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quarta-feira, 28 de maio de 2008

"À toda ação corresponde uma reação de mesma intensidade, mesma direção e em sentido contrário"...

Sim a terceira lei de Newton é implacável!
Isso é o que se vê pelo chão, sujando as ruas de Várzea Grande (que feio isso de poluir as ruas!), depois que o candidato líder nas pesquisas a Prefeito, Maksuês Leite, desistiu da sua candidatura, em favor de sua esposa ser a candidata a vice-prefeita de Julio Campos.


Afinal quem é oposição a quem???
A forma de veicular a indignação é agressiva, mas o que o panfleto diz, fica difícil de ser explicado ou contestado.
Cada um que tire as suas conclusões. Eu já tirei a minha: só decido o meu voto aos 47 minutos do segundo tempo da prorrogação, porque até lá, parece que muita coisa ainda vai mudar!

segunda-feira, 26 de maio de 2008



No ano em que Mato Grosso comemora os 100 anos da primeira exibição de um filme na capital mato-grossense, o Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá chega à sua 15ª edição. Nascido no ano de 1993 como "1ª Mostra de Cinema e Vídeo de Cuiabá", em 2008 abre uma perspectiva de revigoração do audiovisual no Estado.

Conforme o organizador Luiz Carlos Borges, a intenção deste evento é melhorar cada vez mais o canal de comunicação entre o cinema local e o Brasil. "O nosso cinema está 'bombando'. Este ano vamos exibir 17 longas-metragens", comemorou. Este ano serão exibidos mais de 100 filmes, durante 10 dias de programação, que tem início no dia 22 deste mês e vai até o dia 31. As exibições serão no Multiplex Pantanal, localizado na avenida historiador Rubens de Mendonça, CPA. Todas as mostras, competitivas e não competitivas, do 15º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá serão gratuitas. Também estarão abertas ao público todas atividades paralelas do evento, que incluem seminários, oficinas, debates do cinema brasileiro e a "Mostra 100 Anos de Cinema em Mato Grosso", cuja data é tema do Festival.

"Essa é uma ocasião única para o público mato-grossense conferir o que há de melhor no cinema nacional, uma vez que muitos deles não chegam às locadoras e tampouco entram em cartaz nos cinemas comerciais", lembrou o diretor de programação do evento, Diego Baraldi.

Homenageado

O homenageado deste ano será Reynaldo Paes de Barros, cineasta mato-grossense que nasceu na fazenda Pindaival, município de Santo Antonio de Leverger e representa a trajetória centenária do cinema em Mato Grosso. Um cinema de terras distantes, lendárias, onde a realização de um filme é quase um ato heróico. Nesse sentido, o Festival exibe em sua programação três trabalhos de Reynaldo na sessão do homenageado: "Pantanal de Sangue", de 1971; "No Pantanal do Piquery", de 1975; e "Pantanal Até Quando", de 1978.

Programação

Na programação geral, o Festival irá oferecer quatro categorias competitivas: 17 longas-metragens, 15 curtas-metragens, 12 vídeos, sendo quatro mato-grossenses e 11 vídeo-clipes mato-grossenses, além de outras oito mostras: Três "Curta Latino", "Curta Mais", "Cinema Vai à Escola", "Sessão Especial", "Vídeos do Mato", "Curta Centro-Oeste", "100 Anos de Cinema em Mato Grosso" e "Festival no Bairro", que reunidas exibem mais de 40 produções cinematográficas.

Atividades paralelas

Além de trazer o que há de melhor na produção nacional, o Festival buscou oferecer uma série de atividades paralelas, que visam à formação de profissionais, como oficinas e seminários, reflexão acerca do audiovisual (debates do cinema brasileiro, encontro de pesquisadores em audiovisual, encontro do fórum dos festivais), além da formação de platéia crítica.

Além de informação e entretenimento gratuito, é importante ressaltar que neste ano espera-se que o Festival e suas ações recebam um público superior a 30 mil pessoas, durante 10 dias de programação. Em 2007, o Festival e atividades desenvolvidas paralelamente reuniram uma platéia superior aos 25 mil expectadores.

Primeira sessão em Cuiabá

Da primeira sessão em 1908 promovida pela firma Silva & Irmãos que adquirira o cinematógrapho da firma paraguaia Mendez & Nascimento, a exibição cinematográfica na capital do Estado, Cuiabá, tem como principal característica a ocorrência em espaços precários e extremamente inadequados à atividade. Caso a parte foram as memoráveis salas do Cine Tropical e Cine Bandeirantes que não sobreviveram à virada do centenário.

Programação: Você encontra no Site Oficial do Festival

Site Oficial do Festival: http://www.cinemaevideocuiaba.org/2008/

Fonte: adaptado de TV Centro América

Agora, divirta-se!


quinta-feira, 22 de maio de 2008

Tradição Matogrossense: Guaraná Ralado!

