Deixe um recado pra mim...

Encontre o que procura...

Google
Mostrando postagens com marcador Mato Grosso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mato Grosso. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Vote no Pantanal para ser uma das novas Sete Maravilhas da Natureza!

Para votar clique na imagem

A Campanha


Fundação New7Wonders (www.new7wonders.com) e a Campanha N7W

A campanha para escolher as Novas Sete Maravilhas da Natureza é um concurso, baseado em votos pela internet, promovido pela Fundação New7Wonders. Esta Fundação foi criada na Suíça em 2001, pelo autor e aventureiro Bernard Weber, para contribuir para a proteção dos Patrimônios da Humanidade (monumentos construídos pelo homem e patrimônios da natureza).

Qualificação para a Campanha N7W

Os candidatos ao título de Maravilha da Natureza podem ser nomeados e submetidos à campanha “New7Wonders of Nature” até 31 de dezembro de 2008.
Podem participar da campanha sítios ou monumentos naturais que não foram criados ou significativamente alterados pelo homem para razões estéticas, nas seguintes categorias: sítios naturais, monumentos naturais e paisagens.
O Pantanal – Parque Nacional do Pantanal foi naturalmente nomeado para a campanha (world map) entre outros mais de 200 sítios naturais e agora se encontra submetido à votação para poder ficar entre os 77 escolhidos e passar para a segunda fase. A votação sobre os nomeados (Voting for nominees) continuará até 7 de julho de 2009, quando especialistas da organização do concurso (New7Wonders of Nature Panel of Experts), sob a liderança do Prof. Frederico Mayor, Diretor-Geral da UNESCO, revisará os 77 nomeados e escolherá os 21 finalistas, a serem anunciados em 21 de julho de 2009. Os 21 finalistas serão então submetidos novamente ao voto popular.


Um Pouco do Pantanal

O Pantanal é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta e está localizado no centro da América do Sul, na bacia hidrográfica do Alto Paraguai. Sua área é de 138.183 km², com 65% de seu território no estado de Mato Grosso do Sul e 35% no Mato Grosso. A região é uma planície pluvial influenciada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, onde se desenvolve uma fauna e flora de rara beleza e abundância, influenciada por quatro grandes biomas: Amazônia, Cerrado, Chaco e Mata Atlântica.

O rio Paraguai e seus afluentes percorrem o Pantanal, formando extensas áreas inundadas que servem de abrigo para muitos peixes, como o pintado, o dourado, o pacu, e também para outros animais, como os jacarés, as capivaras e ariranhas, entre outras espécies. Muitos animais ameaçados de extinção em outras partes do Brasil ainda possuem populações vigorosas na região pantaneira, como o cervo-do-pantanal, a capivara, o tuiuiú e o jacaré.

Devido a baixa declividade desta planície no sentido norte-sul e leste-oeste, a água que cai nas cabeceiras do rio Paraguai, chega a gastar quatro meses ou mais para atravessar todo o Pantanal. Os ecossistemas são caracterizados por cerrados e cerradões sem alagamento periódico, campos inundáveis e ambientes aquáticos, como lagoas de água doce ou salobra, rios, vazantes e corixos.

O clima é quente e úmido, no verão, e frio e seco, no inverno. A maior parte dos solos do Pantanal são arenosos e suportam pastagens nativas utilizadas pelos herbívoros nativos e pelo gado bovino, introduzido pelos colonizadores da região.

Preocupada com a conservação do Pantanal a Embrapa instalou, em 1975, em Corumbá, uma unidade de pesquisa para a região, com o objetivo de adaptar, desenvolver e transferir tecnologias para o uso sustentado dos seus recursos naturais. As pesquisas se iniciaram com a pecuária bovina, principal atividade econômica e, hoje, além da pecuária, abrange as mais diversas áreas, como recursos vegetais, pesqueiros, faunísticos e hídricos, climatologia, solos, avaliação dos impactos causados pelas atividades humanas e sócio-economia.

A Planície do Pantanal possui aproximadamente 230 mil km², medida estimada pelos estudiosos que explicam que dificilmente pode ser estabelecido um cálculo exato de suas dimensões, por em vários pontos ser muito difícil estabelecer onde começa e onde termina o Pantanal e as regiões que o circundam, além de a cada fechamento de ciclo de estações de seca e de águas o Pantanal se modifica.

Sua área é de 138.183 km² (64,64% em Mato Grosso do Sul e 35,36% em Mato Grosso (J. S. V. SILVA et al, 1998)). Considerada uma das maiores planícies de sedimentação do planeta, o Pantanal estende-se pela Bolívia e Paraguai, países em que recebe outras denominações, sendo Chaco a mais conhecida.

Sua constituição, única no planeta, é resultado da separação do oceano há milhões de anos, formando o que se pode chamar de mar interior. A planície é levemente ondulada, pontilhada por raras elevações isoladas, geralmente chamadas de serras e morros, e rica em depressões rasas. Seus limites são marcados por variados sistemas de elevações como chapadas, serras e maciços, e é cortada por grande quantidade de rios dos mais variados portes, todos pertencentes à Bacia do Rio Paraguai — os principais são os rios Cuiabá, Piquiri, São Lourenço, Taquari, Aquidauana, Miranda e Apa. O Pantanal é circundado, do lado brasileiro (norte, leste e sudeste) por terrenos de altitude entre 600 e 700 metros; estende-se a oeste até os contrafortes da cordilheira dos Andes e se prolonga ao sul pelas planícies pampeanas centrais.

O Pantanal vive sob o desígnio das águas: ali, a chuva divide a vida em dois períodos bem distintos. Durante os meses da seca — de maio a outubro, aproximadamente — , a paisagem sofre mudanças radicais: no baixar das águas, são descoberto campos, bancos de areia, ilhas e os rios retomam seus leitos naturais, mas nem sempre seguindo o curso do período anterior. As águas escorrem pelas depressões do terreno, formando os corixos (canais que ligam as águas de baías, lagoas, alagados etc. com os rios próximos).

