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sábado, 6 de setembro de 2008

Cururu e siriri: o resgate de duas tradições que colorem Mato Grosso


LUNA KALIL
Enviada especial a Cuiabá (MT)*

Duas manifestações folclóricas típicas da região pantaneira poderiam ter sido extintas se não fosse a dedicação de gerações em passar para frente os versos, passos e seqüências que fazem parte da cultura popular de Mato Grosso. Tradições seculares de origem indígena, mais populares nas zonas rurais e ribeirinhas, o cururu e o siriri não foram registrados em livros, nem em museus. Eles foram passados de geração para geração, de pai para filho, e devem sua sobrevivência à tradição oral. Até hoje, há pouca bibliografia sobre o assunto e os estudos que existem se baseiam normalmente nos relatos e na memória de alguns personagens que, aos 50, 60, 70, 80 e quase 90 anos de idade, contribuem para manter a tradição viva.

Assim como as escolas de samba no Carnaval, os grupos de siriri ensaiam o ano inteiro para, em agosto, mês do folclore mato-grossense, se apresentarem no festival em Cuiabá. Nos meses que antecedem o evento, eles se reúnem de duas a três vezes por semana para o treino.

Durante o festival, são 30 minutos de apresentação para cada grupo, mas que parecem durar uma eternidade. Dos dois lados do palco, os músicos tocam em uma pequena plataforma, dando força à coreografia. Os mais velhos, com lágrimas nos olhos, se orgulham da tradição pantaneira. Os mais novos, que antes tinham vergonha de dançar, mantêm o sorriso no rosto durante quase todo o espetáculo. Na arquibancada, crianças e adolescentes acompanham os passos ao ritmo dos grupos agitando a estrutura de metal. No siriri, ganham vida e interagem nas coreografias elementos de outras culturas, como o bumba-meu-boi e animais como o pássaro tuiuiú e a cobra sucuri.

A mulher que não deixou o siriri morrer

"Você está muito Parintins com esse cinto", diz com humor a turismóloga Ligiane Dauzacker para Dona Domingas, apontando para o cinturão de penduricalhos indígenas que a fundadora do primeiro grupo de siriri de Cuiabá carregava ao redor de seu corpo. Ligiane se referia à tradição folclórica amazonense, que tem alguns elementos semelhantes ao cururu e siriri de Mato Grosso. Dona Domingas caminhava em direção à porta da sala de imprensa, logo após ter dado uma entrevista para os jornalistas de São Paulo e do Rio, levados pela primeira vez para assistir ao festival em Cuiabá.

Dona Domingas é Domingas Eleonor da Silva, uma das lendas vivas da dança popular mato-grossense. "Eu sou uma das mães do siriri", se autodefine a cuiabana de 53 anos, que "há 47 " ajuda a resgatar a o folclore da região. Nascida na comunidade ribeirinha de São Gonçalo Beira Rio, região onde surgiu a cidade de Cuiabá, foi a primeira mulher de Mato Grosso a tocar o tamborim e ganhou fama por enfrentar de igual para igual cururueiros em roda.

Alfa Canhetti/Divulgação
Apresentação do grupo Flor Ribeirinha, um dos mais tradicionais de Cuiabá, na 7ª edição do Festival Cururu Siriri

VEJA MAIS FOTOS DE CURURU E SIRIRI

Hoje preside a Federação das Associações dos Grupos de Cururu e Siriri do Estado de Mato Grosso, que, recentemente, ganhou até uma sala dentro da Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá. "Enquanto eu for a presidente das associações, o festival será gratuito, para dar oportunidade para quem quiser ver."

A cuiabana, que fundou há 17 anos o grupo Flor Ribeirinha, um dos mais conhecidos na capital mato-grossense, diz ter no sangue a tradição indígena da dança e da música.

Siriri e cururu

'Brincar de dançar o siriri' é uma prática também encontrada no Nordeste e em outros Estados brasileiros. Em Mato Grosso, ele é dançado por crianças, homens e mulheres em rodas ou fileiras formadas por pares, que acompanham toadas cujos temas mudam de verso para verso e cujas composições exaltam santos, cidades, a natureza e até pessoas. Tocado em festas e reuniões, a origem do nome siriri é obscura e alguns acreditam ter esse nome em referência a um bicho homônimo.

Na dança, as meninas e mulheres mexem as longas e coloridas saias (com estampas florais) e batem os pés descalços no chão, um ritual que serve para tirar o mau espírito, que, segundo Dona Domingas, é mantido para não desapontar a tradição indígena; os homens e meninos acompanham a toada e os passos com palmas e pisadas fortes. "Eles usam sapatos porque fazem uma espécie de sapateado", explica. Os grupos de siriri têm diferenças entre si: há alguns mais lentos e outros têm batidas distintas na viola de cocho. "As diferenças valorizam a tradição. Por isso, devemos manter cada grupo do jeito que eles são."

"O cururu é pra cantá;
o cururu é pra dançá,
e agora vamos falá;
da linda Cuiabá"
(estrofe da composição "Avoa, Avoa Tuiuiú")

Veja vídeo sobre o Festival Cururu Siriri 2008:


O cururu é um ritmo tocado somente por homens que se vestem elegantemente, com improvisações e repentes elaborados na hora. Alguns versos são feitos de improviso, outros já estão na memória do povo. Segundo contam os "mestres", no passado, os versos eram feitos, entre outras coisas, para conquistar mulheres. O ritmo se apresenta em roda e, ainda hoje, mantém a característica de desafio, em letras que exaltam as belezas naturais da região, como a Chapada dos Guimarães e a fauna do Pantanal, e temas religiosos.

A viola de cocho, elemento essencial

Típica da região pantaneira, a viola de cocho é um dos instrumentos-base do cururu e do siriri. Mesmo com poucas notas, é um elemento fundamental para o ritmo. Esculpidas em madeira inteiriça de vários tipos, são feitas artesanalmente e levam cerca de oito dias para ficar prontas. Geralmente, medem 70 cm de comprimento e 25 de largura. São cinco cordas, confeccionadas de vários tipos de materiais, entre eles, a fibra vegetal e a linha de pesca.