A Lenda do Guaraná
 

Um casal de índios pertencente a tribo Maués, vivia junto por muitos anos sem ter filhos mas desejavam muito ser pais. Um dia eles pediram a Tupã para dar a eles uma criança para completar aquela felicidade. Tupã, o rei dos deuses, sabendo que o casal era cheio de bondade, lhes atendeu o desejo trazendo a eles um lindo menino.

O tempo passou rapidamente e o menino cresceu bonito, generoso e bom.

No entanto, Jurupari, o deus da escuridão, sentia uma extrema inveja do menino e da paz e felicidade que ele transmitia, e decidiu ceifar aquela vida em flor.

Um dia, o menino foi coletar frutos na floresta e Jurupari se aproveitou da ocasião para lançar sua vingança. Ele se transformou em uma serpente venenosa e mordeu o menino, matando-o instantaneamente.

A triste notícia se espalhou rapidamente. Neste momento, trovões ecoaram e fortes relâmpagos caíram pela aldeia. A mãe, que chorava em desespero, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo que ela deveria plantar os olhos da criança e que deles uma nova planta cresceria dando saborosos frutos.

Os índios obedeceram aos pedidos da mãe e plantaram os olhos do menino.

Neste lugar cresceu o guaraná, cujas sementes são negras, cada uma com um arilo em seu redor, imitando os olhos humanos.

(Lenda indígena / Bruxo-els)

Fonte: http://www.ufsc.br/~esilva/Lenda003.html

Eu tomo, todos os dias pela manhã o Guaraná Ralado, em pó, e me faz muito bem! Agora, se é afrodisíaco mesmo ou não, isso eu nunca vou contar. Só achei esquisito que eu como biólogo não conheça essa flor aqui:


quinta-feira, 15 de maio de 2008

141 Anos de Várzea Grande hoje: Homenagem ao Distrito de Bonsucesso

História de Bonsucesso


Situado a 15 quilômetros do centro de Várzea Grande, com 2747 habitantes, Bonsucesso caracteriza-se como terra de gente humilde, com ruas estreitas, alongando-se paralelamente ao Rio Cuiabá cerca de 1000 metros. Em 1948 era um distrito formador do município.

Justino Antônio da Silva Claro era o único proprietário daquelas terras no século passado. Dele, há inúmeros descendentes, os quais já dividiram as terras. A cana-de-açúcar é ainda a principal lavoura. Outros moradores locais foram Antônio Ferreira Gomes, Antônio Leite de Magalhães, João Pinheiro, Joaquim Magalhães, Miguel Ângelo da Silva Claro, João Vital da Silva Claro e João Gil da Silva, sendo todos de grandes famílias, que hoje moram em Bonsucesso, Cuiabá e Várzea Grande.

Engenho Dona Buguela

Além da cana-de-açúcar, também era fabricado aguardente e açúcar de barro.

No começo deste século ainda haviam casas rústicas, onde eram consagradas as festas juninas, reunindo cantadores de cururu e dançadores de siriri. A primeira escola mista de Bonsucesso é de 1908. A segunda surgiu no dia 16 de março de 1920. Em 1968, foi oficialmente inaugurada a igreja católica em missa oficiada pelo arcebispo Dom Orlando Chaves. As imagens São benedito e Divino Espírito Santo, doadas pelo coronel Ubaldo Monteiro da Silva que as trouxe de São Paulo.


Distrito de Várzea Grande Bonsucesso foi criado pela lei nº 126 no dia 23 de dezembro de 1948, e confirmada por lei 9.583 no dia 24 de dezembro de 1948.

Eu estive conversando e aprendendo sobre "devoção" com Dona Honorata:

Com muita honra eu lecionei em 1999 na Escola Municipal da Comunidade, denominada "Maria Barbosa Martins", que hoje volta à direção do competente Professor Tavares, e contribuí com a formação de alguns dos jovens que hoje são os valorosos cidadãos daquele lugar:

Um dia, meus alunos me disseram: "Professor, hoje somos nós que vamos ensinar o Senhor!" e me levaram até um Engenho e uma moenda de cana. Então me ensinaram como se faz as deliciosas rapaduras de Bonsucesso.

O peixe, como já era de se esperar de uma comunidade de pescadores, é um dos seus principais produtos para os visitantes.


Enfim... Um lugar onde as "Japuíras" ainda fazem seus ninhos, que deixa saudades!



Fotos: Marco Antônio de Mattos

Parabéns, Bonsucesso! Parabéns Várzea Grande, pelos seus 141 anos!


Mais sobre Várzea Grande no "By Osc@r Luiz"!

Até o dia 18 você também pode me ajudar, votando no meu post sobre o "Horário de Verão", no Blogueiro Repórter indo aqui.
E pela proximidade das datas e conteúdo do post, é com ele que registro minha participação na blogagem coletiva "
Coisas do Brasil" promovida pela Andréa Motta, que se realiza amanhã, mas o meu, já está no ar.

