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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Acurís e Figueiras no Pantanal...

No Pantanal é comum encontrar figueiras estrangulando acurís. Veja a foto de um acurí bem característico que eu tirei no Pantanal de Barão de Melgaço-MT:



Veja então esta foto da situação descrita: um Ficus estrangulando um acuri no Pantanal. A foto é do acervo particular do Eduardo:


Agora veja o trabalho que estas duas cientistas escreveram sobre isso:

Ocorrência de Acurís (Attalea phalerata) infectados por Figueira-Mata-Pau (Ficus sp.) na região pantaneira do estado do Mato Grosso


Silva Lidiane Souzaa & Damacena Isabella Souzab

a Graduação Ciências Biológicas Faculdade da Terra de Brasília (lidianess@bol.com.br)
b Graduação Ciências Biológicas Faculdade da Terra de Brasília

1.Introdução

Visando saber a quantidade de Acurís infectados pela Figueiramata-pau e o número de Acurís que mantinham-se livres, foi então observado um capão de área de 8.397m2, na região de Transpantaneira,localizada próximo ao município de Poconé – MT.
O Pantanal existe a aproximadamente 60 milhões de anos. E está localizado entre os paralelos 16 a 22 graus de longitude e os meridianos 55 e 58 graus de longitude oeste, com uma altitude média de 110m. O Pantanal Mato-grossense é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta e está localizado no centro da América do Sul na bacia hidrográfica do Alto Paraguai. A área do Pantanal dependendo da fonte de pesquisa varia de 125.000 a 260.000 Km2 nas cheias a área coberta estende-se por 600 Km, com até 250 km de largura.
Nessa região tipicamente tropical, a chuva controla o regime dos rios, por sua vez, determinam o ciclo das cheias. Entre outubro e março estão os meses chuvosos, responsáveis por mais de 80% das precipitações anuais em média, situam-se entre 1.000 e 1.200 mm. em função da lenta drenagem fluvial, as inundações acontecem de janeiro a junho, pois tanto a subida quanto a descida das águas sofrem o retardamento de três meses. Portanto, não são as precipitações que causam as inundações no Pantanal, e assim a lentidão do escoamento das águas dos rios em função da planura da área e da dificuldade de vazão do rio Paraguai.
A planície do Pantanal é banhada pela bacia do rio Paraguai. Seus principais afluentes os rios Cuiabá, Taguari e Miranda descem as escarpas do planalto brasileiro no sentido leste-oeste, de onde trazem enorme carga de sedimentos, que são depositados na planície ainda em formação. (Câmara, 2002).

O Acurí (Attalea phalerata) é uma palmeira de inflorescências unissexuadas, que pode chegar até 12m de altura. É uma planta forrageira, quando jovem é bem pastado, mas quando adulta as folhas acessíveis estão velhas ou secas, geralmente servem de abrigo para as epífitas, abelhas, morcegos e aves. O fruto desta planta é alimento para roedores, porcos, gado, araras, periquitos, jaós e mutuns. Fornece água de coco, fruto, semente, óleo e palmito. É apícola. Abrigam epífitas como figueiras e bromélias, além de morcegos, abelhas e aves. A Utilização dos frutos tem grande importância na dieta de aves ameaçadas de extinção, como a arara azul.
Também serve de alimento para roedores, gado, porco e queixada e como abrigo para abelhas, morcegos e aves. É uma árvore apícola.
A ocorrência é abundante, muitas vezes de formação densa (Acurizal) em matas e caapões (áreas de vegetação densa).
Os acuris são infectados por morcegos que os utilizam como abrigo, este hospede se alimentam dos frutos das figueiras-matapau (Ficus sp.), e depois defecam sobre os acurís, suas fezes ficam cheias de sementes das figueiras. Estas sementes germinam dando origem a uma nova figueira, esta por sua vez se desenvolve, quando suas raízes chegam até o chão, ela se instala no solo e começa a estrangular a palmeira, acarretando assim a morte do acurí.

2. Métodos

Determinou-se um caapão, onde foi desenvolvido o estudo. A área foi medida, utilizando-se uma trena, determinando-se a largura e o cumprimento e para se alcançar o resultado, usou-se a fórmula da circunferência.
Para padronizar a contagem dos Acurís, definiu-se que entre os Acurís infectados pela figueira seriam catalogados conforme o estágio de infecção, sendo, fase inicial, fase média e terminal. Para a fase 69 | VI Congresso de Ecologia do Brasil, Fortaleza, 2003 Complexo do Pantanal terminal foi considerado aqueles que apresentavam estrangulamento total. Os que estavam apenas com um ramo de figueira ainda, se enquadraram em estágio inicial. Os demais estágios de acordo com
o nível de estrangulamento classificaram em médio.
Com o intuito de melhor especificar o objeto de estudo, foi definido que os Acurís acima de dois metros de altura aproximadamente, foram considerados adultos e os abaixo ou igual a essa média, foram considerados juvenis.
O caapão foi dividido em linhas retas que cortavam o caapão perpendicularmente, facilitando assim a contagem dos Acurís no meio da vegetação.

3. Discussão e Resultados

A vegetação que recobre o Complexo Pantaneiro, é bastante variada. Há diversas comunidades vegetais, com domínio nítido de uma espécie. Neste caso, a comunidade toma o nome da espécie dominante, (Allem & Valls, 1987). Neste trabalho foi observada uma comunidade onde a espécie dominante era o acurí, por isso chamamos a região observada de Acurizal. A diversidade animal do Pantanal também é reflexo dos ambientes que o circundam, como o Cerrado, a Floresta Amazônica e o Chaco, sendo rara a existência de espécies endêmicas, (Calheiros & Fonseca Jr., 1996). Acredita-se que essa baixa quantidade de acurís infectados nesta região, esteja ligada a uma pequena incidência de morcegos nesta área, visto que estes mamíferos são os responsáveis pelo deposito de sementes de Figueira-mata-pau, através de suas fezes, sobre os Acurís.
Devido ao fato da fisionomia vegetal pantaneira possuir grandes
áreas de Campo Limpo, pode ocorrer que os morcegos se alimentem da figueira no caapão, porém despersem as sementes em áreas de campo limpo, ou seja, onde não há ocorrência de acurís, sendo um requisito importante a ser analisado para uma melhor compreensão dos resultados obtidos.
Por possuir áreas abertas, o Pantanal possibilita facilmente a visualização de muitos animais, (Calheiros & Fonseca Jr., 1996).
Houve uma incidência abaixo do esperado de Acurís infectados pela figueira em fase terminal. As hipóteses para este resultado, é que por haver um baixo número de morcegos na área, não há tantos Acurís infectados. Contribui ainda para isso uma grande incidência de Acurís em fase juvenil, o que também dificulta essa deposição de sementes da Figueira.

Freqüência de Attalea phalerata (Acurí)

Acurís Livres = 374, sendo:
Adultos = 302
Juvenis = 72
Acurís Infectados = 17, sendo:
Estágio Terminal = 05
Estágio Médio = 04
Estágio Inicial = 08
Total de 391 Acurís contados na área observada.

Densidade de Acurís

Livres = 45
Juvenil = 0,85
Adulto = 3,59
Inicial = 0,09
Médio = 0,04
Terminal = 0,05

Densidade Total: 4,65 % (área)

Área observada: 8,397 m2

4. Conclusões

Portanto, as espécies de figueiras produzem frutos muito atraentes para os morcegos frugívoros (Antibeus lituratus). Estes comem os frutos defecando as sementes junto às folhas do Acurí (Attalea phaleratta). A semente germina e durante o desenvolvimento da figueira, esta tende a se enrolar na palmeira. Aos poucos a figueira provoca o estrangulamento e morte do Acurí, assim como pode ser observado no experimento.
Concluiu-se também que a figueira não necessita dos nutrientes do Acurí, e que o estrangulamento total do Acurí é apenas uma conseqüência do seu crescimento, já que mesmo após a morte do Acurí a figueira ainda continua sua vida.