Além da viola, o cururu e o siriri também são acompanhados pelo ganzá, conhecido como reco-reco, e pelo mocho ou tamboril, espécie de banco de madeira com assento feito de couro cru, instrumento que não pode parar de ser tocado durante a apresentação, já que sua batida é essencial para os ritmos. Para fazer cururu são necessários pelo menos dois cantadores, um tocando viola de cocho e outro ganzá.

Um dos produtores do instrumento mais requisitados do Estado é Alcides Ribeiro, filho de um dos cururueiros mais antigos de Cuiabá, Caetano Ribeiro dos Santos, conhecido por Seo Caetano, de 83 anos. Manoel Severino de Morais, 79, outro mestre do cururu, também ajuda na produção caseira do instrumento, que pode custar até R$ 480. Em Mato Grosso, há mais de 50 artesãos que produzem a viola de cocho.

Artesão mostra como produz a viola de cocho; veja:


O festival que acontece em agosto

Há sete anos, a festa elaborada para celebrar manifestações culturais típicas reúne grupos de todo o Estado e resgata a origem das culturas da região pantaneira. "Um povo sem cultura não existe", diz Dona Domingas.

O festival, que este ano aconteceu de 28 a 31 de agosto, é uma espécie de Carnaval típico e exclusivo de Mato Grosso. Logo após o término do evento, figurinistas, maquiadores, coreógrafos e professores talentosos já começam a trabalhar na preparação do ano seguinte, em que são escolhidas novas toadas, assim como os sambas-enredos do Carnaval, e são preparadas as novas coreografias. Os santos homenageados costumam acompanhar os grupos dentro e fora dos palcos e figuram entre os elementos cruciais das apresentações.

Segundo Dona Domingas, a parte religiosa serve para estimular o grupo. "Sem ela, a dança perde a força." Em 2008, o grupo Flor Ribeirinha homenageou a Nossa Senhora do Pantanal.

Festival Cururu Siriri de Cuiabá
Quando: em agosto
Onde: na praça Cururu Siriri, na região do porto, em Cuiabá (MT)
Quanto: entrada franca
Mais informações: www.festivalcururusiriri.com.br

* A jornalista LUNA KALIL viajou a convite da organização do festival

Fonte: UOL Viagem

segunda-feira, 26 de maio de 2008



No ano em que Mato Grosso comemora os 100 anos da primeira exibição de um filme na capital mato-grossense, o Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá chega à sua 15ª edição. Nascido no ano de 1993 como "1ª Mostra de Cinema e Vídeo de Cuiabá", em 2008 abre uma perspectiva de revigoração do audiovisual no Estado.

Conforme o organizador Luiz Carlos Borges, a intenção deste evento é melhorar cada vez mais o canal de comunicação entre o cinema local e o Brasil. "O nosso cinema está 'bombando'. Este ano vamos exibir 17 longas-metragens", comemorou. Este ano serão exibidos mais de 100 filmes, durante 10 dias de programação, que tem início no dia 22 deste mês e vai até o dia 31. As exibições serão no Multiplex Pantanal, localizado na avenida historiador Rubens de Mendonça, CPA. Todas as mostras, competitivas e não competitivas, do 15º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá serão gratuitas. Também estarão abertas ao público todas atividades paralelas do evento, que incluem seminários, oficinas, debates do cinema brasileiro e a "Mostra 100 Anos de Cinema em Mato Grosso", cuja data é tema do Festival.

"Essa é uma ocasião única para o público mato-grossense conferir o que há de melhor no cinema nacional, uma vez que muitos deles não chegam às locadoras e tampouco entram em cartaz nos cinemas comerciais", lembrou o diretor de programação do evento, Diego Baraldi.

Homenageado

O homenageado deste ano será Reynaldo Paes de Barros, cineasta mato-grossense que nasceu na fazenda Pindaival, município de Santo Antonio de Leverger e representa a trajetória centenária do cinema em Mato Grosso. Um cinema de terras distantes, lendárias, onde a realização de um filme é quase um ato heróico. Nesse sentido, o Festival exibe em sua programação três trabalhos de Reynaldo na sessão do homenageado: "Pantanal de Sangue", de 1971; "No Pantanal do Piquery", de 1975; e "Pantanal Até Quando", de 1978.

Programação

Na programação geral, o Festival irá oferecer quatro categorias competitivas: 17 longas-metragens, 15 curtas-metragens, 12 vídeos, sendo quatro mato-grossenses e 11 vídeo-clipes mato-grossenses, além de outras oito mostras: Três "Curta Latino", "Curta Mais", "Cinema Vai à Escola", "Sessão Especial", "Vídeos do Mato", "Curta Centro-Oeste", "100 Anos de Cinema em Mato Grosso" e "Festival no Bairro", que reunidas exibem mais de 40 produções cinematográficas.

Atividades paralelas

Além de trazer o que há de melhor na produção nacional, o Festival buscou oferecer uma série de atividades paralelas, que visam à formação de profissionais, como oficinas e seminários, reflexão acerca do audiovisual (debates do cinema brasileiro, encontro de pesquisadores em audiovisual, encontro do fórum dos festivais), além da formação de platéia crítica.

Além de informação e entretenimento gratuito, é importante ressaltar que neste ano espera-se que o Festival e suas ações recebam um público superior a 30 mil pessoas, durante 10 dias de programação. Em 2007, o Festival e atividades desenvolvidas paralelamente reuniram uma platéia superior aos 25 mil expectadores.

