.new7wonders.com) e a Campanha N7W

A campanha para escolher as Novas Sete Maravilhas da Natureza é um concurso, baseado em votos pela internet, promovido pela Fundação New7Wonders. Esta Fundação foi criada na Suíça em 2001, pelo autor e aventureiro Bernard Weber, para contribuir para a proteção dos Patrimônios da Humanidade (monumentos construídos pelo homem e patrimônios da natureza).

Qualificação para a Campanha N7W

Os candidatos ao título de Maravilha da Natureza podem ser nomeados e submetidos à campanha “New7Wonders of Nature” até 31 de dezembro de 2008.
Podem participar da campanha sítios ou monumentos naturais que não foram criados ou significativamente alterados pelo homem para razões estéticas, nas seguintes categorias: sítios naturais, monumentos naturais e paisagens.
O Pantanal – Parque Nacional do Pantanal foi naturalmente nomeado para a campanha (world map) entre outros mais de 200 sítios naturais e agora se encontra submetido à votação para poder ficar entre os 77 escolhidos e passar para a segunda fase. A votação sobre os nomeados (Voting for nominees) continuará até 7 de julho de 2009, quando especialistas da organização do concurso (New7Wonders of Nature Panel of Experts), sob a liderança do Prof. Frederico Mayor, Diretor-Geral da UNESCO, revisará os 77 nomeados e escolherá os 21 finalistas, a serem anunciados em 21 de julho de 2009. Os 21 finalistas serão então submetidos novamente ao voto popular.


Um Pouco do Pantanal

O Pantanal é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta e está localizado no centro da América do Sul, na bacia hidrográfica do Alto Paraguai. Sua área é de 138.183 km², com 65% de seu território no estado de Mato Grosso do Sul e 35% no Mato Grosso. A região é uma planície pluvial influenciada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, onde se desenvolve uma fauna e flora de rara beleza e abundância, influenciada por quatro grandes biomas: Amazônia, Cerrado, Chaco e Mata Atlântica.

O rio Paraguai e seus afluentes percorrem o Pantanal, formando extensas áreas inundadas que servem de abrigo para muitos peixes, como o pintado, o dourado, o pacu, e também para outros animais, como os jacarés, as capivaras e ariranhas, entre outras espécies. Muitos animais ameaçados de extinção em outras partes do Brasil ainda possuem populações vigorosas na região pantaneira, como o cervo-do-pantanal, a capivara, o tuiuiú e o jacaré.

Devido a baixa declividade desta planície no sentido norte-sul e leste-oeste, a água que cai nas cabeceiras do rio Paraguai, chega a gastar quatro meses ou mais para atravessar todo o Pantanal. Os ecossistemas são caracterizados por cerrados e cerradões sem alagamento periódico, campos inundáveis e ambientes aquáticos, como lagoas de água doce ou salobra, rios, vazantes e corixos.

O clima é quente e úmido, no verão, e frio e seco, no inverno. A maior parte dos solos do Pantanal são arenosos e suportam pastagens nativas utilizadas pelos herbívoros nativos e pelo gado bovino, introduzido pelos colonizadores da região.

Preocupada com a conservação do Pantanal a Embrapa instalou, em 1975, em Corumbá, uma unidade de pesquisa para a região, com o objetivo de adaptar, desenvolver e transferir tecnologias para o uso sustentado dos seus recursos naturais. As pesquisas se iniciaram com a pecuária bovina, principal atividade econômica e, hoje, além da pecuária, abrange as mais diversas áreas, como recursos vegetais, pesqueiros, faunísticos e hídricos, climatologia, solos, avaliação dos impactos causados pelas atividades humanas e sócio-economia.

A Planície do Pantanal possui aproximadamente 230 mil km², medida estimada pelos estudiosos que explicam que dificilmente pode ser estabelecido um cálculo exato de suas dimensões, por em vários pontos ser muito difícil estabelecer onde começa e onde termina o Pantanal e as regiões que o circundam, além de a cada fechamento de ciclo de estações de seca e de águas o Pantanal se modifica.