5. Referências Bibliográficas

ODUM, E. P. Fundamentos de ecologia, Ed. Fundação Calouste Gulbenkian. 5º edição. Lisboa: 1997.
ABDON, M. M. POTT, V. J. SILVA, J. dos S. V. Avaliação da cobertura por plantas aquáticas em lagoas da sub-região da Nhecolândia no pantanal por meio de dados Landsat e Spot.
Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 33, p. 1675-1681,out., 1998. Número Especial.
CALHEIROS, D.F.: FONSECA JUNIOR, W.C. Perspectivas de estudo ecológicos sobre o Pantanal. Corumbá, MS: Embrapa-CPAP, p. 41, 1996. (Embrapa-CPAP. Documentos, N° 18).
POTT, A.; POTT, V.J. Plantas do Pantanal. Corumbá, MS: Brasília: Centro de Pesquisa Agropecuária do Pantanal, Serviço de Produção de Informação, p. 320, 1994.
ALLEM, A. C.; VALLS, J. F. M. Recursos Forrageiros Nativos do Pantanal Mato-Grossense. (EMBRAPA-CENARGEN. Documento, 8). 339p., 1987.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Cuidados com a saúde em época de enchentes e a situação da Dengue em Mato Grosso em 2008


SES alerta população para cuidados com a saúde em época de enchentes e a situação


Pedro Alves/Assessoria/SES-MT
Enchentes aumentam os riscos de contaminação por doenças como a Leptospirose, Febre Tifóide, Doenças diarréicas, Hepatite A e E, Tétano e Cólera
A Secretaria de Estado de Saúde alerta a população em áreas de risco de enchentes para os cuidados com a saúde. O coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental, Oberdan Ferreira Coutinho Lira, explicou que “enchentes e inundações, em resultado do aumento das chuvas, são desastres naturais que podem causar danos à saúde e ao patrimônio e que aumentam os riscos de contaminação por várias doenças como a Leptospirose, Febre Tifóide, Doenças diarréicas, Hepatite A e E, Tétano e Cólera”.

Para evitar esses danos a recomendação é de que moradores que habitem em áreas de risco não fiquem muito tempo em contato com as águas da inundação ou com a lama de enchentes, evitando a contaminação com alguma doença. Sob nenhuma hipótese se deve permitir que crianças brinquem com água ou lama de enchentes.

Se o morador tiver que manter contato com lama ou águas de enchentes, é recomendável que proteja pés e mãos com luvas e botas ou que esses membros sejam envolvidos por sacos plásticos que impeçam o contato da água e lama com a pele.

Já os alimentos devem ser protegidos de roedores, insetos e outros animais. Toda vez que moradores forem lidar com alimentos devem lavar cuidadosamente as mãos”, lembrou Oberdan Ferreira Coutinho Lira.

Outra medida preconizada é a correta lavagem dos depósitos de água potável. Primeiro deve ser retirada toda a água do recipiente (caixa d’água, baldes, tonéis e outros depósitos), fazendo-se a limpeza das paredes e do fundo do recipiente utilizando-se, para isso, pás, baldes, vassouras, rodos e panos utilizados somente para esse fim.

A seguir deve-se usar uma solução de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) de 1/1.000 (ou seja, um litro de água sanitária para 1.000 litros de água) e encher a caixa d’água com essa solução. Aguardar 30 minutos e, então, abrir as torneiras para esgotar a água. Se não quiser perder o líquido aguarde 1h30 para utilizá-lo.

Outro problema que costuma surgir nas enchentes é o aumento de acidentes envolvendo animais peçonhentos. A gerente da Vigilância de Vetores e Antropozoonoses, Marlene da Costa Barros, informou que a medida básica de medicação, em caso de ataque por qualquer animal peçonhento (cobras, escorpiões, aranhas, lagartas etc) é levar a vítima a uma Unidade de Saúde Pública, onde se encontram disponíveis soros específicos para cada tipo de picada destes animais peçonhentos. No Pronto Socorro de Cuiabá existe um Centro de Informação de Antiveneno (Ciave) que realiza atendimento nestes tipos de acidentes.

Marlene da Costa Barros alertou, ainda, para o fato de que “nunca se deve fazer torniquetes, usar produto químico, álcool, fumo ou borra de café, no local da picada ou mordida do animal pois, além de não impedir os efeitos do veneno, esses produtos podem facilitar infecções diversas. Também não se deve dar bebida alcoólica para a vitima beber.

A indicação é para que se lave o local do ferimento com bastante água e sabão e, a seguir, se leve o paciente, o mais rápido possível, a uma Unidade de Saúde Pública mais próxima. Se for possível, deve-se levar o animal que efetuou o ataque visto que isso facilita a escolha do tipo de soro que será aplicado.

No caso do Escorpião Amarelo o cuidado deve ser redobrado quando o animal ataca crianças de até 10 anos de idade, idosos ou adultos com baixa imunidade. A Unidade Básica de Saúde deve ser procurada de forma mais rápida possível na garantia da saúde desses grupos de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

PREVENÇÃO – Na zona urbana as ocorrências indicam que o maior perigo ocorre com a invasão de escorpiões amarelos nas residências. O Escorpião Amarelo tem uma picada muito dolorida, mas não causa óbito a humanos adultos saudáveis. As vítimas, geralmente, são donas de casa, pedreiros e outros, e o local da picada do animal é, quase sempre, nas mãos.

As medidas preventivas incluem impedir a entrada do animal nas casas ou que façam moradia nos quintais. “Isso é feito por se vedar portas e janelas das casas, além de outras entradas insuspeitas como ralos de banheiros e pias. Também se recomenda a limpeza de caixas de gordura pelo menos duas vezes por ano (6/6mêses), não deixar acumular entulhos nos quintais e mantê-los sempre livres de lixo”, afirmou a gerente da Vigilância de Vetores e Antropozoonoses.

Na região Norte de Mato Grosso existem ocorrências de aparecimento do Escorpião Negro, cujo nome científico é Tytius paraensis. Ele é encontrado muito em zonas de assentamento e sua picada leva à óbito. As sugestões de prevenção são: não colocar as mãos em tocas de animais (prática comum entre caçadores de Tatus) nem em cupinzeiros. Sempre sacudir botas, calçados e roupas antes de usá-las.

No caso das serpentes os cuidados são para o uso de equipamentos individuais de segurança ao andar no mato, como botas de cano longo e calças de tecido grosso, visto que os ferimentos causados por esses animais, em sua grande maioria, são nas pernas.

Boletim da situação da Dengue em Mato Grosso em 22/02/2008

Arquivo SES-MT
A Secretaria de Estado de Saúde (SES), recebeu um total de 2.571 notificações de casos de Dengue até o dia 22 de Fevereiro de 2008
A Secretaria de Estado de Saúde (SES), recebeu um total de 2.571 notificações de casos de Dengue até o dia 22 de Fevereiro de 2008. Até a presente data o Estado está investigando três casos de Complicações da Dengue: Dois no município de Campos de Júlio e um no município de Várzea Grande. O único caso de óbito por Dengue, em 2008, ocorreu na capital do Estado, Cuiabá. O laudo médico revelou que a morte foi causada por uma Síndrome de Choque da Dengue

Dos outros casos que estavam sendo investigados como Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) o de Tangará da Serra foi encerrado como FHD com evolução para cura. Já o caso de Matupá foi confirmado como Dengue com Complicações e o paciente também evoluiu para a cura.

Segundos dados da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvsa),da SES, o Estado obteve uma redução de 40% dos casos notificados de Dengue se comparados com o mesmo período do ano passado. No mês de Janeiro de 2007 o Estado recebeu notificações de 3.226 casos de Dengue. Já em Janeiro de 2008 esse número caiu para 1.950 notificações. A superintendente de Vigilância em Saúde, Maria Conceição Villa, ressaltou que esses dados são preliminares uma vez que o sistema de informações continua recebendo notificações referentes à Janeiro de 2008.

