Deixe um recado pra mim...

Encontre o que procura...

Google
Mostrando postagens com marcador Natureza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Natureza. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Vote no Pantanal para ser uma das novas Sete Maravilhas da Natureza!

Para votar clique na imagem

A Campanha


Fundação New7Wonders (www.new7wonders.com) e a Campanha N7W

A campanha para escolher as Novas Sete Maravilhas da Natureza é um concurso, baseado em votos pela internet, promovido pela Fundação New7Wonders. Esta Fundação foi criada na Suíça em 2001, pelo autor e aventureiro Bernard Weber, para contribuir para a proteção dos Patrimônios da Humanidade (monumentos construídos pelo homem e patrimônios da natureza).

Qualificação para a Campanha N7W

Os candidatos ao título de Maravilha da Natureza podem ser nomeados e submetidos à campanha “New7Wonders of Nature” até 31 de dezembro de 2008.
Podem participar da campanha sítios ou monumentos naturais que não foram criados ou significativamente alterados pelo homem para razões estéticas, nas seguintes categorias: sítios naturais, monumentos naturais e paisagens.
O Pantanal – Parque Nacional do Pantanal foi naturalmente nomeado para a campanha (world map) entre outros mais de 200 sítios naturais e agora se encontra submetido à votação para poder ficar entre os 77 escolhidos e passar para a segunda fase. A votação sobre os nomeados (Voting for nominees) continuará até 7 de julho de 2009, quando especialistas da organização do concurso (New7Wonders of Nature Panel of Experts), sob a liderança do Prof. Frederico Mayor, Diretor-Geral da UNESCO, revisará os 77 nomeados e escolherá os 21 finalistas, a serem anunciados em 21 de julho de 2009. Os 21 finalistas serão então submetidos novamente ao voto popular.


Um Pouco do Pantanal

O Pantanal é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta e está localizado no centro da América do Sul, na bacia hidrográfica do Alto Paraguai. Sua área é de 138.183 km², com 65% de seu território no estado de Mato Grosso do Sul e 35% no Mato Grosso. A região é uma planície pluvial influenciada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, onde se desenvolve uma fauna e flora de rara beleza e abundância, influenciada por quatro grandes biomas: Amazônia, Cerrado, Chaco e Mata Atlântica.

O rio Paraguai e seus afluentes percorrem o Pantanal, formando extensas áreas inundadas que servem de abrigo para muitos peixes, como o pintado, o dourado, o pacu, e também para outros animais, como os jacarés, as capivaras e ariranhas, entre outras espécies. Muitos animais ameaçados de extinção em outras partes do Brasil ainda possuem populações vigorosas na região pantaneira, como o cervo-do-pantanal, a capivara, o tuiuiú e o jacaré.

Devido a baixa declividade desta planície no sentido norte-sul e leste-oeste, a água que cai nas cabeceiras do rio Paraguai, chega a gastar quatro meses ou mais para atravessar todo o Pantanal. Os ecossistemas são caracterizados por cerrados e cerradões sem alagamento periódico, campos inundáveis e ambientes aquáticos, como lagoas de água doce ou salobra, rios, vazantes e corixos.

O clima é quente e úmido, no verão, e frio e seco, no inverno. A maior parte dos solos do Pantanal são arenosos e suportam pastagens nativas utilizadas pelos herbívoros nativos e pelo gado bovino, introduzido pelos colonizadores da região.

Preocupada com a conservação do Pantanal a Embrapa instalou, em 1975, em Corumbá, uma unidade de pesquisa para a região, com o objetivo de adaptar, desenvolver e transferir tecnologias para o uso sustentado dos seus recursos naturais. As pesquisas se iniciaram com a pecuária bovina, principal atividade econômica e, hoje, além da pecuária, abrange as mais diversas áreas, como recursos vegetais, pesqueiros, faunísticos e hídricos, climatologia, solos, avaliação dos impactos causados pelas atividades humanas e sócio-economia.

A Planície do Pantanal possui aproximadamente 230 mil km², medida estimada pelos estudiosos que explicam que dificilmente pode ser estabelecido um cálculo exato de suas dimensões, por em vários pontos ser muito difícil estabelecer onde começa e onde termina o Pantanal e as regiões que o circundam, além de a cada fechamento de ciclo de estações de seca e de águas o Pantanal se modifica.

Sua área é de 138.183 km² (64,64% em Mato Grosso do Sul e 35,36% em Mato Grosso (J. S. V. SILVA et al, 1998)). Considerada uma das maiores planícies de sedimentação do planeta, o Pantanal estende-se pela Bolívia e Paraguai, países em que recebe outras denominações, sendo Chaco a mais conhecida.

Sua constituição, única no planeta, é resultado da separação do oceano há milhões de anos, formando o que se pode chamar de mar interior. A planície é levemente ondulada, pontilhada por raras elevações isoladas, geralmente chamadas de serras e morros, e rica em depressões rasas. Seus limites são marcados por variados sistemas de elevações como chapadas, serras e maciços, e é cortada por grande quantidade de rios dos mais variados portes, todos pertencentes à Bacia do Rio Paraguai — os principais são os rios Cuiabá, Piquiri, São Lourenço, Taquari, Aquidauana, Miranda e Apa. O Pantanal é circundado, do lado brasileiro (norte, leste e sudeste) por terrenos de altitude entre 600 e 700 metros; estende-se a oeste até os contrafortes da cordilheira dos Andes e se prolonga ao sul pelas planícies pampeanas centrais.

O Pantanal vive sob o desígnio das águas: ali, a chuva divide a vida em dois períodos bem distintos. Durante os meses da seca — de maio a outubro, aproximadamente — , a paisagem sofre mudanças radicais: no baixar das águas, são descoberto campos, bancos de areia, ilhas e os rios retomam seus leitos naturais, mas nem sempre seguindo o curso do período anterior. As águas escorrem pelas depressões do terreno, formando os corixos (canais que ligam as águas de baías, lagoas, alagados etc. com os rios próximos).

Nos campos extensos cobertos predominantemente por gramíneas e vegetação de cerrado, a água de superfície chega a escassear, restringindo-se aos rios perenes, com leito definido, a grandes lagoas próximas a esses rios, chamadas de baías, e a algumas lagoas menores e banhados em áreas mais baixas da planície. Em muitos locais, torna-se necessário recorrer a águas subterrâneas, do lençol freático ou aqüíferos, utilizando se bombas manuais e ou tocadas por moinhos de vento para garantir o fornecimento às moradias e bebedouros de animais domésticos.

