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segunda-feira, 24 de março de 2008

Mais Chapada dos Guimarães: Cavernas, Lagoas e "Bistrô da Mata"!


Destino: Caverna Aroe Jari e Lagoa Azul, 28 km adiante da cidade de Chapada em estrada que vai para Campo Verde, quase toda asfaltada e sinalizada. Um pouquinho de terra e algumas porteiras também. Propriedade particular, mas com regras instituídas pelo IBAMA.
Guia é obrigatório. Se não quiser pagar os R$ 80,00 dos guias da cidade, chegando lá, converse com a dona Vera (dona do restaurante local) e a filha dela ou o esposo fazem o mesmo por R$ 40,00. Então, além disso, você paga ainda: R$ 17,50 por pessoa pelo voucher de acesso e R$ 4,50 por pessoa por um tal "seguro". O preço inclui o empréstimo das "perneiras", que também são obrigatórias. Se quiser almoçar lá (comida caseira e você chega faminto da caminhada), custa R$ 12,00 por pessoa.
Recomendo: repelente para insetos, protetor solar, roupa de banho, sapato fechado e lanterna.


Precisei resolver um probleminha antes de chegar à Caverna...





4 km de caminhada pela mata, mas vejam só a recompensa...


No caminho de volta, um vale de cambarás floridos. Será que valeu a pena?

À noite, uma boa pedida é o Bistrô da Mata. À beira de um mirante de onde se vê as luzes de Cuiabá. Mesas com iluminação de velas e requintada gastronomia. Enquanto estávamos lá, uma nuvem chegou e cobriu de neblina a nossa mesa. Em 5 minutos foi embora e a bela paisagem voltou. Os preços são bastante razoáveis para o que oferecem. Tudo de bom! Recomendo!


Deu até pra fazer uma brincadeira, veja só:

video


sábado, 22 de março de 2008

22 de Março! Dia Mundial da Água!



Este post é faz parte da Blogagem Coletiva com o tema "Dia Mundial da Água" proposta pelos "Amigos da Blogosfera" e o movimento "Faça a sua Parte"!

Participe!

Faça a sua parte


ÁGUA, PRA QUE TE QUERO?!


"É a água limpa,
que tira as impurezas da roupa,
as impurezas do corpo,
as impurezas da alma.

É água que salva,
que regenera,
que elimina os pecados
originais e sem criatividade.

É água que mata.
Mata??!!
Mata quando é demais,
mata quando é de menos.

É água que escorre pela goteira
e cai sobre a panela embocada,
É água que escorre pela calçada,
caindo do carro sempre limpo;
É água que Deus manda,
É água que o homem desperdiça.

É água boa para gente ruim,
É água ruim para gente boa;
É água de cuja abundância
Um dia, talvez, tenhamos saudade."

Enviado por: Thalita Camila Silva Battaglini
Nova Mutum - MT - Brasil

Mais informações no By Osc@r Luiz e no Gente Sem Saúde e outro poema no Flainando na Web !

segunda-feira, 17 de março de 2008

Zoológico da UFMT e Leishmaniose Visceral

Jeitinho tem limite

Andreia Fanzeres

27.07.2007

A época crítica de desmatamentos e incêndios nas matas é também o período em que são deixados à porta da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) centenas de animais atropelados, queimados e doentes. Corpo de Bombeiros, Ibama, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e a população de Cuiabá não pestanejam ao destinar qualquer bicho que apareça ao único zoológico que funciona no estado, lá no campus universitário, há exatos 30 anos. Só que, a exemplo do que virou regra em diversos outros zôos do país, o de Mato Grosso não tem licença para operar, tampouco orçamento e condições suficientes para cuidar dos 800 animais de 79 espécies amazônicas, pantaneiras e do Cerrado, que são uma das principais atrações dos cuiabanos nos finais de semana.

Apesar da situação irregular de funcionamento, nunca nenhuma fiscalização se atreveu a fechar o estabelecimento. O próprio Ibama, responsável por conceder o registro admite que não adianta embargar ou autuar o zoológico. “Não temos para onde destinar os animais, este é o único local, infelizmente”, explica Eloíso Nunes Miranda, analista ambiental do núcleo de fauna e recursos pesqueiros do instituto em Cuiabá. Segundo ele, ultimamente algumas aves têm sido entregues a um batalhão do Exército em Rondonópolis, cidade a cerca de 200 quilômetros da capital. Além disso, há alguns poucos criadores conservacionistas em outros locais do estado. Ainda assim, nenhum com registro.