Sua área é de 138.183 km² (64,64% em Mato Grosso do Sul e 35,36% em Mato Grosso (J. S. V. SILVA et al, 1998)). Considerada uma das maiores planícies de sedimentação do planeta, o Pantanal estende-se pela Bolívia e Paraguai, países em que recebe outras denominações, sendo Chaco a mais conhecida.

Sua constituição, única no planeta, é resultado da separação do oceano há milhões de anos, formando o que se pode chamar de mar interior. A planície é levemente ondulada, pontilhada por raras elevações isoladas, geralmente chamadas de serras e morros, e rica em depressões rasas. Seus limites são marcados por variados sistemas de elevações como chapadas, serras e maciços, e é cortada por grande quantidade de rios dos mais variados portes, todos pertencentes à Bacia do Rio Paraguai — os principais são os rios Cuiabá, Piquiri, São Lourenço, Taquari, Aquidauana, Miranda e Apa. O Pantanal é circundado, do lado brasileiro (norte, leste e sudeste) por terrenos de altitude entre 600 e 700 metros; estende-se a oeste até os contrafortes da cordilheira dos Andes e se prolonga ao sul pelas planícies pampeanas centrais.

O Pantanal vive sob o desígnio das águas: ali, a chuva divide a vida em dois períodos bem distintos. Durante os meses da seca — de maio a outubro, aproximadamente — , a paisagem sofre mudanças radicais: no baixar das águas, são descoberto campos, bancos de areia, ilhas e os rios retomam seus leitos naturais, mas nem sempre seguindo o curso do período anterior. As águas escorrem pelas depressões do terreno, formando os corixos (canais que ligam as águas de baías, lagoas, alagados etc. com os rios próximos).

Nos campos extensos cobertos predominantemente por gramíneas e vegetação de cerrado, a água de superfície chega a escassear, restringindo-se aos rios perenes, com leito definido, a grandes lagoas próximas a esses rios, chamadas de baías, e a algumas lagoas menores e banhados em áreas mais baixas da planície. Em muitos locais, torna-se necessário recorrer a águas subterrâneas, do lençol freático ou aqüíferos, utilizando se bombas manuais e ou tocadas por moinhos de vento para garantir o fornecimento às moradias e bebedouros de animais domésticos.

As primeiras chuvas da estação caem sobre um solo seco e poroso e são facilmente absorvidas. De novembro a abril as chuvas caem torrenciais nas cabeceiras dos rios da Bacia do Paraguai, ao norte. Com o constante umedecimento da terra, a planície rapidamente se torna verde devido à rebrotação de inúmeras espécies resistentes à falta d'água dos meses precedentes. Esse grande aumento periódico da rede hídrica no Pantanal, a baixa declividade da planície e a dificuldade de escoamento das águas pelo alagamento do solo, são responsáveis por inundações nas áreas mais baixas, formando baías de centenas de quilômetros quadrados, o que confere à região um aspecto de imenso mar interior.

O aguaceiro eleva o nível das baías permanentes, cria outras, transborda os rios e alaga os campos no entorno, e morros isolados sobressaem como verdadeiras ilhas cobertas de vegetação — agrupamentos dessas ilhas são chamados de cordilheiras pelos pantaneiros — nas ilhas e cordilheiras os animais se refugiam à procura de abrigo contra a subida das águas.

Nessa época torna-se difícil viajar pelo Pantanal pois muitas estradas ficam alagadas e intransitáveis. O transporte de gente, animais e de mercadorias só pode ser feito no lombo de animais de carga e embarcações — muitas propriedades rurais e povoações (também conhecidas como corrutelas) localizadas em áreas baixas ficam isoladas dos centros de abastecimento e o acesso a elas, muitas vezes, só pode ser feito por barco ou avião.