Próxima Blogagem Coletiva!

Também participo com posts em outros blogs: no "Flainando na Web", um glossário dos termos cuiabanos, e no "By Osc@r Luiz", as vertentes formadoras da música matogrossense e o rasqueado cuiabano. Visite se tiver a curiosidade.
Obrigado, Andréa, pela oportunidade de participar.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Parabéns Mato Grosso! Hoje o aniversário é todo seu!


Hino de Mato Grosso em todos os ritmos! Não deixe de ver isso!

Produção cinematográfica realizada pelo Sebrae em Mato Grosso. com direção e roteiro da minha talentosíssima amiga *Bárbara Fontes, para homenagear o Estado que mais cresce no País, seus cidadãos e àqueles que aqui chegaram para essa imensa transformação:




Hino de Mato Grosso

Letra: Dom Aquino Corrêa

Maestro: Emilio Heine


Limitando, qual novo colosso,

O ocidente do imenso Brasil,

Eis aqui, sempre em flor. Mato Grosso,

Nosso berço glorioso e gentil!

Eis a terra das minas faiscantes,

Eldorado como outros não há

Que o valor de imortais bandeirantes

Conquistou ao feroz Paiaguás!


(BIS)

Salve, terra de amor, terra do ouro,

Que sonhara Moreira Cabral!

Chova o céu dos seus dons o tesouro

Sobre ti, bela terra natal!


Terra noiva do Sol! Linda terra!

A quem lá, do teu céu todo azul,

Beija, ardente, o astro louro, na serra

E abençoa o Cruzeiro do Sul!

No teu verde planalto escampado,

E nos teus pantanais como o mar,

Vive solto aos milhões, o teu gado,

Em mimosas pastagens sem par!


Hévea fina, erva-mate preciosa,

Palmas mil, são teus ricos florões,

E da fauna e da flora o índio goza,

A opulência em teus virgens sertões.

O diamante sorri nas grupiaras

Dos teus rios que jorram, a flux,

A hulha branca das águas tão claras,

Em cascatas de força e de luz.


Dos teus bravos a glória se expande

De Dourados até Corumbá,

O ouro deu-te renome tão grande

Porém mais, nosso amor te dará!

Ouve, pois, nossas juras solenes

De fazermos em paz e união,

Teu progresso imortal como a fênix

Que ainda timbra o teu nobre brasão.


*Quem é Bárbara Fontes?

Bárbara Fontes é graduada em Rádio e TV pela UFMT. Trabalha com cinema documentário desde 1994, atuando como diretora, roteirista e montadora premiada internacionalmente. Trabalhou entre 1995 a 1998, no setor de Comunicação Social da ONG Instituto Centro de Vida (ICV) em Cuiabá. Entre 1999 e 2000, estagiou na TV Universidade (UFMT), onde produziu e dirigiu programas de entrevistas e documentários.

Em 2004, lançou o documentário “Arne Sucksdorff: Uma Vida Documentando a Vida”– depois de 10 anos de trabalho sobre a vida e obra do cineasta sueco que morou em Mato Grosso. Em 2005, dirigiu o documentário sobre o Festival Internacional de Coros, para Coordenação de Cultura da UFMT.

Em 2006, lançou o documentário “Vila Bela: Terra de Colores”– produzido através do concurso nacional DOCTV II. Em 2007, foi responsável pela montagem do documentário “Literamérica 2006″. Recentemente roteirizou, dirigiu e montou o musical institucional “Canção Mato-grossense – Hino de Mato Grosso” - para o Sebrae Mato Grosso. Desde 1994, Bárbara Fontes já trabalhou em mais de 20 documentários entre autorais e institucionais. Atualmente busca recursos para a viabilização do documentário “Pantaneiras” e trabalha na pesquisa histórica do longa-metragem de ficção “Adrien” filmagens previstas para 2010.


Símbolos Mato Grosso


Durante o período colonial, o estado do Mato Grosso acatava, e por assim dizer utilizava dos símbolos oficiais de Portugal. Quando da Proclamação da Independência, em 1822, o estado passou a respeitar os símbolos oficiais do Império Brasileiro.

Com a Proclamação da República (1889), cada um dos estados já existentes ou em fase de criação obtiveram o direito de criar e usar seus próprios símbolos, dentre eles Mato Grosso.


Hino

Devido a grande extensão territorial do estado no início de sua formação, abrangendo os municípios de Ponta Porã e Guaporé, hoje respectivamente anexados ao Mato Grosso do Sul e Rondônia; mesmo havendo o desmembramento dos estados (criação do Mato Grosso do Sul) o Mato Grosso continuou sendo o terceiro maior estado brasileiro.

Assim sendo, justifica-se a referência das cidades de Corumbá e Dourados na letra do hino mato-grossense.

Foi Dom Francisco de Aquino Corrêa o autor da letra da “Canção Mato-grossense” reconhecida no ano de 1983 como hino oficial do estado.