Mesmo com a queda percentual a SES continua em estado de alerta no monitoramento da Dengue em Mato Grosso, pois por estarmos num período de chuvas constantes que oferece condições para o aumento de vetores da doença, a tendência é de que o número de notificações aumente. Por isso, com a parceria das Secretarias Municipais de Saúde, a SES continua investindo na capacitação, busca de casos, diagnóstico precoce e prevenção da Dengue”, explicou Conceição Villa.

Os municípios que apresentaram maior número de notificações foram: Barra do Garças com 319 casos notificados, Matupá e Cuiabá com 220 casos, Nova Canaã do Norte com 173 casos, Alta Floresta, onde foram notificados 146 casos, o município de Tangará da Serra com 47 casos e o município de Várzea Grande com 99 casos.

Conceição Villa disse que “o Estado trabalha junto as Vigilâncias Municipais no sentido de desenvolver ações casadas envolvendo secretarias municipais do Meio Ambiente e Limpeza Urbana com a finalidade de diminuir as ocorrências da doença e acima de tudo eliminar as reservas naturais do criadouro do Aedes aegypti e nunca é demais reafirmar a importância da participação da população para conseguir diminuir a incidência da doença. Como diz a campanha da Saúde: Contra a Dengue só há uma coisa a fazer: Não deixe o mosquito nascer”.

A Superintendente lembrou algumas atitudes simples que podem acabar com os focos de dengue nas casas, como encher de areia, até a borda, os pratinhos dos vasos de planta, lavar semanalmente, por fora e por dentro, com escova e sabão, tanques utilizados para armazenar água, jogar em sacos de lixo que serão fechados todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, potes, latas, copos, garrafas vazias e etc.

O cuidado com os recipientes usados para guardar água inclui manter bem tampados tonéis e barris de água, lavar, principalmente por dentro e com escova e sabão, os utensílios usados para guardar água em casa, como jarras, garrafas, potes, baldes, manter a caixa d’água sempre fechada com tampa adequada e, se tiver vasos de plantas aquáticas, trocar a água e lavar o vaso, principalmente por dentro, com escova, água e sabão, pelo menos uma vez por semana.

Quanto aos sacos de lixo devem sempre estar bem fechados e fora do alcance de animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana. O lixo deve ser colocado em sacos plásticos e a lixeira deve ser mantida sempre bem fechada. Não se deve jogar lixo em terrenos baldios e sim remover folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas dos telhados de modo a que a água da chuva acumulada não fique sobre o telhado ou a laje.

A entrega de pneus velhos ao serviço de limpeza urbana, a guarda dos mesmos, sem água, em local coberto e abrigado da chuva, guardar garrafas sempre de cabeça para baixo e a lavagem dos pratinhos de plantas que acumularam água com escova e sabão, se não colocou areia neles, são outros hábitos que devem fazer parte do elenco de ações que contribuem para o êxito no enfrentamento da Dengue.

Ambas as matérias por JESIEL PINTO/Assessoria/SES-MT em www.saude.mt.gov.br

domingo, 24 de fevereiro de 2008

"Joaninha" é Mato Grosso para o Mundo!


Joaninha vence a Copa Brasil, e Derek é vice

Piloto americano, oitavo melhor do mundo, faz bonito, mas perde para o brasileiro de novo



Gilmar Flores, o Joaninha
, afastou a ameaça americana e venceu a Copa Brasil de motocross estilo livre, neste domingo, na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O piloto de Mato Grosso havia conquistado a competição na edição anterior. Joaninha se destacou com o back flip, manobra em que o piloto gira 360º graus, sua marca registrada.


Derek Burlew, oitavo melhor piloto do mundo, ficou com o segundo lugar, assim como em 2007. Joaninha conquistou 216,5 pontos e Derek, 206,5. Porém, o americano não voltou do Brasil com a mão abanando: conquistou a inédita prova de duplas ao lado de Tatá Mello, nesse sábado.

No motocross estilo livre, o que conta é o salto e a manobra a 10 metros de altura. Portanto, não faltou emoção na Barra da Tijuca.

Primeira bateria

Jefferson Campacci, de 19 anos, foi o primeiro a voar na praia da Barra da Tijuca. Seguro e irreverente, ele se apresentou bem na primeira bateria, assim como na eliminatória para a final da Copa Brasil, em que terminou com a maior pontuação.

Wagner Silvério, que ficou quase um ano e meio parado após um acidente em 2006, foi bem. O americano Derek Burlew, oitavo melhor piloto do mundo, arriscou manobras ousadas e animou a torcida.

Jorge Negretti, de 39 anos, tem mais de 30 títulos na carreira e é um dos pioneiros da modalidade no Brasil. Com muita técnica, fez bonito nas areias da Barra.

Marcos Paris se apresentou logo depois, seguido do veterano Jonatan Azevedo Natan, de 40 anos. Animado, Natan comemorou com o público após sua apresentação.

Tatá Mello, que venceu a prova de duplas, nesse sábado, ao lado de Derek, carrega uma curiosidade: tem medo de altura. Mesmo assim, arriscou bons saltos.

Gilmar Flores, o Joaninha, já tinha realizado três back flips durante os treinos. Na hora da verdade, se arriscou duas vezes e arrasou.

– Tenho treinado muito. Não é fácil, o americano andou muito bem, mas estou preparado e acho que a galera gostou – disse Joaninha, após vencer a primeira bateria, em entrevista à TV Globo.

Segunda bateria

Jeff voltou a dançar o ‘créu’, Derek fez bonito mais uma vez, mas pecou por repetir as manobras da bateria inicial, Natan garantiu que voltaria apenas para se divertir, e Joaninha retornou com a missão de repetir a apresentação espetacular da primeira apresentação. Deu certo. Levou o bi e levantou os torcedores.

Fonte: GLOBOESPORTE.COM

Joaninha representa (e muito bem representa, diga-se de passagem) a cidade de SINOP, no norte de Mato Grosso nas provas que participa. A mesma cidade já revelou o incrível goleiro do São Paulo e Seleção Brasileira, Rogério Ceni, o recordista mundial de "gols de goleiro" e o maior espetáculo do futebol do Brasil nesta posição.

Nascido no interior do Paraná, mas tendo crescido no Estado de Mato Grosso, foi revelado como goleiro pelo Sinop Futebol Clube, da cidade homônima, onde até hoje moram a maior parte de seus familiares e onde obteve seu primeiro título profissional. Foi contratado pelo São Paulo Futebol Clube em 7 de setembro de 1990.

Começou como reserva de Zetti, fazendo parte do elenco que ganhou vários títulos, comandado por Telê Santana. Nesta fase, integrou a equipe de baixo, conhecida como "Expressinho", que conquistou o título da Copa Conmebol, em 1994. Com a saída de Zetti em 1997, assumiu a posição de goleiro titular do time.

Rogério também é famoso por algo não muito comum entre os jogadores da sua posição: é especialista em cobranças de falta próxima à área e também é o cobrador oficial de pênaltis do time.

Recebeu por cinco vezes a Bola de Prata, prêmio este concedido pela Revista Placar ao melhor jogador da posição durante o Campeonato Brasileiro, e no ano de 2006 foi condecorado com o troféu de ouro concedido para melhor goleiro do Campeonato Brasileiro, juntamente com o troféu de melhor jogador do campeonato, prêmio concedido pela CBF em grande festa realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2007, voltou a receber o prêmio de Melhor Goleiro do Campeonato Brasileiro, além de Craque do Brasileirão e Craque da Torcida, todos concedidos pela CBF.

Apesar de jogar num clube brasileiro, estando fora das maiores atenções da mídia mundial, Rogério entrou três vezes na lista dos dez melhores goleiros do mundo, elaborada anualmente pela IFFHS, Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, entidade com sede na Alemanha. Em 2005, foi o nono colocado[1], em 2006 ficou na sexta colocação[2] e em 2007 ficou na quinta colocação[3].