Com a subida das águas, grande quantidade de matéria orgânica é carregada pela correnteza e transportada a distâncias consideráveis. Representados, principalmente, por massas de vegetação flutuante e marginal e por animais mortos na enchente, esses restos, durante a vazante, são depositados nas margens e praias dos rios, lagoas e banhados e, após rápida decomposição, passam a constituir o elemento fertilizador do solo, capaz de garantir a enorme diversidade de tipos vegetais lá existente.

Por entre a vegetação variada encontram-se inúmeras espécies de animais, adaptados a essa região de aspectos tão contraditórios. Essa imensa variedade de vida, traduzida em constante movimento de formas, cores e sons é um dos mais belos espetáculos da Terra. Por causa dessa alternância entre períodos secos e úmidos, a paisagem pantaneira nunca é a mesma, mudando todos os anos: leitos dos rios mudam seus traçados; as grandes baías alteram seus desenhos.


DIVERSIDADE

Flora
A vegetação pantaneira é um mosaico de três regiões distintas: amazônica, cerrado e chaco (paraguaio e boliviano). Durante a seca, os campos se tornam amarelados e não sendo raro a temperatura descer a níveis abaixo de 0 °C, e registrar geadas, influenciada pelos ventos que chegam do sul do continente.

A vegetação do Pantanal não é homogênea e há um padrão diferente de flora de acordo com o solo e a altitude. Nas partes mais baixas, predominam as gramíneas, que são áreas de pastagens naturais para o gado — a pecuária é a principal atividade econômica do Pantanal. A vegetação de cerrado, com árvores de porte médio entremeadas de arbustos e plantas rasteiras, aparece nas alturas médias. A poucos metros acima das áreas inundáveis, ficam os capões de mato, com árvores maiores como angico, ipê e aroeira.

Em altitudes maiores, o clima árido e seco torna a paisagem parecida com a da caatinga, apresentando espécies típicas como o mandacaru, plantas aquáticas, piúvas (da família dos ipês com flores róseas e amarelas), palmeiras, orquídeas, figueiras e aroeiras.O pantanal possui uma vegetação rica e variada, que inclui a fauna típica de outros biomas brasileiros, como o cerrado, a caatinga e a região amazônica. A camada de lodo nutritivo que fica no solo após as inundações permite o desenvolvimento de uma rica flora. Em áreas em que as inundações dominam, mas que ficam secas durante o inverno, ocorrem vegetações como a palmeira carandá e o paratudal.

Durante a seca, os campos são cobertos predominantemente por gramíneas e vegetação de cerrado. Essa vegetação também está presente nos pontos mais elevados, onde não ocorre inundação. Nos pontos ainda mais altos, como os picos dos morros, há vegetação semelhante à da caatinga, com barrigudas, gravatás e mandacarus. Ainda há a ocorrência de vitória-régia, planta típica da Amazônia. Entre as poucas espécies endêmicas está o carandá, semelhante à carnaúba.

A vegetação aquática é fundamental para a vida pantaneira: imensas áreas são cobertas por batume, plantas flutuantes como o aguapé e a salvinia. Essas plantas são carregadas pelas águas dos rios e juntas formam verdadeiras ilhas verdes, que na região recebem o nome de camalotes. Há ainda no Pantanal áreas com mata densa e sombria. Em torno das margens mais elevadas dos rios ocorre a palmeira acuri, que forma uma floresta de galerias com outras árvores, como o pau-de-novato, a embaúba, o genipapo e as figueiras.

Animais A região pantaneira possui uma das biodiversidades mais ricas do planeta, como mais de duas mil espécies de aves, peixes, mamíferos e répteis. Alguns animais, como o tuiuiú e o jacaré, tornaram-se verdadeiros símbolos da região.

Os jacarés tem importante papel na preservação da fauna do Pantanal, funcionando como agentes de ciclagem de nutrientes e reguladores da fauna piscícola, controlando inclusive a população de piranhas.