Num estado do tamanho de Mato Grosso, o transporte para Cuiabá pode ser uma experiência ainda mais penosa para os animais capturados em apreensões, resgates ou entrega voluntária. Dependendo da localização, eles viajam 10 ou 12 horas de carro, em estradas precárias, até chegarem ao zoológico. De acordo com dados da superintendência do Ibama em Cuiabá, o instituto entregou 96 animais ao zoológico em 2006. Este ano já foram 45 bichos. E, por falta de organização, não há registro de controle do número de animais capturados nos anos anteriores.

Estopim

A administração do zoológico, que não tem tido alternativa senão aceitar os animais, ameaça agora fechar as portas para algumas espécies que sofrem superlotação como araras, papagaios e onças. “Apesar de termos conseguido a duras penas ampliar o recinto das onças pardas, há nove animais em uma área ideal para apenas um casal”, exemplifica o gerente do zoológico, Luiz Carlos de Sá Neves. Para ele, a gota d’água aconteceu há cerca de um mês, quando um tamanduá rasgou a tela de uma gaiola lotada de periquitos anilhados e um deles escapou. “Por acaso, esse periquito foi parar na casa de uma funcionária do Ibama, que ameaçou multar o zoológico”, conta Carlos, que já perdeu a conta de quantas vezes pediu apoio e recursos do Ibama e do governo estadual, que todos os anos abarrotam o zoológico com novos animais.

Enquanto não houver licença, no entanto, o repasse de recursos será improvável. Carlos já pediu autorização para a cobrança de ingressos das mais de seis mil pessoas que aparecem todos os meses no zôo, mas a universidade não aceitou. “Dizem que o zoológico precisa se estruturar melhor para cobrar entrada, mas sem recursos não é possível se reestruturar”, reclama.

Dedicação pessoal

Localizado dentro do campus da UFMT, o zoológico recebe da universidade apenas os alimentos para os animais e recursos para pequenas reformas emergenciais. A reitoria não tem recursos específicos para manter o zôo, que começou em 1977 por iniciativa de um técnico de laboratório apreciador de bichos. “Aos poucos ele trazia jabutis, passarinhos, patos e marrecos para o campus. As pessoas passaram a visitar e logo os animais eram tantos que foi preciso pensar numa estrutura de zoológico, mas sem comprometimento financeiro de nenhuma parte”, explica Carlos, que há 23 anos começou a trabalhar como tratador de animais.

Para garantir que os demais serviços funcionem minimamente no zôo, Carlos, pantaneiro que viveu até os 14 anos cercado de bichos, empenha-se pessoalmente na execução das melhorias. Tenta parcerias com frigoríficos para fornecimento de carnes, já obteve sucesso nas reformas de jaulas e compra de bebedouro com ajuda de uma empresa de móveis, pede ajuda aos universitários para obter remédios e assistência especializada em casos de animais gravemente feridos e até dá uma de jardineiro plantando árvores frutíferas dentro dos recintos dos bichos, ou de vigilante, controlando a entrada, a saída e a permanência dos visitantes. Ultimamente, os recursos que resultaram nas maiores benfeitorias, como um viveiro adequado para os gaviões-reais, os novos recintos das onças e a urbanização da área para a passagem dos visitantes, que antes era uma cratera de barro, vieram com recursos de uma parceria com o juizado ambiental volante de Cuiabá.

Dinheiro vivo o gerente não vê, mas a compra de materiais para as reformas, por exemplo, vem da conversão dos valores de multas aplicadas aos réus do juizado no suprimento das necessidades do zôo. “Entreguei há dois anos uma lista de equipamentos e materiais prioritários ao juiz, e na medida em que os casos são julgados as multas são pagas com melhorias aqui”, explica Carlos.

Soltura por conta própria

A velocidade dessas obras não é, porém, compatível com o ritmo em que novos animais aparecem no zoológico. Para tentar diminuir a pressão sobre o local, o gerente opta por avaliar as condições do animal recém chegado ou que está para chegar, na tentativa de devolvê-lo à natureza. “O Ibama podia ter um projeto de reintrodução. Já soltei por conta própria macacos, jibóias, sucuris. Se não fizesse isso, não sei o que seria de nós”, conta o gerente. Segundo ele, quando se percebe que o bicho é “bravo” e tem saúde, ele é levado até uma fazenda no Pantanal, a 120 quilômetros de Cuiabá, com anuência do proprietário.