Nos campos extensos cobertos predominantemente por gramíneas e vegetação de cerrado, a água de superfície chega a escassear, restringindo-se aos rios perenes, com leito definido, a grandes lagoas próximas a esses rios, chamadas de baías, e a algumas lagoas menores e banhados em áreas mais baixas da planície. Em muitos locais, torna-se necessário recorrer a águas subterrâneas, do lençol freático ou aqüíferos, utilizando se bombas manuais e ou tocadas por moinhos de vento para garantir o fornecimento às moradias e bebedouros de animais domésticos.

As primeiras chuvas da estação caem sobre um solo seco e poroso e são facilmente absorvidas. De novembro a abril as chuvas caem torrenciais nas cabeceiras dos rios da Bacia do Paraguai, ao norte. Com o constante umedecimento da terra, a planície rapidamente se torna verde devido à rebrotação de inúmeras espécies resistentes à falta d'água dos meses precedentes. Esse grande aumento periódico da rede hídrica no Pantanal, a baixa declividade da planície e a dificuldade de escoamento das águas pelo alagamento do solo, são responsáveis por inundações nas áreas mais baixas, formando baías de centenas de quilômetros quadrados, o que confere à região um aspecto de imenso mar interior.

O aguaceiro eleva o nível das baías permanentes, cria outras, transborda os rios e alaga os campos no entorno, e morros isolados sobressaem como verdadeiras ilhas cobertas de vegetação — agrupamentos dessas ilhas são chamados de cordilheiras pelos pantaneiros — nas ilhas e cordilheiras os animais se refugiam à procura de abrigo contra a subida das águas.

Nessa época torna-se difícil viajar pelo Pantanal pois muitas estradas ficam alagadas e intransitáveis. O transporte de gente, animais e de mercadorias só pode ser feito no lombo de animais de carga e embarcações — muitas propriedades rurais e povoações (também conhecidas como corrutelas) localizadas em áreas baixas ficam isoladas dos centros de abastecimento e o acesso a elas, muitas vezes, só pode ser feito por barco ou avião.

Com a subida das águas, grande quantidade de matéria orgânica é carregada pela correnteza e transportada a distâncias consideráveis. Representados, principalmente, por massas de vegetação flutuante e marginal e por animais mortos na enchente, esses restos, durante a vazante, são depositados nas margens e praias dos rios, lagoas e banhados e, após rápida decomposição, passam a constituir o elemento fertilizador do solo, capaz de garantir a enorme diversidade de tipos vegetais lá existente.

Por entre a vegetação variada encontram-se inúmeras espécies de animais, adaptados a essa região de aspectos tão contraditórios. Essa imensa variedade de vida, traduzida em constante movimento de formas, cores e sons é um dos mais belos espetáculos da Terra. Por causa dessa alternância entre períodos secos e úmidos, a paisagem pantaneira nunca é a mesma, mudando todos os anos: leitos dos rios mudam seus traçados; as grandes baías alteram seus desenhos.


DIVERSIDADE

Flora
A vegetação pantaneira é um mosaico de três regiões distintas: amazônica, cerrado e chaco (paraguaio e boliviano). Durante a seca, os campos se tornam amarelados e não sendo raro a temperatura descer a níveis abaixo de 0 °C, e registrar geadas, influenciada pelos ventos que chegam do sul do continente.

A vegetação do Pantanal não é homogênea e há um padrão diferente de flora de acordo com o solo e a altitude. Nas partes mais baixas, predominam as gramíneas, que são áreas de pastagens naturais para o gado — a pecuária é a principal atividade econômica do Pantanal. A vegetação de cerrado, com árvores de porte médio entremeadas de arbustos e plantas rasteiras, aparece nas alturas médias. A poucos metros acima das áreas inundáveis, ficam os capões de mato, com árvores maiores como angico, ipê e aroeira.

Em altitudes maiores, o clima árido e seco torna a paisagem parecida com a da caatinga, apresentando espécies típicas como o mandacaru, plantas aquáticas, piúvas (da família dos ipês com flores róseas e amarelas), palmeiras, orquídeas, figueiras e aroeiras.O pantanal possui uma vegetação rica e variada, que inclui a fauna típica de outros biomas brasileiros, como o cerrado, a caatinga e a região amazônica. A camada de lodo nutritivo que fica no solo após as inundações permite o desenvolvimento de uma rica flora. Em áreas em que as inundações dominam, mas que ficam secas durante o inverno, ocorrem vegetações como a palmeira carandá e o paratudal.

Durante a seca, os campos são cobertos predominantemente por gramíneas e vegetação de cerrado. Essa vegetação também está presente nos pontos mais elevados, onde não ocorre inundação. Nos pontos ainda mais altos, como os picos dos morros, há vegetação semelhante à da caatinga, com barrigudas, gravatás e mandacarus. Ainda há a ocorrência de vitória-régia, planta típica da Amazônia. Entre as poucas espécies endêmicas está o carandá, semelhante à carnaúba.

A vegetação aquática é fundamental para a vida pantaneira: imensas áreas são cobertas por batume, plantas flutuantes como o aguapé e a salvinia. Essas plantas são carregadas pelas águas dos rios e juntas formam verdadeiras ilhas verdes, que na região recebem o nome de camalotes. Há ainda no Pantanal áreas com mata densa e sombria. Em torno das margens mais elevadas dos rios ocorre a palmeira acuri, que forma uma floresta de galerias com outras árvores, como o pau-de-novato, a embaúba, o genipapo e as figueiras.