Porém, antes disso, a canção havia sido executada e, 1919, pela primeira vez, na cerimônia do bicentenário de Cuibá.

Durante longa data, o hino, mesmo não sendo oficial foi cantado nas escolas; a não-oficialização do hino possivelmente tenha ocorrido por fatores políticos diversos advindos dos sucessores de Dom Francisco de Aquino Corrêa. Com a implantação do “Estado Novo” todos os símbolos oficiais do estado foram abolidos, restabelecendo-se seu uso em todos os estados, sendo que Mato Grosso só apresentava como símbolo a bandeira e o brasão de armas. O hino era oficial para a população mato-grossense tendo sido oficializado pelo governador Júlio José de Campos pormeio do Decreto n. 38, de 03 de maio de 1983.


Bandeira

É o mais antigo símbolo oficial do Estado do Mato Grosso. Foi criada pelo General Antonio Maria Coelho através do Decreto n.2, de 31 de janeiro de 1890; 73 dias após a data de criação da Bandeira Brasileira.

A bandeira mato-grossense em muito se parece com a brasileira, principalmente em suas cores, não em sua disposição. É formada por um retângulo azul, com losango branco; ao centro uma esfera ou globo verde e uma estrela amarela (cinco pontas) tocando as extremidades da esfera.

  • Retângulo Azul: corresponde ao céu, como na bandeira nacional; representa também a evolução de um princípio espiritual, a busca da perfeição.

  • Losango Branco: lembra o culto à mulher, à pureza; significa o zodíaco além da paz, da concórdia na política e, o otimismo e a virtude no lado psicosocial.

  • Esfera ou globo Verde: representa a soberania, a grandeza territorial. O verde caracteriza a esperança, a juventude; busca desenvolver a consciência para a convivência equilibrada e sustentável do homem com o meio ambiente.

  • Estrela Amarela: retrata a humanidade voltada para o firmamento em busca de respostas às perguntas. Este foi um dos mais importantes símbolos dos ideais republicanos. Sua coloração – amarelo – lembra o ouro, uma das riquezas mato-grossenses.


Brasão de Armas

A frase “Virtute Plusquam Auro” chama a atenção para o brasão estadual, sua tradução diz “Pela virtude mais que pelo ouro”.

Dom Francisco de Aquino Corrêa governou o estado no período de 1918 a 1922. No início de seu governo eram muitas as dificuldades, consequência da Primeira Guerra Mundial e da gripe espanhola; para tanto o governante buscou na virtude de seus ideais a solução para os problemas.

Foi durante seu primeiro mandato que Dom Francisco enviou à Assembléia Legislativa a proposta de criação de um Brasão de Armas. Enquanto o estado não tinha seu próprio brasão, a bandeira era o símbolo do estado.

De forma simples e compreensiva, assim é composto o Brasão de Armas do estado do Mato Grosso.

Escudo em estilo português (ponta arredondada) no qual está simbolizado um campo de sinople (verde), uma “montanha” de ouro (amarelo) e, o restante do escudo tomado pelo céu. Sob o céu um braço armado empunhando uma bandeira com a cruz da Ordem de Cristo. No alto do escudo uma fenix de ouro como timbre. Ladeando o escudo dois ramos, um de seringueira e outro de erva-mate entrelaçados pela fita com os dizeres: “Virtute Plusquam Auro”.


Parabéns, Mato Grosso!

Fontes: You Tube e Ambiente Brasil

terça-feira, 6 de maio de 2008

Maria da Penha, a própria, em Cuiabá...

Post "terceirizado" a quem foi e entende do assunto...

Maria da Penha - simplesmente surpreendente!


Pois é. Foi o que achei dessa cearense que fez de seu drama pessoal uma bandeira de luta. Bem, não vou reproduzir aqui todas as palavras da bioquímica Maria da Penha, mas algumas passagens faço questão de multiplicar. Citando Martin Luther King: "o que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons," a oradora relatou sua história de vida. Ao contrário do que li em algumas mini biografias, o marido de Maria da Penha começou a mal trata-la logo depois do nascimento de sua segunda filha. Tal período coincide com a sentença de naturalização de Marco Antônio Heredia, que era colombiano. Maria da Penha já não tinha mais utilidade para ele. É claro que ela falou em divórcio, mas ele desconversava. Quando se casou, Maria da Penha pensou que seria para sempre, mas o laço que a unia ao marido começou a se desfazer três anos após a cerimônia. Ainda assim, ela teve mais uma menina. Em 1983 ela sofreu o primeiro atentado, suas três filhas eram totalmente dependentes dela (...) (continue lendo AQUI).

Se a Tânia, se surpreendeu, eu também estou surpreso...

domingo, 4 de maio de 2008

Perigo! Perigo! Portão do Inferno na Chapada dos Guimarães sob risco de desabamento!