Participou de 17 partidas pela Seleção Brasileira de Futebol e integrou o elenco pentacampeão do mundo pelo Brasil em 2002. Em 22 de Junho de 2006, atuou pela primeira vez em um jogo de Copa do Mundo ao substituir Dida aos 36 minutos do 2º tempo, na partida em que a seleção derrotou o Japão por 4x1. Este fato significou a quebra de um tabu que já durava 40 anos, pois a última vez que a seleção brasileira utilizou dois goleiros numa mesma Copa havia sido em 1966, na Inglaterra.

Rogério é tido como um dos maiores ídolos da história do São Paulo Futebol Clube, ostentando longa lista de recordes e títulos pela equipe do Morumbi.

Foi indicado ao prêmio Bola de Ouro, da revista France Football, em 2007, sendo o único jogador atuando na América do Sul, mas acabou ficando em um vigésimo sétimo lugar.

Veja AQUI os recordes e títulos deste exemplar jogador que leva o nome de Mato Grosso por onde passa.

Fonte: Wikipedia



Município de Sinop

Bandeira de Sinop


Localização de Sinop

Sinop é um município brasileiro do estado de Mato Grosso.

O nome do município é derivado do acrônimo de Sociedade Imobiliária Noroeste do Paraná, empresa responsável pela colonização do norte do Mato Grosso por agricultores do norte do estado do Paraná.

Localiza-se a uma latitude 11º50'53" sul e a uma longitude 50º38'57" oeste, estando a uma altitude de 384 metros. Sua população em 2007 era de 105.762 habitantes.Possui uma área de 3206,86 km². Sinop é uma das principais cidades do estado. Também está instalado ali um radar do Sivam, para monitoramento da Amazônia Legal, na parte oeste da múnicipio.


Generalidades

Acesso

Economia

Sua principal atividade econômica é a agropecuária, com grande destaque também para o setor madeireiro.

Esporte

Para quem gosta de esportes, a cidade de Sinop possui o Estádio Gigante do Norte, onde joga o Sinop Futebol Clube, o time oficial da cidade, onde foi revelado o atual goleiro do São Paulo, Rogério Ceni. Existe também na cidade os Jogos Olímpicos de Sinop, com várias modalidades esportivas entre estudantes.

Educação

O município também é conhecido por ser uma cidade universitária, pois possui algumas faculdades e universidades, dentre elas: UNIC/Sinop ([Universidade de Cuiabá]), Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso), UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), Unicen, Fasip (Faculdade de Sinop), Facenop entre outras. Existem também várias escolas de ensino básico e médio no município.

História

As origens do município de Sinop vêm do Núcleo de Colonização Celeste, de Jorge Martins Phillip, com área inicial de 198 mil hectares de terras destinadas à colonização. Em 1971, Ênio Pipino, que representava a Sociedade Imobiliária Noroeste do Paraná - SINOP, adquiriu as terras de Phillip.

Ênio trazia consigo a experiência da formação de 18 cidades no Paraná e montou uma estrutura mista de colonização: atividade agropecuária e indústria de transformação. A estrutura agropecuária constava de secções: Vera, Sinop (Gleba Celeste), Santa Carmem e Cláudia. Cada uma delas teria um centro populacional. Em volta do centro, a curta distância, chácaras. Mais ao longe, lotes rurais. A estrutura industrial teria a sede em Sinop.

Quatrocentos homens, tendo à frente o topógrafo Benedito Spadoni e o gerente geral da empresa, Ulrich Grabert, abriram a picada para chegar ao lugar de destino. Sinop foi fundada a 14 de setembro de 1974. O nome adotado foi o da sigla da firma: SINOP - Sociedade Imobiliária Noroeste do Paraná. O maior contingente de migrantes ocorreu em 1975.

Ênio Pipino enveredou para a produção de álcool, a partir da mandioca, importando técnica de uma Universidade da Suécia. Tornou-se uma novidade na América Latina. No entanto, a cultura da mandioca não rendeu o esperado devido à grande quantidade de água no solo arenoso e nivelado. Por isto a usina de álcool não prosperou.

O distrito de Sinop foi criado em 1976, e o município em 17 de dezembro de 1979, através da Lei Estadual nº 4,156.

O colonizador Ênio Pipino tinha por hábito dar nomes femininos às suas colonizações em Mato Grosso. A única exceção foi Sinop. No entanto, em Sinop, se não o fez no termo toponímico, Ênio Pipino homenageou as mulheres ao nominar os bairros rurais do município: Angélica, Eunice, Mônica e Lídia.

Turismo e cultura

Existem no múnicio algumas opções de lazer, como a praia do Cortado, no rio Teles Pires, e o Parque ecológico situado no Jardim das Primavera.

Sinop é uma cidade planejada, observando critérios urbanísticos modernos, com traçado regular e quadras interligadas por mais de 480 quilômetros de ruas e avenidas.

As áreas residenciais são limitadas por avenidas de até 50 metros de largura, com calçadas de até 7 metros. As ruas têm 20 metros de largura, com calçadas de 5 metros.

Existem praças, reservas naturais e áreas de lazer. As avenidas e ruas levam nomes de árvores e flores, como Acácias, Sibipirunas, Jequitibás, Tarumãs, Palmeiras, Orquídeas, Avencas, Azaléias, Lírios e Violetas.

Fonte: Wikipedia

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Epidemia de Varíola em Cuiabá, em 1867


Plena Guerra do Paraguai... Ninguém tinha coragem de expulsar os sanguinolentos paraguaios que haviam invadido e tomado Corumbá para aquele país.
Então Antônio Maria Coelho, arregimentou um "Batalhão de Civis Voluntários", montou uma esquadra e com bravura e valentia, foi lá e retomou Corumbá para o Brasil.
Recebido como herói, foi aclamado e sua esquadra recebida com honras e pompas, além do carinho e clamor da população cuiabana (brasileira), em pleno bairro do Porto em Cuiabá.
Todos queriam abraçar os heróis da retomada de Corumbá...
Um prato cheio para a disseminação de uma epidemia!

Doença da bexiga matou mais de 3 mil pessoas nos últimos 4 meses

Autoridades temem pelo aumento no número de mortes, em razão do fim dos estoques de soro imunológico

Album Graphico do Estado de Matto-Grosso
A Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá: estrutura não é suficiente para atender os novos casos da doença
RODRIGO VARGAS
Da Reportagem

Cuiabá, 01 de outubro de 1867 – Passam de três mil os mortos pela epidemia da bexiga em Cuiabá. Na última semana, as equipes do exército enterraram 263 novas vítimas no cemitério especial de Nossa Senhora do Carmo, na região do Porto. Os hospitais militar e dos indigentes, superlotados, necessitam urgentemente de voluntários para obter novos estoques do soro imunológico.

Dos indigentes aos mais abastados, a cidade toda conta seus mortos. Em algumas casas, onde a epidemia não poupou a ninguém, foi preciso arrombar portas para recolher as vítimas. Desde 8 de agosto, data da inauguração do cemitério, os encarregados de recolher, queimar e enterrar os corpos – soldados já imunizados e prisioneiros paraguaios – não tiveram sequer uma noite de folga.

O controle é precário e a doença já ultrapassa os limites da capital. Foram registrados casos nas localidades de Diamantino, Guia, Brotas, Rosário e Rio Abaixo. Em Serra Acima, conforme estimativa da paróquia local, 124 pessoas teriam morrido infectadas.

Já estão no fim os estoques de soro imunológico, importado do Rio de Janeiro e Buenos Aires. Uma alternativa seria reproduzi-lo diretamente na capital, mas, segundo os médicos do Hospital Militar, não há voluntários dispostos a receber a aplicação.

Para dificultar o trabalho dos médicos, começou a florescer a crença, entre setores da população, de que a Província estaria sofrendo um castigo divino, indiferente a qualquer profilaxia (ver matéria). A estes só resta o auxílio da igreja, que vem realizando sessões extras de preces e celebrações litúrgicas, na tentativa de acalmar o “anjo da morte”. A preocupação é maior em relação aos bairros do Mundéu e do Porto, onde a condição de vida dos moradores é ainda mais precária que no resto da cidade.

