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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

UFMT: Medicina é o melhor curso do país!

NOTA BOA PARA UFMT:

Medicina é o melhor curso do país


O curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) é o melhor do país. Os alunos que participaram da prova do Exame Nacional de Desempenho de Estudante (Enade) alcançaram a média 77,1. O número está acima da nota dos acadêmicos das universidades federais de Porto Alegre e Rio Grande do Sul. A provas foram aplicadas em 2007 e o resultado divulgado ontem pelo Ministério da Educação. No ano de 2006, os acadêmicos de Medicina também foram os melhores colocados.

No índice geral da avaliação, o curso também está entre os 25 melhores do Brasil. O conceito preliminar é calculado com base no Índice de Desempenho (IDD), que avalia quanto conhecimento o aluno agregou, bem como o Conceito Preliminar do Curso (CPC), responsável pela infra-estrutura, corpo docente e projeto político-pedagógico das instituições.

O reitor Paulo Speller disse que o resultado positivo é um reflexo dos investimentos realizados na instituição para a melhoria de laboratórios, aquisição de livros e qualificação dos professores.

Os cursos de graduação de Serviço Social, Nutrição e Enfermagem, dos campi Cuiabá e Rondonópolis também estão entre os 25 melhores do país. Participaram do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 3.239 cursos e, conforme Speller, a colocação da universidade mostra a credibilidade da instituição e ajudará na captação de recursos para financiar a expansão dos serviços e projetos acadêmicos.

A UFMT oferece 19 cursos para 20 mil alunos, divididos em 4 campi. Além dos cinco classificados em primeiro lugar no conceito geral, o curso de Farmácia do campus do Médio Araguaia e Veterinária de Cuiabá alcançaram a nota geral 4.

Agronomia, Educação Física e Zootecnia, de Rondonópolis tiveram índice 3 e os demais cursos não conseguiram conceito porque foram abertos recentemente e não possuem turma de formandos, público alvo das provas. Outro motivo são as turmas especiais, que são formadas em parceria com prefeituras e não possuem turmas periódicas.

Investimentos - A UFMT construirá um novo hospital universitário com 250 leitos para substituir o Julio Müller. A obra ainda não tem data para começar e segundo o reitor, o governo estadual garantiu a doação de um terreno de 30 hectares.


PARABÉNS UFMT! PARABÉNS MEDICINA!

ESTAMOS TODOS ORGULHOSOS DE VOCÊS!


sábado, 19 de abril de 2008

19 de abril: "Dia do Índio"... Só que todo dia é dia de índio, não acha?

Populações Indígenas em Mato Grosso

Mato Grosso tem hoje uma população de 25 mil índios, do total de 360 mil existentes no Brasil. São 38 povos, com suas línguas e culturas diferentes, habitantes de aproximadamente 10% do territorio matogrossense: Apiaká, Kayabi, Munduruku, Arara, Xavante, Cinta Larga, Bakairi, Paresi, Kayapó, Enauenê nauê, Mynky, Bororo, Nambikwara, Aweti, Juruna, Kalapalo, Kamayurá, Kuikuro, Matipu, Nahukwá, Mehinaku, Suyá, Tapayuna, Trumái, Txicão, Waurá, Yawalapiti, Rikbaktsa, Irantxe, Panará, Karajá, Surui, Tapirapé, Terena, Umutina, Zoró, Guató e Chiquitanos.

Indigenous Pupulations in Mato Grosso

There are currently around 25 thousand Indians within the state of Mato Grosso, part of a total 360 thousand throughout the whole of Brazil. Altogether 38 separate people-nations with their respective languages and cultures, inhabit around 10% of the Matogrossense territory:: Apiaká, Kayabi, Munduruku, Arara, Xavante, Cinta Larga, Bakairi, Paresi, Kayapó, Enauenê nauê, Mynky, Bororo, Nambikwara, Aweti, Juruna, Kalapalo, Kamayurá, Kuikuro, Matipu, Nahukwá, Mehinaku, Suyá, Tapayuna, Trumái, Txicão, Waurá, Yawalapiti, Rikbaktsa, Irantxe, Panará, Karajá, Surui, Tapirapé, Terena, Umutina, Zoró, Guató e Chiquitanos