A administração do zoológico alega que a licença para operação do zôo foi solicitada há mais de 10 anos, e por conta de mudanças na legislação e da burocracia do poder público o registro ainda não saiu. O Ibama, por sua vez, afirma que ainda faltam documentos para a regularização desse caso e que está tomando providências para não depender mais do zoológico na destinação dos animais resgatados ou apreendidos. “Temos um plano para construir um centro de triagem em Poconé, em Sinop e outro em Juína. Já existem até recursos para isso”, diz Miranda, do Ibama. Só que ninguém se arrisca a fazer uma previsão de quando o projeto vai virar realidade.

Fonte: www.http://arruda.rits.org.br/oeco/


ZOOLÓGICO DA UFMT
Leishmaniose mata 2 cachorros

Josana Sales
Especial para a A Gazeta

O zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) perdeu na semana passada dois exemplares de cachorros-vinagre (Speothos venaticus) contaminados por heishmaniose visceral. A equipe técnica do zôo está preocupada com um possível foco do mosquito palha (flebotomíneo), também conhecido como birigui ou tatuquiras e que contaminados podem infectar outros animais canídeos que vivem no local, como os lobos-guará (2), lobinhos (8) e raposinhas (2). As duas fêmeas de cachorro-vinagre infectadas pela doença eram os últimos de um grupo que chegou a ter 16 animais no local.

São considerados uma espécie rara e ameaçada de extinção no Brasil. Nativo da América do Sul, o animal é o menor dos canídeos e tanto pode ser avistado em floresta quanto em pantanal. Encontrados pela primeira vez em Mato Grosso na cidade de Tangará da Serra (220 km de Cuiabá) foram levados para o zoológico e despertaram o interesse de especialistas e geneticistas de todo o mundo que tentam reproduizí-los.

Segundo explicou o biólogo do zôo, Itamar Assunção, o mosquito-palha sempre foi comum no local mas nunca houve um caso de contaminação. "Não esperávamos que existisse mosquito contaminado aqui dentro. Nos preocupa muito saber de um foco de contaminação e agora será preciso agir rápido para evitar que outros canídeos sejam contaminados" disse. A veterinária do zôo, Cristina Helena Alves, disse que a doença ataca os rins e o fígado dos animais e provoca a morte. Mas o principal problema do local é que o ambiente úmido e cheio de folhas existente no local favorece a criação do mosquito. Outro fator é a proximidade com imóveis e a presença constante de pessoas com cachorros dentro do campus. "Tem gente que chega a brigar com os funcionários porque quer entrar dentro do zôo com animais de estimação", conta Itamar.

Cristina Helena disse que já comunicou o Centro de Controle de Zoonoses de Cuiabá (CCZ) e deverá fazer a coleta de sangue de todos os canídeos do zôo. Várias ações de limpeza da área, poda de árvores e recolhimentos de fezes deverão ser feitos já nesta semana para controle do mosquito.

A proliferação da heishmaniose visceral na região de Cuiabá e Várzea Grande começou em 2005 e já ocorreram seis casos de contaminação em seres humanos, sendo que três pessoas faleceram.

Fonte: www.gazetadigital.com.br

quinta-feira, 13 de março de 2008

Prêmios...

Desta vez foi a Tânia Defensora que premiou o Flainando na Web, com esses prêmios:


Muito obrigado pela lembrança e indico para recebê-los:

sábado, 8 de março de 2008

Exposição em homenagem ao "Dia Internacional da Mulher"


O multi-artista Adalberto Reis Neto, "Neto" para os amigos, está realizando de 07 a 14 de março deste ano, no município de Rosário Oeste, uma exposição fotográfica em homenagem ao "Dia Internacional da Mulher".

video

O evento acontece no
Museu Municipal Histórico e Indígena de Rosário Oeste localizado à Praça Manoel Loureiro, 73 – Centro – CEP: 78470-000 – tel: 65-3356.1207

O email do artista é
netomt_msn@hotmail.com

E é com esta exposição que este blog homenageia a todas as mulheres matogrossenses pela passagem do seu dia.