As primeiras chuvas da estação caem sobre um solo seco e poroso e são facilmente absorvidas. De novembro a abril as chuvas caem torrenciais nas cabeceiras dos rios da Bacia do Paraguai, ao norte. Com o constante umedecimento da terra, a planície rapidamente se torna verde devido à rebrotação de inúmeras espécies resistentes à falta d'água dos meses precedentes. Esse grande aumento periódico da rede hídrica no Pantanal, a baixa declividade da planície e a dificuldade de escoamento das águas pelo alagamento do solo, são responsáveis por inundações nas áreas mais baixas, formando baías de centenas de quilômetros quadrados, o que confere à região um aspecto de imenso mar interior.

O aguaceiro eleva o nível das baías permanentes, cria outras, transborda os rios e alaga os campos no entorno, e morros isolados sobressaem como verdadeiras ilhas cobertas de vegetação — agrupamentos dessas ilhas são chamados de cordilheiras pelos pantaneiros — nas ilhas e cordilheiras os animais se refugiam à procura de abrigo contra a subida das águas.

Nessa época torna-se difícil viajar pelo Pantanal pois muitas estradas ficam alagadas e intransitáveis. O transporte de gente, animais e de mercadorias só pode ser feito no lombo de animais de carga e embarcações — muitas propriedades rurais e povoações (também conhecidas como corrutelas) localizadas em áreas baixas ficam isoladas dos centros de abastecimento e o acesso a elas, muitas vezes, só pode ser feito por barco ou avião.

Com a subida das águas, grande quantidade de matéria orgânica é carregada pela correnteza e transportada a distâncias consideráveis. Representados, principalmente, por massas de vegetação flutuante e marginal e por animais mortos na enchente, esses restos, durante a vazante, são depositados nas margens e praias dos rios, lagoas e banhados e, após rápida decomposição, passam a constituir o elemento fertilizador do solo, capaz de garantir a enorme diversidade de tipos vegetais lá existente.

Por entre a vegetação variada encontram-se inúmeras espécies de animais, adaptados a essa região de aspectos tão contraditórios. Essa imensa variedade de vida, traduzida em constante movimento de formas, cores e sons é um dos mais belos espetáculos da Terra. Por causa dessa alternância entre períodos secos e úmidos, a paisagem pantaneira nunca é a mesma, mudando todos os anos: leitos dos rios mudam seus traçados; as grandes baías alteram seus desenhos.


DIVERSIDADE

Flora
A vegetação pantaneira é um mosaico de três regiões distintas: amazônica, cerrado e chaco (paraguaio e boliviano). Durante a seca, os campos se tornam amarelados e não sendo raro a temperatura descer a níveis abaixo de 0 °C, e registrar geadas, influenciada pelos ventos que chegam do sul do continente.

A vegetação do Pantanal não é homogênea e há um padrão diferente de flora de acordo com o solo e a altitude. Nas partes mais baixas, predominam as gramíneas, que são áreas de pastagens naturais para o gado — a pecuária é a principal atividade econômica do Pantanal. A vegetação de cerrado, com árvores de porte médio entremeadas de arbustos e plantas rasteiras, aparece nas alturas médias. A poucos metros acima das áreas inundáveis, ficam os capões de mato, com árvores maiores como angico, ipê e aroeira.

Em altitudes maiores, o clima árido e seco torna a paisagem parecida com a da caatinga, apresentando espécies típicas como o mandacaru, plantas aquáticas, piúvas (da família dos ipês com flores róseas e amarelas), palmeiras, orquídeas, figueiras e aroeiras.O pantanal possui uma vegetação rica e variada, que inclui a fauna típica de outros biomas brasileiros, como o cerrado, a caatinga e a região amazônica. A camada de lodo nutritivo que fica no solo após as inundações permite o desenvolvimento de uma rica flora. Em áreas em que as inundações dominam, mas que ficam secas durante o inverno, ocorrem vegetações como a palmeira carandá e o paratudal.

Durante a seca, os campos são cobertos predominantemente por gramíneas e vegetação de cerrado. Essa vegetação também está presente nos pontos mais elevados, onde não ocorre inundação. Nos pontos ainda mais altos, como os picos dos morros, há vegetação semelhante à da caatinga, com barrigudas, gravatás e mandacarus. Ainda há a ocorrência de vitória-régia, planta típica da Amazônia. Entre as poucas espécies endêmicas está o carandá, semelhante à carnaúba.

A vegetação aquática é fundamental para a vida pantaneira: imensas áreas são cobertas por batume, plantas flutuantes como o aguapé e a salvinia. Essas plantas são carregadas pelas águas dos rios e juntas formam verdadeiras ilhas verdes, que na região recebem o nome de camalotes. Há ainda no Pantanal áreas com mata densa e sombria. Em torno das margens mais elevadas dos rios ocorre a palmeira acuri, que forma uma floresta de galerias com outras árvores, como o pau-de-novato, a embaúba, o genipapo e as figueiras.

Animais A região pantaneira possui uma das biodiversidades mais ricas do planeta, como mais de duas mil espécies de aves, peixes, mamíferos e répteis. Alguns animais, como o tuiuiú e o jacaré, tornaram-se verdadeiros símbolos da região.

Os jacarés tem importante papel na preservação da fauna do Pantanal, funcionando como agentes de ciclagem de nutrientes e reguladores da fauna piscícola, controlando inclusive a população de piranhas.

As aves são uns dos maiores atrativos do Pantanal, além de ser sua maior e mais variada população (são 656 espécies). O tuiuiú, a cabeça-seca, o colhereiro e as garças biguás são típicos da região. Muitas espécies fazem seus ninhos em áreas comuns, em árvores que passam a ser chamadas “ninhais” e que são um espetáculo à parte.

Animais típicos do cerrado se concentram em grande número na região, como o cervo-do-pantanal, o cachorro-vinagre, a anta, o lobo-guará e o tamanduá-bandeira. Há também a ocorrência de grandes felinos, como a onça-pintada, um dos mais temidos predadores da região. Entre os primatas, os mais comuns são o macaco-prego e o bugio.

Fauna
A fauna pantaneira é muito rica, provavelmente a mais rica do planeta. Há 650 espécies de aves (no Brasil inteiro estão catalogadas cerca de 1800). A mais espetacular é a arara-azul-grande, uma espécie ameaçada de extinção. Há ainda tuiuiús (a ave símbolo do Pantanal), tucanos, piriquitos, garças-brancas, jaburus, beija-flores (os menores chegam a pesar dois gramas), socós (espécie de garça de coloração castanha), jaçanãs, emas, seriemas, papagaios, colhereiros, gaviões, carcarás e curicacas.

