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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

60 anos de emancipação de "Barra do Garças", a cidade do "Aeroporto para Discos Voadores"


Barra do Garças
, a cidade do "Discoporto", situada a 509 km de Cuiabá, completa hoje 60 anos de sua emancipação política.


Foto: Edevilson Arneiro
Encontro dos rios Araguaia e Garças, em época de cheias (ao fundo a Serra Azul)


Foto: Genito Santos
Cachoeira da Usina, no Parque Estadual da Serra Azul,
localizada a 4 km do centro de Barra do Garças


Segundo a Wikipedia, quanto ao turismo, Barra do Garças é privilegiada. Praias paradisíacas em junho, julho e agosto, quando no resto do Brasil é pleno inverno; águas termais como em Caldas Novas; turismo místico como em Alto Paraíso.

A Serra do Roncador, é meca do turismo místico. Consta que foi procurando pela Civilização perdida de Atlântida, que o Coronel Fawcett, desapareceu misteriosamente. Consta que os povos atlantis não só existem, mas possuem cidades subterrâneas cuja entrada fica nas cercanias da Serra do Roncador.

Também com a intenção de movimentar o turismo, na década de 90 já houve um projeto municipal de construir um "Aeroporto para discos voadores" na cidade. Veja mais sobre o "Discoporto" de Barra AQUI e AQUI.

Colonização da cidade iniciou nas margens dos rios
Da Redação da Gazeta Digital


O nome da cidade se deve ao fato de sua colonização ter se iniciado nas margens dos rios Garças, confluência com o Araguaia. Barra do Garças pertencia ao município de Araguaiana. Foi elevada à categoria de município em 15 de setembro de 1948, sendo o maior município do mundo com 285 mil quilômetros quadrados. Aos poucos, parte dessa área foi se tornando outros municípios da região, reduzindo a área ao tamanho atual (9.171 km2).

A população da cidade foi formada por imigrantes goianos, paraenses, mineiros, maranhenses e baianos, no ciclo do garimpo de diamantes. Atualmente vivem lá mais de 60 mil pessoas. Entre elas, muitos místicos que visitaram o local e fundaram comunidades esotéricas. De vez em quando essas comunidades organizam cerimônias para entrar em contato com os seres extraterrestres que, dizem, visitar a região.

O produtor de um programa de esportes radicais da cidade, Genito Santos, explica que as histórias místicas começaram com o mistério do sumiço do coronel Percy Harrison Fawcett (1867-1925), um famoso arqueólogo e explorador britânico que desapareceu ao organizar uma expedição para procurar por uma civilização perdida na Serra do Roncador, localizada naquela região.

A história até hoje é motivo de mistério, o que tem atraído a atenção de Holywood. A saga de Indiana Jones é baseada em relatos de Fawcett e o ator Brad Pitt cogita filmar na região baseado no diário do coronel, de quem fará o papel. A lenda que Fawcett se tornou é tão forte que há um homem que vive há anos ao pé da serra do Roncador, conhecido como Maurinho da Serra. Lá ele espera encontrar indícios do paradeiro do coronel.

Há também a história dos seres intra-terrestres. Conforme Genito, há lendas sobre pessoas que viram de "homens-morcegos" que viveriam em cavernas debaixo da terra. Não há nenhum relato contundente sobre o assunto. (AN)

Natureza é Exuberante

Barra do Garças transpira natureza. Mas, sem dúvida, uma das grandes atrações ambientais da localidade é o Parque Estadual da Serra Azul. Criado em 31 de maio de 1994, pela lei n°. 6.439, sua área é de pouco mais de 11 mil hectares. Antes do parque os índios bororós utilizavam o local para sua subsistência e o denominavam Kieguereirial que significa "morro, lugar dos pássaros" devido a grande diversidade de aves que ali habitam. A fauna e a flora são exuberantes e convivem harmoniosamente com cachoeiras, fendas e cavernas, sítios paleontológicos e arqueológicos, trilhas e bosques nativos.

Para cuidar de tudo isso o parque conta com uma gestão participativa entre Estado e sociedade. Isso dá ao local a proteção do envolvimento da comunidade, que ajuda o Estado a decidir o que é bom para a gestão da área.

Na área há também: um complexo de 14 cachoeiras; o marco do centro geodésico do Brasil; o local do futuro discoporto; a caverna dos Pezinhos - com inscrições pré-históricas - e o Mirante do Cristo. Desse ponto é possível ver o encontro dos rios Garças e Araguaia, cujas águas não se misturam.

Rio histórico - O Araguaia desempenhou um papel de destaque na história da cidade: serviu de entrada para os pioneiros, de palco para os garimpeiros e de cenário para a Guerrilha do Araguaia. Hoje é uma das maiores atrações da cidade, atendendo aos amantes dos esportes náuticos e da pesca onde apresenta peixes típicos da bacia Amazônica.(AN)

Visite também o site oficial da Prefeitura Municipal.

Assista ao vídeo "Barra do Garças Radical":



Parabéns, Barra do Garças!


quarta-feira, 2 de julho de 2008

Homenagem aos valorosos integrantes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, heróis da nossa sociedade


HISTÓRICO DO CORPO DE BOMBEIROS

MILITAR DE MATO GROSSO




Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso foi criado dentro da Polícia Militar na importante data de 19 de Agosto de 1964 por força da Lei nº 2184 (Diário Oficial de 25 Agosto 1964) no governo do Dr. Fernando Corrêa da Costa, quando era o Comandante da PM, o Sr. Coronel Luiz de Carvalho. Destinava-se ao "serviço de extinção de incêndio e salvamento".


A lei nº 2421, de 08 de Setembro de 1965, dispunha sobre a constituição do efetivo do Corpo de Bombeiros e dava outras providências. Nesta data estava formada a Companhia Independente de Bombeiros. Logo depois, no dia 13 de Outubro do mesmo ano, foram aprovados os quadros de efetivos e da Organização pormenorizada da Companhia Independente do Corpo de Bombeiros da PMMT.