PORTÃO DO INFERNO
Especialistas alertam sobre acidente na ponte

Wisley Tomaz
Especial para A Gazeta

O surgimento de uma cratera com quase o tamanho de um veículo popular, com aproximadamente 3 metros de comprimento, embaixo da ponte que contorna o Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães, pode levar à uma situação idêntica ou até pior do ocorrido no paredão da cachoeira do Véu de Noiva - no dia 21 de abril - que matou uma adolescente de 17 anos, deixou quatro pessoas em estado grave e causou lesões em outras 30. A afirmação é de dois especialistas das universidades Federal de Mato Grosso (UFMT) e de Guarulhos (SP).

O fluxo de veículos pesados, como carretas e bitrens na MT 251, que liga Cuiabá ao município de Campo Verde, é o motivo principal de um provável acidente, já que está constatado a ocorrência de rachaduras em determinadas partes da ponte. Os caminhoneiros estariam usando a rodovia para desviarem, tanto do Posto da Polícia Rodoviária Federal na Serra de São Vicente, como do trânsito na BR-364, considerado complicado em determinadas horas. Um outro atrativo para os caminhoneiros é que a rodovia está recebendo camada asfáltica nova, no trecho entre Chapada dos Guimarães e Campo Verde, tendo apenas cerca de 40 quilômetros a ser concluídos até o fim de 2008.

A reportagem acompanhou uma visita técnica dos pesquisadores na região, onde eles afirmaram que o local tem que ser interditado imediatamente, pois da forma que está oferece risco às pessoas que trafegam por lá. Outro fator observado pelos professores-doutores Prudêncio de Castro (departamento de Geologia da UFMT) e Antônio Manoel dos Santos Oliveira (do Centro de Pós Graduação, Pesquisa e Extensão-Ceppe, da Universidade de Guarulhos), é que o paredão da encosta da ponte do Portão do Inferno está sofrendo um rápido processo erosivo em função, também, da passagem dos veículos pesados.

"Na medida que esses caminhões passam pela ponte tudo aqui treme, daí a queda de blocos rochosos embaixo dela e também no paredão. Se a passagem deles não for proibida imediatamente vamos ter um acidente nunca visto antes aqui, com inclusive mais vítimas do que esse que houve no Véu de Noiva. Já pensou se esse local despenca no momento em que estiver passando um ônibus de turistas ou de estudantes?", indaga o professor Prudêncio de Castro, que ainda diz que as autoridades competentes estão sendo alertadas já faz um tempo, mas parecem estarem esperando algo trágico acontecer para tomar providências.

Desde o ano passado que o jornal A Gazeta alerta quanto a um provável acidente no local, em reportagem veiculada no dia 25 de setembro. Na época foi destacado o desmoronamento de uma lasca do desfiladeiro no Portão do Inferno, também em função da passagem de caminhões. Segundo o professor Antônio Manoel, de Guarulhos, a estrutura da rodovia não foi projetada para suportar esse tipo de trafegabilidade. "Essa estrada tem que ser usada como uma Rodovia Parque, ou seja, apenas pequenos caminhões, carros de passeio e ônibus de turistas devem passem por aqui".

O promotor de Justiça de Chapada dos Guimarães, Jaime Romaquelli, disse que também entende que o tráfego de veículos pesados na MT-251 está causando problemas ambientais não só no Portão do Inferno, bem como em outros pontos do Parque Nacional. Contudo, o Ministério Público só pode agir se um estudo detalhado for realizado e que uma denúncia seja apresentada desse estudo.

Outro Lado - A Secretaria de Estado de Infra-Estrutura (Sinfra), se manifestou por meio de sua assessoria de imprensa, já que seu secretário Vilceu Marcheti, disse não falar mais sobre o assunto. À Sinfra compete a questão estrutural das rodovias no Estado. Conforme foi informado, "os engenheiros da Sinfra estiveram na MT 251 para verificar as condições da ponte e ficou constatado que a rodovia está em condições normais de tráfego. A afirmação está no laudo técnico realizado, onde foram feitos dois estudos: um sobre o tráfego de veículos na estrada, outro sobre as condições do viaduto do Portão do Inferno.

Os relatórios de tráfego foram realizados nos dias 29 e 31 de agosto e entre 23 e 29 novembro der 2007, em caráter quantitativo e qualitativo.

Documentos da Sinfra apontam que tráfego diário médio de 3,3 caminhões com quatro eixos (capacidade máxima de 34,6 toneladas), nos dois sentidos; 16 com cinco eixos (capacidade máxima) 43,5 toneladas; três com seis eixos (capacidade máxima 50,9 toneladas) e nenhum com o peso acima de 50,9 toneladas. Vale ressaltar que a rodovia comporta caminhões com até 57 toneladas. O limite de carga da rodovia, como de qualquer outra estrada é definida pelas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e as leis do Código de Trânsito Brasileiro, entre elas a 9.503 de setembro de 1997 e 6.602 de janeiro de 1998."