Fonte: Museu Rondon/UFMT


Pantanal - Povos Indígenas

Compilado por Salatiel Alves de Araujo, todos direitos reservados © 1996


Em harmonia com o meio ambiente desde tempos imemoriais os povos indígenas tem sofrido muito com a chegada do homem branco. Doenças e novos costumes acompanharam as rodovias e a estrada de ferro e trouxeram desespero a muitos povos da região. Com o plano de construção da Hidrovia Paraguai-Paraná os povos indígenas, recentemente se uniram para divulgar um manifesto, datado de 29 de janeiro de 1996, onde questiona a construção da hidrovia. Este manifesto foi amplamente divulgado e discutido na Internet, resultando num estudo mais aprofundado da questão da Hidrovia Paraguai-Paraná bem como do posicionamento de órgãos ambientalistas quanto a questão.

Os povos indígenas que tradicionalmente habitam o Pantanal são:

Paiaguás, Guaikuru, Guatós, Terenas, Kaiowás, Bororos, Umotinas, Parecis, Kinikinaos


Paiaguás

Povo indígena hoje extinto, habitavam o pantanal quando da chegada dos Portugueses e travaram, juntamente com os Guaikuru, intensas batalhas, das quais muitos portugueses não sobreviviam. Perseguidos e acuados, foram progressivamente sendo exterminados não restando qualquer registro da presença de seus descendentes atualmente.

Guaikuru

Aliados dos Paiaguás contra um inimigo comum, os exímios cavaleiros guaikurus ofereceram grande resistência à povoação do Pantanal matogrossense. Um tratado de paz em 1791 os declara súditos da Coroa Portuguesa.

Guatós

Povo de lingua do tronco Macro-Jê. Foi considerado extinto por 40 anos, até que, em 1977, foi reconhecido um grupo Guató na ilha Bela Vista do Norte. Vive no Pantanal Mato-Grossense e disperso ao longo dos rios do médio e alto Paraguai, São Lourenço e Capivara, no município de Corumbá (MS). Segundo a Funai, em 1989 eram 382 índios.

Terenas

Ou Tereno. Povo de língua da família Aruák. Parte dele (cerca de 12.000 indivíduos) vive no oeste de Mato Grosso do Sul, em oito áreas indígenas; outra parte (350 índios) ocupa terras nas áreas indígenas de Icatu, Araribá e Venuíre, no interior do Estado de São Paulo, juntamente com os Kaingang.

Kaiowás

Bororos

Povo falante de língua do tronco macro-jê. Os Bororo atuais são os Bororo Orientais, também chamados Coroados ou Porrudos e autodenominados Boe. Os Bororo Ocidentais, extintos no fim do século passado, viviam na margem leste do rio Paraguai, onde, no início do séc. XVII, os jesuítas espanhois fundaram várias aldeias de missões. Muito amigáveis, serviam de guia aos brancos, trabalhavam nas fazendas da região e eram aliados dos bandeirantes. Desapareceram como povo tanto pelas moléstias contraídas quanto pelos casmentos com não-índios. Os Bororo Orientais habitavam tradicionalmente vasto território que ia da Bolívia, a oeste, ao rio Araguaia, a leste e do rio das Mortes, ao norte, ao rio Taquari, ao sul. Ao contrário dos Bororo Ocidentais, eram citados nos relatórios dos presidentes da província de Cuiabá como nômades bravios e indomáveis, que dificultavam a colonização. Foram organizadas várias expedições de extermínio. Uma delas, a de Pascoal Moreira Cabral, em 1718 ou 1719, após ser derrotada pelos indígenas, descobriu ouro às margens do rio Coxipó. Estimados na época em 10 mil índios, os Bororo sofreram várias guerras e epidemias até sua pacificação, no fim do século XIX, quando foram reunidos nas colônias militares de Teresa Cristina e Isabel e estimados pelas autoridades em 5 mil pessoas. Nas colônias, a convivência com os soldados, a promiscuidade, o consumo de álcool e as doenças reduziram ainda mais a população. Entregues aos salesianos para catequese, em 1910, os Bororo somavam 2 mil índios. Em 1990, com uma população de aproximadamente 930 pessoas, vivem em cinco pequenas áreas indígenas (Merure, Teresa Cristina, Tadarimana, Perigara e Jarudore) que somam 133 mil hectares, nos municípios de Barra do Garça, Barão do Melgaço, General Carneiro, Poxoréu e Rondonópolis no Estado do Mato Grosso. Há também um grupo em Sangradouro, no mesmo estado. Este povo, que era caçador e coletor, vive hoje da agricultura e da venda de artesanato. Sua cultura, muito complexa, foi objeto de muitos estudos. As pessoas são separadas em várias categorias sociais, com papéis de oposição; durante o ritual funerário, que pode durar até dois meses, juntam-se em papéis complementares e fazem novas alianças, reforçando a coesão grupal.