Primeira sessão em Cuiabá

Da primeira sessão em 1908 promovida pela firma Silva & Irmãos que adquirira o cinematógrapho da firma paraguaia Mendez & Nascimento, a exibição cinematográfica na capital do Estado, Cuiabá, tem como principal característica a ocorrência em espaços precários e extremamente inadequados à atividade. Caso a parte foram as memoráveis salas do Cine Tropical e Cine Bandeirantes que não sobreviveram à virada do centenário.

Programação: Você encontra no Site Oficial do Festival

Site Oficial do Festival: http://www.cinemaevideocuiaba.org/2008/

Fonte: adaptado de TV Centro América

Agora, divirta-se!


domingo, 6 de abril de 2008

Cuiabá recebe exposição de Oscar Niemeyer



Uma exposição histórica, enfim insere Cuiabá e Mato Grosso, no circuito das grandes exposições mundiais. E o momento não poderia ser mais oportuno: no ápice da tradição celebrada em seus 289 anos, a capital mato-grossense se mostra mais moderna que nunca. Modernidade essa, acentuada por um evento que chega a ser um divisor de águas, dada a efervescência cultural que o município vivencia. O protagonista é ninguém menos que o centenário arquiteto, Oscar Niemeyer, um ícone da arquitetura moderna, com centenas de obras espalhadas por todo o mundo. Mato Grosso também fora honrado com projetos seus. O projeto do Memorial da Coluna Prestes, em vias de ser concretizado em Chapada dos Guimarães, é um destes. Mas isso é particularidade que só se será conhecida de fato, por quem embarcar numa viagem especial pela mente e pelo universo projetado por Niemeyer que terá início no dia 8 de abril. A aventura será ambientada em um dos espaços mais significativos já entregues à população cuiabana nos últimos tempos, o Museu do Morro da Caixa D´Água Velha.

A sociedade vai apreciar todas as peças da mesma exposição que acaba de chegar da Rússia e segue depois de sua `calorosa` temporada em terras mato-grossenses, para Milão, na Itália. O próprio Niemeyer classificou a oportunidade como uma possibilidade de sua arte interagir com a especificidade regional do centro da América Latina. Para ele, Mato Grosso representa uma realidade peculiar que a sua expedição precisava vivenciar. É como se ele estivesse presenteando a cidade. Segundo ele, só não vem para cá porque não anda mais de avião. Que venha então seu coração.

A mostra intitulada "Oscar Niemeyer - 100 anos: Poética da forma" que se encerra no dia 9 de maio - data que comemora o aniversário de Mato Grosso - delineia um período de homenagens estratégico. Tudo, graças à articulação do Instituto dos Arquitetos do Brasil de Mato Grosso. A gestão cultural tem assinatura do multimídia Grupo Caroline. Grande incentivadora, a Prefeitura Municipal de Cuiabá acolheu o projeto com o espírito visionário que lhe é característico. Vale ressaltar, a exposição segue com eventos paralelos que devem se suceder até seu encerramento. Já confirmado, o Papo de Arquiteto, mediado pelo profissional Eduardo Cairo Chiletto assim como a exposição estará aberta às mais plurais manisfestações artístico-culturais. Ainda na programação, performance de ballet contemporâneo com o casal de bailarinos Ana Carolina Pereira e Jefferson Florêncio - acompanhados pela execução ao vivo de música instrumental, pelo grupo Tocandira [WINDOWS-1252?]– e a interpretação de Samba do Arquiteto, de autoria de Oscar, por Vera e Zuleica.

INTERVENÇÃO REGIONAL

A exposição já sediada por importantes cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Brasília, e São Paulo, será estruturada pelo Studio & Criart - empresa de Kadu Niemeyer, neto do arquiteto - e de antemão, conta com a aprovação e reconhecimento do próprio Oscar Niemeyer. Vale ressaltar, que neste caso, fez questão que fosse idealizada em Cuiabá. A organização desta mostra é uma versão adaptada das exposições idealizadas em comemoração ao centenário de Oscar Niemeyer, comemorado no dia 15 de dezembro passado. Cada cidade que sedia a exposição desenvolve uma contextualização e novo desenho da montagem, elaborados por uma equipe devidamente credenciada pelo próprio arquiteto Oscar Niemeyer, no caso, a do IAB-MT. A nova diretoria da instituição, presidida por Allan Rocha, dentro dos seus primeiros planos e projetos decidiram antes mesmo de assumir o instituto, trazer esse brilhante presente para essa cidade.

Todas as peças expostas simbolizam as grandes obras de Niemeyer neste século de vida do arquiteto. O público poderá conferir 28 fotos de Kadu Niemeyer, cinco maquetes desenvolvidas especialmente para essa exposição, três placas de acrílico holográficas, slide-show, reproduções da Coluna da Alvorada e da Catedral de Brasília. Integra a mostra ainda, a reprodução da mão do Memorial da América Latina.

SENSIBILIDADE À ARTE


Um projeto deste vulto e valores sócio-culturais inquestionáveis só poderia ter se concretizado porque há no poder público e privado, gestores e empresários que acreditam no poder da transformação a partir da arte, afinal, a arquitetura se mostra plenamente como um segmento artístico, no qual caminham de mãos dadas a ciência, técnica e arte. É importante que os veículos de comunicação se atentem à prestação de serviço à cultura quando revelam quem são os grandes incentivadores da arte em Mato Grosso. Esse projeto só pôde ser realizado graças à sensibilidade da Prefeitura Municipal de Cuiabá - por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso, Governo do Estado de Mato Grosso e a Revista Camalote. Como apoios culturais ficam registrados os nomes de Pref. Chapada dos Guimarães, Arte Rosa, Adriano Restaurante, Café Cancun, Gráfica Print, City Lar, Cedro Engenharia, Folha do Estado, Gato Mia, Plaenge, PrintPress, Rádio Cidade, Sinduscon-MT, Federação das Indústrias de Mato Grosso.