EPIDEMIA - Transmitida pelas vias respiratórias, a bexiga tem duas formas distintas. Na maioria dos casos, as mortes estão sendo causadas por sua variedade mais agressiva, a chamada confluente, que, por conta do aspecto das infecções cutâneas que provoca, é conhecida como “pele de lixa” - a outra forma, mais branda, é chamada benigna.

O primeiro infectado da capital foi o soldado do Batalhão de Voluntários, Antônio Félix, que, retornando da campanha militar que expulsou os paraguaios de Corumbá, inauguraria a contagem oficial das vítimas. Outras 71 viriam, exclusivamente entre os militares, até que morresse o primeiro civil, a 23 daquele mês.

No início de agosto, com o número de mortos chegando a duas centenas, a epidemia já se configurava. Em caráter emergencial, o presidente da Província, José Vieira Couto Magalhães, mandou erguer um hospital provisório nas proximidades do Acampamento Militar, destinado ao atendimento de pobres e indigentes. Também indicou a abertura do cemitério especial, na área conhecida como Cai-Cai, e o início das campanhas de prevenção ao contágio.

No mês passado a infestação parece ter atingido seu ponto mais crítico, tendo os enterros no Cai-Cai alcançado a razão de 50 por dia, com picos de até 100 entre os dias 5 e 6. Segundo acreditam as autoridades sanitárias, e a julgar pelas características da doença (não se contrai duas vezes), é provável que a epidemia continue fazendo vítimas, mas em ritmo reduzido a partir de meados de outubro. (RV)

Bexiga era o nome que se dava à varíola. Em Cuiabá, a epidemia só seria controlada a partir de dezembro de 1867. O número exato de mortos ainda hoje é uma incógnita, tendo sido utilizado nesta reportagem a estimativa referente à Freguesia da Sé, onde estava o maior contingente da população.

Fontes: Arquivo Público de Mato Grosso; Virgílio Corrêa Filho, “História de Mato Grosso”; Luíza Rios Ricci Volpato, “Cativos do Sertão”; Rubens de Mendonça, “História do Poder Legislativo em Mato Grosso”. E a professora Marlene Vilela, do Departamento de História da UFMT.

Fonte do Post:
Diário de Cuiabá Edição nº 9916 08/04/2001


MANOEL COVA

A varíola que assolou e dizimou quase totalidade da população de Cuiabá, após a guerra do Paraguai, provocou vários incidentes dramáticos, uns caricatos, outros, mesmo em meio ao terror e lendários e inverossímeis, por vezes, alguns deles.

Chá de erva-de-cão, feito de fezes de cachorro que, segundo acreditavam na época, era tiro-e-queda para curar bexiga, até varíola negra, já se tornara inócuo para debelar a peste.

Morria gente como farinha. E o cemitério do Cai-cai, onde enterravam os bexiguentos não chegava a comportar tantos cadáveres, nem era possível abrir covas suficientes, num só dia, para tantos mortos.

Resolveu-se, pois, incinerar aqueles, para os quais não houvesse jazigo suficiente.

Depois de empilhados, eram queimados pelos soldados do batalhão de artilharia, que, num trabalho de auxílio, varejavam as casas, à cata de defuntos ou moribundos.

Certa vez, um soldado encontrou, morre-não-morre, um doente e achou por bem levá-lo junto aos que já haviam expirado, para que aguardasse a própria incineração junto às pilhas de cadáveres. Tratava-se do português José Manuel, residente na rua 13 de junho, antigo bairro do Lavra-Pau. Era já o anoitecer, por isso os praça adiaram a cremação para o dia seguinte.

José Manuel, ao despertar horrorizado, em meio às carnes pútridas da peste, invocou o senhor dos Passos, prometendo erguer-lhe uma capela, se conseguisse reunir forças para atingir a sua casa. Aí chegando, deparou-lhe o vandalismo dos que saquearam e depredaram-lhe o modesto quarto. Mas, atirado a um canto, lá estava o seu colete velho, onde escondia todas as economias.

Cumpriu a promessa, mas coube-lhe o apelido de Manuel Cova.

Nota - Esta lenda, recriada por Firmo Rodrigues no seu livro " FIGURAS E COISAS DE MINHA TERRA" - foi divulgada em primeira mão por Joaquim Ferreira Moutinho, no seu Livro " PROVÍNCIA DE MATO GROSSO" em 1834.

Fonte: Yahoo Resportas


A imagem “http://www.aabbcuiaba.aabb.com.br/sms/files/5_2.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

A igreja Nosso Senhor dos Passos, a que se refere a história acima, situada na Rua Sete de Setembro no Centro Histórico de Cuiabá, foi restarurada, revitalizada e entregue à população cuiabana em 07 de fevereiro de 2006.
Assista ao clipping do Governo do Estado, incluindo depoimentos de ilustres cuiabanos sobre o que ela representa (foi o único registro que encontrei sobre a restauração da igreja histórica):


video

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

"Clássico dos Milhões" Centésima Edição (Mixto x Operário-VG): EU FUI!


Eu nunca havia ido ao Estádio Governador José Fragelli, o "Verdão" para assistir a um jogo de futebol. Só fui para eventos do tipo "Festival Internacional do Folclore" e coisas do gênero.
Pois então, nada melhor que o centésimo "Clássico dos Milhões" para esta estréia. E foi assim...
Na companhia do meu cunhado, operariano, estive mesmo de camisa do Grêmio, na torcida do Operário, nas gerais do Verdão.
Gente bacana. Torcedores empolgados. Personalidades importantes da sociedade matogrossense. Ex-atletas dos tempos de ouro do nosso futebol. Todos num mesmo clima de festa e de solidariedade ao clube, acolhiam com gentileza os recém-chegados como eu.
Até o Nasser, um dos mitos operarianos, eu conheci nessa tarde de domingo de dez de fevereiro.
Confesso que a simpatia dos torcedores operarianos me cativaram e acabei de fazer a minha escolha por um clube local, coisa que eu não tinha desde 1983 quando aqui cheguei.
Claro, continuo Gremista até na Lua, mas agora o Operário tem a minha simpatia, até porque, moro em Várzea Grande já há alguns anos.


OPERÁRIO FUTEBOL CLUBE LTDA
Fundação: 01/05/2002
Várzea Grande – MT
Cep: 78110-310
www.operariofutebolclube.com.br
Campo de Jogo: Estádio Gov. José Fragelli "Verdão"
Cores: branco, vermelho e verde.


MIXTO ESPORTE CLUBE
Fundação: 20/05/1934
Cuiabá – MT
Cep: 78000-000
www.mixtoec.com.br
Campo de Jogo: Estádio Dutrinha
Cores: preto e branco.




Clássico dos Milhões não teve vencedor e o Chicote mantém o Tabu de 23 meses sem perder do Mixto.

10/02/2008


Mixto 1 x 1 Operário

Com um publico sensacional o clássico dos Milhões trouxe de volta a alegria ao povo Cuiabano. Houve inclusive tumulto nas bilheterias do estádio coisa que não ocorria há muito tempo, bom sinal. Como ninguém vai falar, falamos-nos, vários fatores contribuíram para isso um deles foi o envolvimento da imprensa e a organização da federação e das equipes. Apesar de que houve chiadeira da torcida por dois motivos uma ela tem razão outra não.

Queria ônibus a 1 real o prefeito Wilson Santo presente no clássico informou que a tarifa social é para os feriados e não aos domingos, mas pode estudar futuramente para os clássicos. Quanto a outra reclamação é que foi alegado na portaria que a entrada para estudante já tinha acabado, a lei manda no mínimo 20% da carga dos ingressos colocados a venda.

O jogo

O jogo começou bastante equilibrado em seu inicio, a torcida vibrava até em cobrança de laterais, mas o Operário foi se soltando e passou ser melhor em campo, passando a comandar as ações, mas como em clássico acontecesse de tudo, foi o Mixto que teve o melhor momento. Numa jogada na área o zagueiro Mauricio Canhão do Chicote perdeu o tempo da bola e tocou nela com a mão e o árbitro Mauricio Aparecido Siqueira, marcou pênalti. Na cobrança o goleiro Hernandes defendeu, levando a torcida operariana ao delírio.