Parabéns!

Prêmio! Obrigado, Renatinha!



Pela primeira vez o Coisas de Mato Grosso é indicado para este prêmio. E a quem o indicou foi a Renatinha. Ele vai pagar 100 pratas para o blog de melhor conteúdo eleito pelos blogs que aderirem a ele. Foi instituído pelo Luiz do Trankera e que tem as seguintes regras:
# Fazer um post divulgando o meme;
# Indicar em seu post, 3 blogs que considere ter o melhor conteúdo no Brasil;
# Colocar um link de participação do meme apontando para este post.
Cumpridas as regras, vamos aos meus três indicados para cumprir a segunda regra. Vou indicar: Luxuriante's Weblog, Espaço do Neto, e novo Bocaberta-Mix, agora "ponto org".
Muito obrigado, Renatinha, pela lembrança e pela indicação!

segunda-feira, 3 de março de 2008

Está aberta exposição sobre colonização japonesa: veja toda a programação do centanário em Mato Grosso aqui!



A exposição é chamada “Memórias e raízes: a colonização japonesa em Mato Grosso”. O evento faz parte da programação estadual das comemorações do centenário da imigração japonesa.

A mostra que, além da capital, percorrerá municípios do estado por dois meses, divulgará os costumes e a cultura oriental, por meio de fotos, roupas, brinquedos e outros objetos característicos do Japão.

As peças orientais ficarão à disposição da população da capital na galeria da Secretaria do Estado de Cultura.

Confira a programação:

MARÇO
Dia 04 - Cuiabá - Palácio da Instrução - Exposição 100 anos Intercâmbio Brasil-Japão
Dias 11 a 14 - Japão/Tóquio - Participação Especial de MT na Foodex 2008
Dia 27 - 19h - Cáceres - Abertura das comemorações do Centenário no Município de Cáceres

ABRIL
Dia 04 - 20h - Cuiabá - Senar/MT - Concurso Miss Centenário Mato Grosso
Dia 06, 07 e 08 - Cuiabá - Palácio das Artes Marciais ‘Uilson Sinohara’ - Campeonato Inter-Estadual de Artes Marciais - MT, MS, GO, DF
Dia 20 - Cáceres - Torneio de Pesca da Comunidade Nipo-Brasileira
Dia 24 - Cuiabá - Seminário sobre mercado de crédito carbono no Japão

MAIO
Dias 02 a 09 - Cuiabá - SEMANA DE MATO GROSSO - Integração Nipo Mato-grossense (Aniversário de Mato Grosso - 09 de Maio)
Dia 09 - Cuiabá - SEMANA DE MATO GROSSO - Sessão Solene Governo de Estado de Mato Grosso
DATA A CONFIRMAR - São Paulo - Participação Miss Centenário Nacional
Dia 18 - 8h às 18h - Várzea Grande - Estádio de Beisebal UNDOKAI DO CENTENÁRIO - Evento Poli Esportivo - Cuiabá, VG, Cáceres, Rondonópolis, Tangará, Sinop, Dom Aquino
Dia 25 - Várzea Grande - Estádio de Beisebal - Campeonato Estadual de Guettobal
DATA A CONFIRMAR - Cuiabá - Seminário Internacional de Segurança Pública
DATA A CONFIRMAR - Cuiabá - ENIPEC
Dia 29 - Cuiabá - Seminário sobre oportunidades de comércio com o Japão

JUNHO
DATA A CONFIRMAR - Cuiabá - Centro de Eventos Pantanal - III LITERAMERICA - Lançamento do Livro e DVD Memórias da Imigração Japonesa em Mato Grosso
Dias 08 a 15 - 8h - Cuiabá - Lançamento do Livro e DVD Memórias da Imigração Japonesa em Mato Grosso
Dia 8 a 15 - Poconé - Encontro de Reitores do Brasil e do Japão
DATA A CONFIRMAR - Cuiabá - Apresentação do espetáculo “Subindo a Montanha pela Primeira Vez”
Dia 16 - 9h - Cuiabá - Parque Estadual Massairo Okamura - Culto em Memória aos Antepassados
Dia 16 - 9h - Cáceres - Culto em Memória aos Antepassados
Dia 18 - 8h - Cuiabá - Praça Okamura - Inauguração do Monumento 100 anos da Imigração Japonesa no Brasil DATA A CONFIRMAR - Cáceres - Sessão Solene: homenagem com entregas de títulos Cidadão Cacerense
Dias 26, 27 e 28 - Cáceres - Festival de Gastronomia Japonesa e Exposição Cultural