O REALIZADOR


O IAB - Instituto de Arquitetos do Brasil foi fundado no período em que o Brasil vivia o Estado Novo e o mundo se preparava para a Segunda Guerra Mundial, no nosso estado nesse ano esta comemorando 30 anos de história mantendo-se sempre atuante na política e na luta para valorizar os profissionais e assim prestar melhor serviço a comunidade.

Assim com uma visão futurista procura o apoio de grandes empresas com a mesma visão e acredita que Cuiabá e Mato grosso valorizam e incentivam a cultura e a arte de maneira que obteremos o incentivo financeiro necessário no prazo de 30 dias.
Apoiar a exposição e associar a marca diretamente com Oscar Niemeyer, grande gênio da arte e arquitetura mundial e suas obras históricas significa simplesmente ter a oportunidade de também participar e fazer parte do centenário do artista é se vangloriar em lembrar-se da Pampulha, do auditório do Ibirapuera, das construções de Brasília e concluir que a partir de agora você e sua empresa fazem parte dessa brilhante historia.

O GÊNIO

Um amante das curvas, das formas inusitadas, um dos nomes mais marcantes da arquitetura brasileira. Contra a postura rígida das escolas do pós-guerra, deu projeção a um estilo livre.

Oscar Niemeyer que aos 100 anos continua produzindo, é acima de tudo, um artista. Desenvolveu na arquitetura uma linguagem autônoma e modernista ao usar seus traços e o concreto armado - em substituição aos tradicionais compensados de madeira - para dar formato aos seus monumentos. A técnica o ajudou a criar formas inusitadas como um museu que lembra uma nave espacial, em Niterói, ou com formato de um olho, em Curitiba.

Alguns críticos dividem sua obra em quatro fases. Niemeyer começou trabalhando de graça no escritório dos já consagrados Lúcio Costa e Carlos Leão. O período de 1940 a 1943 o faz famoso com o Conjunto da Pampulha. Já na segunda fase, marcada pela liberdade formal com técnicas de engenharia e cálculo de materiais com o destaque para o concreto armado, o destaque fica por conta do desenho do Ibirapuera, em São Paulo. O Eixo Monumental de Brasília é o projeto mais simbólico de sua terceira fase. Aí ele explorou uma realidade paralela e oculta, tal que nosso subconsciente. Depois, de 1965 a 1989, logo após a construção de Brasília - quando se intensifica sua inclinação política - ele vai além do apuro técnico graças ao contato com a história e a arquitetura da antigüidade. Exilado na França em virtude da ditadura brasileira, construiu monumentos importantíssimos, como a sede do Partido Comunista em Paris.

De 1989 até hoje, ele realça o domínio de sua linguagem própria nos inúmeros projetos desenvolvidos, como o Centro Administrativo de Minas Gerais.

Assessoria


Visite também para saber mais:

Fundação Oscar Niemeyer

Centro de informação nas áreas de arquitetura, urbanismo e design.
www.niemeyer.org.br/

Essa notícia eu fui buscar lá no MatogossoMais, o site que está sempre na frente dos demais em relação às notícias mais importantes e em tempo real em Mato Grosso. É sempre lá minha primeira opção de busca pela informação de qualidade.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Tome um banho de cultura! E é em Cuiabá!


Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante chega a Cuiabá


Show com João Bosco, exposição de moedas, mostra de cinema e debate com Paulo Caruso e Ignácio de Loyola são algumas das atrações

Em comemoração aos seus 200 anos de fundação, o Banco do Brasil traz o CCBB Itinerante a Cuiabá, de 5 a 13 de abril. João Bosco abre o evento, dia 5, às 20h30, cantando clássicos de sua carreira, sambas da década de 70 e sucessos dos anos 80 e 90, como “Memória da Pele”, “Desenho de Giz” e “Papel Maché”. O show acontece no Centro de Eventos do Pantanal e os ingressos custam R$ 15,00 e R$ 7,50 (meia-entrada).

De 06 a 13, a exposição “A História da Moeda – Moedas Não Convencionais” é programa para toda a família. Além de descobrir a história desse recurso de troca, o visitante vai conhecer uma coleção de moedas pouco usuais, além dos diferentes usos da moeda tradicional ao longo do tempo. A exposição oferece ainda visitas orientadas por arte-educadores para aqueles que desejam saber um pouco mais sobre o tema. A exposição fica em cartaz no Centro de Eventos do Pantanal e tem entrada gratuita.

No período de 08 a 13 de abril, os cinéfilos podem refletir sobre a questão da atuação e direção cinematográficas na mostra “O ator por trás da câmera”, que tem como objetivo permitir a comparação entre os filmes dirigidos por atores e obras dos diretores que os influenciaram. Entre os atores-diretores estão Clint Eastwood, Sean Penn, Carla Camurati, Paulo Betti e Liv Ullmann. As sessões acontecem no Cineclube Coxiponés, na Universidade Federal do Mato Grosso, e têm entrada gratuita.

Dia 10, o escritor, cronista e jornalista Ignácio de Loyola Brandão e o cartunista, jornalista e músico Paulo Caruso debatem as características da crônica brasileira, produto tipicamente nacional, no tema “Crônica Brasileira: entre o Jornalismo, a Literatura e o Humor”. A mediação é do escritor e jornalista, Lorenzo Falcão. A entrada é gratuita, com retirada de senhas meia hora antes do início. O debate acontece no Centro de Eventos do Pantanal.

Neste ano, o Banco do Brasil completa 200 anos e para celebrar essa data especial serão realizados eventos promocionais (esportivos, culturais e especiais) em 85 cidades do país (27 capitais e 58 cidades do interior), percorrendo todas as regiões e biomas brasileiros.


SERVIÇO:

Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante – Etapa Cuiabá

05 a 13 de abril de 2008

Exposição, Idéias, Cinema e Vídeo: entrada franca.

Música: R$ 15,00 e R$ 7,50 (meia-entrada).

Clientes com cartão Banco do Brasil também pagam meia-entrada.