Mas o Mixto não desanimou por ter perdido o pênalti e foi pra cima para tentar superar. Mesmo se poder contar com Dinei porque a documentação não ficou pronta o time tinha em Carlinhos Bala e Carlos Alberto sua grande esperança. Aos 42 minutos o gol aconteceu numa jogada sensacional envolvendo Carlos Alerto, Fernando e por ultimo Carlinhos Bala que recebeu um toque de calcanhar de Carlos Alberto deu apenas um tapinha e saiu para o abraço. Explosão geral da torcida alvinegra. Em seguida o Mixto teve tudo para aumentar a bola foi no travessão e Hernandes salvou na seqüência mostrando que o tricolor sentiu o gol.

No segundo tempo o Operário fez uma alteração e voltou decidido a mudar a história do jogo. Gilmarzinho tirou Junior Paraíba e colocou Jedson Barão. Em linda jogada de Renan aos 20 minutos ele ia fazendo um “alto” gol, mas o goleiro Douglas do Mixto fez defesa sensacional, evitando o empate. Mas não demorou muito aos 25 minutos o técnico Gilmarzinho resolveu o problema tirou Igor cansado e botou o atacante Marquinhos filho do técnico Marcos Birigui, minutos depois Renan faz boa jogada e manda bola na área lá estava Marquinhos para empatar o jogo. Já o técnico Arildo não deu a mesma sorte, minutos antes quando ainda ganhava o jogo tinha tirado o atacante Carlos Alberto para colocar o marcador Marcio, tomou o gol e ficou sem poder de fogo.

Ficha Técnica

Mixto - Douglas; Ezequiel, Evandro, Dentinho e Lucas; Bogé, Diego Nunes, Jean e Fernando; Carlinhos Bala e Carlos Alberto (Marcio). Técnico - Arildo Berdum.

Operário - Hernandes; Babalú, Odair Junior, Tiago Lugano, Mauricio Canhão e Fabiano; Dudu, Renan e Joel (Danilo); Jr. Paraíba (Jedson) e Igor (Marquinhos Birigui). Técnico - Gilmar Ferreira.

Arbitragem - Mauricio Aparecido Siqueira.

Renda e Público - não fornecidos

Fonte: http://www.futebolmatogrossense.com.br/


Estádio Governador José Fragelli, o "Verdão", que se candidata à sede da Copa 2014:


História

Iniciado em 1973, e com capacidade prevista para 50 mil pessoas e projeto arquitetônico de Silvano Wendel, o Verdão foi motivo de duras críticas à administração de Fragelli. Orçado em Cr$ 1.200.000,00, moeda da época, a obra que foi iniciada no Governo José Fragelli, seria finalmente concluída em 1976, já na administração José Garcia Neto.

No dia 12 de março de 1975, a equipe do Fluminense e a Seleção de Cuiabá se enfrentaram na partida que comemorava a conclusão parcial das obras, quando na oportunidade a equipe de Cuiabá entrou para a história balançando pela primeira vez as redes do “Verdão”. No ano seguinte, 8 de abril, o estádio era finamente concluído com a presença do Flamengo e um quadrangular entre os clubes da capital, Mixto, Operário e Dom Bosco, assistido por mais de 44 mil torcedores.

Copa de 2014

O estádio representa Cuiabá para ser candidata a ser sub-sede da Copa de 2014 no Brasil.

Fonte: Wikipedia


Localização desta coordenada no Mundo


Título:
Estádio Gov. José Fragelli - O Verdão

Descrição: Estádio Governador José Fragelli, também conhecido como Estádio Verdão. Localizado à Av. Agrícola Paes de Barros, no bairro com o mesmo nome, Verdão. Um belo ponto turístico de Cuiabá.

Coordenadas: -15.603020, -56.120849 (Latitude, Longitude)

Cidade: Cuiabá

Estado: Mato Grosso

País: Brasil

Fonte: PontosBR

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Caminhando em Mato Grosso


Em 2008 o projeto Caminhadas na Natureza será realizado em 22 municípios mato-grossenses

Elaine Perassoli
Da Redação

Este ano o projeto Caminhadas na Natureza será realizado em 22 municípios mato-grossenses e o primeiro evento acontece no próximo dia 30 de março, em Rondonópolis, a 200 quilômetros de Cuiabá. Entre 2007 e 2008 houve um aumento de 180% no número de municípios inscritos no Caminhadas da Natureza. No ano passado apenas oito promoveram o evento. Este projeto acontece em 21 países e representa pelo menos 5.500 associações, o que equivale a pelo menos 15 milhões de caminhantes.

Mato Grosso, em função dos três biomas e do forte apelo ao ecoturismo tem condições de atrair uma boa fatia deste mercado. É importante destacar que todos podem participar destas caminhadas que não são competitivas, mas sim contemplativas. Jovens, adultos, pessoas na melhor idade, adolescentes e até mesmo deficientes podem participar e fazer seu próprio tempo. As trilhas tem em média 10 quilômetros e os grupos se formam e caminham de acordo com a resistência e disposição de cada um.

No ano passado, o primeiro evento aconteceu no Coxipó do Ouro, em abril, para comemorar o aniversário de Cuiabá. Pelo menos 800 pessoas participaram da caminhada. "Mato Grosso é especial porque dá a oportunidade ao caminhante de ter contato direto com a natureza", declarou Virgílio Ribeiro de 85 anos que veio de São Paulo especialmente para participar da primeira Caminhada da Natureza de Mato Grosso. "Além disso, é uma oportunidade que temos de conhecer melhor o nosso Estado e termos um programa diferente", acrescenta Maria Aparecida Medeiros.

Os municípios de Alta Floresta, Nobres, Chapada dos Guimarães, Poconé, Santo Antônio do Leverger, e Barra do Garças também foram beneficiados em 2007. Em Algumas regiões o evento foi realizado duas vezes em datas e circuitos diferentes. O objetivo é divulgar os produtos turísticos do Estado e atrair turistas do mundo inteiro.

Este ano, os caminhantes de Mato Grosso terão a oportunidade de conhecer novas regiões dentro do Estado como Vila Bela da Santíssima Trindade, que foi a primeira capital de Mato Grosso e cada morador sempre tem um bom "causo" ou história para contar. Essa é também a terra dos botos cor-de-rosa, de ruínas no centro da cidade e de muito chorado e outras danças típicas. É onde pelo menos 80% da população são negros.

Já no Nortão, os novos municípios que se integraram ao projeto são Sinop, a 481 quilômetros da capital, Guarantã do Norte, a 633 e Lucas do Rio Verde, a 285 quilômetros de Cuiabá. A produção agrícola será uma das principais atrações deste circuito. No entanto, há também a floresta e os rios de águas cristalinas e muitos piscosos. A abundância de espécies de peixes chama a atenção.

Já em Reserva do Cabaçal, localizada a 350 quilômetros de Cuiabá, o roteiro das águas deve ser a principal atração do Caminhadas da Natureza. Ao todo são 10 municípios envolvidos e, além das cachoeiras e rios piscosos, há aqueles que desenvolvem outros tipos de atividades como, por exemplo o turismo rural, de negócios e religioso. Em Reserva do Cabaçal, além das 18 cachoeiras e três rios de águas cristalinas, a mistura dos biomas Cerrado, Pantanal e Floresta Amazônica também atrai os visitantes.

O Caminhadas da Natureza é uma iniciativa do Instituto Regional de Cooperação e Desenvolvimento (Ircod), da Alsácia na França, e da Federação Internacional de Esportes Populares (IVV) e, tem ainda como interlocutor nacional a associação Anda Brasil, no Rio de Janeiro pela primeira vez.