Umotinas

Subgrupo Bororo de língua da família Otukê, do tronco Macro-Jê. Eram conhecidos como “barbados”, porque usavam barba, às vezes postiça - feita de pêlos de macaco bugio ou de cabelos das mulheres da tribo. Vivem na Área Indígena Umutina, no município de Barra dos Bugres no Mato grosso, juntamente com os Paresí, Kayabí e Ñambikwára.

Parecis

Ou Paresí. Denominação dada a vários povos indígenas que falavam dialetos da língua Paresí, da família Aruák. Viviam no planalto do Mato Grosso e eram uma das fontes de escravos preferidas dos bandeirantes; dóceis e pacíficos, trabalhavam na agricultura e fiavam algodão para a confecção de redes e tecidos. No início do século XX foram encontrados pela comissão do Marechal Rondon, ainda traumatizados pela violência dos contatos anteriores. Rondon os conduziu para terras protegidas por suas tropas e os Paresí se tornaram seus principais guias na região. Um desses povos, autodenominado Halíti, vive na região dos rios Juruena, Papagaio, Sacre, Verde, Formoso e Buriti, no oeste de Mato Grosso, em várias áreas indígenas, nos municípios de Tangará da Serra, Vila Bela da Santíssima Trindade e Diamantino. Em 1990, segundo a Funai, eram 900 índios.

Kinikinaos

Fonte:

Informática, Consultoria e Treinamento Paiaguás

Salatiel Alves de Araujo - Geólogo e Especialista em Sensoriamento Remoto
Comentários para o autor: salatiel@nutecnet.com.br
Todo conteúdo protegido por copyright © 1996
Todos os direitos para a língua portuguesa reservados pela
Informática, Consultoria e Treinamento Paiaguás
All rights reserved.- Revisado: 18 de Agosto de 1996

segunda-feira, 17 de março de 2008

Zoológico da UFMT e Leishmaniose Visceral

Jeitinho tem limite

Andreia Fanzeres

27.07.2007

A época crítica de desmatamentos e incêndios nas matas é também o período em que são deixados à porta da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) centenas de animais atropelados, queimados e doentes. Corpo de Bombeiros, Ibama, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e a população de Cuiabá não pestanejam ao destinar qualquer bicho que apareça ao único zoológico que funciona no estado, lá no campus universitário, há exatos 30 anos. Só que, a exemplo do que virou regra em diversos outros zôos do país, o de Mato Grosso não tem licença para operar, tampouco orçamento e condições suficientes para cuidar dos 800 animais de 79 espécies amazônicas, pantaneiras e do Cerrado, que são uma das principais atrações dos cuiabanos nos finais de semana.