No Pantanal já foram catalogadas mais de 1.100 espécies de borboletas. Contam-se mais de 80 espécies de mamíferos, sendo os principais a onça-pintada (atinge a 1,2 m de comprimento, 0,85 cm de altura e pesa até 200 kg), capivara, lobinho, veado-campeiro, veado catingueiro, lobo-guará, macaco-prego, cervo do pantanal, bugio (macaco que produz um ruído assustador ao amanhecer), porco do mato, tamanduá, cachorro-do-mato, anta, bicho-preguiça, ariranha, suçuarana, quati, tatu etc.

A região também é extremamente piscosa, já tendo sido catalogadas 263 espécies de peixes: piranha (peixe carnívoro e extremamente voraz), pacu, pintado, dourado, cachara, curimbatá, piraputanga, jaú e piau são algumas das espécies encontradas.

Há uma infinidade de répteis, sendo o principal o jacaré (jacaré-do-pantanal e jacaré-de-coroa), cobra boca de sapo (sucuri, jibóia, cobras-d’água e outras), lagartos (camaleão, calango-verde) e quelônios (jabuti e cágado).

Veja o ranking agora:


Veja mais fotos AQUI e vídeos AQUI.


Todos os dados aqui postados vêm do site www.votepantanal.com.br, que encampou e vestiu a camisa da campanha, que ora, o Coisas de Mato Grosso está aderindo.
Vote você também, clicando na imagem lá em cima!


sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Piranhas atacam banhistas em praias e baias de Cáceres



Sinézio Alcântara
de Cáceres



Banhar nas águas do rio Paraguai, nesta época do ano, pode tornar-se uma aventura agradável quanto perigosa. Nos últimos 10 dias, mais de 50 pessoas foram vítimas de ataques de piranha, nas praias e baias em Cáceres. Em alguns balneários e pousadas, os proprietários estão colocando telas de arame dentro do rio, em uma determinada distância da margem, para proteger os banhistas. Em clubes beira-rio, os diretores colocam placas de sinalização, alertando sobre o perigo. Os cardumes infestam também as baias próximas as fazendas na região do pantanal.

No SESI e Iate, clubes localizados no perímetro urbano da cidade, próximo a margem do rio, foram registrados, em menos de uma semana, mais de 15 ataques. Em um dos casos, uma garota de 13 anos, teve um dos dedos do pé, parcialmente, arrancado por uma mordida. “Foi como uma ferroada. Doeu e sangrou muito” disse. Em outro, um banhista atacado teve várias mordidas, na região da panturrilha. “Elas (piranhas) estão cada vez mais vorazes. Mas, somos nós que estamos invadindo seu habitat”, minimizou.

A orientação é para evitar entrar na água. E, em caso de ataque, sair imediatamente, para não deixar que o sangue espalhe e atraia maior número de piranhas no local para não colocar em risco outras pessoas.

“Em todos os anos, neste período, são registrados ataques de piranhas, mas neste, têm ocorrido com maior freqüência”, admitiu Lucides Ortega, presidente do SESI Clube. Embora seja instalado a poucos metros da baia do Malheiros, a direção do SESI implantou vários chuveiros, na área do clube, para tentar evitar que os freqüentadores entrem na água da baia. “Foi a forma encontrada para não parar o clube e tampouco colocar os nossos freqüentadores em risco”, observou Ortega.

Relatos mais surpreendentes, no entanto, chegam da região do pantanal. O peão de boiadeiro Manoel de Campos, conhecido por “Mané Siri” diz que as baias que não secaram com o longo período de estiagem estão infestadas de piranha. E, os animais (bois e cavalos) que arriscam entrar na água para saciar a sede sofrem com as mordidas das piranhas. “O perigo está em todo lugar. No seco corremos o risco de um ataque de onças pintadas que se multiplicam na região e na água enfrentamos as piranhas cada vez mais famintas”, reclama.

Nas praias e baias de Cáceres, especificamente, os cardumes são de espécies consideradas pequenas, de no máximo 20 centímetros. Especialistas ainda não manifestaram sobre o fenômeno. Curiosos, entretanto, atribuem os ataques ao período de desova. “Nesse período quando elas estão desovando, geralmente, ficam mais famintas e agressivas”, afirmou o pescador João Leopoldo Alves.

Fonte: 24 horas news

PIRANHAS: DENTES ATERRORIZANTES DOS RIOS

Com o corpo chato em forma de disco costuram alguns rios e lagos, com movimentos rápidos e na maioria das vezes em grupo. A cabeça achatada frontalmente, boca rasgada para região posterior da cabeça e semi aberta deixando amostra dentes triangulares, laminares e aguçados, próprios para cortar e dilacerar. O dois orifícios para respiração e os olhos grandes localizados lateralmente na face, aumentam ainda mais a expressão fria e aterrorizadora (Fig. 1 e 2).

Fig.1 – Observar o posicionamento, o relacionamento dos dentes e o conjunto das estruturas faciais resultando realmente em uma fisionomia agressiva.

Fig. 2 – Vista lateral onde pode ser observada a perfeita distribuição dos dentes que funcionam como uma verdadeira tesoura afiada.

Muitas vezes, por habitar águas de aparência calma e conviver em cardume (algumas espécies), torna-a traiçoeira e fatal. Provavelmente, nenhum outro animal nos rios mete mais medo que a PIRANHA. Tornou-se bem conhecida e muito temida no interior do Brasil desde a época das Entradas e Bandeiras, devido sua voracidade. O simples cheiro de sangue e/ou movimentos imprevistos na água faz com que as piranhas se reunam em dezenas. Nos rios habitados por piranhas, é prudente tomar cuidado, ao lavar carcaças, couro ou quaisquer animais sangrando, pois freqüentemente, elas agridem mãos, pés ou lábios, de pessoas ou animais que ali vão apanhar água ou bebe-la. Costumam permanecer nestes locais longos espaços de tempo, dispersando-se posteriormente quando voltam ao seu comportamento normal (Fig.3).

Fig. 3 – Evidenciando a reunião e alvoroço de piranhas após o lançamento de um peixe ferido de grande porte dentro do rio.

O temor em relação ao ataque de piranhas deve ser analisado com critério, pois este normalmente está alicerçado numa soma de lendas, relatos fantásticos de homens que vivem em regiões habitadas por elas, leituras mal interpretadas de livros de aventura e em filmes cinematográficos aonde elas chegam até voar para atacar suas vítimas.

As piranhas são peixes predadores por isto se alimentam de quaisquer outros animais, sua dieta usualmente consiste de pequenos peixes, pássaros e animais que por ventura caiam dentro d'água onde elas habitam. Mas não podem ser conceituadas como "devoradoras de homens". Sim, elas são carnívoras, mas o homem não faz parte de sua cadeia alimentar. As piranhas são antes de tudo umas comedoras de peixes e outros animais aquáticos.