Centro de Eventos do Pantanal

Av. Bernardo Antônio de Oliveira Neto, s/nº – Ribeirão do Lipa

Informações: (65) 3626-5540

Universidade Federal do Mato Grosso – Cineclube Coxiponés

Av. Fernando Correa da Costa, s/nº

Informações: (65) 3615-8377

CONTATOS:

Imprensa BB

Cinara Lobo – (61) 3310-3664

imprensa@bb.com.br

CCBB São Paulo

Camila Val – (11) 3113-3623 / 3610 ou (11) 9342-7071

camila.val@bb.com.br ou imprensaccbbsp@terra.com.br

Superintendência BB em Cuiabá:

(65) 3316-6692/6693

E mais...

VENHA COMEMORAR O ANIVERSÁRIO DE CUIABÁ PRESTIGIANDO AS ATIVIDADES DO COLÉGIO SENADOR AZEREDO E O SHOW- “CONTOS E LENDAS EM HOMENAGEM A CUIABÁ” - DE COMADRE PITU.

ENTRADA FRANCA

DIA: 04/04/2008

HORÁRIO: 16h30 (QUATRO E MEIA DA TARDE)

LOCAL: ESCOLA SENADOR AZEREDO

INFORMAÇÕES: 9218-7506/9976-5125

REALIZAÇÃO: Instituto Usina

sábado, 8 de março de 2008

Exposição em homenagem ao "Dia Internacional da Mulher"


O multi-artista Adalberto Reis Neto, "Neto" para os amigos, está realizando de 07 a 14 de março deste ano, no município de Rosário Oeste, uma exposição fotográfica em homenagem ao "Dia Internacional da Mulher".


O evento acontece no
Museu Municipal Histórico e Indígena de Rosário Oeste localizado à Praça Manoel Loureiro, 73 – Centro – CEP: 78470-000 – tel: 65-3356.1207

O email do artista é
netomt_msn@hotmail.com

E é com esta exposição que este blog homenageia a todas as mulheres matogrossenses pela passagem do seu dia.

Parabéns!

segunda-feira, 3 de março de 2008

Está aberta exposição sobre colonização japonesa: veja toda a programação do centanário em Mato Grosso aqui!



A exposição é chamada “Memórias e raízes: a colonização japonesa em Mato Grosso”. O evento faz parte da programação estadual das comemorações do centenário da imigração japonesa.

A mostra que, além da capital, percorrerá municípios do estado por dois meses, divulgará os costumes e a cultura oriental, por meio de fotos, roupas, brinquedos e outros objetos característicos do Japão.

As peças orientais ficarão à disposição da população da capital na galeria da Secretaria do Estado de Cultura.

Confira a programação:

MARÇO
Dia 04 - Cuiabá - Palácio da Instrução - Exposição 100 anos Intercâmbio Brasil-Japão
Dias 11 a 14 - Japão/Tóquio - Participação Especial de MT na Foodex 2008
Dia 27 - 19h - Cáceres - Abertura das comemorações do Centenário no Município de Cáceres

ABRIL
Dia 04 - 20h - Cuiabá - Senar/MT - Concurso Miss Centenário Mato Grosso
Dia 06, 07 e 08 - Cuiabá - Palácio das Artes Marciais ‘Uilson Sinohara’ - Campeonato Inter-Estadual de Artes Marciais - MT, MS, GO, DF
Dia 20 - Cáceres - Torneio de Pesca da Comunidade Nipo-Brasileira
Dia 24 - Cuiabá - Seminário sobre mercado de crédito carbono no Japão

MAIO
Dias 02 a 09 - Cuiabá - SEMANA DE MATO GROSSO - Integração Nipo Mato-grossense (Aniversário de Mato Grosso - 09 de Maio)
Dia 09 - Cuiabá - SEMANA DE MATO GROSSO - Sessão Solene Governo de Estado de Mato Grosso
DATA A CONFIRMAR - São Paulo - Participação Miss Centenário Nacional
Dia 18 - 8h às 18h - Várzea Grande - Estádio de Beisebal UNDOKAI DO CENTENÁRIO - Evento Poli Esportivo - Cuiabá, VG, Cáceres, Rondonópolis, Tangará, Sinop, Dom Aquino
Dia 25 - Várzea Grande - Estádio de Beisebal - Campeonato Estadual de Guettobal
DATA A CONFIRMAR - Cuiabá - Seminário Internacional de Segurança Pública
DATA A CONFIRMAR - Cuiabá - ENIPEC
Dia 29 - Cuiabá - Seminário sobre oportunidades de comércio com o Japão

JUNHO
DATA A CONFIRMAR - Cuiabá - Centro de Eventos Pantanal - III LITERAMERICA - Lançamento do Livro e DVD Memórias da Imigração Japonesa em Mato Grosso
Dias 08 a 15 - 8h - Cuiabá - Lançamento do Livro e DVD Memórias da Imigração Japonesa em Mato Grosso
Dia 8 a 15 - Poconé - Encontro de Reitores do Brasil e do Japão
DATA A CONFIRMAR - Cuiabá - Apresentação do espetáculo “Subindo a Montanha pela Primeira Vez”
Dia 16 - 9h - Cuiabá - Parque Estadual Massairo Okamura - Culto em Memória aos Antepassados
Dia 16 - 9h - Cáceres - Culto em Memória aos Antepassados
Dia 18 - 8h - Cuiabá - Praça Okamura - Inauguração do Monumento 100 anos da Imigração Japonesa no Brasil DATA A CONFIRMAR - Cáceres - Sessão Solene: homenagem com entregas de títulos Cidadão Cacerense
Dias 26, 27 e 28 - Cáceres - Festival de Gastronomia Japonesa e Exposição Cultural

JULHO
Dias 04 a 15 - Cuiabá - EXPOAGRO - Exposição Contribuição dos Japoneses na Agricultura de MT
Dias 08 a 10 - Japão/Tóquio - Participação da Comitiva Mato-grossense na viagem do Presidente da República do Brasil como convidado na Reunião Ampliada do G-8
Dias 22 a 25 - Cuiabá - Centro de Eventos Pantanal; Seminário Internacional de Áreas Alagadas - INTECOL