Somente em Fevereiro de 1967, passou a funcionar operacionalmente a Companhia Independente do Corpo de Bombeiros da PMMT com o quadro efetivo de 42 homens e tendo como comandante o então 2º Ten PM Amilton Sá Corrêa, que voltara do curso de Especialização de Bombeiros no Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo, curso este que funcionou no período de 23 de fevereiro a 06 de Julho de 1966.


Isto porque a sociedade reclamava a proteção e a atuação operacional dos valorosos SOLDADOS DO FOGO.


A visão de uma modernização e a criação de um "Novo Mato Grosso" e o espírito dinâmico do então governador Dr. Pedro Pedrossian é que fez com que fosse determinado que o serviço de extinção e salvamento funcionasse o mais rápido possível.


O 2° Tenente Amilton Sá Correa, tão logo se apresentou, a Secretaria da Segurança Pública determinou a ele que fizesse um "Projeto de Instalação" baseado em normas administrativas e operacionais, com o fim de prever e conseqüentemente prover os meios e recursos necessários a um perfeito funcionamento das múltiplas atividades profissionais e desta forma, contribuir com a segurança para as primeiras implantações de indústrias e novas empresas na Grande Cuiabá, propiciando a estas e à população, garantia e tranqüilidade.


A seguir foi estimada a Receita para o Exercício financeiro de 1967 e a 25 de Novembro de 1966 era aprovado o Orçamento, tudo de acordo com a Lei n. º 2704 – razão porque o Cel José Walbran Jucá, respondendo pelo expediente da Secretaria, fez publicar o edital de chamada de candidatos para preencher os quadros de Bombeiros depois de instruídos e adaptados à profissão. (Diário Oficial de 20 de Janeiro de 1967).


Foi designado para assumir interinamente as funções de Comandante do Núcleo de Formação do Corpo de Bombeiros, o 2º Ten PM Amilton Sá Corrêa, conforme fez público o boletim do Comando Geral de 19 de Janeiro de 1967.


Ao apagar das luzes deste ano aconteceu um fato pitoresco. Por algum desentendimento entre o comando interno da PM e do núcleo de Bombeiros, todos os componentes do Corpo de Bombeiros ficaram presos por trinta dias, por terem manifestado solidariedade ao seu Comandante, que, por motivos nada graves, fora recolhido ao Estado Maior da PM.


Entretanto, isso nem desabonou o Corpo, nem interferiu no bom andamento dos seus trabalhos, pois ainda estava ele em fase de organização e as instruções continuaram a ser ministrada, aparelhando-se para o seu funcionamento em caso de sinistro. Assim, foi ele crescendo e em 16 de Abril de 1973 (Lei n. º 3322), era criado o Comando do Corpo de Bombeiros e mais três destacamentos situados em Cuiabá, Campo Grande e Corumbá.


A Lei n. º 3539 de 19 de Junho de 1974 reorganizou a PMMT, estipulando que o Comando do Corpo de Bombeiros e unidades operacionais seriam constituídos de Grupamentos de Incêndio e de Sub-grupamentos.


Em face da inspeção feita pela IGPM (Inspetoria Geral das Policias Militares), chegaram à conclusão que o 1º GI deveria ser rebaixado a um Sub-grupamento de Incêndio, dando origem à nova Lei, que oficializou essa denominação até hoje.


O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar continuou a desenvolver e, na data de 05 de Outubro de 1988, quando da Promulgação da Constituição Federal, ficou evidenciado que os Corpos de Bombeiros Militares tratava-se de Unidades Autônomas e Desvinculadas da Polícia Militar, ou seja, como entidades independentes, isto é registrado nos artigos: 22, 32, 42 e 125. Porém, destes dispositivos constitucionais o de maior contundência é o Artigo 144, que individualiza, sem contestações e sem dúvidas, as atribuições do Corpo de Bombeiros e da Policia Militar.


A partir de Março de 1994, concluiu a proposta de emancipação enviada ao Governo do Estado de Mato Grosso.


Pelo Decreto n. º 4795 de 05 de Julho de 1994 define-se a Disciplina de desvinculação do CBM da PM/MT.


Em 10 de Outubro de 1994, a Lei Complementar n. º 32 dispõe sobre a Organização básica do CBM/MT.


À 1º de Novembro do mesmo ano, o Decreto n. º 5182 dispôs sobre a estrutura organizacional do CBM/MT.


No dia 24 do mesmo mês e ano, a Lei n. º 6554 resolve sobre o efetivo.


Em Dezembro é aprovado o Quadro de Organizações do CBM/MT.


Em 28 de Outubro de 1994, foi finalmente assinada a Emancipação do CBMT.


EMANCIPAÇÃO – Em 1994, no dia 28 de outubro, através de Lei Complementar, que dispôs sobre a organização básica do Corpo de Bombeiros a corporação foi contemplada com a sua emancipação da Polícia Militar.

A partir daí o CBPM/MT se tornou o CBM/MT e passou a ter autonomia administrativa e financeira, subordinado, hierarquicamente, ao Governador e vinculado à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.

FASE DO BALDE De 1983 a 1984 as viaturas, de origem alemã em sua maioria, estavam indisponíveis por falta de manutenção especializada e pela escassez de peças de reposição no Brasil. Os bombeiros entraram na “fase do balde”, o que rendeu materiais para os chargistas e jornalistas da imprensa cuiabana. As ocorrências começaram a ser atendidas com uma viatura C-10, dois baldes, algumas mangueiras velhas, garra e boa vontade dos bombeiros.