As aves são uns dos maiores atrativos do Pantanal, além de ser sua maior e mais variada população (são 656 espécies). O tuiuiú, a cabeça-seca, o colhereiro e as garças biguás são típicos da região. Muitas espécies fazem seus ninhos em áreas comuns, em árvores que passam a ser chamadas “ninhais” e que são um espetáculo à parte.

Animais típicos do cerrado se concentram em grande número na região, como o cervo-do-pantanal, o cachorro-vinagre, a anta, o lobo-guará e o tamanduá-bandeira. Há também a ocorrência de grandes felinos, como a onça-pintada, um dos mais temidos predadores da região. Entre os primatas, os mais comuns são o macaco-prego e o bugio.

Fauna
A fauna pantaneira é muito rica, provavelmente a mais rica do planeta. Há 650 espécies de aves (no Brasil inteiro estão catalogadas cerca de 1800). A mais espetacular é a arara-azul-grande, uma espécie ameaçada de extinção. Há ainda tuiuiús (a ave símbolo do Pantanal), tucanos, piriquitos, garças-brancas, jaburus, beija-flores (os menores chegam a pesar dois gramas), socós (espécie de garça de coloração castanha), jaçanãs, emas, seriemas, papagaios, colhereiros, gaviões, carcarás e curicacas.

No Pantanal já foram catalogadas mais de 1.100 espécies de borboletas. Contam-se mais de 80 espécies de mamíferos, sendo os principais a onça-pintada (atinge a 1,2 m de comprimento, 0,85 cm de altura e pesa até 200 kg), capivara, lobinho, veado-campeiro, veado catingueiro, lobo-guará, macaco-prego, cervo do pantanal, bugio (macaco que produz um ruído assustador ao amanhecer), porco do mato, tamanduá, cachorro-do-mato, anta, bicho-preguiça, ariranha, suçuarana, quati, tatu etc.

A região também é extremamente piscosa, já tendo sido catalogadas 263 espécies de peixes: piranha (peixe carnívoro e extremamente voraz), pacu, pintado, dourado, cachara, curimbatá, piraputanga, jaú e piau são algumas das espécies encontradas.

Há uma infinidade de répteis, sendo o principal o jacaré (jacaré-do-pantanal e jacaré-de-coroa), cobra boca de sapo (sucuri, jibóia, cobras-d’água e outras), lagartos (camaleão, calango-verde) e quelônios (jabuti e cágado).

Veja o ranking agora:


Veja mais fotos AQUI e vídeos AQUI.


Todos os dados aqui postados vêm do site www.votepantanal.com.br, que encampou e vestiu a camisa da campanha, que ora, o Coisas de Mato Grosso está aderindo.
Vote você também, clicando na imagem lá em cima!


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Pantanal concorre à votação das "7 Maravilhas Naturais da Terra"

Via: só notícias mas, que eu vi no Cuiabá News, do meu amigo Maninho! E fotos daqui.



O Pantanal, representado pelo Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, está concorrendo ao título de uma das 7 maravilhas naturais da terra. O concurso, de caráter internacional, é promovido pela entidade New7Wonders, a mesma que realizou a eleição das novas maravilhas monumentais do planeta, com a eleição do Cristo Redentor (RJ). Agora, a escolha é das sete maravilhas da natureza.

Para falar sobre o concurso e buscar o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) para a campanha de escolha do Pantanal, o chefe do Parque Nacional, José Augusto Ferraz de Lima visitou nesta segunda feira, a coordenadora de Ecossistemas, da Superintendência de Biodiversidade da Sema, Gabriela Priante.

Além do Pantanal, do Brasil também concorrem os Lençóis Maranhenses, a Floresta Amazônica, o arquipélago de Fernando de Noronha, o Monte Roraima, o Parque Nacional do Iguaçu e o morro do Pão de Açúcar. A votação se encerra no dia 31/12 deste ano. As 21 maravilhas da natureza mais votadas nessa primeira etapa concorrem, numa segunda etapa, para escolha das sete maravilhas naturais.

O Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, que na votação representa o Pantanal Mato-grossense, situa-se a montante da confluência dos rios Paraguai e Cuiabá, os dois principais formadores do Pantanal. Na planície fluviolacustre onde está situado, formada por lagoas de dimensões diversas, estão as de Uberaba e Gaíva, localizadas na faixa de fronteira Brasil/Bolívia e tem como um de seus limites o Rio Paraguai.

Conectado a áreas protegidas fronteiriças, o Parque Nacional estabelece ligação com a Área Natural de Manejo Integrado San Matias localizada em território boliviano, através das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Acurizal e Penha, as quais se situam na fronteira brasileira, e que, juntamente com o Parque Nacional do Pantanal e o Parque Estadual do Guirá, formam um importante mosaico de áreas protegidas.


Unidade de Conservação, de proteção integral, o Parque Nacional abriga uma amostra significativa do ecossistema pantaneiro, e devido a sua beleza cênica e alto grau de conservação, foi reconhecido como Patrimônio Natural Mundial – Patrimônio da Humanidade, representando o Brasil na Convenção Internacional de Áreas Úmidas.

Com uma área de 135 mil hectares e perímetro de 260 km, o Parque Nacional engloba os municípios de Poconé e Cáceres, no Estado de Mato Grosso, e Corumbá, no Estado de Mato Grosso do Sul sendo uma das poucas Unidades de Conservação do Brasil que tem regulação fundiária, conselho gestor e plano de manejo, oficialmente aprovados.

Criado por meio do Decreto nº 86.392, de 24 de setembro de 1981, tem como objetivo proteger e preservar amostras de ecossistemas pantaneiros, bem como sua biodiversidade, mantendo o equilíbrio dinâmico e a integridade ecológica dos ambientes contidos no Parque.

Já a região do Pantanal – onde está localizado o Parque Nacional -, ocupa uma área de aproximadamente 200 mil quilômetros quadrados, formando a maior planície inundável do planeta, abrangendo os países Bolívia, Paraguai e Brasil, onde está situada 70% de toda a região pantaneira.

No Brasil, o Pantanal ocupa uma área de 138.000 km², abrangendo grande parte dos estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul.

Entre os títulos que ostenta está o de Reserva da Biosfera Mundial, título concedido ao Pantanal Matogrossense pela Conferência da Organização das Nações Unidas para a Ciência e a Cultura (Unesco), em 9 de novembro de 2000; o de Patrimônio da Humanidade, reconhecimento dado ao Pantanal, também pela Unesco, em 29 de novembro de 2000, através do Parque Nacional do Pantanal, juntamente com as Reservas Particulares (RPPN) da Fundação Ecotrópica; e o de Sítio Ramsar, nome recebido pelo Parque Nacional em 24 de maio de 1993, pelo fato de conter uma das maiores concentrações de fauna do neotrópico, abrigando várias espécies de mamíferos, aves, répteis e peixes, ameaçados de extinção.

Recentemente também foi reconhecido o mesmo título ao SESC Pantanal, em Poconé.

Para o chefe do Parque Nacional, José Augusto Ferraz de Lima, devido a sua localização privilegiada e a grande reputação nacional e internacional da unidade, o Parque Nacional é o representante ideal do Pantanal. “A unidade é uma Instituição Federal de grande importância para promover ações integradas voltadas à proteção da biodiversidade na maior planície alagada de águas continentais do planeta”, explicou.

A votação vai até 31/12 e assim que estiver disponível para ser votado, coloco aqui o link para que todos que quiserem possam votar.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Pescador é morto por duas onças no Pantanal!