JULHO
Dias 04 a 15 - Cuiabá - EXPOAGRO - Exposição Contribuição dos Japoneses na Agricultura de MT
Dias 08 a 10 - Japão/Tóquio - Participação da Comitiva Mato-grossense na viagem do Presidente da República do Brasil como convidado na Reunião Ampliada do G-8
Dias 22 a 25 - Cuiabá - Centro de Eventos Pantanal; Seminário Internacional de Áreas Alagadas - INTECOL

AGOSTO
DATA A CONFIRMAR - Início do Torneio Interestadual de Beisebol - Fase Classificatória de MT
DATA A CONFIRMAR - Sinop - PROMADEIRA 2008

SETEMBRO
Dia 07 - Cáceres - Desfile com Carro Alegórico em Homenagem ao Japão
Dias 16 a 18 - Cuiabá - Seminário Internacional de Biocombustíveis - BR 2008
Dias 20 a 28 - Cáceres - Festival Internacional de Pesca - Barraca de Alimentação e Apresentação Cultural
Dias 27 a 31 - Cuiabá - Semana do Servidor Público Estadual - Integração dos Servidores valorizando talentos brasileiros e japoneses - Homenagens

OUTUBRO
Dia 17, 18 e 19 - Cuiabá e VG - Torneio Interestadual de Beisebal - Fase Eliminatória MT, MS, DF, GO,TO

NOVEMBRO
Dias 15 e 16 - Cáceres - Campeonato de Tênis de Mesa
DATA A CONFIRMAR - Cuiabá - Visita de empresários japoneses a Centros de Excelência em MT

DEZEMBRO
DATA A CONFIRMAR - Cuiabá - Encerramento das Comemorações do Centenário.

Fonte: Redação da TV Centro América com assessoria


Parabéns à Comunidade Nippo-brasileira pelo Centenário da Imigração Japão-Brasil, e obrigado pela enorme contribuição que têm dado à nossa cultura e desenvolvimento.

Oportunidades de comércio e Investimento

Visite o blog do Centenário clicando AQUI!


domingo, 2 de março de 2008

"Cadeira Elétrica para os Deputados de Mato Grosso!"


Não é o que você está pensando! Veja só:



Sem alarde e com o propósito de fornecer mais conforto, comodidade e privilégio a seus deputados, a mesa diretora da Assembléia de Mato Grosso comprou 32 cadeiras elétricas, com mil combinações de massagens, revertidas de couro e de controle remoto. Essa ostentação está orçada em mais de R$ 400 mil. Cada uma teria custado cerca de US$ 6 mil. A negociação não foi divulgada. O caso veio à tona por acaso. Durante a sessão ordinária de quarta (27), o deputado Percival Muniz (PPS), em meio a um pronunciamento da tribuna, deixou escapar o seguinte comentário: "Com essa cadeira, eu estou sentindo massagem na bunda". Em seguida, demonstrou um certo desconforto com aquela situação privilegiada.

Fonte: ClicHoje



Acredita nisso? Pode acreditar, é verdade... E o pior, o dinheiro é o seu!

Agora leia o que escreveu "Fernando de Almeida" no site "Mato Grosso Mais":

DivulgaçãoProfessor e escritor de Cuiabá revela a sua indignação sobre as novas cadeiras elétricas com mil e uma combinações de massagens compradas para os deputados da Assembléia Legislativa.

Contaram-me, sem alarde, das cadeiras elétricas com mil e uma combinações de massagens, revestidas de couro e dotadas de controle remoto, compradas para oferecer mais conforto aos nossos deputados. Como estava na assembléia, mesmo! Corri para as galerias, já que como simples cidadão não tenho direito de acesso ao Plenário, onde estão instaladas mais essas maravilhas da modernidade. Meu desejo era ver de perto as poltronas, quem sabe até sentar em uma delas e sentir as delícias que elas propiciam. Elas foram compradas para os deputados “trabalharem” com mais conforto, comodidade e privilégio, enquanto discutem e votam projetos, que o governador quase sempre veta.