Animais A região pantaneira possui uma das biodiversidades mais ricas do planeta, como mais de duas mil espécies de aves, peixes, mamíferos e répteis. Alguns animais, como o tuiuiú e o jacaré, tornaram-se verdadeiros símbolos da região.

Os jacarés tem importante papel na preservação da fauna do Pantanal, funcionando como agentes de ciclagem de nutrientes e reguladores da fauna piscícola, controlando inclusive a população de piranhas.

As aves são uns dos maiores atrativos do Pantanal, além de ser sua maior e mais variada população (são 656 espécies). O tuiuiú, a cabeça-seca, o colhereiro e as garças biguás são típicos da região. Muitas espécies fazem seus ninhos em áreas comuns, em árvores que passam a ser chamadas “ninhais” e que são um espetáculo à parte.

Animais típicos do cerrado se concentram em grande número na região, como o cervo-do-pantanal, o cachorro-vinagre, a anta, o lobo-guará e o tamanduá-bandeira. Há também a ocorrência de grandes felinos, como a onça-pintada, um dos mais temidos predadores da região. Entre os primatas, os mais comuns são o macaco-prego e o bugio.

Fauna
A fauna pantaneira é muito rica, provavelmente a mais rica do planeta. Há 650 espécies de aves (no Brasil inteiro estão catalogadas cerca de 1800). A mais espetacular é a arara-azul-grande, uma espécie ameaçada de extinção. Há ainda tuiuiús (a ave símbolo do Pantanal), tucanos, piriquitos, garças-brancas, jaburus, beija-flores (os menores chegam a pesar dois gramas), socós (espécie de garça de coloração castanha), jaçanãs, emas, seriemas, papagaios, colhereiros, gaviões, carcarás e curicacas.

No Pantanal já foram catalogadas mais de 1.100 espécies de borboletas. Contam-se mais de 80 espécies de mamíferos, sendo os principais a onça-pintada (atinge a 1,2 m de comprimento, 0,85 cm de altura e pesa até 200 kg), capivara, lobinho, veado-campeiro, veado catingueiro, lobo-guará, macaco-prego, cervo do pantanal, bugio (macaco que produz um ruído assustador ao amanhecer), porco do mato, tamanduá, cachorro-do-mato, anta, bicho-preguiça, ariranha, suçuarana, quati, tatu etc.

A região também é extremamente piscosa, já tendo sido catalogadas 263 espécies de peixes: piranha (peixe carnívoro e extremamente voraz), pacu, pintado, dourado, cachara, curimbatá, piraputanga, jaú e piau são algumas das espécies encontradas.

Há uma infinidade de répteis, sendo o principal o jacaré (jacaré-do-pantanal e jacaré-de-coroa), cobra boca de sapo (sucuri, jibóia, cobras-d’água e outras), lagartos (camaleão, calango-verde) e quelônios (jabuti e cágado).

Veja o ranking agora:


Veja mais fotos AQUI e vídeos AQUI.


Todos os dados aqui postados vêm do site www.votepantanal.com.br, que encampou e vestiu a camisa da campanha, que ora, o Coisas de Mato Grosso está aderindo.
Vote você também, clicando na imagem lá em cima!


sexta-feira, 8 de agosto de 2008

UFMT: Medicina é o melhor curso do país!

NOTA BOA PARA UFMT:

Medicina é o melhor curso do país


O curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) é o melhor do país. Os alunos que participaram da prova do Exame Nacional de Desempenho de Estudante (Enade) alcançaram a média 77,1. O número está acima da nota dos acadêmicos das universidades federais de Porto Alegre e Rio Grande do Sul. A provas foram aplicadas em 2007 e o resultado divulgado ontem pelo Ministério da Educação. No ano de 2006, os acadêmicos de Medicina também foram os melhores colocados.

No índice geral da avaliação, o curso também está entre os 25 melhores do Brasil. O conceito preliminar é calculado com base no Índice de Desempenho (IDD), que avalia quanto conhecimento o aluno agregou, bem como o Conceito Preliminar do Curso (CPC), responsável pela infra-estrutura, corpo docente e projeto político-pedagógico das instituições.

O reitor Paulo Speller disse que o resultado positivo é um reflexo dos investimentos realizados na instituição para a melhoria de laboratórios, aquisição de livros e qualificação dos professores.

Os cursos de graduação de Serviço Social, Nutrição e Enfermagem, dos campi Cuiabá e Rondonópolis também estão entre os 25 melhores do país. Participaram do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 3.239 cursos e, conforme Speller, a colocação da universidade mostra a credibilidade da instituição e ajudará na captação de recursos para financiar a expansão dos serviços e projetos acadêmicos.

A UFMT oferece 19 cursos para 20 mil alunos, divididos em 4 campi. Além dos cinco classificados em primeiro lugar no conceito geral, o curso de Farmácia do campus do Médio Araguaia e Veterinária de Cuiabá alcançaram a nota geral 4.

Agronomia, Educação Física e Zootecnia, de Rondonópolis tiveram índice 3 e os demais cursos não conseguiram conceito porque foram abertos recentemente e não possuem turma de formandos, público alvo das provas. Outro motivo são as turmas especiais, que são formadas em parceria com prefeituras e não possuem turmas periódicas.

Investimentos - A UFMT construirá um novo hospital universitário com 250 leitos para substituir o Julio Müller. A obra ainda não tem data para começar e segundo o reitor, o governo estadual garantiu a doação de um terreno de 30 hectares.


PARABÉNS UFMT! PARABÉNS MEDICINA!

ESTAMOS TODOS ORGULHOSOS DE VOCÊS!


terça-feira, 22 de julho de 2008

Pra mim foi um verdadeiro e delicioso "depoimento"...