A maioria dos acidentes com as piranhas acontecem quando os dois, peixe e pescador estão fora d'água. Tirar um anzol da boca de uma piranha não é tarefa difícil, mas deve ser feita com cuidado, pois ao menor descuido, seus dentes provarão que são afiados como navalha (Fig 4). A sugestão é primeiramente matá-la e/ou remover cuidadosamente o anzol com alicates (Fig. 5). Após isso, o peixe deve ser colocado em local protegido, de preferência dentro do viveiro do barco. É relatado acidente durante uma pescaria muito movimentada, onde os peixes fisgados eram jogados em qualquer local do barco, ficando espalhados sobre o estrado da embarcação. Em determinado momento, um dos pescadores, descalço, levantou-se e foi ao outro extremo da embarcação. No trajeto, pisou próxima a boca de uma piranha ainda viva. Como resultado, teve seu dedo menor praticamente amputado na hora.

Fig. 4 – Acidente com ferimento da mão provocado por mordida de piranha.

Fig. 5 – Observar a fixação firme da cabeça da piranha com uma das mãos e a outra manipulando uma pinça para remoção do anzol.

Outro acidente comum é na hora de limpá-las, se não estiverem realmente mortas, é inevitável o acidente, esta observação deve ser feita com muito detalhe porque elas sobrevevivem muito tempo fora d'água, e pode estar sendo passada como morta. E por falar desta capacidade que a piranha tem de sobreviver fora d'água por longo período de tempo. Lembro-me o primeiro contato que tive com uma destas, foi em meados dos anos 70, numa pescaria em forma de caravana com grandes e verdadeiros amigos (Os Bozolas: Sô César, Paulo Capelão e Paulinho "PC"; Adalberto “Bertuin”; Osvaldo Sérvulo; Gilberto Motta; Celso Sapia “jaburu”; João Alberto “Janjão”, Adalberto “Betinho”, Luiz Henrique “Bolo'', Carlos Tavano; os irmãos violeiros Osvaldo e Reinaldo Nogueira...)”. Foi lá pelas bandas de Goiás, especificamente no Rio do Peixe (afluente do Rio Araguaia), naquela época o rio era pouco explorado. De beleza única, com lindas praias recobertas por um manto alvo de areia que fazia contraste espetacular com o verde das vegetações que acompanham as margens do rio e a inesquecível presença das aves coloridas e animais donos do lugar. Para o pincel de um sensível pintor (saudoso Veiga), toda aquela paisagem, com certeza, seria motivo para um extraordinário quadro. Bem, após o levantamento do acampamento, alguns companheiros, logo prepararam suas tralhas e saíram de barco, em algumas horas estavam de volta, todos animados com vários tucunarés, pacus e junto uma piranha que foi jogada na praia. Tempos depois andando pela praia a observar a beleza natural do local, deparei com aquela piranha abandonada que parecia morta. A curiosidade de examinar seus dentes fez com que eu agachasse e sacando a faca da bainha (pura sorte) coloquei-a entre as arcadas dentárias, para minha surpresa a “safadinha” ainda estava viva e parecendo ajuntar suas últimas forças, com um movimento rápido e enérgico trincou os dentes, senti na lamina sua força e o estrago que poderia provocar em algum tecido mole do corpo humano.

Outra condição que elas apresentam real perigo é quando na época das chuvas, acontece nos rios da Bacia Amazônica ou em rios do Pantanal o fenômeno da vazante em que as águas chegam invadir quilômetros de terra de suas margens. Com o passar desta época e o rio voltando ao seu leito normal, presenciamos a formação de centenas de lagoas e pequenos lagos sazonais, onde ficam aprisionados grandes espécies de peixes inclusive as piranhas, que com o decorrer do tempo as águas destes lagos vão ficando escassas e a disputa de espaço e alimento torna-se questão de sobrevivência. Então nestas condições realmente as piranhas ficam demasiadamente agressivas e ferozes, fazendo até jus a fama que lhes tem sido atribuída.

Isso tudo o que você leu sobre esses peixes carnívoros veio do excelente site "Saúde Animal", onde você encontra muito mais informações sobre Piranhas e muitos outros animais.
Faça uma visita!


sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Curso de Bioconstrução em Chapada dos Guimarães-MT


(clique para ampliar)

Belíssima iniciativa, que tem a minha admiração!
Tudo o que diga respeito à Bioconstrução, Bioarquitetura e Permacultura tem o
meu apoio!

Ganha o meu selo verde, por ser ambientalmente correto!


Quer mais informações?

Mande um email para minha amiga Cléo: cleo_terezinha@hotmail.com ou para o Grupo Semente: grupo-semente@hotmail.com


quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O Parque Florestal de Sinop

Vista Aérea do Parque Florestal - Foto: Biro Curado

Localizado na região Norte do Estado de Mato Grosso, a 500 km de Cuiabá, o município de Sinop mantém em sua região urbana central uma área de conservação ambiental. Trata-se do Parque Florestal de Sinop, que foi idealizado e criado com o objetivo de proporcionar lazer à comunidade sinopense, preservando tanto quanto possível as áreas nativas e arborizando-as na mesma forma.
O Parque possui área de natureza pública de grande relevância ecológica, possibilitando o desenvolvimento de atividade de educação ambiental e turística em contato direto com a natureza.
O Parque que é uma Reserva de Preservação Permanente (RPP) está dividido em três sub-Reservas: R-10, R-11 e R-12.
A R-11 é aberta ao público e recebe em média 10 mil visitantes por mês. Possui área de 43,56 hectares, com um lago de 30.000 m² e uma nascente dentro da própria reserva. A mata nativa que permanece em parte preservada, apresenta grande biodiversidade em relação à fl ora e fauna regionais.
A bióloga Cristiane Cesco Diel, que trabalha na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, conta que o Parque está estabelecendo parcerias com universidades para levantamento de dados da flora e da fauna. Também diz que um dos próximos projetos é implantar no Parque um Centro de Educação Ambiental.
O Parque está aberto para visitações de terça a domingo, das 08 horas às 17 horas.


A fauna é um grande atrativo do Parque, exemplo a Arara
Canindé (Ara ararauna) - Foto: Cristiane Cesco Diel

Ponte do Lago do Parque - Foto: Cristiane Cesco Diel

Fonte:
Revista do CRBio

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Reciclagem de Óleo de Cozinha em Cuiabá e Várzea Grande!


http://maisumteko.files.wordpress.com/2008/03/reciclaroleocozinha.jpg

A simples atitude de não jogar o óleo de cozinha usado direto no lixo ou no ralo da pia pode contribuir para diminuir o aquecimento global. O professor do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Alexandre D'Avignon, explica que a decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera. O metano é um dos principais gases que causam o efeito estufa, que contribui para o aquecimento da terra. Segundo ele, o óleo de cozinha que muitas vezes vai para o ralo pia acaba chegando no oceano pelas redes de esgoto.