Casal de animais arrancou jovem da barraca e o atacou; cenas de violência foram presenciadas pelo pai da vítima que nada pode fazer



Sinézio Alcântara

Especial para A Gazeta


Um pescador foi atacado e morto por duas onças na região do Pantanal, em Cáceres. Luiz Alex da Silva Lara, 22, estava acampado, em companhia do pai, Alonso Silva Lara, 45, na localidade denominada "Pacu Gordo", próximo a estação ecológica do Taiamã, no rio Paraguai, no sentido a Corumbá. O ataque aconteceu às 19h de terça-feira (24). Os animais, possivelmente um casal, surpreenderam o pescador quando ele dormia no acampamento.

As onças rasgaram a barraca e o puxaram pela cabeça. Ao retornar, o pai, que havia saído para pegar iscas, ainda assistiu o filho ser dilacerado. Alonso diz que nada pode fazer porque estava sem nenhuma arma de fogo. Ele ainda tentou tomar o filho das garras das onças, com um facão. Mas as tentativas foram inúteis, porque todas as vezes que ele aproximava, os animais ameaçavam atacá-lo.

"Foi o momento mais difícil de minha vida ver o meu filho ser morto e não poder fazer nada. Se fosse só uma talvez eu tivesse conseguido, mas eram duas, se eu insistisse elas me matavam também", disse Alonso. O pai conta que os animais arrastaram o corpo por cerca de 50 metros. Após o pedido de socorro, outros pescadores compareceram, mas Luiz estava morto. Após atacar e matar, as onças comeram as bochechas e a parte da nuca do pescador. A família não permitiu fazer imagem do corpo, durante necropsia no Instituto Médico Legal (IML), na manhã de ontem, em Cáceres, devido ao estado do corpo. A cabeça, principalmente, estava totalmente desfigurada.

Alonso Lara conta que esse não foi o primeiro ataque de onças naquela região. Pescadores de outros acampamentos, segundo ele, também já foram atacados. O corpo do pescador foi resgatado com autorização da Polícia Civil pelo barco Babilônia. Da reserva ecológica do Taiamã. O corpo chegou em Cáceres na manhã de ontem, onde até as 12h permanecia no IML para realização da necropsia. O pescador foi velado na rua da Violetas, no bairro Jardim Vila Nova.


sexta-feira, 2 de maio de 2008

Peixes do Pantanal


Foi lançado recentemente a 2º edição do livro Peixes do Pantanal: manual de identificação dos autores Heraldo Antonio Britski, Keve Zobogany de Szonyl de Silimon e Balzac Santana Lopes.
O livro
Peixes do Pantanal - Manual de Identificação traz após revisão, a descrição de 269 espécies da região, além de outras cuja ocorrência verifica-se na bacia do rio Paraguai. Além de dezenas de fotos, a publicação traz 150 ilustrações, das quais 40 em aquarela e 110 em nanquim e bico-de-pena e mais um glossário com toda a terminologia utilizada nos textos descritivos. A edição, além de contribuir com o desenvolvimento da pesca e da aqüicultura, é um importante instrumento para a formulação da política brasileira para o setor. É indicada para pesquisadores, estudantes e público interessado no tema. A produção é da Embrapa Pantanal e a edição da Embrapa Informação Tecnológica.


Hyphessobrycon eques

Fonte: Biblioteca Embrapa
Fotos: SBI, Embrapa

Notícia fresquinha que eu trago lá do Nature Planet, um incrível blog de aquariofilia e afins do meu amigo Ricardo Britzke. Você não sabe o que está perdendo se ainda não visitou!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Acurís e Figueiras no Pantanal...

No Pantanal é comum encontrar figueiras estrangulando acurís. Veja a foto de um acurí bem característico que eu tirei no Pantanal de Barão de Melgaço-MT:



Veja então esta foto da situação descrita: um Ficus estrangulando um acuri no Pantanal. A foto é do acervo particular do Eduardo:


Agora veja o trabalho que estas duas cientistas escreveram sobre isso:

Ocorrência de Acurís (Attalea phalerata) infectados por Figueira-Mata-Pau (Ficus sp.) na região pantaneira do estado do Mato Grosso