Apesar da situação irregular de funcionamento, nunca nenhuma fiscalização se atreveu a fechar o estabelecimento. O próprio Ibama, responsável por conceder o registro admite que não adianta embargar ou autuar o zoológico. “Não temos para onde destinar os animais, este é o único local, infelizmente”, explica Eloíso Nunes Miranda, analista ambiental do núcleo de fauna e recursos pesqueiros do instituto em Cuiabá. Segundo ele, ultimamente algumas aves têm sido entregues a um batalhão do Exército em Rondonópolis, cidade a cerca de 200 quilômetros da capital. Além disso, há alguns poucos criadores conservacionistas em outros locais do estado. Ainda assim, nenhum com registro.

Num estado do tamanho de Mato Grosso, o transporte para Cuiabá pode ser uma experiência ainda mais penosa para os animais capturados em apreensões, resgates ou entrega voluntária. Dependendo da localização, eles viajam 10 ou 12 horas de carro, em estradas precárias, até chegarem ao zoológico. De acordo com dados da superintendência do Ibama em Cuiabá, o instituto entregou 96 animais ao zoológico em 2006. Este ano já foram 45 bichos. E, por falta de organização, não há registro de controle do número de animais capturados nos anos anteriores.

Estopim

A administração do zoológico, que não tem tido alternativa senão aceitar os animais, ameaça agora fechar as portas para algumas espécies que sofrem superlotação como araras, papagaios e onças. “Apesar de termos conseguido a duras penas ampliar o recinto das onças pardas, há nove animais em uma área ideal para apenas um casal”, exemplifica o gerente do zoológico, Luiz Carlos de Sá Neves. Para ele, a gota d’água aconteceu há cerca de um mês, quando um tamanduá rasgou a tela de uma gaiola lotada de periquitos anilhados e um deles escapou. “Por acaso, esse periquito foi parar na casa de uma funcionária do Ibama, que ameaçou multar o zoológico”, conta Carlos, que já perdeu a conta de quantas vezes pediu apoio e recursos do Ibama e do governo estadual, que todos os anos abarrotam o zoológico com novos animais.

Enquanto não houver licença, no entanto, o repasse de recursos será improvável. Carlos já pediu autorização para a cobrança de ingressos das mais de seis mil pessoas que aparecem todos os meses no zôo, mas a universidade não aceitou. “Dizem que o zoológico precisa se estruturar melhor para cobrar entrada, mas sem recursos não é possível se reestruturar”, reclama.

Dedicação pessoal

Localizado dentro do campus da UFMT, o zoológico recebe da universidade apenas os alimentos para os animais e recursos para pequenas reformas emergenciais. A reitoria não tem recursos específicos para manter o zôo, que começou em 1977 por iniciativa de um técnico de laboratório apreciador de bichos. “Aos poucos ele trazia jabutis, passarinhos, patos e marrecos para o campus. As pessoas passaram a visitar e logo os animais eram tantos que foi preciso pensar numa estrutura de zoológico, mas sem comprometimento financeiro de nenhuma parte”, explica Carlos, que há 23 anos começou a trabalhar como tratador de animais.

Para garantir que os demais serviços funcionem minimamente no zôo, Carlos, pantaneiro que viveu até os 14 anos cercado de bichos, empenha-se pessoalmente na execução das melhorias. Tenta parcerias com frigoríficos para fornecimento de carnes, já obteve sucesso nas reformas de jaulas e compra de bebedouro com ajuda de uma empresa de móveis, pede ajuda aos universitários para obter remédios e assistência especializada em casos de animais gravemente feridos e até dá uma de jardineiro plantando árvores frutíferas dentro dos recintos dos bichos, ou de vigilante, controlando a entrada, a saída e a permanência dos visitantes. Ultimamente, os recursos que resultaram nas maiores benfeitorias, como um viveiro adequado para os gaviões-reais, os novos recintos das onças e a urbanização da área para a passagem dos visitantes, que antes era uma cratera de barro, vieram com recursos de uma parceria com o juizado ambiental volante de Cuiabá.

Dinheiro vivo o gerente não vê, mas a compra de materiais para as reformas, por exemplo, vem da conversão dos valores de multas aplicadas aos réus do juizado no suprimento das necessidades do zôo. “Entreguei há dois anos uma lista de equipamentos e materiais prioritários ao juiz, e na medida em que os casos são julgados as multas são pagas com melhorias aqui”, explica Carlos.