A fase terminou em 1985 com a aquisição de 23 viaturas, dentre as quais, uma Auto Escada Mecânica Cimasa, viaturas e materiais de combate a incêndio, busca e salvamento. Com a chegada destas viaturas iniciou-se um processo de descentralização dos quartéis para o interior do Estado (Várzea Grande, Rondonópolis e Barra do Garças), já que havia mais disponibilidade de veículos e equipamentos.
Após a emancipação o Corpo de Bombeiros se tornou uma organização forte e com isso deu-se início a estruturação do órgão através da assinatura de convênios que possibilitarão um melhor desenvolvimento aos trabalhos.

Alguns setores como áreas operacionais e de ensino e a criação e efetivação de cursos dentro do Estado geraram, entre outros benefícios, à sociedade, economia para a corporação, uma vez que as capacitações eram realizadas, anteriormente, fora no âmbito estadual, onerando os cofres da instituição.


Foram criados alguns avanços estruturais e administrativos como a criação Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros Militar (FREBOM) que fomentou algumas áreas importantes do CBM/MT.


O comando começou em um espaço improvisado nos fundos do 1º Batalhão de Policia Militar.


Aquartelamentos da História do CBM/MT.


1- NFCB – Antiga enfermaria do 1º BPM – Porto – (Jan 1967).
2- NFCB – Prédio do antigo DOP – pça Ipiranga – (1967).
3- 1º DCB – Prédio onde funciona a atual Cia P Rp – Coxipó da Ponte, em frente à UFMT – (1971).
4- Prédio Próprio – Av. Agrícola Paes de Barros, 123- Verdão (1974).

Obs: - 3 (três) anos após, houve o desmembramento e o CCB funcionou:

1- Anexo ao Cmdo Geral – Av. Getúlio Vargas.

2- No prédio em construção do Quartel do 1º SGI/CB.

3- Na antiga sede da Cia. P Tran – Praça Santos Dumont.

4- Na antiga sede da Cia. P Tran – Praça Bispo Dom José.

5- Funciona desde 1980, anexo ao 1º SGI – Bairro Verdão.

6- Rua Manoel dos Santos Coimbra, 282 – Morro da Luz – centro, Cuiabá.

7- Complexo Paiaguás – C.P. A. – Cuiabá -MT.



Viaturas


A primeira viatura que o Corpo de Bombeiros de Cuiabá possuiu, foi uma antiga, doada à Prefeitura Municipal de Cuiabá pela Prefeitura Municipal de São Paulo, a título de Comodato, a qual consistia num Auto Tanque, em precárias condições de uso, denominada de "Big-Job" , a qual era utilizada apenas como meio de transportes da Guarnição para o local de ocorrência, em virtude de não mais dispor de seus equipamentos.



Devido ao alto índice de atendimento de ocorrências e a grande explosão demográfica que se registrava, foram adquiridas duas viaturas em 1968, sendo um Auto Bomba Tanque (ABT) tipo Chevrolet e outro tipo C-10, destinados aos serviços de combate a incêndio, de busca e salvamento, respectivamente.

Porém, com o passar dos anos, essas viaturas já não mais atendiam as necessidades satisfatoriamente. Foi assim que o Comandante Geral, da época, Sr. Cel. PM Euro Barbosa de Barros agilizou a compra de mais viaturas especializadas, em convênio, Governo do Estado com o Banco da Amazônia S.A. (BASA), resultando disso, as aquisições das seguintes viaturas:

A – 2 (dois) Auto Escadas Mecânicas (Magirus Deutz), sendo uma para Cuiabá e outra para Campo Grande.

B – 1 (um) Auto Transporte.

C – 1 (um) Auto Iluminação.

D – 1 (um) Auto-bomba Tanque.

E – 1 (um) Hidroquímico 2300 (Magirus Deutz).

F – 1 (um) Auto Hidroquímico 1800 litros (Magirus Deutz).

G – 1 (um) Auto Salvamento.

H – 2 (duas) C-1414 (Busca e Salvamento).

Visite o site do Corpo de Bombeiros na coluna lateral deste blog.


Parabéns a esse heróis, pelo "Dia do Bombeiro"!
Recebam os cumprimentos e a reverência deste blog!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

141 Anos de Várzea Grande hoje: Homenagem ao Distrito de Bonsucesso

História de Bonsucesso


Situado a 15 quilômetros do centro de Várzea Grande, com 2747 habitantes, Bonsucesso caracteriza-se como terra de gente humilde, com ruas estreitas, alongando-se paralelamente ao Rio Cuiabá cerca de 1000 metros. Em 1948 era um distrito formador do município.

Justino Antônio da Silva Claro era o único proprietário daquelas terras no século passado. Dele, há inúmeros descendentes, os quais já dividiram as terras. A cana-de-açúcar é ainda a principal lavoura. Outros moradores locais foram Antônio Ferreira Gomes, Antônio Leite de Magalhães, João Pinheiro, Joaquim Magalhães, Miguel Ângelo da Silva Claro, João Vital da Silva Claro e João Gil da Silva, sendo todos de grandes famílias, que hoje moram em Bonsucesso, Cuiabá e Várzea Grande.

Engenho Dona Buguela

Além da cana-de-açúcar, também era fabricado aguardente e açúcar de barro.

No começo deste século ainda haviam casas rústicas, onde eram consagradas as festas juninas, reunindo cantadores de cururu e dançadores de siriri. A primeira escola mista de Bonsucesso é de 1908. A segunda surgiu no dia 16 de março de 1920. Em 1968, foi oficialmente inaugurada a igreja católica em missa oficiada pelo arcebispo Dom Orlando Chaves. As imagens São benedito e Divino Espírito Santo, doadas pelo coronel Ubaldo Monteiro da Silva que as trouxe de São Paulo.


Distrito de Várzea Grande Bonsucesso foi criado pela lei nº 126 no dia 23 de dezembro de 1948, e confirmada por lei 9.583 no dia 24 de dezembro de 1948.