Em contato com a água do mar, esse resíduo líquido passa por reações químicas que resultam em emissão de metano. "Você acaba tendo a decomposição e a geração de metano, através de uma ação anaeróbica [sem ar] de bactérias".

Mas o que fazer com o óleo vegetal que não será mais usado? A maioria dos ambientalistas concorda que não existe um modelo de descarte ideal do produto. Uma das alternativas é reaproveitar o óleo de cozinha para fazer sabão. A receita é simples e está no final desta matéria.

D'Avignon defende que quanto mais o cidadão evitar o descarte do óleo no lixo comum, mais estará contribuindo para preservar o meio ambiente. Segundo ele, uma das soluções é entregar o óleo usado a um catador de material reciclável ou diretamente a associações que façam a reciclagem do produto.

"Se nós conseguirmos dar algum valor de compra desse óleo para o catador, para que ele seja usado na produção de biodiesel, a gente vai fazer com que haja um ciclo de vida desse produto, para que ele volte para o sistema produtivo e produza biodiesel e isso substitua o consumo de óleo diesel", sugere o professor.



Receita para fazer sabão a partir do óleo de cozinha

Material:

5 litros de óleo de cozinha usado
2 litros de água
200 mililitros de amaciante
1 quilo de soda cáustica em escama

Preparo:

Coloque a soda em escamas no fundo de um balde cuidadosamente
Coloque, com cuidado, a água fervendo
Mexa até diluir todas as escamas da soda
Adicione o óleo e mexa
Adicione o amaciante e mexa novamente
Jogue a mistura numa fôrma e espere secar
Corte o sabão em barras


ATENÇÃO: A soda cáustica pode causar queimaduras na pele. O ideal é usar luvas e utensílios de madeira ou plástico para preparar a mistura.

Por: Irene Lôbo

Fonte: Agência Brasil



Aqui em Cuiabá e Várzea Grande já temos o serviço de coleta de óleo de cozinha usado. Você ajuda o meio ambiente e ainda ganha uma graninha!
=)

http://item.slide.com/r/1/244/i/-eghMsXl7j96MbYmd_lWzOmdd5SOY2Fr/

domingo, 4 de maio de 2008

Perigo! Perigo! Portão do Inferno na Chapada dos Guimarães sob risco de desabamento!



PORTÃO DO INFERNO
Especialistas alertam sobre acidente na ponte

Wisley Tomaz
Especial para A Gazeta

O surgimento de uma cratera com quase o tamanho de um veículo popular, com aproximadamente 3 metros de comprimento, embaixo da ponte que contorna o Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães, pode levar à uma situação idêntica ou até pior do ocorrido no paredão da cachoeira do Véu de Noiva - no dia 21 de abril - que matou uma adolescente de 17 anos, deixou quatro pessoas em estado grave e causou lesões em outras 30. A afirmação é de dois especialistas das universidades Federal de Mato Grosso (UFMT) e de Guarulhos (SP).

O fluxo de veículos pesados, como carretas e bitrens na MT 251, que liga Cuiabá ao município de Campo Verde, é o motivo principal de um provável acidente, já que está constatado a ocorrência de rachaduras em determinadas partes da ponte. Os caminhoneiros estariam usando a rodovia para desviarem, tanto do Posto da Polícia Rodoviária Federal na Serra de São Vicente, como do trânsito na BR-364, considerado complicado em determinadas horas. Um outro atrativo para os caminhoneiros é que a rodovia está recebendo camada asfáltica nova, no trecho entre Chapada dos Guimarães e Campo Verde, tendo apenas cerca de 40 quilômetros a ser concluídos até o fim de 2008.

A reportagem acompanhou uma visita técnica dos pesquisadores na região, onde eles afirmaram que o local tem que ser interditado imediatamente, pois da forma que está oferece risco às pessoas que trafegam por lá. Outro fator observado pelos professores-doutores Prudêncio de Castro (departamento de Geologia da UFMT) e Antônio Manoel dos Santos Oliveira (do Centro de Pós Graduação, Pesquisa e Extensão-Ceppe, da Universidade de Guarulhos), é que o paredão da encosta da ponte do Portão do Inferno está sofrendo um rápido processo erosivo em função, também, da passagem dos veículos pesados.

"Na medida que esses caminhões passam pela ponte tudo aqui treme, daí a queda de blocos rochosos embaixo dela e também no paredão. Se a passagem deles não for proibida imediatamente vamos ter um acidente nunca visto antes aqui, com inclusive mais vítimas do que esse que houve no Véu de Noiva. Já pensou se esse local despenca no momento em que estiver passando um ônibus de turistas ou de estudantes?", indaga o professor Prudêncio de Castro, que ainda diz que as autoridades competentes estão sendo alertadas já faz um tempo, mas parecem estarem esperando algo trágico acontecer para tomar providências.

Desde o ano passado que o jornal A Gazeta alerta quanto a um provável acidente no local, em reportagem veiculada no dia 25 de setembro. Na época foi destacado o desmoronamento de uma lasca do desfiladeiro no Portão do Inferno, também em função da passagem de caminhões. Segundo o professor Antônio Manoel, de Guarulhos, a estrutura da rodovia não foi projetada para suportar esse tipo de trafegabilidade. "Essa estrada tem que ser usada como uma Rodovia Parque, ou seja, apenas pequenos caminhões, carros de passeio e ônibus de turistas devem passem por aqui".

O promotor de Justiça de Chapada dos Guimarães, Jaime Romaquelli, disse que também entende que o tráfego de veículos pesados na MT-251 está causando problemas ambientais não só no Portão do Inferno, bem como em outros pontos do Parque Nacional. Contudo, o Ministério Público só pode agir se um estudo detalhado for realizado e que uma denúncia seja apresentada desse estudo.

Outro Lado - A Secretaria de Estado de Infra-Estrutura (Sinfra), se manifestou por meio de sua assessoria de imprensa, já que seu secretário Vilceu Marcheti, disse não falar mais sobre o assunto. À Sinfra compete a questão estrutural das rodovias no Estado. Conforme foi informado, "os engenheiros da Sinfra estiveram na MT 251 para verificar as condições da ponte e ficou constatado que a rodovia está em condições normais de tráfego. A afirmação está no laudo técnico realizado, onde foram feitos dois estudos: um sobre o tráfego de veículos na estrada, outro sobre as condições do viaduto do Portão do Inferno.

Os relatórios de tráfego foram realizados nos dias 29 e 31 de agosto e entre 23 e 29 novembro der 2007, em caráter quantitativo e qualitativo.