Fonte: Gazeta Digital

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Peixes do Pantanal


Foi lançado recentemente a 2º edição do livro Peixes do Pantanal: manual de identificação dos autores Heraldo Antonio Britski, Keve Zobogany de Szonyl de Silimon e Balzac Santana Lopes.
O livro
Peixes do Pantanal - Manual de Identificação traz após revisão, a descrição de 269 espécies da região, além de outras cuja ocorrência verifica-se na bacia do rio Paraguai. Além de dezenas de fotos, a publicação traz 150 ilustrações, das quais 40 em aquarela e 110 em nanquim e bico-de-pena e mais um glossário com toda a terminologia utilizada nos textos descritivos. A edição, além de contribuir com o desenvolvimento da pesca e da aqüicultura, é um importante instrumento para a formulação da política brasileira para o setor. É indicada para pesquisadores, estudantes e público interessado no tema. A produção é da Embrapa Pantanal e a edição da Embrapa Informação Tecnológica.


Hyphessobrycon eques

Fonte: Biblioteca Embrapa
Fotos: SBI, Embrapa

Notícia fresquinha que eu trago lá do Nature Planet, um incrível blog de aquariofilia e afins do meu amigo Ricardo Britzke. Você não sabe o que está perdendo se ainda não visitou!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Blogagem Coletiva Poética...


De Lagarta À Borboleta



A triste perene sina
de ensinar a voar...
Primeiro precisa-se
de uma lagarta
com desejos de asas...
Não pode ser qualquer lagarta,
há de ter nos olhos
a ânsia do ilimitado
e, no corpo,
princípios de desejos...

Descoberta, é necessário
fazê-la perder o medo
da metamorfose.

Inicia-se, então, lentamente
o processo de sedução.

Ensiná-la, com palavras sutis,
que há mais do que o verde
e seu monolítico sabor...
(sei o quanto é difícil,
para quem rasteja e mastiga,
pensar outro universo...)

Despertada para o inusitado,
ela está pronta para a pupa.
Obvio que haverá dor.
Os músculos contorcendo-se,
o casulo, imobilizando...

(só sofrimento e prazer não sabido)

Passa o tempo, o disforme
adquire silhuetas e cores...
Agora, resta o último esforço:
romper o casulo
e tatear o claro obscuro...

Dada a eclosão,
eis a borboleta frágil,
porém indócil.
Com uma pitada de sol
e uma nesga de vento,
poderá voar entre flores desavisadas...

Inebriada com sua beleza
e com o dom de voar,
esquece rapidamente
de que fora lagarta
e do criador de asas...

Assim não ouve
suas ultimas palavras:
Borboleta, cuida-te.
pois tuas asas não resistem
ao fogo, nem aos vendavais...

Sérgio Cintra


Autor Regional e Professor de Literatura em Cuiabá e Várzea Grande
sergiocintra@terra.com.br

Este post, assim como este e este, faz parte da blogagem coletiva "Entre Aspas" promovido pela Lunna através do blog "Acqua".



domingo, 27 de abril de 2008

Humor mórbido derivado do post anterior...



Presente do Neto! Obrigado!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O Mundo está mesmo perdido...


Não! O problema não é o "poste estar há dois anos no meio da rua em São Paulo"!

O problema é a declaração do nosso ilustre Governador, aliás, o maior plantador de soja do mundo.

Veja só a manchete do UOL de hoje:



Meus amigos do resto do Brasil e do mundo: me desculpem por isso!
Aliás, "Perdoai... Eles não sabem o que dizem!".


terça-feira, 22 de abril de 2008

Parte da cachoeira "Véu da Noiva" desmorona em cima de turistas na Chapada dos Guimarães

21/04/2008 - 17h09

Acidente em cachoeira do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães deixa 5 feridos

Thiago Varella
Em São Paulo

Do UOL

Um acidente na cachoeira Véu de Noiva, no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães (MT) deixou cinco feridos (três homens e duas mulheres), quando um barranco do lado direito da cachoeira desmoronou. Pelo menos 20 pessoas foram atingidas por estilhaços das placas de pedras que se desprenderam do paredão com o desabamento, segundo o Corpo de Bombeiros do Mato Grosso.
Formada pelo rio Coxipó, a cachoeira Véu de Noiva tem cerca de 80 metros de altura e é um dos destinos mais visitado dos turistas que visitam o parque. Mais de 30 bombeiros trabalharam no resgate.
Chovia forte no momento do acidente, mesmo assim 25 pessoas nadavam no local. Os bombeiros informaram que as cinco vítimas já estão em Cuiabá para serem atendidas no pronto-socorro municipal -- entre ela, há uma pessoa em estado grave, com traumatismo craniano. As demais pessoas sofreram apenas escoriações leves e já foram retirada do local do acidente.