Eu estive conversando e aprendendo sobre "devoção" com Dona Honorata:

Com muita honra eu lecionei em 1999 na Escola Municipal da Comunidade, denominada "Maria Barbosa Martins", que hoje volta à direção do competente Professor Tavares, e contribuí com a formação de alguns dos jovens que hoje são os valorosos cidadãos daquele lugar:

Um dia, meus alunos me disseram: "Professor, hoje somos nós que vamos ensinar o Senhor!" e me levaram até um Engenho e uma moenda de cana. Então me ensinaram como se faz as deliciosas rapaduras de Bonsucesso.

O peixe, como já era de se esperar de uma comunidade de pescadores, é um dos seus principais produtos para os visitantes.


Enfim... Um lugar onde as "Japuíras" ainda fazem seus ninhos, que deixa saudades!



Fotos: Marco Antônio de Mattos

Parabéns, Bonsucesso! Parabéns Várzea Grande, pelos seus 141 anos!


Mais sobre Várzea Grande no "By Osc@r Luiz"!

Até o dia 18 você também pode me ajudar, votando no meu post sobre o "Horário de Verão", no Blogueiro Repórter indo aqui.
E pela proximidade das datas e conteúdo do post, é com ele que registro minha participação na blogagem coletiva "
Coisas do Brasil" promovida pela Andréa Motta, que se realiza amanhã, mas o meu, já está no ar.

Próxima Blogagem Coletiva!

Também participo com posts em outros blogs: no "Flainando na Web", um glossário dos termos cuiabanos, e no "By Osc@r Luiz", as vertentes formadoras da música matogrossense e o rasqueado cuiabano. Visite se tiver a curiosidade.
Obrigado, Andréa, pela oportunidade de participar.

sábado, 19 de abril de 2008

19 de abril: "Dia do Índio"... Só que todo dia é dia de índio, não acha?

Populações Indígenas em Mato Grosso

Mato Grosso tem hoje uma população de 25 mil índios, do total de 360 mil existentes no Brasil. São 38 povos, com suas línguas e culturas diferentes, habitantes de aproximadamente 10% do territorio matogrossense: Apiaká, Kayabi, Munduruku, Arara, Xavante, Cinta Larga, Bakairi, Paresi, Kayapó, Enauenê nauê, Mynky, Bororo, Nambikwara, Aweti, Juruna, Kalapalo, Kamayurá, Kuikuro, Matipu, Nahukwá, Mehinaku, Suyá, Tapayuna, Trumái, Txicão, Waurá, Yawalapiti, Rikbaktsa, Irantxe, Panará, Karajá, Surui, Tapirapé, Terena, Umutina, Zoró, Guató e Chiquitanos.

Indigenous Pupulations in Mato Grosso

There are currently around 25 thousand Indians within the state of Mato Grosso, part of a total 360 thousand throughout the whole of Brazil. Altogether 38 separate people-nations with their respective languages and cultures, inhabit around 10% of the Matogrossense territory:: Apiaká, Kayabi, Munduruku, Arara, Xavante, Cinta Larga, Bakairi, Paresi, Kayapó, Enauenê nauê, Mynky, Bororo, Nambikwara, Aweti, Juruna, Kalapalo, Kamayurá, Kuikuro, Matipu, Nahukwá, Mehinaku, Suyá, Tapayuna, Trumái, Txicão, Waurá, Yawalapiti, Rikbaktsa, Irantxe, Panará, Karajá, Surui, Tapirapé, Terena, Umutina, Zoró, Guató e Chiquitanos



Fonte: Museu Rondon/UFMT


Pantanal - Povos Indígenas

Compilado por Salatiel Alves de Araujo, todos direitos reservados © 1996


Em harmonia com o meio ambiente desde tempos imemoriais os povos indígenas tem sofrido muito com a chegada do homem branco. Doenças e novos costumes acompanharam as rodovias e a estrada de ferro e trouxeram desespero a muitos povos da região. Com o plano de construção da Hidrovia Paraguai-Paraná os povos indígenas, recentemente se uniram para divulgar um manifesto, datado de 29 de janeiro de 1996, onde questiona a construção da hidrovia. Este manifesto foi amplamente divulgado e discutido na Internet, resultando num estudo mais aprofundado da questão da Hidrovia Paraguai-Paraná bem como do posicionamento de órgãos ambientalistas quanto a questão.

Os povos indígenas que tradicionalmente habitam o Pantanal são:

Paiaguás, Guaikuru, Guatós, Terenas, Kaiowás, Bororos, Umotinas, Parecis, Kinikinaos


Paiaguás

Povo indígena hoje extinto, habitavam o pantanal quando da chegada dos Portugueses e travaram, juntamente com os Guaikuru, intensas batalhas, das quais muitos portugueses não sobreviviam. Perseguidos e acuados, foram progressivamente sendo exterminados não restando qualquer registro da presença de seus descendentes atualmente.

Guaikuru

Aliados dos Paiaguás contra um inimigo comum, os exímios cavaleiros guaikurus ofereceram grande resistência à povoação do Pantanal matogrossense. Um tratado de paz em 1791 os declara súditos da Coroa Portuguesa.

Guatós

Povo de lingua do tronco Macro-Jê. Foi considerado extinto por 40 anos, até que, em 1977, foi reconhecido um grupo Guató na ilha Bela Vista do Norte. Vive no Pantanal Mato-Grossense e disperso ao longo dos rios do médio e alto Paraguai, São Lourenço e Capivara, no município de Corumbá (MS). Segundo a Funai, em 1989 eram 382 índios.

Terenas

Ou Tereno. Povo de língua da família Aruák. Parte dele (cerca de 12.000 indivíduos) vive no oeste de Mato Grosso do Sul, em oito áreas indígenas; outra parte (350 índios) ocupa terras nas áreas indígenas de Icatu, Araribá e Venuíre, no interior do Estado de São Paulo, juntamente com os Kaingang.