Documentos da Sinfra apontam que tráfego diário médio de 3,3 caminhões com quatro eixos (capacidade máxima de 34,6 toneladas), nos dois sentidos; 16 com cinco eixos (capacidade máxima) 43,5 toneladas; três com seis eixos (capacidade máxima 50,9 toneladas) e nenhum com o peso acima de 50,9 toneladas. Vale ressaltar que a rodovia comporta caminhões com até 57 toneladas. O limite de carga da rodovia, como de qualquer outra estrada é definida pelas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e as leis do Código de Trânsito Brasileiro, entre elas a 9.503 de setembro de 1997 e 6.602 de janeiro de 1998."

Fonte: Gazeta Digital

terça-feira, 22 de abril de 2008

Parte da cachoeira "Véu da Noiva" desmorona em cima de turistas na Chapada dos Guimarães

21/04/2008 - 17h09

Acidente em cachoeira do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães deixa 5 feridos

Thiago Varella
Em São Paulo

Do UOL

Um acidente na cachoeira Véu de Noiva, no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães (MT) deixou cinco feridos (três homens e duas mulheres), quando um barranco do lado direito da cachoeira desmoronou. Pelo menos 20 pessoas foram atingidas por estilhaços das placas de pedras que se desprenderam do paredão com o desabamento, segundo o Corpo de Bombeiros do Mato Grosso.
Formada pelo rio Coxipó, a cachoeira Véu de Noiva tem cerca de 80 metros de altura e é um dos destinos mais visitado dos turistas que visitam o parque. Mais de 30 bombeiros trabalharam no resgate.
Chovia forte no momento do acidente, mesmo assim 25 pessoas nadavam no local. Os bombeiros informaram que as cinco vítimas já estão em Cuiabá para serem atendidas no pronto-socorro municipal -- entre ela, há uma pessoa em estado grave, com traumatismo craniano. As demais pessoas sofreram apenas escoriações leves e já foram retirada do local do acidente.

------------------------------------------------------

21/04/2008 - 15h36 - Atualizado em 21/04/2008 - 22h12

Grupo de turistas é atingido em desmoronamento em MT

Cerca de 20 turistas ficaram feridos na manhã desta segunda-feira (21).
Segundo testemunhas, outras quatros estão em estado grave.
Do G1, em São Paulo, com informações da TV Centro América

Um acidente no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, deixou um grupo turistas feridos na manhã desta segunda-feira (21). O Governo do estado ainda não confirmou o número de feridos. Uma testemunha ouvida pelo G1 informou que mais de 20 pessoas estavam no local e foram atingidas por um desmoronamento.

Ainda de acordo com o Governo do estado, o acidente ocorreu perto da cachoeira Véu da Noiva. As primeiras informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros de Cuiabá são de que um barranco teria desmoronado e atingido o grupo de turistas. Quatro pessoas estariam estado grave, segundo informações de testemunhas. "Ainda tem umas seis pessoas no local. Estas estão mais feridas, com cortes na cabeça e no pescoço. Os bombeiros desceram até lá e devem retirar essas pessoas de maca", disse Ricardo Neves, que estava no local no momento do acidente.

De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki, o governo vai acompanhar o resgate das vítimas.

Segundo Neves, as primeiras vítimas já saíram do local e foram atendidas pelos bombeiros. "Foram medicadas e saíram daqui. São turistas que tiveram ferimentos bem mais leves".

O parque

Segundo a prefeitura de Chapada dos Guimarães, a Cachoeira Véu de Noiva tem 86 metros de queda, pode ser visto através de mirantes que foram construídos nas trilhas, o visitante consegue fotografar a queda total da cachoeira sob diversos ângulos.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Mais Chapada dos Guimarães: Cavernas, Lagoas e "Bistrô da Mata"!


Destino: Caverna Aroe Jari e Lagoa Azul, 28 km adiante da cidade de Chapada em estrada que vai para Campo Verde, quase toda asfaltada e sinalizada. Um pouquinho de terra e algumas porteiras também. Propriedade particular, mas com regras instituídas pelo IBAMA.
Guia é obrigatório. Se não quiser pagar os R$ 80,00 dos guias da cidade, chegando lá, converse com a dona Vera (dona do restaurante local) e a filha dela ou o esposo fazem o mesmo por R$ 40,00. Então, além disso, você paga ainda: R$ 17,50 por pessoa pelo voucher de acesso e R$ 4,50 por pessoa por um tal "seguro". O preço inclui o empréstimo das "perneiras", que também são obrigatórias. Se quiser almoçar lá (comida caseira e você chega faminto da caminhada), custa R$ 12,00 por pessoa.
Recomendo: repelente para insetos, protetor solar, roupa de banho, sapato fechado e lanterna.


Precisei resolver um probleminha antes de chegar à Caverna...





4 km de caminhada pela mata, mas vejam só a recompensa...


No caminho de volta, um vale de cambarás floridos. Será que valeu a pena?

À noite, uma boa pedida é o Bistrô da Mata. À beira de um mirante de onde se vê as luzes de Cuiabá. Mesas com iluminação de velas e requintada gastronomia. Enquanto estávamos lá, uma nuvem chegou e cobriu de neblina a nossa mesa. Em 5 minutos foi embora e a bela paisagem voltou. Os preços são bastante razoáveis para o que oferecem. Tudo de bom! Recomendo!


Deu até pra fazer uma brincadeira, veja só:




sábado, 22 de março de 2008

22 de Março! Dia Mundial da Água!



Este post é faz parte da Blogagem Coletiva com o tema "Dia Mundial da Água" proposta pelos "Amigos da Blogosfera" e o movimento "Faça a sua Parte"!

Participe!

Faça a sua parte


ÁGUA, PRA QUE TE QUERO?!


"É a água limpa,
que tira as impurezas da roupa,
as impurezas do corpo,
as impurezas da alma.

É água que salva,
que regenera,
que elimina os pecados
originais e sem criatividade.

É água que mata.
Mata??!!
Mata quando é demais,
mata quando é de menos.

É água que escorre pela goteira
e cai sobre a panela embocada,
É água que escorre pela calçada,
caindo do carro sempre limpo;
É água que Deus manda,
É água que o homem desperdiça.

É água boa para gente ruim,
É água ruim para gente boa;
É água de cuja abundância
Um dia, talvez, tenhamos saudade."