No Bico de um Tuiuiú


O tempo em que morei em Campo Grande (MS), quando criança, me ensinou lições, cuja riqueza, até hoje, não alcanço compreender. Paulistinha metida à besta, logo, logo, eu já chamava todo mundo de "guri", "guria" e fazia careta para tomar tererê. Comia muito churrasco na Cabana, Av. Afonso Pena e saía dançando pelo restaurante, ao som das "guaranyas". A harpa tocava e eu imergia... Há uma (a minha favorita), "Saudade", de autoria do escritor mineiro Mário Palmério, que a compôs quando foi embaixador do Brasil no Paraguai, e diz assim:


"Si insistes en saber lo que es saudade,
Tendrás que antes de todo conocer,
Sentir lo que es querer, lo que es ternura,
Tener por bien un puro amor, vivir!
Después comprenderás lo que es saudade
Después que hayas perdido aquel amor
Saudade es soledad, melancolía,
Es lejanía, es recordar, sufrir!"

A gente também logo aprende que Campo Grande é a capital do estado do Mato Grosso DO SUL, e não do Mato Grosso, como o resto do país teima em afirmar. A capital do MT é Cuiabá, CUI-A-BÁ! Terra quente, 40o.C à sombra, no verão! rs E "Centro Geodésico da América do Sul"! rs Cuiabá também é parte desse tempo em que fui "moreninha" e estudava com os "bugres" (que me davam alegremente a sua merenda de farofa de paçoca... rs). O que mais me lembro de Cuiabá tem justamente a ver com um imenso azul, escancarado no céu, e muito calor, do clima, da exuberante natureza, humano.

Aliás, Deus caprichou quando fez o MT. Se bem que o Pantanal está 2/3 no MS, que fique bem claro rs, o MT tem 1/3 do Pantanal, tem o cerrado e um bom pedaço da Amazônia. A Chapada dos Guimarães fica lá também. Precisava tanto? Não é à toa que o meu amigo Oscar Luiz é biólogo! O que mais se pode fazer no MT, além de se fartar da natureza? (É preciso outra coisa pra ser feliz?). O negócio é se imiscuir, promiscuir, rolar na lama, brincar com capivara e se esconder do tuiuiú. Sim, em pleno Pantanal, de madrugada, minha família e eu corremos para fugir do tuiuiú, cujo canto forte nos afugentou para dentro da Belina do meu pai. O Tuiuiú veio, passou e nós não o vimos, mas eu nunca vou me esquecer do frisson daquele instante, fugindo do que eu pensava fosse um pterodátilo!

Tudo isso porque, hoje de manhã, abro o diHITT e encontro a mensagem do Oscar, avisando que o Babel tinha recebido um presentinho do Flainando na Web, um dos seus maravilhosos blogs. Aliás, esse amigo querido é apaixonado pelo MT e por sapos. Fazer o que, né? rs (veja a lista dos blogs do Oscar abaixo.)

Oscar, amigo, eu estou aqui, outra vez, suja de terra e de pé no chão, desde o instante em que recebi o teu recado. Foi uma honra o mimo e um sonho reativar essas lembranças. Um beijo muito carinhoso para você e muito obrigada!


Letícia é alguém especial! Tem o carinho, o carisma e a simpatia como marcas registradas.
Conduz também com o mesmo carinho e competência o inusitado "Babel Ponto Com" um blog diferente de tudo o que você já viu, por ser editado em várias línguas.
Jornalista instigante, sempre em busca do que há de mais enriquecedor, me emocionou ao escrever as palavras acima.
É mesmo um privilégio ter esta moça como amiga!
"Letícia Castro"... Grave bem esse nome! Quando ela for uma celebridade, você vai dizer: "Bem que o Oscar falou..."!
E eu? Bom, eu só vou sorrir...
Muito obrigado, minha amiga!
E se eu fosse você que está me lendo agora, ia correndo ler o blog dela:

Free Image Hosting at www.ImageShack.us

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Homenagem aos valorosos integrantes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, heróis da nossa sociedade


HISTÓRICO DO CORPO DE BOMBEIROS

MILITAR DE MATO GROSSO




Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso foi criado dentro da Polícia Militar na importante data de 19 de Agosto de 1964 por força da Lei nº 2184 (Diário Oficial de 25 Agosto 1964) no governo do Dr. Fernando Corrêa da Costa, quando era o Comandante da PM, o Sr. Coronel Luiz de Carvalho. Destinava-se ao "serviço de extinção de incêndio e salvamento".


A lei nº 2421, de 08 de Setembro de 1965, dispunha sobre a constituição do efetivo do Corpo de Bombeiros e dava outras providências. Nesta data estava formada a Companhia Independente de Bombeiros. Logo depois, no dia 13 de Outubro do mesmo ano, foram aprovados os quadros de efetivos e da Organização pormenorizada da Companhia Independente do Corpo de Bombeiros da PMMT.





Somente em Fevereiro de 1967, passou a funcionar operacionalmente a Companhia Independente do Corpo de Bombeiros da PMMT com o quadro efetivo de 42 homens e tendo como comandante o então 2º Ten PM Amilton Sá Corrêa, que voltara do curso de Especialização de Bombeiros no Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo, curso este que funcionou no período de 23 de fevereiro a 06 de Julho de 1966.


Isto porque a sociedade reclamava a proteção e a atuação operacional dos valorosos SOLDADOS DO FOGO.


A visão de uma modernização e a criação de um "Novo Mato Grosso" e o espírito dinâmico do então governador Dr. Pedro Pedrossian é que fez com que fosse determinado que o serviço de extinção e salvamento funcionasse o mais rápido possível.