Kaiowás

Bororos

Povo falante de língua do tronco macro-jê. Os Bororo atuais são os Bororo Orientais, também chamados Coroados ou Porrudos e autodenominados Boe. Os Bororo Ocidentais, extintos no fim do século passado, viviam na margem leste do rio Paraguai, onde, no início do séc. XVII, os jesuítas espanhois fundaram várias aldeias de missões. Muito amigáveis, serviam de guia aos brancos, trabalhavam nas fazendas da região e eram aliados dos bandeirantes. Desapareceram como povo tanto pelas moléstias contraídas quanto pelos casmentos com não-índios. Os Bororo Orientais habitavam tradicionalmente vasto território que ia da Bolívia, a oeste, ao rio Araguaia, a leste e do rio das Mortes, ao norte, ao rio Taquari, ao sul. Ao contrário dos Bororo Ocidentais, eram citados nos relatórios dos presidentes da província de Cuiabá como nômades bravios e indomáveis, que dificultavam a colonização. Foram organizadas várias expedições de extermínio. Uma delas, a de Pascoal Moreira Cabral, em 1718 ou 1719, após ser derrotada pelos indígenas, descobriu ouro às margens do rio Coxipó. Estimados na época em 10 mil índios, os Bororo sofreram várias guerras e epidemias até sua pacificação, no fim do século XIX, quando foram reunidos nas colônias militares de Teresa Cristina e Isabel e estimados pelas autoridades em 5 mil pessoas. Nas colônias, a convivência com os soldados, a promiscuidade, o consumo de álcool e as doenças reduziram ainda mais a população. Entregues aos salesianos para catequese, em 1910, os Bororo somavam 2 mil índios. Em 1990, com uma população de aproximadamente 930 pessoas, vivem em cinco pequenas áreas indígenas (Merure, Teresa Cristina, Tadarimana, Perigara e Jarudore) que somam 133 mil hectares, nos municípios de Barra do Garça, Barão do Melgaço, General Carneiro, Poxoréu e Rondonópolis no Estado do Mato Grosso. Há também um grupo em Sangradouro, no mesmo estado. Este povo, que era caçador e coletor, vive hoje da agricultura e da venda de artesanato. Sua cultura, muito complexa, foi objeto de muitos estudos. As pessoas são separadas em várias categorias sociais, com papéis de oposição; durante o ritual funerário, que pode durar até dois meses, juntam-se em papéis complementares e fazem novas alianças, reforçando a coesão grupal.

Umotinas

Subgrupo Bororo de língua da família Otukê, do tronco Macro-Jê. Eram conhecidos como “barbados”, porque usavam barba, às vezes postiça - feita de pêlos de macaco bugio ou de cabelos das mulheres da tribo. Vivem na Área Indígena Umutina, no município de Barra dos Bugres no Mato grosso, juntamente com os Paresí, Kayabí e Ñambikwára.

Parecis

Ou Paresí. Denominação dada a vários povos indígenas que falavam dialetos da língua Paresí, da família Aruák. Viviam no planalto do Mato Grosso e eram uma das fontes de escravos preferidas dos bandeirantes; dóceis e pacíficos, trabalhavam na agricultura e fiavam algodão para a confecção de redes e tecidos. No início do século XX foram encontrados pela comissão do Marechal Rondon, ainda traumatizados pela violência dos contatos anteriores. Rondon os conduziu para terras protegidas por suas tropas e os Paresí se tornaram seus principais guias na região. Um desses povos, autodenominado Halíti, vive na região dos rios Juruena, Papagaio, Sacre, Verde, Formoso e Buriti, no oeste de Mato Grosso, em várias áreas indígenas, nos municípios de Tangará da Serra, Vila Bela da Santíssima Trindade e Diamantino. Em 1990, segundo a Funai, eram 900 índios.

Kinikinaos

Fonte:

Informática, Consultoria e Treinamento Paiaguás

Salatiel Alves de Araujo - Geólogo e Especialista em Sensoriamento Remoto
Comentários para o autor: salatiel@nutecnet.com.br
Todo conteúdo protegido por copyright © 1996
Todos os direitos para a língua portuguesa reservados pela
Informática, Consultoria e Treinamento Paiaguás
All rights reserved.- Revisado: 18 de Agosto de 1996

domingo, 13 de abril de 2008

Conheça um pouquinho de Cuiabá - MT



O primeiro homem branco a pisar terras cuiabanas, a quem a história registrou, foi o bandeirante paulista Manoel de Campos Bicudo, no período de 1673 a 1680. Chegou à confluência do Rio Cuiabá com o Coxipó, batizando-o de São Gonçalo e seguiu adiante na tentativa de descobrir as célebres Minas dos Martírios.

Seu filho, Antonio Pires de Campos, em 1718, acampou no mesmo local, que rebatizou como São Gonçalo Velho, e guerreando com os índios coxiponés, aprisionou dezenas para vendê-los em São Paulo.

No fim desse mesmo ano Paschoal Moreira Cabral chega de novo a São Gonçalo para aprisionar índios, mas os seus bandeirantes terminam por encontrar ouro. Em 1719, em São Gonçalo Velho, a 8 de abril, Moreira Cabral lavra a ata de fundação de Cuiabá. Dois anos depois o arraial foi mudado para o Rio Coxipó acima, no local denominado Forquilha, e em outubro de 1722, com a descoberta das Lavras do Sutil, no córrego da Prainha, todo o arraial da Forquilha foi para ali transferido. Hoje, as Lavras do Sutil, se situam sob a Igreja do Rosário, em pleno centro da capital.

A 1º de janeiro de 1727, Cuiabá recebe foro de vila por determinação do Capital General de São Paulo, passando a se chamar Villa Real do Senhor Bom Jesus do Cuyabá. Em 17 de setembro de 1818, por Carta Régia de D. João VI, a vila do Cuiabá é elevada à categoria de cidade.