Enviado por: Thalita Camila Silva Battaglini
Nova Mutum - MT - Brasil

Mais informações no By Osc@r Luiz e no Gente Sem Saúde e outro poema no Flainando na Web !

segunda-feira, 17 de março de 2008

Zoológico da UFMT e Leishmaniose Visceral

Jeitinho tem limite

Andreia Fanzeres

27.07.2007

A época crítica de desmatamentos e incêndios nas matas é também o período em que são deixados à porta da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) centenas de animais atropelados, queimados e doentes. Corpo de Bombeiros, Ibama, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e a população de Cuiabá não pestanejam ao destinar qualquer bicho que apareça ao único zoológico que funciona no estado, lá no campus universitário, há exatos 30 anos. Só que, a exemplo do que virou regra em diversos outros zôos do país, o de Mato Grosso não tem licença para operar, tampouco orçamento e condições suficientes para cuidar dos 800 animais de 79 espécies amazônicas, pantaneiras e do Cerrado, que são uma das principais atrações dos cuiabanos nos finais de semana.

Apesar da situação irregular de funcionamento, nunca nenhuma fiscalização se atreveu a fechar o estabelecimento. O próprio Ibama, responsável por conceder o registro admite que não adianta embargar ou autuar o zoológico. “Não temos para onde destinar os animais, este é o único local, infelizmente”, explica Eloíso Nunes Miranda, analista ambiental do núcleo de fauna e recursos pesqueiros do instituto em Cuiabá. Segundo ele, ultimamente algumas aves têm sido entregues a um batalhão do Exército em Rondonópolis, cidade a cerca de 200 quilômetros da capital. Além disso, há alguns poucos criadores conservacionistas em outros locais do estado. Ainda assim, nenhum com registro.

Num estado do tamanho de Mato Grosso, o transporte para Cuiabá pode ser uma experiência ainda mais penosa para os animais capturados em apreensões, resgates ou entrega voluntária. Dependendo da localização, eles viajam 10 ou 12 horas de carro, em estradas precárias, até chegarem ao zoológico. De acordo com dados da superintendência do Ibama em Cuiabá, o instituto entregou 96 animais ao zoológico em 2006. Este ano já foram 45 bichos. E, por falta de organização, não há registro de controle do número de animais capturados nos anos anteriores.

Estopim

A administração do zoológico, que não tem tido alternativa senão aceitar os animais, ameaça agora fechar as portas para algumas espécies que sofrem superlotação como araras, papagaios e onças. “Apesar de termos conseguido a duras penas ampliar o recinto das onças pardas, há nove animais em uma área ideal para apenas um casal”, exemplifica o gerente do zoológico, Luiz Carlos de Sá Neves. Para ele, a gota d’água aconteceu há cerca de um mês, quando um tamanduá rasgou a tela de uma gaiola lotada de periquitos anilhados e um deles escapou. “Por acaso, esse periquito foi parar na casa de uma funcionária do Ibama, que ameaçou multar o zoológico”, conta Carlos, que já perdeu a conta de quantas vezes pediu apoio e recursos do Ibama e do governo estadual, que todos os anos abarrotam o zoológico com novos animais.

Enquanto não houver licença, no entanto, o repasse de recursos será improvável. Carlos já pediu autorização para a cobrança de ingressos das mais de seis mil pessoas que aparecem todos os meses no zôo, mas a universidade não aceitou. “Dizem que o zoológico precisa se estruturar melhor para cobrar entrada, mas sem recursos não é possível se reestruturar”, reclama.

Dedicação pessoal

Localizado dentro do campus da UFMT, o zoológico recebe da universidade apenas os alimentos para os animais e recursos para pequenas reformas emergenciais. A reitoria não tem recursos específicos para manter o zôo, que começou em 1977 por iniciativa de um técnico de laboratório apreciador de bichos. “Aos poucos ele trazia jabutis, passarinhos, patos e marrecos para o campus. As pessoas passaram a visitar e logo os animais eram tantos que foi preciso pensar numa estrutura de zoológico, mas sem comprometimento financeiro de nenhuma parte”, explica Carlos, que há 23 anos começou a trabalhar como tratador de animais.

Para garantir que os demais serviços funcionem minimamente no zôo, Carlos, pantaneiro que viveu até os 14 anos cercado de bichos, empenha-se pessoalmente na execução das melhorias. Tenta parcerias com frigoríficos para fornecimento de carnes, já obteve sucesso nas reformas de jaulas e compra de bebedouro com ajuda de uma empresa de móveis, pede ajuda aos universitários para obter remédios e assistência especializada em casos de animais gravemente feridos e até dá uma de jardineiro plantando árvores frutíferas dentro dos recintos dos bichos, ou de vigilante, controlando a entrada, a saída e a permanência dos visitantes. Ultimamente, os recursos que resultaram nas maiores benfeitorias, como um viveiro adequado para os gaviões-reais, os novos recintos das onças e a urbanização da área para a passagem dos visitantes, que antes era uma cratera de barro, vieram com recursos de uma parceria com o juizado ambiental volante de Cuiabá.

Dinheiro vivo o gerente não vê, mas a compra de materiais para as reformas, por exemplo, vem da conversão dos valores de multas aplicadas aos réus do juizado no suprimento das necessidades do zôo. “Entreguei há dois anos uma lista de equipamentos e materiais prioritários ao juiz, e na medida em que os casos são julgados as multas são pagas com melhorias aqui”, explica Carlos.

Soltura por conta própria

A velocidade dessas obras não é, porém, compatível com o ritmo em que novos animais aparecem no zoológico. Para tentar diminuir a pressão sobre o local, o gerente opta por avaliar as condições do animal recém chegado ou que está para chegar, na tentativa de devolvê-lo à natureza. “O Ibama podia ter um projeto de reintrodução. Já soltei por conta própria macacos, jibóias, sucuris. Se não fizesse isso, não sei o que seria de nós”, conta o gerente. Segundo ele, quando se percebe que o bicho é “bravo” e tem saúde, ele é levado até uma fazenda no Pantanal, a 120 quilômetros de Cuiabá, com anuência do proprietário.

A administração do zoológico alega que a licença para operação do zôo foi solicitada há mais de 10 anos, e por conta de mudanças na legislação e da burocracia do poder público o registro ainda não saiu. O Ibama, por sua vez, afirma que ainda faltam documentos para a regularização desse caso e que está tomando providências para não depender mais do zoológico na destinação dos animais resgatados ou apreendidos. “Temos um plano para construir um centro de triagem em Poconé, em Sinop e outro em Juína. Já existem até recursos para isso”, diz Miranda, do Ibama. Só que ninguém se arrisca a fazer uma previsão de quando o projeto vai virar realidade.