Calendário 2008



Rondonópolis 30/03

Cuiabá 08/04

Cáceres 13/04

Pontes e Lacerda 20/04

Rio Branco 27/04

Alta Floresta 04/05

Chapada dos Guimarães 18/05

Poconé 25/05

Guarantã do Norte 01/06

Santo Antônio do Leverger 08/06

Nobres 15/06

Reserva do Cabaçal 22/06

Dom Aquino 29/06

Campo Verde 06/07

Jaciara 13/07

Vila Bela da Santíssima Trindade 20/07

Lucas do Rio Verde 27/07

Sinop 24/08

Diamantino 14/09

Barra do Garças 07/10

Nobres 14/10

Alto Araguaia 26/10

Fonte: Gazeta Digital

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Morre o autor do Discoporto (Aeroporto para Discos Voadores)


Morre Varjão, autor do projeto do Discoporto



Valdon Varjão ocupou vários cargos eletivos

Morre, aos 84 anos, em Cuiabá, de falência múltiplas dos órgãos, o ex-deputado federal, ex-senador e ex-prefeito por dois mandatos de Barra do Garças, Valdon Varjão, maior político da velha guarda da região do Araguaia. Ele estava na UTI do Hospital Santa Rosa há cerca de 15 dias. Faleceu neste domingo, às 12h.

O corpo será levado para Barra do Garças. A família não sabe ainda onde será velado. Varjão deixa órfãos a esposa Maria Rosa Varjão e quatro filhos: José de Arimatéia, Maria Honorária, Malba Tânia e Joemar Nicodemos Varjão.

Valdon Varjão ganhou projeção nacional com seu projeto que resultou na construção em Barra do Garças do primeiro Discoporto do Brasil, ou seja, um local exclusivo para a aterrissagem de discos voadores. O Discoporto (Ovniporto) está localizado nas proximidades da região do Serra do Roncador, lugar que se tornou um dos principais pontos de atividade do turismo ufológico no país. Por causa desse projeto muitos chegaram a classificá-lo de louco e lunático. Varjão participou até do Programa do Jô, da Rede Globo, motivado pelo Discoporto.

(Romilson Dourado e Ronaldo Couto)

Carnaval em Barra homenageia Varjão

Por coincidência, os enfeites de Carnaval em Barra do Garças representam uma homenagem ao seu filho ilustre Valdon Varjão, que faleceu neste domingo, em Cuiabá. A prefeitura decorou as principais ruas e avenidas com imagens de disco voador, em alusão ao discoporto, projeto idealizado por Varjão. Batizou o carnaval deste ano de Galáxias, uma iniciativa do prefeito Zózimo Chaparral, que foi vereador junto com Varjão.

Ex-prefeito 2 vezes lançou 28 livros

Valdon Varjão escreveu 28 obras, várias delas retratando a história de Barra do Garças e do Vale do Araguaia. Foi prefeito de Barra do Garças por duas vezes (59/63 e 73/77), vereador, deputado estadual, senador e membro da Academia Mato-Grossense de Letras. Chegou ao Congresso Nacional como primeiro senador negro da República e foi autor do projeto proibindo a venda de órgãos humanos no Brasil.

Varjão participou do Programa do Jô

Em 1986, Valdon Varjão encerrava a sua carreira polítca na condição de vereador por Barra do Garças. No mesmo ano ele apresentou o projeto criando o discoporto - espécie de aeroporto para aterrisar discos voadores. A idéia considerada visionária por ele acabou lhe rendendo uma participação no Programa do Jô, do humorista Jô Soares, e uma estrutura de um disco voador no alto da Serra Azul, de Barra do Garças.

Ex-prefeito mantinha valioso acervo

Valdon Varjão possui o maior acervo de fotos, livros e objetos históricos de Barra do Garças. Entre as relíquias do município, guardava consigo um osso supostamente de dinossauro e pedaço de pedra que supõe-se que seja de um meteorito. As histórias de Varjão fizeram dele um amigo dos irmãos Villasboas com participação em documentários que são apresentados na TV Cultura. Valdon Varjão pertencia a outros dois líderes políticos da velha guarda de Barra do Garças: Ladislau Cristino Cortes e Wilmar Peres de Farias.

Prefeito Chaparral decreta luto oficial

O prefeito de Barra do Garças, Zózimo Chaparral (PC do B), acaba de decretar luto oficial de três dias. Por uma decisão da família, o carnaval de rua que acontece na porta da casa de Valdon Varjão vai continuar.

Não foi morte dolorosa, diz uma das filhas

"Ele relutou muito. Morreu tranquilo. Não foi uma morte dolorosa", conforta-se Maria Honorária, uma das quatro filhas de Valdon Varjão, em contato por telefone com o RDNews, enquanto, ainda no Hospital Santa Rosa, cuidava dos preparativos para o transporte do corpo do pai para Barra do Garças. Para Maria, o ex-prefeito Varjão "foi o maior herói da família". Afirma que ele mostrou muita persistência e vontade de viver por mais tempo. "Infelizmente, chegou no limite. Não suportou mais", diz, ao explicar que Varjão teve falência dos órgãos, após complicações por causa de pneumonia, paralisação dos rins e perda dos movimentos do corpo. "Agora, Barra do Garças, em ritmo de Carnaval e em homenagem a ele (Varjão) vai recebê-lo, em festa".

Fonte: RDNews

Valdon Varjão morre aos 84 anos


Texto de Ronaldo Couto e Marcos Dantas

LEIA POEMA DE AIRTON REIS

(03.02.08) BARRA DO GARÇAS - Há vários meses internado, Valdon Varjão faleceu nesta tarde (13h00) no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá/MT. Varjão é natural de Cariús-CE e chegou ao Vale do Araguaia ainda bem jovem. Foi garimpeiro, comerciante, agropecuarista, tabelião, contador, contista, escritor, jornalista, fundador e membro do Instituto Historio e Geográfico de Mato Grosso, publicando os livros: Como e Por que Trabalham os Pedreiros Livres(Obra Maçônica), Barra do Garças no Passado(Histórica), Avante! Filhos da Viúva(Obra Maçônica), Negro Sim, Escravo Não(Separata de Discurso), A Integração Racial(Conferência), Filinto Muller, Um líder(Separata de Discurso), Seca do Nordeste(Separata de Discurso) e Janela do Tempo(Histórico).

Membro-fundador da Academia de Letras e Cultura do Centro Oeste, Valdon Varjão sempre se preocupou em arquivar os fatos registrados na história de Barra do Garças e região, sendo referência como o maior arquivista de recortes de jornais, revistas e também fotografias e imagens antigas da região. Valdon foi eleito prefeito de Barra do Garças por duas vezes(1959 a 1963 / 1973 a l977), vereador, deputado estadual, senador (biônico) da República; sendo o primeiro negro no senado brasileiro, se destacando pelo projeto de sua autoria proibindo a venda de órgãos humanos no Brasil. Em 2000, Valdon Varjão tentou se reeleger vereador mas perdeu a eleição. Na condição de vereador de Barra do Garças, apresentou o projeto criando o “Discoporto(uma espécie de aeroporto para aterrissar discos voadores)”. A idéia considerada visionária por ele, acabou lhe rendendo uma participação no programa de Jô Soares (Globo).

Na época, sua condição privilegiada o aproximou dos irmãos sertanistas Villas Boas com os quais teve a oportunidade de participar de documentários exibidos pela TV Cultura. O prefeito de Barra do Garças, Zózimo Chaparral, decretou luto oficial de três dias, e por decisão da família, o carnaval de rua que ocorre na porta da casa de Valdon Varjão que também gostava da folia de momo. O tema do carnaval este ano é “O Carnaval das Galáxias”, decorado pelo artista plástico Genito Santos que homenageia Valdon Varjão. O corpo de Varjão será velado amanhã (04) no auditório da Prefeitura de Barra do Garças.

Viagem Sideral

por Airton Reis
04.02.08


“Carnaval das Galáxias” no Leste de Mato Grosso. Barra do Garças em despedida ao som da bateria em percussão. Valdon Varjão na galeria dos ilustres consagrados pelo voto popular de eleição em eleição. Valdon Varjão representante de um povo irmanado no alvorecer da democracia.