AGOSTO
DATA A CONFIRMAR - Início do Torneio Interestadual de Beisebol - Fase Classificatória de MT
DATA A CONFIRMAR - Sinop - PROMADEIRA 2008

SETEMBRO
Dia 07 - Cáceres - Desfile com Carro Alegórico em Homenagem ao Japão
Dias 16 a 18 - Cuiabá - Seminário Internacional de Biocombustíveis - BR 2008
Dias 20 a 28 - Cáceres - Festival Internacional de Pesca - Barraca de Alimentação e Apresentação Cultural
Dias 27 a 31 - Cuiabá - Semana do Servidor Público Estadual - Integração dos Servidores valorizando talentos brasileiros e japoneses - Homenagens

OUTUBRO
Dia 17, 18 e 19 - Cuiabá e VG - Torneio Interestadual de Beisebal - Fase Eliminatória MT, MS, DF, GO,TO

NOVEMBRO
Dias 15 e 16 - Cáceres - Campeonato de Tênis de Mesa
DATA A CONFIRMAR - Cuiabá - Visita de empresários japoneses a Centros de Excelência em MT

DEZEMBRO
DATA A CONFIRMAR - Cuiabá - Encerramento das Comemorações do Centenário.

Fonte: Redação da TV Centro América com assessoria


Parabéns à Comunidade Nippo-brasileira pelo Centenário da Imigração Japão-Brasil, e obrigado pela enorme contribuição que têm dado à nossa cultura e desenvolvimento.

Oportunidades de comércio e Investimento

Visite o blog do Centenário clicando AQUI!


terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Programação de Carnaval em Mato Grosso

Confira a programação de carnaval em Cuiabá

A programação do carnaval de Cuiabá começa no dia 26 de janeiro com a escolha da Rainha do Carnaval, na praça Cururu Siriri. No dia 31, a atração é o baile da cidade no Clube Feminino. No dia primeiro de fevereiro, os foliões se reúnem na praça Alencastro de onde sai o desfile dos blocos.

Museu do Rio

As escolas de samba e os blocos também já iniciaram os preparativos para garantir a animação da festa. No Museu do Rio vão desfilar 17 blocos carnavalescos e duas escolas de samba: A Império do Sol e Casa Nova. Está última é estreante.

A Império do Sol já está com o samba-enrendo pronto. O presidente da escola, Cícero Vital, explicou que o tema é a fauna e a flora mato-grossense. A confecção de fantasias já começou e eles só aguardam a liberação de recursos para comprar todo o material necessário.

O valor do orçamento para o carnaval deve ser definido esta semana. Os repasses para os blocos e para as escolas de samba devem ser 50% maior que os do ano passado.

Shows

A expectativa da prefeitura é reunir cerca de 100 mil pessoas em mais de 80 shows populares distribuídos em nove pontos da cidade: Clube Feminino, Porto, Osmar Cabral, Tijucal, Planalto, Parque Cuiabá, CPA II, Distrito da Guia, Pedra 90. Haverá diversidades de ritmos: samba, pagode, rock, funk, lambadão, rasqueado, entre outros.

A festa começa no dia 26, com a escolha da Rainha do Carnaval, na Feijofolia, que ocorrerá na praça Cururu Siriri, com animação da bateria dos Blocos "Boca Suja" e "Agora o que é esse", das bandas Fissura, Kekebra e Karapulsa. Pescuma, Henrique e Claudinho também vão fazer uma participação especial.

A Rainha do Carnaval ganhará um prêmio de R$ 1 mil e acompanhará o Rei Momo Mário César, há 22 anos no reinado, nos festejos da cidade.

Bailes

Na quinta-feira, dia 31 de janeiro, o tradicional Baile da Cidade encherá de brilho o Clube Feminino. O Baile da Cidade será conduzido por marchinhas e canções que marcaram época.

Na sexta-feira, diversos carros, motocicletas e bicicletas se agregam num festival de confetes e serpentinas para reviver o corso, uma manifestação do carnaval na década de 20. A concentração ocorre na praça Alencastro. De lá, os foliões partem pela Avenida Getúlio Vargas, acompanhados pelo batuque dos blocos, que prometem apresentar seus carros repletos de criatividade. O objetivo é trazer à cena contemporânea, hábitos que marcaram os tempos de folia da cuiabania. O desfile de carros inaugura oficialmente o Carnaval Popular Cuiabano 2008.

No sábado, dia 02, começam os bailes populares nos bairros da cidade verde, o Grito Rock no Clube Feminino. Este contará com participação de 40 bandas, teatro, hip hop, grafite. Uma iniciativa do Espaço Cubo, com apoio da Cufa. Os bailes e o Grito seguem até terça-feira, com shows nacionais (Camila Vitorino, Kebradeira, Cinco por Cento, Unskarai) e bandas locais.

No domingo, a passarela do Samba Edivaldo de Camargo toma conta da praça Cururu Siriri. Desta vez, o circuito do samba mudará de local, da avenida beira Rio para a praça Cururu Siriri, também no Porto, onde serão montados 160 metros de arquibancadas para receber o público.

No domingo, descem à avenida o Cordão Recordar é Viver, capitaneado por Gilmar Fonseca, e os Blocos do Grupo A "O Que que é Esse", "Tradição", "Em Cima da Hora", "Gostoso Sou", "Unidos do CPA" e "Unidos do Porto". Na segunda, é a vez dos Blocos do Grupo B "Afro", "Nossa Raça", "Samba Folia", "Vai Vai do Cai Cai" e "Grêmio Novo Terceiro". Na terça-feira, dia 05, os Blocos do Grupo A "Gaviões do Tijucal", "Melados", "Boca Suja", "Banana da Terra", Escola "Império da Casa Nova", e Escola "Império do Sol".