Fonte: www.http://arruda.rits.org.br/oeco/


ZOOLÓGICO DA UFMT
Leishmaniose mata 2 cachorros

Josana Sales
Especial para a A Gazeta

O zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) perdeu na semana passada dois exemplares de cachorros-vinagre (Speothos venaticus) contaminados por heishmaniose visceral. A equipe técnica do zôo está preocupada com um possível foco do mosquito palha (flebotomíneo), também conhecido como birigui ou tatuquiras e que contaminados podem infectar outros animais canídeos que vivem no local, como os lobos-guará (2), lobinhos (8) e raposinhas (2). As duas fêmeas de cachorro-vinagre infectadas pela doença eram os últimos de um grupo que chegou a ter 16 animais no local.

São considerados uma espécie rara e ameaçada de extinção no Brasil. Nativo da América do Sul, o animal é o menor dos canídeos e tanto pode ser avistado em floresta quanto em pantanal. Encontrados pela primeira vez em Mato Grosso na cidade de Tangará da Serra (220 km de Cuiabá) foram levados para o zoológico e despertaram o interesse de especialistas e geneticistas de todo o mundo que tentam reproduizí-los.

Segundo explicou o biólogo do zôo, Itamar Assunção, o mosquito-palha sempre foi comum no local mas nunca houve um caso de contaminação. "Não esperávamos que existisse mosquito contaminado aqui dentro. Nos preocupa muito saber de um foco de contaminação e agora será preciso agir rápido para evitar que outros canídeos sejam contaminados" disse. A veterinária do zôo, Cristina Helena Alves, disse que a doença ataca os rins e o fígado dos animais e provoca a morte. Mas o principal problema do local é que o ambiente úmido e cheio de folhas existente no local favorece a criação do mosquito. Outro fator é a proximidade com imóveis e a presença constante de pessoas com cachorros dentro do campus. "Tem gente que chega a brigar com os funcionários porque quer entrar dentro do zôo com animais de estimação", conta Itamar.

Cristina Helena disse que já comunicou o Centro de Controle de Zoonoses de Cuiabá (CCZ) e deverá fazer a coleta de sangue de todos os canídeos do zôo. Várias ações de limpeza da área, poda de árvores e recolhimentos de fezes deverão ser feitos já nesta semana para controle do mosquito.

A proliferação da heishmaniose visceral na região de Cuiabá e Várzea Grande começou em 2005 e já ocorreram seis casos de contaminação em seres humanos, sendo que três pessoas faleceram.

Fonte: www.gazetadigital.com.br

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Caminhando em Mato Grosso


Em 2008 o projeto Caminhadas na Natureza será realizado em 22 municípios mato-grossenses

Elaine Perassoli
Da Redação

Este ano o projeto Caminhadas na Natureza será realizado em 22 municípios mato-grossenses e o primeiro evento acontece no próximo dia 30 de março, em Rondonópolis, a 200 quilômetros de Cuiabá. Entre 2007 e 2008 houve um aumento de 180% no número de municípios inscritos no Caminhadas da Natureza. No ano passado apenas oito promoveram o evento. Este projeto acontece em 21 países e representa pelo menos 5.500 associações, o que equivale a pelo menos 15 milhões de caminhantes.

Mato Grosso, em função dos três biomas e do forte apelo ao ecoturismo tem condições de atrair uma boa fatia deste mercado. É importante destacar que todos podem participar destas caminhadas que não são competitivas, mas sim contemplativas. Jovens, adultos, pessoas na melhor idade, adolescentes e até mesmo deficientes podem participar e fazer seu próprio tempo. As trilhas tem em média 10 quilômetros e os grupos se formam e caminham de acordo com a resistência e disposição de cada um.

No ano passado, o primeiro evento aconteceu no Coxipó do Ouro, em abril, para comemorar o aniversário de Cuiabá. Pelo menos 800 pessoas participaram da caminhada. "Mato Grosso é especial porque dá a oportunidade ao caminhante de ter contato direto com a natureza", declarou Virgílio Ribeiro de 85 anos que veio de São Paulo especialmente para participar da primeira Caminhada da Natureza de Mato Grosso. "Além disso, é uma oportunidade que temos de conhecer melhor o nosso Estado e termos um programa diferente", acrescenta Maria Aparecida Medeiros.

Os municípios de Alta Floresta, Nobres, Chapada dos Guimarães, Poconé, Santo Antônio do Leverger, e Barra do Garças também foram beneficiados em 2007. Em Algumas regiões o evento foi realizado duas vezes em datas e circuitos diferentes. O objetivo é divulgar os produtos turísticos do Estado e atrair turistas do mundo inteiro.

Este ano, os caminhantes de Mato Grosso terão a oportunidade de conhecer novas regiões dentro do Estado como Vila Bela da Santíssima Trindade, que foi a primeira capital de Mato Grosso e cada morador sempre tem um bom "causo" ou história para contar. Essa é também a terra dos botos cor-de-rosa, de ruínas no centro da cidade e de muito chorado e outras danças típicas. É onde pelo menos 80% da população são negros.

Já no Nortão, os novos municípios que se integraram ao projeto são Sinop, a 481 quilômetros da capital, Guarantã do Norte, a 633 e Lucas do Rio Verde, a 285 quilômetros de Cuiabá. A produção agrícola será uma das principais atrações deste circuito. No entanto, há também a floresta e os rios de águas cristalinas e muitos piscosos. A abundância de espécies de peixes chama a atenção.

Já em Reserva do Cabaçal, localizada a 350 quilômetros de Cuiabá, o roteiro das águas deve ser a principal atração do Caminhadas da Natureza. Ao todo são 10 municípios envolvidos e, além das cachoeiras e rios piscosos, há aqueles que desenvolvem outros tipos de atividades como, por exemplo o turismo rural, de negócios e religioso. Em Reserva do Cabaçal, além das 18 cachoeiras e três rios de águas cristalinas, a mistura dos biomas Cerrado, Pantanal e Floresta Amazônica também atrai os visitantes.

O Caminhadas da Natureza é uma iniciativa do Instituto Regional de Cooperação e Desenvolvimento (Ircod), da Alsácia na França, e da Federação Internacional de Esportes Populares (IVV) e, tem ainda como interlocutor nacional a associação Anda Brasil, no Rio de Janeiro pela primeira vez.

Calendário 2008



Rondonópolis 30/03

Cuiabá 08/04

Cáceres 13/04

Pontes e Lacerda 20/04

Rio Branco 27/04

Alta Floresta 04/05

Chapada dos Guimarães 18/05

Poconé 25/05

Guarantã do Norte 01/06

Santo Antônio do Leverger 08/06

Nobres 15/06

Reserva do Cabaçal 22/06

Dom Aquino 29/06

Campo Verde 06/07

Jaciara 13/07

Vila Bela da Santíssima Trindade 20/07

Lucas do Rio Verde 27/07

Sinop 24/08

Diamantino 14/09

Barra do Garças 07/10

Nobres 14/10

Alto Araguaia 26/10

Fonte: Gazeta Digital