Cheguei às galerias, justamente, no momento em que o Deputado Percival falava da novidade, da sua inquietação com aquela obra da tecnologia moderna. No seu jeitão simplório, bem ao estilo baiano dele ser, mostrava a sua indignação com mais aquele privilégio e, que segundo órgãos de imprensa, cada uma das sofisticadas poltronas havia custado aos cofres públicos US$ 6 mil. Pasmem! È tudo isso mesmo. E se “as maravilhas” foram compradas em dólares, isso quer dizer que elas vieram de um “outro mundo”. Vieram para deliciar os nossos nobres deputados.

Alguém nas galerias pressentindo a dificuldade do Deputado Percival em lidar com a sua poltrona, falou ao meu ouvido em tom de deboche, já que nas galerias é proibido qualquer tipo de manifestação: “Não tem problema, para agilizar a operacionalidade das poltronas, a mesa pode exigir do fornecedor um técnico para cada uma delas. Os técnicos ficarão juntos dos deputados, até eles aprenderem a operá-las”. Confesso que não dei muita atenção ao comentário. Tudo porque, na oportunidade, estava totalmente envolvido com a tribuna de onde o deputado encerrava o seu pronunciamento, esculachando as poltronas, chamando-as de “Fofa Bunda”. O nome arranjado, pelo deputado, para aquelas “obras primas da tecnologia” foi motivo de risos entre os seus colegas presentes no plenário. Risos disfarçados é claro. Mas, nas galerias senti risos sinceros. Risos da mais cristalina indignação.

Indignado, mais ainda, fui pra casa. Por ironia estava sem carro naquele dia. Pegar o “busão” era minha única opção. Na Praça Bispo esperei um bom tempo até o 604 chegar. Subi e, de repente percebi, que o ônibus era conduzido por uma mulher envelhecida precocemente, pelas durezas que a vida impõe a quem é obrigado a trabalhar, por um parco salário e exposta a condições precárias. A mulher estava suada, pois o ar condicionado do veículo mal funcionava. Apesar do calor provocado por mais de 38º de temperatura, do trânsito lento e barulhento; e de outros fatores que contribuem para as suas péssimas condições de trabalho, a motorista abria um sorriso para cada passageiro que entrava. Aquele não era um sorriso disfarçado. Era tímido, mas era franco. Era de satisfação por estar trabalhando de verdade.

Finalmente, chegamos ao ponto final. Esperei todos descerem, inclusive a motorista. Meio desconfiado, sentei um pouco na poltrona de onde, com muita habilidade, aquela profissional dirigia o veículo, levando e trazendo vidas trabalhadoras pelas ruas de Cuiabá. Foi um teste: constatei que a poltrona era quente, dura e de um material de péssima qualidade. Baixei a cabeça e, ali mesmo, pensei na massa de trabalhadores do nosso país que sofrem com os baixos salários e com as condições desumanas de trabalho a que estão expostos. Ainda, tive tempo de no pensamento, parece até que voando nas asas da indignação, ir e vir várias vezes da Assembléia àquele terminal.

Ao ver a motorista vir em minha direção para assumir o comando do ônibus, disfarçadamente, olhei em sua direção e constatei o quanto àquela mulher trabalhadora era “judiada pelo tempo”. Ainda, ousei jogar-me várias vezes na poltrona, o suficiente para concluir que aquilo não era poltrona coisa nenhuma. Era mesmo uma “cadeira arrebenta osso”.

Do terminal para casa não consegui esconder toda minha indignação e inquietação. Também pudera! Naquele dia fui de um extremo a outro, em relação às condições de trabalho oferecidas no Brasil. E constatei: um dos lados é composto por uma pequena minoria, que “trabalha” revestida de regalias e privilégios, com direito até a “Poltrona Fofa Bunda”; do outro, está a grande maioria, que exerce suas atividades profissionais em condições desumanas.

E o meu estado piorou ainda mais, quando finalmente, lembrei que o país das “poltronas Fofa Bunda” e das “Cadeiras Quebra Ossos” é governado por um cidadão que um dia foi trabalhador. E que pouco, ou quase nada tem feito, para melhorar as condições de trabalho da grande maioria dos brasileiros que sofre dando duro para sobreviver.

Fernando de Almeida é engenheiro, professor e escritor em Cuiabá.


Durma-se com um barulho desses! E o pior: eu e você ajudamos a compor esta Casa de Leis!