O 2° Tenente Amilton Sá Correa, tão logo se apresentou, a Secretaria da Segurança Pública determinou a ele que fizesse um "Projeto de Instalação" baseado em normas administrativas e operacionais, com o fim de prever e conseqüentemente prover os meios e recursos necessários a um perfeito funcionamento das múltiplas atividades profissionais e desta forma, contribuir com a segurança para as primeiras implantações de indústrias e novas empresas na Grande Cuiabá, propiciando a estas e à população, garantia e tranqüilidade.


A seguir foi estimada a Receita para o Exercício financeiro de 1967 e a 25 de Novembro de 1966 era aprovado o Orçamento, tudo de acordo com a Lei n. º 2704 – razão porque o Cel José Walbran Jucá, respondendo pelo expediente da Secretaria, fez publicar o edital de chamada de candidatos para preencher os quadros de Bombeiros depois de instruídos e adaptados à profissão. (Diário Oficial de 20 de Janeiro de 1967).


Foi designado para assumir interinamente as funções de Comandante do Núcleo de Formação do Corpo de Bombeiros, o 2º Ten PM Amilton Sá Corrêa, conforme fez público o boletim do Comando Geral de 19 de Janeiro de 1967.


Ao apagar das luzes deste ano aconteceu um fato pitoresco. Por algum desentendimento entre o comando interno da PM e do núcleo de Bombeiros, todos os componentes do Corpo de Bombeiros ficaram presos por trinta dias, por terem manifestado solidariedade ao seu Comandante, que, por motivos nada graves, fora recolhido ao Estado Maior da PM.


Entretanto, isso nem desabonou o Corpo, nem interferiu no bom andamento dos seus trabalhos, pois ainda estava ele em fase de organização e as instruções continuaram a ser ministrada, aparelhando-se para o seu funcionamento em caso de sinistro. Assim, foi ele crescendo e em 16 de Abril de 1973 (Lei n. º 3322), era criado o Comando do Corpo de Bombeiros e mais três destacamentos situados em Cuiabá, Campo Grande e Corumbá.


A Lei n. º 3539 de 19 de Junho de 1974 reorganizou a PMMT, estipulando que o Comando do Corpo de Bombeiros e unidades operacionais seriam constituídos de Grupamentos de Incêndio e de Sub-grupamentos.


Em face da inspeção feita pela IGPM (Inspetoria Geral das Policias Militares), chegaram à conclusão que o 1º GI deveria ser rebaixado a um Sub-grupamento de Incêndio, dando origem à nova Lei, que oficializou essa denominação até hoje.


O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar continuou a desenvolver e, na data de 05 de Outubro de 1988, quando da Promulgação da Constituição Federal, ficou evidenciado que os Corpos de Bombeiros Militares tratava-se de Unidades Autônomas e Desvinculadas da Polícia Militar, ou seja, como entidades independentes, isto é registrado nos artigos: 22, 32, 42 e 125. Porém, destes dispositivos constitucionais o de maior contundência é o Artigo 144, que individualiza, sem contestações e sem dúvidas, as atribuições do Corpo de Bombeiros e da Policia Militar.


A partir de Março de 1994, concluiu a proposta de emancipação enviada ao Governo do Estado de Mato Grosso.


Pelo Decreto n. º 4795 de 05 de Julho de 1994 define-se a Disciplina de desvinculação do CBM da PM/MT.


Em 10 de Outubro de 1994, a Lei Complementar n. º 32 dispõe sobre a Organização básica do CBM/MT.


À 1º de Novembro do mesmo ano, o Decreto n. º 5182 dispôs sobre a estrutura organizacional do CBM/MT.


No dia 24 do mesmo mês e ano, a Lei n. º 6554 resolve sobre o efetivo.


Em Dezembro é aprovado o Quadro de Organizações do CBM/MT.


Em 28 de Outubro de 1994, foi finalmente assinada a Emancipação do CBMT.


EMANCIPAÇÃO – Em 1994, no dia 28 de outubro, através de Lei Complementar, que dispôs sobre a organização básica do Corpo de Bombeiros a corporação foi contemplada com a sua emancipação da Polícia Militar.

A partir daí o CBPM/MT se tornou o CBM/MT e passou a ter autonomia administrativa e financeira, subordinado, hierarquicamente, ao Governador e vinculado à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.

FASE DO BALDE De 1983 a 1984 as viaturas, de origem alemã em sua maioria, estavam indisponíveis por falta de manutenção especializada e pela escassez de peças de reposição no Brasil. Os bombeiros entraram na “fase do balde”, o que rendeu materiais para os chargistas e jornalistas da imprensa cuiabana. As ocorrências começaram a ser atendidas com uma viatura C-10, dois baldes, algumas mangueiras velhas, garra e boa vontade dos bombeiros.

A fase terminou em 1985 com a aquisição de 23 viaturas, dentre as quais, uma Auto Escada Mecânica Cimasa, viaturas e materiais de combate a incêndio, busca e salvamento. Com a chegada destas viaturas iniciou-se um processo de descentralização dos quartéis para o interior do Estado (Várzea Grande, Rondonópolis e Barra do Garças), já que havia mais disponibilidade de veículos e equipamentos.
Após a emancipação o Corpo de Bombeiros se tornou uma organização forte e com isso deu-se início a estruturação do órgão através da assinatura de convênios que possibilitarão um melhor desenvolvimento aos trabalhos.

Alguns setores como áreas operacionais e de ensino e a criação e efetivação de cursos dentro do Estado geraram, entre outros benefícios, à sociedade, economia para a corporação, uma vez que as capacitações eram realizadas, anteriormente, fora no âmbito estadual, onerando os cofres da instituição.


Foram criados alguns avanços estruturais e administrativos como a criação Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros Militar (FREBOM) que fomentou algumas áreas importantes do CBM/MT.


O comando começou em um espaço improvisado nos fundos do 1º Batalhão de Policia Militar.