Na quarta-feira de Cinzas, a partir das 18 horas, ocorre a apuração dos votos da escolha do campeão do Carnaval. O prêmio é o troféu "Nelson Felisberto Bueno (Nelsinho da Escola Marinheiros do Samba)".

Fonte: RMT Online

Prefeituras Investem em Programação

A menos de uma semana para o início do Carnaval, várias cidades mato-grossenses já preparam toda a infra-estrutura para receber os foliões da tradicional festa de momo, sobretudo aqueles que preferem curtir a festa da forma mais tradicional, na rua. Boa parte dos foliões de Cuiabá decide ir para o interior em busca de diversão e o Estado reserva festas peculiares em alguns municípios.

Na Baixada Cuiabana, além da Capital, as festas mais tradicionais e que costumam reunir milhares de pessoas são das cidades de Santo Antônio do Leverger, Nossa Senhora do Livramento e Chapada dos Guimarães.

Em Livramento, acontece há 14 anos o “Bananafolia”. A prefeitura espera reunir mais de 100 mil foliões nos cinco dias de festa. Neste ano, a programação também conta com cuidados familiares. Além de uma área de lazer exclusiva para crianças, todos os dias, das 21h às 23h30, bandas regionais animam o público com as conhecidas marchinhas carnavalescas.

Em Chapada, dois palcos animarão os foliões. Um palco estará no centro histórico da cidade, em frente à igreja matriz de Nossa Senhora de Sant´Ana, e outro no Centro Municipal de Eventos. A animação das noites fica por conta da Banda Bem Brasil. Os irreverentes blocos carnavalescos como o Bafo de Onça e Anta Baleada vão desfilar pela cidade. Em Santo Antônio, a festa acontece na praça central da cidade. Já a prefeitura de Várzea Grande não organizou carnaval popular.

Em Cuiabá, oito bailes populares promovidos pela Secretaria de Cultura estão programados nos bairros Porto, Osmar Cabral, Tijucal, Planalto, Parque Cuiabá, CPA II e Pedra 90. Na avenida Beira-Rio a população poderá assistir os desfiles de blocos e das escolas de samba da cidade. Costureiras se desdobram na preparação das fantasias.

Na quinta-feira, dia 31, o município também realiza o tradicional “Baile da Cidade”, no antigo Clube Feminino, que promete reviver as festas carnavalescas das famílias genuinamente cuiabanas.

Na região sul do Estado, Rondonópolis também promete fazer barulho. Ao todo, 10 bandas nacionais e regionais animarão as noites de Carnaval na pista do antigo aeroporto municipal da cidade. Dentre as bandas, estão as baianas Zeroseteum, Unskaraí, 5%, Kebradeira e a cantora Camila Vitorino. A novidade deste ano é a “Festa da Ressaca”, que acontece no domingo, 9, e tem como atração a cantora Gil, ex-vocalista da Banda Beijo.

No médio-norte, o carnaval de rua de Arenápolis, realizado há 16 anos, também deve reunir foliões de diversas regiões. Para este ano, a prefeitura programou o “Reencontro de Filhos e Amigos de Arenápolis”, festa que pretende trazer ex-moradores à cidade, que teve como auge econômico o período do garimpo nas décadas de 80 e 90.

Em Sinop, a folia acontece na praça Plínio Calegaro, que foi reformada pela prefeitura para a realização do evento. Lá, foi instalada uma arquibancada com capacidade para 3,2 mil pessoas sentadas e dispõe de 36 camarotes. Para o conforto do público, estão sendo instalados 25 banheiros químicos. Ao som de bandas regionais, a festa terá cinco telões. Desta vez, a prefeitura preparou o “Quintal da Folia”, espaço reservado para crianças. Para isso, serão disponibilizados pula-pula, piscinas de bolinhas e outros brinquedos.

Já na fronteira com Goiás, Barra do Garças promove o “Carnaval das Galáxias”, tema escolhido em alusão ao “discoporto” da Serra Azul, conhecido por supostos aparecimentos de discos voadores e objetos voadores não-identificados (Ovnis). Duas bandas de Goiânia animam a folia: Magia Cor e Futrikar. Para crianças e adolescentes, haverá matinês no domingo e na terça-feira de Carnaval.
Fonte: RDM Notícias/Diário de Cuiabá


E só pra não esquecer:

SE BEBER NÃO DIRIJA!
NÃO USE DROGAS!
USE CAMISINHA!


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sábado, 26 de janeiro de 2008

Prazer, Chapada dos Guimarães!

Chapada dos Guimarães

Em pleno cerrado mato-grossense, uma reserva com cânions e inscrições rupestres de 10 mil anos


Imagine a seguinte paisagem: cânions verdejantes e paredões rochosos de até 400 metros de altura de onde despencam cachoeiras. A mata abundante é entrecortada por rios cristalinos e repleta de cavernas, que guardam inscrições rupestres feitas há cerca de 10 mil anos. Vagando no meio disso tudo, onças, lobos-guarás, pacas, veados-campeiros e araras-vermelhas. Esse lugar fica no coração do Brasil e atende pelo nome de Chapada dos Guimarães. Os tais paredões avermelhados são uma das bordas do Planalto Central. De cima dá para ver, em dias claros, as lagoas do Pantanal, a quase 100 quilômetros de distância. Graças à ação dos ventos e das chuvas, as escarpas adquiriram formas variadas e viraram esculturas naturais, batizadas pelos moradores de "cidades de pedra". Algumas lembram muralhas. Outras, castelos. Todas são impressionantes.
Cachoeiras não faltam. A do Véu de Noiva tem uma queda de quase 90 metros e virou o cartão-postal mais famoso dessas paragens. Até 1920 ela era conhecida como Bocaina do Inferno. O município de 15 mil habitantes cresceu ao redor da Igreja de Santana, construída no século 17. O ritmo é pacato exceto nos fins de semana, quando aparecem os turistas, a maioria vinda de Cuiabá. Como fica na beirada dos paredões, a cidadezinha é bafejada por ventos e tem um clima quase sempre agradável. Volta e meia uma bruma a encobre, o que reforça sua atmosfera de mistério. Mistério, aliás, que fez com que levas de turistas esotéricos fossem levados a concordar: a natureza que moldou a Chapada dos Guimarães é mesmo sobrenatural.