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21/04/2008 - 15h36 - Atualizado em 21/04/2008 - 22h12

Grupo de turistas é atingido em desmoronamento em MT

Cerca de 20 turistas ficaram feridos na manhã desta segunda-feira (21).
Segundo testemunhas, outras quatros estão em estado grave.
Do G1, em São Paulo, com informações da TV Centro América

Um acidente no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, deixou um grupo turistas feridos na manhã desta segunda-feira (21). O Governo do estado ainda não confirmou o número de feridos. Uma testemunha ouvida pelo G1 informou que mais de 20 pessoas estavam no local e foram atingidas por um desmoronamento.

Ainda de acordo com o Governo do estado, o acidente ocorreu perto da cachoeira Véu da Noiva. As primeiras informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros de Cuiabá são de que um barranco teria desmoronado e atingido o grupo de turistas. Quatro pessoas estariam estado grave, segundo informações de testemunhas. "Ainda tem umas seis pessoas no local. Estas estão mais feridas, com cortes na cabeça e no pescoço. Os bombeiros desceram até lá e devem retirar essas pessoas de maca", disse Ricardo Neves, que estava no local no momento do acidente.

De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki, o governo vai acompanhar o resgate das vítimas.

Segundo Neves, as primeiras vítimas já saíram do local e foram atendidas pelos bombeiros. "Foram medicadas e saíram daqui. São turistas que tiveram ferimentos bem mais leves".

O parque

Segundo a prefeitura de Chapada dos Guimarães, a Cachoeira Véu de Noiva tem 86 metros de queda, pode ser visto através de mirantes que foram construídos nas trilhas, o visitante consegue fotografar a queda total da cachoeira sob diversos ângulos.

sábado, 19 de abril de 2008

19 de abril: "Dia do Índio"... Só que todo dia é dia de índio, não acha?

Populações Indígenas em Mato Grosso

Mato Grosso tem hoje uma população de 25 mil índios, do total de 360 mil existentes no Brasil. São 38 povos, com suas línguas e culturas diferentes, habitantes de aproximadamente 10% do territorio matogrossense: Apiaká, Kayabi, Munduruku, Arara, Xavante, Cinta Larga, Bakairi, Paresi, Kayapó, Enauenê nauê, Mynky, Bororo, Nambikwara, Aweti, Juruna, Kalapalo, Kamayurá, Kuikuro, Matipu, Nahukwá, Mehinaku, Suyá, Tapayuna, Trumái, Txicão, Waurá, Yawalapiti, Rikbaktsa, Irantxe, Panará, Karajá, Surui, Tapirapé, Terena, Umutina, Zoró, Guató e Chiquitanos.

Indigenous Pupulations in Mato Grosso

There are currently around 25 thousand Indians within the state of Mato Grosso, part of a total 360 thousand throughout the whole of Brazil. Altogether 38 separate people-nations with their respective languages and cultures, inhabit around 10% of the Matogrossense territory:: Apiaká, Kayabi, Munduruku, Arara, Xavante, Cinta Larga, Bakairi, Paresi, Kayapó, Enauenê nauê, Mynky, Bororo, Nambikwara, Aweti, Juruna, Kalapalo, Kamayurá, Kuikuro, Matipu, Nahukwá, Mehinaku, Suyá, Tapayuna, Trumái, Txicão, Waurá, Yawalapiti, Rikbaktsa, Irantxe, Panará, Karajá, Surui, Tapirapé, Terena, Umutina, Zoró, Guató e Chiquitanos



Fonte: Museu Rondon/UFMT


Pantanal - Povos Indígenas

Compilado por Salatiel Alves de Araujo, todos direitos reservados © 1996


Em harmonia com o meio ambiente desde tempos imemoriais os povos indígenas tem sofrido muito com a chegada do homem branco. Doenças e novos costumes acompanharam as rodovias e a estrada de ferro e trouxeram desespero a muitos povos da região. Com o plano de construção da Hidrovia Paraguai-Paraná os povos indígenas, recentemente se uniram para divulgar um manifesto, datado de 29 de janeiro de 1996, onde questiona a construção da hidrovia. Este manifesto foi amplamente divulgado e discutido na Internet, resultando num estudo mais aprofundado da questão da Hidrovia Paraguai-Paraná bem como do posicionamento de órgãos ambientalistas quanto a questão.

Os povos indígenas que tradicionalmente habitam o Pantanal são:

Paiaguás, Guaikuru, Guatós, Terenas, Kaiowás, Bororos, Umotinas, Parecis, Kinikinaos


Paiaguás

Povo indígena hoje extinto, habitavam o pantanal quando da chegada dos Portugueses e travaram, juntamente com os Guaikuru, intensas batalhas, das quais muitos portugueses não sobreviviam. Perseguidos e acuados, foram progressivamente sendo exterminados não restando qualquer registro da presença de seus descendentes atualmente.

Guaikuru

Aliados dos Paiaguás contra um inimigo comum, os exímios cavaleiros guaikurus ofereceram grande resistência à povoação do Pantanal matogrossense. Um tratado de paz em 1791 os declara súditos da Coroa Portuguesa.