Muitas hipóteses já foram dadas, no correr dos tempos, sobre o significado do nome Cuiabá. Fazedor de cuia - gente caída - cuia que vai - índios Cuiabases - homem que faz farinha - índio do Pantanal - Pantanal mato-grossense - madeira líquida - lugar de pesca com arpão - cuia rodando - gente forte - índio das águas - nação das cuias - mulher corajosa.

Mas essas explicações vão muito mais pela lenda e tradição do que pela referência a registro histórico confiável.

Recentemente, apareceu uma nova teoria, bastante sólida e documentalmente bem instruída, baseada em uma carta do padre Jesuíta Agostinho Castañares a D. Rafael de la Moneda, Adelantado da Província do Paraguay, escrita em Assunção em 16 de setembro de 1741.

A esse padre fora dada a incumbência de efetuar certas diligências, pelo governador paraguaio, com a finalidade de constatar se as minas de Cuiabá e de Mato Grosso estavam ou não em território castelhano.

O padre Agostinho Castañares, em dado momento de sua informação, textualmente diz:

[...] Está fundada dicha ciudad, segun tengo entendido, al princípio del lago de los Jarayés, yendo de aqui de esta banda del rio en tierra confinante con la de la Assunción, sobre el Arroyo Cuyaverá, que segun el mapa entra del este en el rio Paraguay, y del arroyo tomaria la ciudad la denominación de Cuyabá.



Foto: Rio Cuiabá

Assim, provavelmente os índios Paiaguás, em suas atentas perambulações por todo o pantanal, observando essa interessante ocorrência, a quantidade de lontras e ariranhas que no Rio Cuiabá tinham o seu habitat natural, chamaram-no KYYAVERÄ ou Rio da Lontra Brilhante. Por corruptela de palavra, por aglutinação etimológica, virou CUYAVERÁ mencionado pelo Padre Agostinho Castañares em sua carta de 1741. E obviamente os bandeirantes pioneiros, ainda no século XVII, em suas incursões pela região das Vacarias, por corruptela etimológica, transformaram o rio CUIAVERÁ em CUIAVÁ, e por conseguinte, CUIABÁ, com que, no início do século XVIII, os bandeirantes batizaram o nome do arraial (...y del arroyo tomaria la ciudad la denominación Cuyabá...).


Foto: Rio Cuiabá, ponte Sérgio Mota que liga Cuiabá e Várzea Grande



Características gerais

Cuiabá foi fundada no dia 08 de abril de 1719, sendo a Vila Real instalada a 1º de janeiro de 1727. Foi elevada à cidade no dia 17 de setembro de 1818 e declarada definitivamente capital no dia 28 de agosto de 1835.

A sua população, de acordo com dados preliminares do mês de agosto de 2000 do Censo do IBGE, era de cerca de 482.000 habitantes.

O clima de Cuiabá é caracteristicamente tropical úmido, mas apresenta quedas de temperatura no período entre maio e julho.

As mais altas temperaturas ocorrem entre os meses de agosto e outubro, sendo que neste último tem início o período chuvoso, que se prolonga até março. As festas tradicionais de Cuiabá são: Senhor Bom Jesus de Cuiabá, padroeiro da cidade, no dia primeiro de janeiro, Senhor Divino, na segunda quinzena de maio, Santo Antônio, São João e São Pedro, no mês de junho, São Benedito, no primeiro domingo de julho.

Os pratos típicos dão destaque aos peixes da região, notadamente o pacu, o pintado, a piraputanga, o bagre e outros mais, que podem ser oferecidos tanto frito como ensopado. A carne de gado também é fartamente usada, como churrasco ou em forma de carne seca com arroz, que é o tradicional prato conhecido como “Maria Izabel”. A banana da terra se notabilizou como farofa, mas a banana tem o seu lugar na preferência regional.

Também são tradicionais bolos de queijo, de arroz, de mandioca e o francisquito. Os doces cuiabanos são famosos, com destaque para o furrundu, feito com mamão, rapadura e coco, e o caju em calda e o caju cristalizado. Entre as bebidas típicas, são apreciados os licores de piquí, de leite, de figo, de lima e de banana, não podendo ser esquecido o salutar guaraná ralado e suas diversas qualidades medicinais.






Folclore DANÇAS TÍPICAS

Principais Danças, Ritmos e Folguedos


RASQUEADO:

A musicalidade mato-grossense utiliza-se de instrumentos artesanais típicos da Região, como viola de cocho, mocho e ganzá. No século 19, após a Guerra da Tríplice Aliança, com a chegada de imigrantes da Região platina, foram introduzidos instrumentos como violão, piano, violino e flauta, até Então restritos à elite local. Da união dos imigrantes com os ribeirinhos surge o rasqueado, um ritmo genuinamente mato-grossense, também conhecido como "limpa banco".




SIRIRI:

Um dos folguedos mais populares e antigos do Estado, o siriri é dançado por homens, mulheres e crianças. Possui uma coreografia em roda ou fileiras formada por pares que se movimentam ao som da viola de cocho, mocho e ganzá.

CURURU:

A assim como o siriri, o cururu é uma das mais fortes expressões culturais da nossa Gente. Executado especialmente por homens, que dançam e cantam em louvor aos santos de Devoção, citando passagens da Bíblia, saudando pessoas da comunidade ou fazendo referência aos acontecimentos políticos.





Principais pontos turísticos

Foto: Tirada do mirante do Parque Mãe Bonifácia, ao fundo paredões da Chapada dos Guimarães.


PALÁCIO DA INSTRUÇÃO

Localizado no centro de Cuiabá, possui o Museu Histórico que retrata Mato Grosso do período colonial à República e Museu de História Natural e Antropologia, com exposição de pesquisas técnico-científicas ligadas ao Centro de Zoologia, Botânica, Antropologia e Paleontologia do Estado. Abriga também o Museu de Arte Sacra e pode ser fechado para restauração entre 2003 e 2004. Praça da República, 151, Centro, Cuiabá.