Aquartelamentos da História do CBM/MT.


1- NFCB – Antiga enfermaria do 1º BPM – Porto – (Jan 1967).
2- NFCB – Prédio do antigo DOP – pça Ipiranga – (1967).
3- 1º DCB – Prédio onde funciona a atual Cia P Rp – Coxipó da Ponte, em frente à UFMT – (1971).
4- Prédio Próprio – Av. Agrícola Paes de Barros, 123- Verdão (1974).

Obs: - 3 (três) anos após, houve o desmembramento e o CCB funcionou:

1- Anexo ao Cmdo Geral – Av. Getúlio Vargas.

2- No prédio em construção do Quartel do 1º SGI/CB.

3- Na antiga sede da Cia. P Tran – Praça Santos Dumont.

4- Na antiga sede da Cia. P Tran – Praça Bispo Dom José.

5- Funciona desde 1980, anexo ao 1º SGI – Bairro Verdão.

6- Rua Manoel dos Santos Coimbra, 282 – Morro da Luz – centro, Cuiabá.

7- Complexo Paiaguás – C.P. A. – Cuiabá -MT.



Viaturas


A primeira viatura que o Corpo de Bombeiros de Cuiabá possuiu, foi uma antiga, doada à Prefeitura Municipal de Cuiabá pela Prefeitura Municipal de São Paulo, a título de Comodato, a qual consistia num Auto Tanque, em precárias condições de uso, denominada de "Big-Job" , a qual era utilizada apenas como meio de transportes da Guarnição para o local de ocorrência, em virtude de não mais dispor de seus equipamentos.



Devido ao alto índice de atendimento de ocorrências e a grande explosão demográfica que se registrava, foram adquiridas duas viaturas em 1968, sendo um Auto Bomba Tanque (ABT) tipo Chevrolet e outro tipo C-10, destinados aos serviços de combate a incêndio, de busca e salvamento, respectivamente.

Porém, com o passar dos anos, essas viaturas já não mais atendiam as necessidades satisfatoriamente. Foi assim que o Comandante Geral, da época, Sr. Cel. PM Euro Barbosa de Barros agilizou a compra de mais viaturas especializadas, em convênio, Governo do Estado com o Banco da Amazônia S.A. (BASA), resultando disso, as aquisições das seguintes viaturas:

A – 2 (dois) Auto Escadas Mecânicas (Magirus Deutz), sendo uma para Cuiabá e outra para Campo Grande.

B – 1 (um) Auto Transporte.

C – 1 (um) Auto Iluminação.

D – 1 (um) Auto-bomba Tanque.

E – 1 (um) Hidroquímico 2300 (Magirus Deutz).

F – 1 (um) Auto Hidroquímico 1800 litros (Magirus Deutz).

G – 1 (um) Auto Salvamento.

H – 2 (duas) C-1414 (Busca e Salvamento).

Visite o site do Corpo de Bombeiros na coluna lateral deste blog.


Parabéns a esse heróis, pelo "Dia do Bombeiro"!
Recebam os cumprimentos e a reverência deste blog!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Pescador é morto por duas onças no Pantanal!


Casal de animais arrancou jovem da barraca e o atacou; cenas de violência foram presenciadas pelo pai da vítima que nada pode fazer



Sinézio Alcântara

Especial para A Gazeta


Um pescador foi atacado e morto por duas onças na região do Pantanal, em Cáceres. Luiz Alex da Silva Lara, 22, estava acampado, em companhia do pai, Alonso Silva Lara, 45, na localidade denominada "Pacu Gordo", próximo a estação ecológica do Taiamã, no rio Paraguai, no sentido a Corumbá. O ataque aconteceu às 19h de terça-feira (24). Os animais, possivelmente um casal, surpreenderam o pescador quando ele dormia no acampamento.

As onças rasgaram a barraca e o puxaram pela cabeça. Ao retornar, o pai, que havia saído para pegar iscas, ainda assistiu o filho ser dilacerado. Alonso diz que nada pode fazer porque estava sem nenhuma arma de fogo. Ele ainda tentou tomar o filho das garras das onças, com um facão. Mas as tentativas foram inúteis, porque todas as vezes que ele aproximava, os animais ameaçavam atacá-lo.

"Foi o momento mais difícil de minha vida ver o meu filho ser morto e não poder fazer nada. Se fosse só uma talvez eu tivesse conseguido, mas eram duas, se eu insistisse elas me matavam também", disse Alonso. O pai conta que os animais arrastaram o corpo por cerca de 50 metros. Após o pedido de socorro, outros pescadores compareceram, mas Luiz estava morto. Após atacar e matar, as onças comeram as bochechas e a parte da nuca do pescador. A família não permitiu fazer imagem do corpo, durante necropsia no Instituto Médico Legal (IML), na manhã de ontem, em Cáceres, devido ao estado do corpo. A cabeça, principalmente, estava totalmente desfigurada.

Alonso Lara conta que esse não foi o primeiro ataque de onças naquela região. Pescadores de outros acampamentos, segundo ele, também já foram atacados. O corpo do pescador foi resgatado com autorização da Polícia Civil pelo barco Babilônia. Da reserva ecológica do Taiamã. O corpo chegou em Cáceres na manhã de ontem, onde até as 12h permanecia no IML para realização da necropsia. O pescador foi velado na rua da Violetas, no bairro Jardim Vila Nova.


segunda-feira, 26 de maio de 2008



No ano em que Mato Grosso comemora os 100 anos da primeira exibição de um filme na capital mato-grossense, o Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá chega à sua 15ª edição. Nascido no ano de 1993 como "1ª Mostra de Cinema e Vídeo de Cuiabá", em 2008 abre uma perspectiva de revigoração do audiovisual no Estado.