Guatós

Povo de lingua do tronco Macro-Jê. Foi considerado extinto por 40 anos, até que, em 1977, foi reconhecido um grupo Guató na ilha Bela Vista do Norte. Vive no Pantanal Mato-Grossense e disperso ao longo dos rios do médio e alto Paraguai, São Lourenço e Capivara, no município de Corumbá (MS). Segundo a Funai, em 1989 eram 382 índios.

Terenas

Ou Tereno. Povo de língua da família Aruák. Parte dele (cerca de 12.000 indivíduos) vive no oeste de Mato Grosso do Sul, em oito áreas indígenas; outra parte (350 índios) ocupa terras nas áreas indígenas de Icatu, Araribá e Venuíre, no interior do Estado de São Paulo, juntamente com os Kaingang.

Kaiowás

Bororos

Povo falante de língua do tronco macro-jê. Os Bororo atuais são os Bororo Orientais, também chamados Coroados ou Porrudos e autodenominados Boe. Os Bororo Ocidentais, extintos no fim do século passado, viviam na margem leste do rio Paraguai, onde, no início do séc. XVII, os jesuítas espanhois fundaram várias aldeias de missões. Muito amigáveis, serviam de guia aos brancos, trabalhavam nas fazendas da região e eram aliados dos bandeirantes. Desapareceram como povo tanto pelas moléstias contraídas quanto pelos casmentos com não-índios. Os Bororo Orientais habitavam tradicionalmente vasto território que ia da Bolívia, a oeste, ao rio Araguaia, a leste e do rio das Mortes, ao norte, ao rio Taquari, ao sul. Ao contrário dos Bororo Ocidentais, eram citados nos relatórios dos presidentes da província de Cuiabá como nômades bravios e indomáveis, que dificultavam a colonização. Foram organizadas várias expedições de extermínio. Uma delas, a de Pascoal Moreira Cabral, em 1718 ou 1719, após ser derrotada pelos indígenas, descobriu ouro às margens do rio Coxipó. Estimados na época em 10 mil índios, os Bororo sofreram várias guerras e epidemias até sua pacificação, no fim do século XIX, quando foram reunidos nas colônias militares de Teresa Cristina e Isabel e estimados pelas autoridades em 5 mil pessoas. Nas colônias, a convivência com os soldados, a promiscuidade, o consumo de álcool e as doenças reduziram ainda mais a população. Entregues aos salesianos para catequese, em 1910, os Bororo somavam 2 mil índios. Em 1990, com uma população de aproximadamente 930 pessoas, vivem em cinco pequenas áreas indígenas (Merure, Teresa Cristina, Tadarimana, Perigara e Jarudore) que somam 133 mil hectares, nos municípios de Barra do Garça, Barão do Melgaço, General Carneiro, Poxoréu e Rondonópolis no Estado do Mato Grosso. Há também um grupo em Sangradouro, no mesmo estado. Este povo, que era caçador e coletor, vive hoje da agricultura e da venda de artesanato. Sua cultura, muito complexa, foi objeto de muitos estudos. As pessoas são separadas em várias categorias sociais, com papéis de oposição; durante o ritual funerário, que pode durar até dois meses, juntam-se em papéis complementares e fazem novas alianças, reforçando a coesão grupal.

Umotinas

Subgrupo Bororo de língua da família Otukê, do tronco Macro-Jê. Eram conhecidos como “barbados”, porque usavam barba, às vezes postiça - feita de pêlos de macaco bugio ou de cabelos das mulheres da tribo. Vivem na Área Indígena Umutina, no município de Barra dos Bugres no Mato grosso, juntamente com os Paresí, Kayabí e Ñambikwára.

Parecis

Ou Paresí. Denominação dada a vários povos indígenas que falavam dialetos da língua Paresí, da família Aruák. Viviam no planalto do Mato Grosso e eram uma das fontes de escravos preferidas dos bandeirantes; dóceis e pacíficos, trabalhavam na agricultura e fiavam algodão para a confecção de redes e tecidos. No início do século XX foram encontrados pela comissão do Marechal Rondon, ainda traumatizados pela violência dos contatos anteriores. Rondon os conduziu para terras protegidas por suas tropas e os Paresí se tornaram seus principais guias na região. Um desses povos, autodenominado Halíti, vive na região dos rios Juruena, Papagaio, Sacre, Verde, Formoso e Buriti, no oeste de Mato Grosso, em várias áreas indígenas, nos municípios de Tangará da Serra, Vila Bela da Santíssima Trindade e Diamantino. Em 1990, segundo a Funai, eram 900 índios.

Kinikinaos

Fonte:

Informática, Consultoria e Treinamento Paiaguás

Salatiel Alves de Araujo - Geólogo e Especialista em Sensoriamento Remoto
Comentários para o autor: salatiel@nutecnet.com.br
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All rights reserved.- Revisado: 18 de Agosto de 1996