MUSEU DO RIO



Ao visitar este museu o turista vai conhecer a história do rio Cuiabá. Dispõe de programação cultural e proporciona visita ao Aquário Municipal que fica ao lado. Constituído de várias salas oferece exposições de fotos e de artesanato local. Aberto de ter. a dom. das 9h às 18h, entrada franca. Av. Beira Rio s/nº, Porto, (65) 623-1440.


SESC ARSENAL


Criado com o nome de trem de guerra, foi construído em 1819 e restaurado em 1992/1993 pelo Serviço Social do Comércio - SESC, tornando-se um centro cultural. Atualmente, é ponto de encontro de intelectuais e oferece programação cultural, salas para apresentação de peças de teatro, concerto e outras atividades. Tem ainda um bar que funciona de terça a domingo. Rua 13 de Junho, s/nº, Porto, (65) 3616-6900.


CASA CUIABANA

Casa de construção colonial em taipa e adobe sobre alicerces em pedra canga. É um dos mais expressivos exemplares arquitetônicos de Cuiabá do Século XVIII. É hoje utilizada para difusão cultural, com teatro de arena e exposições constantes de artes e artesanato.


MUSEU DO ÍNDIO (RONDON)

Criado em 1972 pela UFMT, com a função de pesquisar grupos indígenas de MT. Mantém exposição de artesanato, armas e ornamentos indígenas. Aberto de seg à sex 7h30 às 11h30 e 13h30 às 17h30, sáb, 7h30 às 11h30, entrada franca. Campus da UFMT - Parque Aquático, (65)3 615-8489.


PARQUE MÃE BONIFÁCIA



Antiga sede de treinamento do exército, tem destaque na paisagem urbana com 77 ha de área verde, espécies nativas da fauna e flora do cerrado, áreas recreativas e de esportes. Av. Miguel Sutil.



Cuiabanês (Dialeto cuiabano)

Ansi: Assim.

Apurado: Nervoso, preocupado.

Arrodiar: Rodear.

Aúfa: muito e/ou bastante. Já trabalhei aúfa!

Chinchar: Puxar. Sossega, criança, larga de chinchar meu cabelo.

Chuçar: Furar, espetar.

Cordeiro: Pessoa que gosta de contar vantagem, ser metida. "Só porque ganhou uma bicicleta vai ficar todo cordeiro."

De um tudo: De tudo. Já fiz de um tudo, chia lá.

Demais de: Acompanhado de substantivo e/ou adjetivo, forma ou aumentativo e/ou superlativo respectivamente.

Demais de povo: Muita gente.

Demais de quente: Quentíssimo.

Dona menina: Expressão de tratamento usada para referir-se à pessoa com quem se fala, sem dizer o nome próprio.

Duro: forte. O adjetivo forte é usado como advérbio. Desceu o rio, piloteando duro. Bate duro, se não a porta abre?

É ah!: Expressão indicativa de espanto, admiração.

É bem aí assim: É logo ali; é perto.

Esse um: Esse.

Fofar: Fartar-se, encher. Usado na expressão Até fofar. Equivalente a demasiado Comeu até fofar. Guri: Menino.

Guria: Menina.

Gurizada: Meninada.

Incutido: Empenhado, disposto, "coisa que não sai da cabeça".

Influído: Concorrido. Teve festa demais de influído.

Sem graceira: chateação, falta de sossego, inquietação - "Larga de sem graceira criança!"

Variado: Nervoso, agitado, louco.

Vixe!: Puxa! Expressão indicativa de espanto.

Vôte!: Expressão indicativa de espanto, repulsa. (Nota: a entonação da voz é que determina o significado).




Foto: Visão noturna Avenida do CPA



Fonte: Agenda Centro Oeste





Este é um pouquinho da nossa cultura regional...
Espero que gostem!!!










sábado, 16 de fevereiro de 2008

Epidemia de Varíola em Cuiabá, em 1867


Plena Guerra do Paraguai... Ninguém tinha coragem de expulsar os sanguinolentos paraguaios que haviam invadido e tomado Corumbá para aquele país.
Então Antônio Maria Coelho, arregimentou um "Batalhão de Civis Voluntários", montou uma esquadra e com bravura e valentia, foi lá e retomou Corumbá para o Brasil.
Recebido como herói, foi aclamado e sua esquadra recebida com honras e pompas, além do carinho e clamor da população cuiabana (brasileira), em pleno bairro do Porto em Cuiabá.
Todos queriam abraçar os heróis da retomada de Corumbá...
Um prato cheio para a disseminação de uma epidemia!

Doença da bexiga matou mais de 3 mil pessoas nos últimos 4 meses

Autoridades temem pelo aumento no número de mortes, em razão do fim dos estoques de soro imunológico

Album Graphico do Estado de Matto-Grosso
A Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá: estrutura não é suficiente para atender os novos casos da doença
RODRIGO VARGAS
Da Reportagem

Cuiabá, 01 de outubro de 1867 – Passam de três mil os mortos pela epidemia da bexiga em Cuiabá. Na última semana, as equipes do exército enterraram 263 novas vítimas no cemitério especial de Nossa Senhora do Carmo, na região do Porto. Os hospitais militar e dos indigentes, superlotados, necessitam urgentemente de voluntários para obter novos estoques do soro imunológico.

Dos indigentes aos mais abastados, a cidade toda conta seus mortos. Em algumas casas, onde a epidemia não poupou a ninguém, foi preciso arrombar portas para recolher as vítimas. Desde 8 de agosto, data da inauguração do cemitério, os encarregados de recolher, queimar e enterrar os corpos – soldados já imunizados e prisioneiros paraguaios – não tiveram sequer uma noite de folga.