Conforme o organizador Luiz Carlos Borges, a intenção deste evento é melhorar cada vez mais o canal de comunicação entre o cinema local e o Brasil. "O nosso cinema está 'bombando'. Este ano vamos exibir 17 longas-metragens", comemorou. Este ano serão exibidos mais de 100 filmes, durante 10 dias de programação, que tem início no dia 22 deste mês e vai até o dia 31. As exibições serão no Multiplex Pantanal, localizado na avenida historiador Rubens de Mendonça, CPA. Todas as mostras, competitivas e não competitivas, do 15º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá serão gratuitas. Também estarão abertas ao público todas atividades paralelas do evento, que incluem seminários, oficinas, debates do cinema brasileiro e a "Mostra 100 Anos de Cinema em Mato Grosso", cuja data é tema do Festival.

"Essa é uma ocasião única para o público mato-grossense conferir o que há de melhor no cinema nacional, uma vez que muitos deles não chegam às locadoras e tampouco entram em cartaz nos cinemas comerciais", lembrou o diretor de programação do evento, Diego Baraldi.

Homenageado

O homenageado deste ano será Reynaldo Paes de Barros, cineasta mato-grossense que nasceu na fazenda Pindaival, município de Santo Antonio de Leverger e representa a trajetória centenária do cinema em Mato Grosso. Um cinema de terras distantes, lendárias, onde a realização de um filme é quase um ato heróico. Nesse sentido, o Festival exibe em sua programação três trabalhos de Reynaldo na sessão do homenageado: "Pantanal de Sangue", de 1971; "No Pantanal do Piquery", de 1975; e "Pantanal Até Quando", de 1978.

Programação

Na programação geral, o Festival irá oferecer quatro categorias competitivas: 17 longas-metragens, 15 curtas-metragens, 12 vídeos, sendo quatro mato-grossenses e 11 vídeo-clipes mato-grossenses, além de outras oito mostras: Três "Curta Latino", "Curta Mais", "Cinema Vai à Escola", "Sessão Especial", "Vídeos do Mato", "Curta Centro-Oeste", "100 Anos de Cinema em Mato Grosso" e "Festival no Bairro", que reunidas exibem mais de 40 produções cinematográficas.

Atividades paralelas

Além de trazer o que há de melhor na produção nacional, o Festival buscou oferecer uma série de atividades paralelas, que visam à formação de profissionais, como oficinas e seminários, reflexão acerca do audiovisual (debates do cinema brasileiro, encontro de pesquisadores em audiovisual, encontro do fórum dos festivais), além da formação de platéia crítica.

Além de informação e entretenimento gratuito, é importante ressaltar que neste ano espera-se que o Festival e suas ações recebam um público superior a 30 mil pessoas, durante 10 dias de programação. Em 2007, o Festival e atividades desenvolvidas paralelamente reuniram uma platéia superior aos 25 mil expectadores.

Primeira sessão em Cuiabá

Da primeira sessão em 1908 promovida pela firma Silva & Irmãos que adquirira o cinematógrapho da firma paraguaia Mendez & Nascimento, a exibição cinematográfica na capital do Estado, Cuiabá, tem como principal característica a ocorrência em espaços precários e extremamente inadequados à atividade. Caso a parte foram as memoráveis salas do Cine Tropical e Cine Bandeirantes que não sobreviveram à virada do centenário.

Programação: Você encontra no Site Oficial do Festival

Site Oficial do Festival: http://www.cinemaevideocuiaba.org/2008/

Fonte: adaptado de TV Centro América

Agora, divirta-se!


sexta-feira, 9 de maio de 2008

Parabéns Mato Grosso! Hoje o aniversário é todo seu!


Hino de Mato Grosso em todos os ritmos! Não deixe de ver isso!

Produção cinematográfica realizada pelo Sebrae em Mato Grosso. com direção e roteiro da minha talentosíssima amiga *Bárbara Fontes, para homenagear o Estado que mais cresce no País, seus cidadãos e àqueles que aqui chegaram para essa imensa transformação:




Hino de Mato Grosso

Letra: Dom Aquino Corrêa

Maestro: Emilio Heine


Limitando, qual novo colosso,

O ocidente do imenso Brasil,

Eis aqui, sempre em flor. Mato Grosso,

Nosso berço glorioso e gentil!

Eis a terra das minas faiscantes,

Eldorado como outros não há

Que o valor de imortais bandeirantes

Conquistou ao feroz Paiaguás!


(BIS)

Salve, terra de amor, terra do ouro,

Que sonhara Moreira Cabral!

Chova o céu dos seus dons o tesouro

Sobre ti, bela terra natal!


Terra noiva do Sol! Linda terra!

A quem lá, do teu céu todo azul,

Beija, ardente, o astro louro, na serra

E abençoa o Cruzeiro do Sul!

No teu verde planalto escampado,

E nos teus pantanais como o mar,

Vive solto aos milhões, o teu gado,

Em mimosas pastagens sem par!


Hévea fina, erva-mate preciosa,

Palmas mil, são teus ricos florões,

E da fauna e da flora o índio goza,

A opulência em teus virgens sertões.

O diamante sorri nas grupiaras

Dos teus rios que jorram, a flux,

A hulha branca das águas tão claras,

Em cascatas de força e de luz.


Dos teus bravos a glória se expande

De Dourados até Corumbá,

O ouro deu-te renome tão grande

Porém mais, nosso amor te dará!

Ouve, pois, nossas juras solenes

De fazermos em paz e união,

Teu progresso imortal como a fênix

Que ainda timbra o teu nobre brasão.


*Quem é Bárbara Fontes?