Silva Lidiane Souzaa & Damacena Isabella Souzab

a Graduação Ciências Biológicas Faculdade da Terra de Brasília (lidianess@bol.com.br)
b Graduação Ciências Biológicas Faculdade da Terra de Brasília

1.Introdução

Visando saber a quantidade de Acurís infectados pela Figueiramata-pau e o número de Acurís que mantinham-se livres, foi então observado um capão de área de 8.397m2, na região de Transpantaneira,localizada próximo ao município de Poconé – MT.
O Pantanal existe a aproximadamente 60 milhões de anos. E está localizado entre os paralelos 16 a 22 graus de longitude e os meridianos 55 e 58 graus de longitude oeste, com uma altitude média de 110m. O Pantanal Mato-grossense é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta e está localizado no centro da América do Sul na bacia hidrográfica do Alto Paraguai. A área do Pantanal dependendo da fonte de pesquisa varia de 125.000 a 260.000 Km2 nas cheias a área coberta estende-se por 600 Km, com até 250 km de largura.
Nessa região tipicamente tropical, a chuva controla o regime dos rios, por sua vez, determinam o ciclo das cheias. Entre outubro e março estão os meses chuvosos, responsáveis por mais de 80% das precipitações anuais em média, situam-se entre 1.000 e 1.200 mm. em função da lenta drenagem fluvial, as inundações acontecem de janeiro a junho, pois tanto a subida quanto a descida das águas sofrem o retardamento de três meses. Portanto, não são as precipitações que causam as inundações no Pantanal, e assim a lentidão do escoamento das águas dos rios em função da planura da área e da dificuldade de vazão do rio Paraguai.
A planície do Pantanal é banhada pela bacia do rio Paraguai. Seus principais afluentes os rios Cuiabá, Taguari e Miranda descem as escarpas do planalto brasileiro no sentido leste-oeste, de onde trazem enorme carga de sedimentos, que são depositados na planície ainda em formação. (Câmara, 2002).

O Acurí (Attalea phalerata) é uma palmeira de inflorescências unissexuadas, que pode chegar até 12m de altura. É uma planta forrageira, quando jovem é bem pastado, mas quando adulta as folhas acessíveis estão velhas ou secas, geralmente servem de abrigo para as epífitas, abelhas, morcegos e aves. O fruto desta planta é alimento para roedores, porcos, gado, araras, periquitos, jaós e mutuns. Fornece água de coco, fruto, semente, óleo e palmito. É apícola. Abrigam epífitas como figueiras e bromélias, além de morcegos, abelhas e aves. A Utilização dos frutos tem grande importância na dieta de aves ameaçadas de extinção, como a arara azul.
Também serve de alimento para roedores, gado, porco e queixada e como abrigo para abelhas, morcegos e aves. É uma árvore apícola.
A ocorrência é abundante, muitas vezes de formação densa (Acurizal) em matas e caapões (áreas de vegetação densa).
Os acuris são infectados por morcegos que os utilizam como abrigo, este hospede se alimentam dos frutos das figueiras-matapau (Ficus sp.), e depois defecam sobre os acurís, suas fezes ficam cheias de sementes das figueiras. Estas sementes germinam dando origem a uma nova figueira, esta por sua vez se desenvolve, quando suas raízes chegam até o chão, ela se instala no solo e começa a estrangular a palmeira, acarretando assim a morte do acurí.

2. Métodos

Determinou-se um caapão, onde foi desenvolvido o estudo. A área foi medida, utilizando-se uma trena, determinando-se a largura e o cumprimento e para se alcançar o resultado, usou-se a fórmula da circunferência.
Para padronizar a contagem dos Acurís, definiu-se que entre os Acurís infectados pela figueira seriam catalogados conforme o estágio de infecção, sendo, fase inicial, fase média e terminal. Para a fase 69 | VI Congresso de Ecologia do Brasil, Fortaleza, 2003 Complexo do Pantanal terminal foi considerado aqueles que apresentavam estrangulamento total. Os que estavam apenas com um ramo de figueira ainda, se enquadraram em estágio inicial. Os demais estágios de acordo com
o nível de estrangulamento classificaram em médio.
Com o intuito de melhor especificar o objeto de estudo, foi definido que os Acurís acima de dois metros de altura aproximadamente, foram considerados adultos e os abaixo ou igual a essa média, foram considerados juvenis.
O caapão foi dividido em linhas retas que cortavam o caapão perpendicularmente, facilitando assim a contagem dos Acurís no meio da vegetação.