O controle é precário e a doença já ultrapassa os limites da capital. Foram registrados casos nas localidades de Diamantino, Guia, Brotas, Rosário e Rio Abaixo. Em Serra Acima, conforme estimativa da paróquia local, 124 pessoas teriam morrido infectadas.

Já estão no fim os estoques de soro imunológico, importado do Rio de Janeiro e Buenos Aires. Uma alternativa seria reproduzi-lo diretamente na capital, mas, segundo os médicos do Hospital Militar, não há voluntários dispostos a receber a aplicação.

Para dificultar o trabalho dos médicos, começou a florescer a crença, entre setores da população, de que a Província estaria sofrendo um castigo divino, indiferente a qualquer profilaxia (ver matéria). A estes só resta o auxílio da igreja, que vem realizando sessões extras de preces e celebrações litúrgicas, na tentativa de acalmar o “anjo da morte”. A preocupação é maior em relação aos bairros do Mundéu e do Porto, onde a condição de vida dos moradores é ainda mais precária que no resto da cidade.

EPIDEMIA - Transmitida pelas vias respiratórias, a bexiga tem duas formas distintas. Na maioria dos casos, as mortes estão sendo causadas por sua variedade mais agressiva, a chamada confluente, que, por conta do aspecto das infecções cutâneas que provoca, é conhecida como “pele de lixa” - a outra forma, mais branda, é chamada benigna.

O primeiro infectado da capital foi o soldado do Batalhão de Voluntários, Antônio Félix, que, retornando da campanha militar que expulsou os paraguaios de Corumbá, inauguraria a contagem oficial das vítimas. Outras 71 viriam, exclusivamente entre os militares, até que morresse o primeiro civil, a 23 daquele mês.

No início de agosto, com o número de mortos chegando a duas centenas, a epidemia já se configurava. Em caráter emergencial, o presidente da Província, José Vieira Couto Magalhães, mandou erguer um hospital provisório nas proximidades do Acampamento Militar, destinado ao atendimento de pobres e indigentes. Também indicou a abertura do cemitério especial, na área conhecida como Cai-Cai, e o início das campanhas de prevenção ao contágio.

No mês passado a infestação parece ter atingido seu ponto mais crítico, tendo os enterros no Cai-Cai alcançado a razão de 50 por dia, com picos de até 100 entre os dias 5 e 6. Segundo acreditam as autoridades sanitárias, e a julgar pelas características da doença (não se contrai duas vezes), é provável que a epidemia continue fazendo vítimas, mas em ritmo reduzido a partir de meados de outubro. (RV)

Bexiga era o nome que se dava à varíola. Em Cuiabá, a epidemia só seria controlada a partir de dezembro de 1867. O número exato de mortos ainda hoje é uma incógnita, tendo sido utilizado nesta reportagem a estimativa referente à Freguesia da Sé, onde estava o maior contingente da população.

Fontes: Arquivo Público de Mato Grosso; Virgílio Corrêa Filho, “História de Mato Grosso”; Luíza Rios Ricci Volpato, “Cativos do Sertão”; Rubens de Mendonça, “História do Poder Legislativo em Mato Grosso”. E a professora Marlene Vilela, do Departamento de História da UFMT.

Fonte do Post:
Diário de Cuiabá Edição nº 9916 08/04/2001


MANOEL COVA

A varíola que assolou e dizimou quase totalidade da população de Cuiabá, após a guerra do Paraguai, provocou vários incidentes dramáticos, uns caricatos, outros, mesmo em meio ao terror e lendários e inverossímeis, por vezes, alguns deles.

Chá de erva-de-cão, feito de fezes de cachorro que, segundo acreditavam na época, era tiro-e-queda para curar bexiga, até varíola negra, já se tornara inócuo para debelar a peste.

Morria gente como farinha. E o cemitério do Cai-cai, onde enterravam os bexiguentos não chegava a comportar tantos cadáveres, nem era possível abrir covas suficientes, num só dia, para tantos mortos.

Resolveu-se, pois, incinerar aqueles, para os quais não houvesse jazigo suficiente.

Depois de empilhados, eram queimados pelos soldados do batalhão de artilharia, que, num trabalho de auxílio, varejavam as casas, à cata de defuntos ou moribundos.

Certa vez, um soldado encontrou, morre-não-morre, um doente e achou por bem levá-lo junto aos que já haviam expirado, para que aguardasse a própria incineração junto às pilhas de cadáveres. Tratava-se do português José Manuel, residente na rua 13 de junho, antigo bairro do Lavra-Pau. Era já o anoitecer, por isso os praça adiaram a cremação para o dia seguinte.

José Manuel, ao despertar horrorizado, em meio às carnes pútridas da peste, invocou o senhor dos Passos, prometendo erguer-lhe uma capela, se conseguisse reunir forças para atingir a sua casa. Aí chegando, deparou-lhe o vandalismo dos que saquearam e depredaram-lhe o modesto quarto. Mas, atirado a um canto, lá estava o seu colete velho, onde escondia todas as economias.

Cumpriu a promessa, mas coube-lhe o apelido de Manuel Cova.

Nota - Esta lenda, recriada por Firmo Rodrigues no seu livro " FIGURAS E COISAS DE MINHA TERRA" - foi divulgada em primeira mão por Joaquim Ferreira Moutinho, no seu Livro " PROVÍNCIA DE MATO GROSSO" em 1834.

Fonte: Yahoo Resportas


A imagem “http://www.aabbcuiaba.aabb.com.br/sms/files/5_2.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

A igreja Nosso Senhor dos Passos, a que se refere a história acima, situada na Rua Sete de Setembro no Centro Histórico de Cuiabá, foi restarurada, revitalizada e entregue à população cuiabana em 07 de fevereiro de 2006.
Assista ao clipping do Governo do Estado, incluindo depoimentos de ilustres cuiabanos sobre o que ela representa (foi o único registro que encontrei sobre a restauração da igreja histórica):