Soltura por conta própria

A velocidade dessas obras não é, porém, compatível com o ritmo em que novos animais aparecem no zoológico. Para tentar diminuir a pressão sobre o local, o gerente opta por avaliar as condições do animal recém chegado ou que está para chegar, na tentativa de devolvê-lo à natureza. “O Ibama podia ter um projeto de reintrodução. Já soltei por conta própria macacos, jibóias, sucuris. Se não fizesse isso, não sei o que seria de nós”, conta o gerente. Segundo ele, quando se percebe que o bicho é “bravo” e tem saúde, ele é levado até uma fazenda no Pantanal, a 120 quilômetros de Cuiabá, com anuência do proprietário.

A administração do zoológico alega que a licença para operação do zôo foi solicitada há mais de 10 anos, e por conta de mudanças na legislação e da burocracia do poder público o registro ainda não saiu. O Ibama, por sua vez, afirma que ainda faltam documentos para a regularização desse caso e que está tomando providências para não depender mais do zoológico na destinação dos animais resgatados ou apreendidos. “Temos um plano para construir um centro de triagem em Poconé, em Sinop e outro em Juína. Já existem até recursos para isso”, diz Miranda, do Ibama. Só que ninguém se arrisca a fazer uma previsão de quando o projeto vai virar realidade.

Fonte: www.http://arruda.rits.org.br/oeco/


ZOOLÓGICO DA UFMT
Leishmaniose mata 2 cachorros

Josana Sales
Especial para a A Gazeta

O zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) perdeu na semana passada dois exemplares de cachorros-vinagre (Speothos venaticus) contaminados por heishmaniose visceral. A equipe técnica do zôo está preocupada com um possível foco do mosquito palha (flebotomíneo), também conhecido como birigui ou tatuquiras e que contaminados podem infectar outros animais canídeos que vivem no local, como os lobos-guará (2), lobinhos (8) e raposinhas (2). As duas fêmeas de cachorro-vinagre infectadas pela doença eram os últimos de um grupo que chegou a ter 16 animais no local.

São considerados uma espécie rara e ameaçada de extinção no Brasil. Nativo da América do Sul, o animal é o menor dos canídeos e tanto pode ser avistado em floresta quanto em pantanal. Encontrados pela primeira vez em Mato Grosso na cidade de Tangará da Serra (220 km de Cuiabá) foram levados para o zoológico e despertaram o interesse de especialistas e geneticistas de todo o mundo que tentam reproduizí-los.

Segundo explicou o biólogo do zôo, Itamar Assunção, o mosquito-palha sempre foi comum no local mas nunca houve um caso de contaminação. "Não esperávamos que existisse mosquito contaminado aqui dentro. Nos preocupa muito saber de um foco de contaminação e agora será preciso agir rápido para evitar que outros canídeos sejam contaminados" disse. A veterinária do zôo, Cristina Helena Alves, disse que a doença ataca os rins e o fígado dos animais e provoca a morte. Mas o principal problema do local é que o ambiente úmido e cheio de folhas existente no local favorece a criação do mosquito. Outro fator é a proximidade com imóveis e a presença constante de pessoas com cachorros dentro do campus. "Tem gente que chega a brigar com os funcionários porque quer entrar dentro do zôo com animais de estimação", conta Itamar.

Cristina Helena disse que já comunicou o Centro de Controle de Zoonoses de Cuiabá (CCZ) e deverá fazer a coleta de sangue de todos os canídeos do zôo. Várias ações de limpeza da área, poda de árvores e recolhimentos de fezes deverão ser feitos já nesta semana para controle do mosquito.

A proliferação da heishmaniose visceral na região de Cuiabá e Várzea Grande começou em 2005 e já ocorreram seis casos de contaminação em seres humanos, sendo que três pessoas faleceram.

Fonte: www.gazetadigital.com.br