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domingo, 2 de março de 2008

"Cadeira Elétrica para os Deputados de Mato Grosso!"


Não é o que você está pensando! Veja só:



Sem alarde e com o propósito de fornecer mais conforto, comodidade e privilégio a seus deputados, a mesa diretora da Assembléia de Mato Grosso comprou 32 cadeiras elétricas, com mil combinações de massagens, revertidas de couro e de controle remoto. Essa ostentação está orçada em mais de R$ 400 mil. Cada uma teria custado cerca de US$ 6 mil. A negociação não foi divulgada. O caso veio à tona por acaso. Durante a sessão ordinária de quarta (27), o deputado Percival Muniz (PPS), em meio a um pronunciamento da tribuna, deixou escapar o seguinte comentário: "Com essa cadeira, eu estou sentindo massagem na bunda". Em seguida, demonstrou um certo desconforto com aquela situação privilegiada.

Fonte: ClicHoje



Acredita nisso? Pode acreditar, é verdade... E o pior, o dinheiro é o seu!

Agora leia o que escreveu "Fernando de Almeida" no site "Mato Grosso Mais":

DivulgaçãoProfessor e escritor de Cuiabá revela a sua indignação sobre as novas cadeiras elétricas com mil e uma combinações de massagens compradas para os deputados da Assembléia Legislativa.

Contaram-me, sem alarde, das cadeiras elétricas com mil e uma combinações de massagens, revestidas de couro e dotadas de controle remoto, compradas para oferecer mais conforto aos nossos deputados. Como estava na assembléia, mesmo! Corri para as galerias, já que como simples cidadão não tenho direito de acesso ao Plenário, onde estão instaladas mais essas maravilhas da modernidade. Meu desejo era ver de perto as poltronas, quem sabe até sentar em uma delas e sentir as delícias que elas propiciam. Elas foram compradas para os deputados “trabalharem” com mais conforto, comodidade e privilégio, enquanto discutem e votam projetos, que o governador quase sempre veta.

Cheguei às galerias, justamente, no momento em que o Deputado Percival falava da novidade, da sua inquietação com aquela obra da tecnologia moderna. No seu jeitão simplório, bem ao estilo baiano dele ser, mostrava a sua indignação com mais aquele privilégio e, que segundo órgãos de imprensa, cada uma das sofisticadas poltronas havia custado aos cofres públicos US$ 6 mil. Pasmem! È tudo isso mesmo. E se “as maravilhas” foram compradas em dólares, isso quer dizer que elas vieram de um “outro mundo”. Vieram para deliciar os nossos nobres deputados.

Alguém nas galerias pressentindo a dificuldade do Deputado Percival em lidar com a sua poltrona, falou ao meu ouvido em tom de deboche, já que nas galerias é proibido qualquer tipo de manifestação: “Não tem problema, para agilizar a operacionalidade das poltronas, a mesa pode exigir do fornecedor um técnico para cada uma delas. Os técnicos ficarão juntos dos deputados, até eles aprenderem a operá-las”. Confesso que não dei muita atenção ao comentário. Tudo porque, na oportunidade, estava totalmente envolvido com a tribuna de onde o deputado encerrava o seu pronunciamento, esculachando as poltronas, chamando-as de “Fofa Bunda”. O nome arranjado, pelo deputado, para aquelas “obras primas da tecnologia” foi motivo de risos entre os seus colegas presentes no plenário. Risos disfarçados é claro. Mas, nas galerias senti risos sinceros. Risos da mais cristalina indignação.

Indignado, mais ainda, fui pra casa. Por ironia estava sem carro naquele dia. Pegar o “busão” era minha única opção. Na Praça Bispo esperei um bom tempo até o 604 chegar. Subi e, de repente percebi, que o ônibus era conduzido por uma mulher envelhecida precocemente, pelas durezas que a vida impõe a quem é obrigado a trabalhar, por um parco salário e exposta a condições precárias. A mulher estava suada, pois o ar condicionado do veículo mal funcionava. Apesar do calor provocado por mais de 38º de temperatura, do trânsito lento e barulhento; e de outros fatores que contribuem para as suas péssimas condições de trabalho, a motorista abria um sorriso para cada passageiro que entrava. Aquele não era um sorriso disfarçado. Era tímido, mas era franco. Era de satisfação por estar trabalhando de verdade.

Finalmente, chegamos ao ponto final. Esperei todos descerem, inclusive a motorista. Meio desconfiado, sentei um pouco na poltrona de onde, com muita habilidade, aquela profissional dirigia o veículo, levando e trazendo vidas trabalhadoras pelas ruas de Cuiabá. Foi um teste: constatei que a poltrona era quente, dura e de um material de péssima qualidade. Baixei a cabeça e, ali mesmo, pensei na massa de trabalhadores do nosso país que sofrem com os baixos salários e com as condições desumanas de trabalho a que estão expostos. Ainda, tive tempo de no pensamento, parece até que voando nas asas da indignação, ir e vir várias vezes da Assembléia àquele terminal.

Ao ver a motorista vir em minha direção para assumir o comando do ônibus, disfarçadamente, olhei em sua direção e constatei o quanto àquela mulher trabalhadora era “judiada pelo tempo”. Ainda, ousei jogar-me várias vezes na poltrona, o suficiente para concluir que aquilo não era poltrona coisa nenhuma. Era mesmo uma “cadeira arrebenta osso”.

Do terminal para casa não consegui esconder toda minha indignação e inquietação. Também pudera! Naquele dia fui de um extremo a outro, em relação às condições de trabalho oferecidas no Brasil. E constatei: um dos lados é composto por uma pequena minoria, que “trabalha” revestida de regalias e privilégios, com direito até a “Poltrona Fofa Bunda”; do outro, está a grande maioria, que exerce suas atividades profissionais em condições desumanas.

E o meu estado piorou ainda mais, quando finalmente, lembrei que o país das “poltronas Fofa Bunda” e das “Cadeiras Quebra Ossos” é governado por um cidadão que um dia foi trabalhador. E que pouco, ou quase nada tem feito, para melhorar as condições de trabalho da grande maioria dos brasileiros que sofre dando duro para sobreviver.

Fernando de Almeida é engenheiro, professor e escritor em Cuiabá.


Durma-se com um barulho desses! E o pior: eu e você ajudamos a compor esta Casa de Leis!

4 comentários:

rosa disse...

Neste país é assim mesmo, muitos levam na b... e poucos sentem a massagem.


Abraços Rosa

Renata Emy disse...

Putz!
Ngm merece!!!
E qdo compraram um monte de corolla p/ esse povo, lembra?!?
Beijo querido

vitoria disse...

Eu li bem?6 mil dólares???!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Cada cadeira?
E quem autorizou?

terramel.org disse...

Esses bando de deputado filho das puta são uns viadinhos mesmo! Gostam de sentir massagem no cú! São uns velhos pederastas! Perderam o tônus muscular do ânus de tanto dar? São umas bicha velha mesmo! -.-