3. Discussão e Resultados

A vegetação que recobre o Complexo Pantaneiro, é bastante variada. Há diversas comunidades vegetais, com domínio nítido de uma espécie. Neste caso, a comunidade toma o nome da espécie dominante, (Allem & Valls, 1987). Neste trabalho foi observada uma comunidade onde a espécie dominante era o acurí, por isso chamamos a região observada de Acurizal. A diversidade animal do Pantanal também é reflexo dos ambientes que o circundam, como o Cerrado, a Floresta Amazônica e o Chaco, sendo rara a existência de espécies endêmicas, (Calheiros & Fonseca Jr., 1996). Acredita-se que essa baixa quantidade de acurís infectados nesta região, esteja ligada a uma pequena incidência de morcegos nesta área, visto que estes mamíferos são os responsáveis pelo deposito de sementes de Figueira-mata-pau, através de suas fezes, sobre os Acurís.
Devido ao fato da fisionomia vegetal pantaneira possuir grandes
áreas de Campo Limpo, pode ocorrer que os morcegos se alimentem da figueira no caapão, porém despersem as sementes em áreas de campo limpo, ou seja, onde não há ocorrência de acurís, sendo um requisito importante a ser analisado para uma melhor compreensão dos resultados obtidos.
Por possuir áreas abertas, o Pantanal possibilita facilmente a visualização de muitos animais, (Calheiros & Fonseca Jr., 1996).
Houve uma incidência abaixo do esperado de Acurís infectados pela figueira em fase terminal. As hipóteses para este resultado, é que por haver um baixo número de morcegos na área, não há tantos Acurís infectados. Contribui ainda para isso uma grande incidência de Acurís em fase juvenil, o que também dificulta essa deposição de sementes da Figueira.

Freqüência de Attalea phalerata (Acurí)

Acurís Livres = 374, sendo:
Adultos = 302
Juvenis = 72
Acurís Infectados = 17, sendo:
Estágio Terminal = 05
Estágio Médio = 04
Estágio Inicial = 08
Total de 391 Acurís contados na área observada.

Densidade de Acurís

Livres = 45
Juvenil = 0,85
Adulto = 3,59
Inicial = 0,09
Médio = 0,04
Terminal = 0,05

Densidade Total: 4,65 % (área)

Área observada: 8,397 m2

4. Conclusões

Portanto, as espécies de figueiras produzem frutos muito atraentes para os morcegos frugívoros (Antibeus lituratus). Estes comem os frutos defecando as sementes junto às folhas do Acurí (Attalea phaleratta). A semente germina e durante o desenvolvimento da figueira, esta tende a se enrolar na palmeira. Aos poucos a figueira provoca o estrangulamento e morte do Acurí, assim como pode ser observado no experimento.
Concluiu-se também que a figueira não necessita dos nutrientes do Acurí, e que o estrangulamento total do Acurí é apenas uma conseqüência do seu crescimento, já que mesmo após a morte do Acurí a figueira ainda continua sua vida.

5. Referências Bibliográficas

ODUM, E. P. Fundamentos de ecologia, Ed. Fundação Calouste Gulbenkian. 5º edição. Lisboa: 1997.
ABDON, M. M. POTT, V. J. SILVA, J. dos S. V. Avaliação da cobertura por plantas aquáticas em lagoas da sub-região da Nhecolândia no pantanal por meio de dados Landsat e Spot.
Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 33, p. 1675-1681,out., 1998. Número Especial.
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