Bárbara Fontes é graduada em Rádio e TV pela UFMT. Trabalha com cinema documentário desde 1994, atuando como diretora, roteirista e montadora premiada internacionalmente. Trabalhou entre 1995 a 1998, no setor de Comunicação Social da ONG Instituto Centro de Vida (ICV) em Cuiabá. Entre 1999 e 2000, estagiou na TV Universidade (UFMT), onde produziu e dirigiu programas de entrevistas e documentários.

Em 2004, lançou o documentário “Arne Sucksdorff: Uma Vida Documentando a Vida”– depois de 10 anos de trabalho sobre a vida e obra do cineasta sueco que morou em Mato Grosso. Em 2005, dirigiu o documentário sobre o Festival Internacional de Coros, para Coordenação de Cultura da UFMT.

Em 2006, lançou o documentário “Vila Bela: Terra de Colores”– produzido através do concurso nacional DOCTV II. Em 2007, foi responsável pela montagem do documentário “Literamérica 2006″. Recentemente roteirizou, dirigiu e montou o musical institucional “Canção Mato-grossense – Hino de Mato Grosso” - para o Sebrae Mato Grosso. Desde 1994, Bárbara Fontes já trabalhou em mais de 20 documentários entre autorais e institucionais. Atualmente busca recursos para a viabilização do documentário “Pantaneiras” e trabalha na pesquisa histórica do longa-metragem de ficção “Adrien” filmagens previstas para 2010.


Símbolos Mato Grosso


Durante o período colonial, o estado do Mato Grosso acatava, e por assim dizer utilizava dos símbolos oficiais de Portugal. Quando da Proclamação da Independência, em 1822, o estado passou a respeitar os símbolos oficiais do Império Brasileiro.

Com a Proclamação da República (1889), cada um dos estados já existentes ou em fase de criação obtiveram o direito de criar e usar seus próprios símbolos, dentre eles Mato Grosso.


Hino

Devido a grande extensão territorial do estado no início de sua formação, abrangendo os municípios de Ponta Porã e Guaporé, hoje respectivamente anexados ao Mato Grosso do Sul e Rondônia; mesmo havendo o desmembramento dos estados (criação do Mato Grosso do Sul) o Mato Grosso continuou sendo o terceiro maior estado brasileiro.

Assim sendo, justifica-se a referência das cidades de Corumbá e Dourados na letra do hino mato-grossense.

Foi Dom Francisco de Aquino Corrêa o autor da letra da “Canção Mato-grossense” reconhecida no ano de 1983 como hino oficial do estado.

Porém, antes disso, a canção havia sido executada e, 1919, pela primeira vez, na cerimônia do bicentenário de Cuibá.

Durante longa data, o hino, mesmo não sendo oficial foi cantado nas escolas; a não-oficialização do hino possivelmente tenha ocorrido por fatores políticos diversos advindos dos sucessores de Dom Francisco de Aquino Corrêa. Com a implantação do “Estado Novo” todos os símbolos oficiais do estado foram abolidos, restabelecendo-se seu uso em todos os estados, sendo que Mato Grosso só apresentava como símbolo a bandeira e o brasão de armas. O hino era oficial para a população mato-grossense tendo sido oficializado pelo governador Júlio José de Campos pormeio do Decreto n. 38, de 03 de maio de 1983.


Bandeira

É o mais antigo símbolo oficial do Estado do Mato Grosso. Foi criada pelo General Antonio Maria Coelho através do Decreto n.2, de 31 de janeiro de 1890; 73 dias após a data de criação da Bandeira Brasileira.

A bandeira mato-grossense em muito se parece com a brasileira, principalmente em suas cores, não em sua disposição. É formada por um retângulo azul, com losango branco; ao centro uma esfera ou globo verde e uma estrela amarela (cinco pontas) tocando as extremidades da esfera.

  • Retângulo Azul: corresponde ao céu, como na bandeira nacional; representa também a evolução de um princípio espiritual, a busca da perfeição.

  • Losango Branco: lembra o culto à mulher, à pureza; significa o zodíaco além da paz, da concórdia na política e, o otimismo e a virtude no lado psicosocial.

  • Esfera ou globo Verde: representa a soberania, a grandeza territorial. O verde caracteriza a esperança, a juventude; busca desenvolver a consciência para a convivência equilibrada e sustentável do homem com o meio ambiente.

  • Estrela Amarela: retrata a humanidade voltada para o firmamento em busca de respostas às perguntas. Este foi um dos mais importantes símbolos dos ideais republicanos. Sua coloração – amarelo – lembra o ouro, uma das riquezas mato-grossenses.


Brasão de Armas

A frase “Virtute Plusquam Auro” chama a atenção para o brasão estadual, sua tradução diz “Pela virtude mais que pelo ouro”.

Dom Francisco de Aquino Corrêa governou o estado no período de 1918 a 1922. No início de seu governo eram muitas as dificuldades, consequência da Primeira Guerra Mundial e da gripe espanhola; para tanto o governante buscou na virtude de seus ideais a solução para os problemas.

Foi durante seu primeiro mandato que Dom Francisco enviou à Assembléia Legislativa a proposta de criação de um Brasão de Armas. Enquanto o estado não tinha seu próprio brasão, a bandeira era o símbolo do estado.

De forma simples e compreensiva, assim é composto o Brasão de Armas do estado do Mato Grosso.

Escudo em estilo português (ponta arredondada) no qual está simbolizado um campo de sinople (verde), uma “montanha” de ouro (amarelo) e, o restante do escudo tomado pelo céu. Sob o céu um braço armado empunhando uma bandeira com a cruz da Ordem de Cristo. No alto do escudo uma fenix de ouro como timbre. Ladeando o escudo dois ramos, um de seringueira e outro de erva-mate entrelaçados pela fita com os dizeres: “Virtute Plusquam Auro”.


Parabéns, Mato Grosso!

Fontes: You Tube e Ambiente Brasil