O essencial

DDD: 65
Informações turísticas: www.chapadadosguimaraes.com.br; www.chapadadosguimaraes.amm.org.br
Melhor época: o período mais indicado para visitar a região é entre maio e setembro, quando as águas de março já se foram, as cachoeiras estão mais cheias e o cerrado fica florido. No inverno (de junho a agosto), a neblina pode prejudicar um pouco a vista dos mirantes
Como chegar: a cidade da Chapada fica a 55 quilômetros de Cuiabá pela MT-251, rodovia Emanuel Pinheiro
Anote aí: guias na Eco Turismo Cultural, Praça Dom Wunibaldo, 464

Onde Passear

AROE JARI - Também chamada de Morada das Almas, é a segunda maior caverna de arenito no Brasil, com um salão de 30 metros de largura. Abriga a Lagoa Azul e um chuveiro natural de água cristalina. - Fora do parque, em uma fazenda, a 46 km de Cuiabá.
CACHOEIRA DO VÉU DA NOIVA - Fica entre dois cânions, e suas águas despencam de 86 metros de altura. - Acesso pelo km 51 da MT-251 para Cuiabá, 13 km.
CIDADE DE PEDRA - Cânion formado por imensas paredes de arenito com 350 metros de altura. Uma das maiores atrações do local, tem vista para as escarpas da Chapada. No topo, formações rochosas lembram ruínas de uma cidade. - Acesso precário pela estrada para Água Fria, 25 km.
MIRANTE DO CENTRO GEODÉSICO - É parada obrigatória. Em dias claros, dá para enxergar a planície pantaneira. - MT-251 para Campo Verde, 8 km de terra.


• Mais sobre Chapada dos Guimarães

Fonte: Veja é aqui/UOL

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CERRADO

Incêndios fecham parque com freqüência

Sobrevôo noturno do Centro-Oeste mostra rios de fogo cortando a escuridão em vastas áreas do interior

Pedro Carrilho/Folha ImagemNa trilha do mirante do Centro Geodésico, turista se volta para a paisagem

PEDRO CARRILHO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Mesmo quando o parque nacional fecha, a Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, encanta que vai até lá.
O final do inverno não costuma ser muito generoso com o cerrado. A umidade do ar cai abaixo do tolerável, as cores esmaecem, a vegetação seca e as queimadas e incêndios florestais tornam-se freqüentes.
Um sobrevôo noturno do Centro-Oeste brasileiro nessa época do ano dá uma boa dimensão dessa triste rotina: rios de fogo cortam a escuridão em vastas áreas do interior brasileiro, acelerando o processo de extinção de um dos mais ricos ecossistemas do país. Mesmo assim, quem pretende conhecer a região durante essa época do ano não deve desanimar.
Localizada no coração da América do Sul, a região da Chapada dos Guimarães é uma das principais atrações do cerrado brasileiro. Situado a 55 quilômetros de Cuiabá, o parque nacional fecha seus portões com freqüência no período da estiagem para o combate a incêndios e como medida de segurança para visitantes que podem inadvertidamente se verem cercados pelas chamas.
Para aqueles que derem com a cara no portão fechado, um consolo: a região tem muito a oferecer fora do perímetro do parque nacional.
Saindo de Cuiabá pela MT-251, não demora muito para os imponentes paredões de arenito vermelho despontarem no horizonte. Bem, isso se você estiver viajando fora da temporada das queimadas, quando o ar seco e a fumaça deixam o ambiente com uma luz fosca. Se, por um lado, a visibilidade pode ser prejudicada pela fumaça, o pôr-do-sol torna-se espetacular nos mirantes.
Logo antes de a estrada subir os contrafortes da chapada fica a Salgadeira. Antigo pouso de tropeiros, o córrego de mesmo nome abriga hoje um complexo turístico com área para camping e restaurantes. O local costuma ficar muito cheio nos finais de semana e não é recomendado para aqueles que preferem um contato mais sossegado com a natureza.
A estrada, que até então apenas margeara o parque, agora adentra seus limites. Nesse trecho são freqüentes os atropelamentos de animais que cruzam a pista. Depois das primeiras curvas rumo ao topo da chapada chega-se ao Portão do Inferno, primeiro mirante, local de onde se tem um aperitivo do visual por vir.
Já no topo fica a sede do parque nacional. Na entrada, um funcionário do Ibama é encarregado de dar a noticia do fechamento do parque. Um incêndio de grandes proporções acabara de começar e não restou opção senão fechá-lo, para desespero de dezenas de mochileiros decepcionados. À distância já era possível avistar a cortina de fumaça. Dez dias depois, com o fogo controlado, a estimativa era a de que cerca de 20% da área do parque fora destruída -o maior incêndio da história da unidade.

Fonte: Folha Turismo/UOL

Na foto, eu a caminho da Caverna Aroe Jari e Lagoa Azul, na Chapada dos Guimarães

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Programação de Cultura e Entretenimento de Cuiabá

Cinemas


Cinemais Shopping 3 Américas
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Av Brasília, n° 146 , Shopping 3 Américas, 7 Salas Climatizadas - Jd das Américas. Cuiabá - MT, 78060200 Fone: (65) 3317-2909- 3627-5150 - FAX: (65) 3627-5520


Multiplex Pantanal
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Av. CPA Nº 3.300 - Shopping Pantanal - 8 Salas Climatizadas - Jd. Aclimação - Cuiabá - MT. 78050-000 Fone: (65) 3644.8178