Valdon Varjão no refrão: “Negro sim, escravo não”! Valdon Varjão no parlamento e no executivo municipal. Valdon Varjão no Congresso Nacional. Valdon Varjão no portal das letras mato-grossenses além de uma academia. Valdon Varjão patrono da cidadania estelar. Valdon Varjão nas páginas do Livro da Vida prefaciado pelo verbo representar. Valdon Varjão na fraternidade universal conjugada em todos os tempos. Valdon Varjão na força da palavra de um sertanista. Valdon Varjão na morada eterna reservada a um político humanista. Valdon Varjão em samba enredo sideral. Valdon Varjão em acolhida fraternal. Valdon Varjão em chegada iluminada pelos astros de um mesmo firmamento. Valdon Varjão nas referências de um legislador. Valdon Varjão na viagem com escala na Casa do Pai e Criador.

Valdon Varjão em separatas que marcaram época pela “Integração Racial”. Valdon Varjão na “Janela do Tempo” da humanidade irmanada em constelação universal. Valdon Varjão no refrão da Bandeira em Pavilhão Nacional iluminado. Valdon Varjão em verso poetizado pela rima livre. Valdon Varjão em história sem capítulo final. Valdon Varjão na Primavera de um jardim sideral. Valdon Varjão em pegadas trilhadas em direção ao social. Valdon Varjão no vértice do tempo das mãos dadas. Valdo Varjão no horizonte das palavras publicadas.

Vai Valdon Varjão, vai! Encontre a Luz do Arquiteto do Universo brilhante em outras dimensões. Encante outras platéias com as suas convicções. Diga sim ao povo brasileiro esquecido em conquistas e em constantes privações. Anuncie a liberdade tantas vezes calada antes e depois de uma senzala colonial. Brilhe na magnitude de uma estrela doravante dourada, colossal. Adentre o portal dos mansos e dos pacíficos em alvorada celestial.

Comungue o pão da vida em aurora divinal. Esteja sempre conosco em verso e poesia. Seja para nós brasileiros o ícone consagrado pela autêntica democracia. Exerça a cidadania sem fronteira e sem olhos fechados diante da desigualdade seja ela qual for. Aviste a Luz do Bom Pastor. Seja símbolo de um tempo assinalado pela boa vontade. Esteja na memória desta Capital e daquelas cidades que você viu nascer, crescer e integrar ao lábaro estrelado que nos faz sociedade num mesmo Estado Federado. Vai Valdon Varjão, vai! Mato Grosso se despede em samba enredo iluminado pela fênix de um Brasão institucional. Adentre o portal dos irmanados em filiação universal. Pouse com suas asas prateadas na pátria espiritual. Barra do Garças lhe concede o título imortal de um cidadão em viagem sideral.

Airton Reis é poeta em Cuiabá-MT. E-mail: airtonreisjr@gmail.com

Fonte:
Jornal Local On Line (www.jlocal.com.br)


Mato Grosso, Barra do Garças - Município situado a 500 km de Cuiabá, à beira da Serra Azul e da Serra do Roncador.

Mato Grosso, 04/02/2008 - Valdon Varjão, 84 anos, morreu no domingo, às 14h, no Hospital Rosa, em Cuiabá, de falência múltipla dos órgãos.

Mato Grosso, 04/02/2008 - Ele foi o autor de lei para a criação do Discoporto em Barra do Garças (MT).

Mato Grosso, 04/02/2008 - Relatos ufológicos e místicos inspiraram, há 12 anos, o ex-vereador a criar a Lei Municipal nº 1.840 sancionada pelo ex-prefeito, Vilmar Peres de Faria, em 1995.

Mato Grosso, 04/02/2008 - Pelo projeto, cinco hectares seriam destinados à construção de uma pista de pouso de Objetos Voadores Não-Identificados (Ovnis), o Discoporto, no Parque Estadual da Serra Azul, próximo à Serra do Roncador.




Brasília, quarta-feira, 02 de outubro de 2002

natureza mística
Direto de outro planeta

A mística Barra do Garças está preparada para receber a visita de extraterrestres, inclusive com projeto aprovado pela Câmara de Vereadores para a construção de um discoporto

Fotos: Nehil Hamilton
A nave feita de chapas de aço coloridas chama a atenção dos visitantes que se divertem tirando fotos. No lugar será construído o primeiro discoporto do Brasil


Valdon é o contador de causos de Barra do Garças

Vida dentro e fora do planeta Terra. Em Barra do Garças, até índio já teve contato com seres extraterrestres. Poucos são aqueles moradores que não têm uma boa história para contar sobre luzes que brilham e se movimentam em meio a escuridão dos céus do Mato Grosso. Relatos como o da geógrafa Takako Kondo contribuem para reforçar a fama esotérica da cidade. Foi com os olhos puxados de descendente japonesa que a paulista de 64 anos viu pela primeira vez um ‘‘objeto voador não identificado’’, há cinco anos. ‘‘Estava na tribo Xavante quando três luzes muito fortes apareceram no céu. Pensei que elas fossem eclodir, mas quando chegaram perto uma da outra, a luz desapareceu’’, relembra Takako.

A crença de que viu um disco voador está na certeza da existência de outros povos fora da Terra. ‘‘É muita pretensão acreditarmos que somos os únicos. Tem gente que vê e não acredita, eu sim’’, garante a geógrafa. E essa não foi a última vez que os extraterrestres apareceram para a mística. Takako também descreve uma nave prateada, cheia de janelas e em movimento horizontal — ‘‘igual a dos filmes’’ — que teria aparecido entre as nuvens durante uma viagem de avião de São Paulo para Uberlândia.

Apesar da certeza de alguns, nenhum sinal de presença desconhecida foi detectado pelos radares atentos do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfico Aéreo (Cindacta), da Aeronáutica, responsável pelo controle aéreo da região.

Fato ou imaginação, com ou sem o aval da tecnologia, os moradores de Barra do Garças estão prontos para receber visita tão ilustre. Com um currículo invejável de político que já ocupou cargo de deputado estadual, federal, senador e a cadeira de prefeito de Barra por três vezes, o cearense Valdon Varjão mora na região há 65 anos e não há um cidadão que desconheça esse contador de causos bem-humorado. Personalidade assim, cheia de graça. Ninguém melhor que ele para propor a criação de um discoporto, ou trocando em miúdos, um aeroporto para a discos voadores.

‘‘Eu queria colocar Barra do Garças na mídia, pois aqui não tinha exploração turística nem divulgação. Como sempre teve um misticismo muito forte, aproveitei a idéia’’, garante Valdon que acredita em ETs, embora ‘‘não espere conhecê-los um dia’’. Em 1995, o discoporto saiu do papel e foi aprovado pela Câmara de Vereadores, agora falta construir.

O local escolhido para recepcionar nosso vizinho foi o alto do Parque Estadual da Serra Azul, a 4km da cidade. Nada de sobrenatural no descampado de terra vermelha que justificasse a escolha do local do projeto. ‘‘Ali era o lugar mais fácil para a futura construção’’, explica o historiador.

Se extraterrestres realmente rondam o Mato Grosso, eles preferiram ficar pelos céus. Nenhum até hoje se arriscou a pousar no lugar reservado para a construção da parafernália que fará as vezes do único discoporto do Brasil. Enquanto o maquinário não chega — se é que um dia ele virá — uma nave feita com chapas de aço coloridas é diversão para a crianças, que podem entrar dentro da geringonça e levar uma foto para casa.

Quem já não é mais criança e não pode entrar na nave de mentirinha, pelo menos tem a possibilidade de levar uma lembrança do painel de placa galvanizada em forma de extraterrestres. É só colocar a cabeça no buraco do painel para se sentir um verdadeiro ET, esverdeado e com grandes olhos vermelhos. (F.D.)



Trouxe o post completo lá no meu outro blog By Osc@r Luiz.